Pular para o conteúdo

Questões filtradas

Questões do ENEM: Linguagens

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados: 18.995 questões

Página 117 de 950

  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    El tema del artículo es
    Escolha uma alternativa para a questão 216fbf48-fa
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    O evento histórico mencionado no texto está relacionado
    Escolha uma alternativa para a questão 21704d15-65
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text below and answer the following question based on it.

    Treating the UK’s loneliness epidemic
    Over a million people in the UK aged over 65 now experience chronic loneliness. This figure will only rise as our population ages. And research shows that severe loneliness affects people across their life course, including children and young people.

    Chronic loneliness is as bad for our health as smoking 15 cigarettes a day and as damaging as obesity and physical inactivity. It is linked with depression, dementia and high blood pressure alongside a number of other conditions. Loneliness impacts on our struggling health and social care system, with evidence showing that those living with loneliness are far more likely to visit their local doctor or A&E. New research shows the health cost alone of loneliness is equivalent to some £12,000 per person over 15 years.

    National and local policymakers are now waking up. Health and wellbeing boards across England are making loneliness a priority and the Welsh and Scottish governments have recently announced commitments to develop national cross-governmental strategies to address loneliness and social isolation.

    We are calling on the UK government to follow suit and commit to the development of a UK-wide strategy for tackling loneliness and social isolation to help end this growing crisis. 

    Adaptado de: <https://www.theguardian.com/society/2016/oct/04/treating-ukloneliness-epidemic> Acessado em 4 de outubro de 2016.
    The UK authorities
    Escolha uma alternativa para a questão 21707015-d5
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text below and answer the following question based on it.

    Women taking pill more likely to be treated for depression, study finds
    Millions of women worldwide use hormonal contraceptives, and there have long been reports that they can affect mood. A research project was launched in Denmark to look at the scale of the problem, involving the medical records of more than a million women and adolescent girls.

    It found that those on the combined pill were 23% more likely to be prescribed an antidepressant by their doctor, most commonly in the first six months after starting on the pill. Women on the progestin-only pills, a synthetic form of the hormone progesterone, were 34% more likely to take antidepressants or get a first diagnosis of depression than those not on hormonal contraception.

    The study found that not only women taking pills but also those with implants, patches and intrauterine devices were affected.

    Adolescent girls appeared to be at highest risk. Those taking combined pills were 80% more likely and those on progestin-only pills more than twice as likely to be prescribed an antidepressant than their peers who were not on the pill.

    The researchers, Øjvind Lidegaard of the University of Copenhagen and colleagues, point out that women are twice as likely to suffer from depression in their lifetime as men, though rates are equal before puberty. The fluctuating levels of the two female sex hormones, oestrogen and progesterone, have been implicated. Studies have suggested raised progesterone levels in particular may lower mood.

    The impact of low-dose hormonal contraception on mood and possibly depression has not been fully studied, the authors say. They used registry data in Denmark on more than a million women and adolescent girls aged between 15 and 34. They were followed up from 2000 until 2013 with an average follow-up of 6.4 years.

    The authors call for more studies to investigate this possible side-effect of the pill.

    Adaptado de: < https://www.theguardian.com/society/2016/sep/28/women-takingcontraceptive-pill-more-likely-to-be-treated-for-depression-studyfinds> Acessado em 29 de setembro de 2016.

      
    Hormonal contraceptives
    Escolha uma alternativa para a questão 21735364-d5
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    El objetivo del artículo es
    Escolha uma alternativa para a questão 2173948f-fa
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    Para a formação do neologismo “vivimento”, o narrador recorreu ao mesmo processo de formação de palavras observado em
    Escolha uma alternativa para a questão 21758cbe-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Señale la única alternativa en que la palabra en paréntesis se corresponde semánticamente con la palabra subrayada.
    Escolha uma alternativa para a questão 2176d964-fa
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    Dupla negação: emprego conjugado de palavras negativas.

    (Celso Pedro Luft. Abc da língua culta, 2010. Adaptado.)


    Observa-se a ocorrência de dupla negação no trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão 217ae453-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    El apodo de “abuelas solares” se debe a que las cuatro mujeres
    Escolha uma alternativa para a questão 217b84d4-fa
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo) | Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo)
    Marque el enunciado cuyo verbo se refiera a una acción pasada próxima o vinculada al momento de la enunciación.
    Escolha uma alternativa para a questão 217f80a2-fa
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho da peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça foi encenada em 1960 na arena da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil e promoveu um amplo debate. A mobilização resultante desse debate desencadeou a criação do Centro Popular de Cultura (CPC).


    Coro dos desgraçados: Trabalhamos noite e dia, dia e noite sem parar! Então de nada precisamos, se só precisamos trabalhar! Há mil anos sem parar! Fizemos as correntes que nos botaram nos pés, fizemos a Bastilha onde fomos morar, fizemos os canhões que vão nos apontar. Há mil anos sem parar! Não mandamos, não fugimos, não cheiramos, não matamos, não fingimos, não coçamos, não corremos, não deitamos, não sentamos: trabalhamos. Há mil anos sem parar! Ninguém sabe nosso nome, não conhecemos a espuma do mar, somos tristes e cansados. Há mil anos sem parar! Eu nunca ri — eu nunca ri — sempre trabalhei. Eu faço charutos e fumo bitucas, eu faço tecidos e ando pelado, eu faço vestido pra mulher, e nunca vi mulher desvestida. Há mil anos sem parar! Maria esqueceu de mim e foi morar com seu Joaquim. Há mil anos sem parar!

    (Apito longo. Um cartaz aparece:

    “Dois minutos de descanso e lamba as unhas.”

    Todos vão tentar sentar.

    Menos o Desgraçado 4 que fica de pé furioso.)

    Desgraçado 1: Ajuda-me aqui, Dois. Eu quero me dá uma sentadinha.

    (Desgraçado 2 ri de tudo.)

    Desgraçado 3: Senta. (Desgraçado 1 vai pôr a cabeça no chão.) De assim, não. Acho que não é com a cabeça não.

    Desgraçado 1: Eu esqueci.

    Desgraçado 3: A bunda, põe ela no chão. A perna é que eu não sei.

    Desgraçado 2: A perna tira.

    (Desgraçado 3 e Desgraçado 2

    desistem de descobrir. Se atiram no chão.)

    Desgraçado 1: A perna dobra! (Senta. Satisfeito.)

    Desgraçado 2: Quero ver levantar.

    (Todos olham para Desgraçado 4,

    fazem sinais para que ele se sente.)

    Desgraçado 4: Não! Chega pra mim! Eu só trabalho, trabalho, trabalho… (Perde o fôlego.)

    Desgraçado 3: Eu te ajudo: trabalho, trabalho, trabalho...

    Desgraçado 4: E tenho dois minutos de descanso? Nunca vi o sol, não tomei leite condensado, não canto na rua, esqueci do sentar, quando chega a hora de descansar, fico pensando na hora de trabalhar! Chega!

    Slide: Quem canta seus males espanta.

    Desgraçado 1: (cantando) A paga vem depois que a gente morre! Você vira um anjo todo branco, rindo sempre da brancura, bebe leite em teta de nuvem, não tem mais fome, não tem saudade, pinta o céu de cor de felicidade!

    (Peças do CPC, 2016. Adaptado.)

    O título da peça refere-se a importante conceito da teoria de
    Escolha uma alternativa para a questão 217f9e2c-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    En el fragmento: “...Doña Norma Guerra Ramos habla con sus manos precisas, trabajadas, pero aún jóvenes a sus 55 años...” (líneas 18-20) podemos reemplazar el adverbio “aún”, sin cambiar su significado, por
    Escolha uma alternativa para a questão 21833cda-fa
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho da peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça foi encenada em 1960 na arena da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil e promoveu um amplo debate. A mobilização resultante desse debate desencadeou a criação do Centro Popular de Cultura (CPC).


    Coro dos desgraçados: Trabalhamos noite e dia, dia e noite sem parar! Então de nada precisamos, se só precisamos trabalhar! Há mil anos sem parar! Fizemos as correntes que nos botaram nos pés, fizemos a Bastilha onde fomos morar, fizemos os canhões que vão nos apontar. Há mil anos sem parar! Não mandamos, não fugimos, não cheiramos, não matamos, não fingimos, não coçamos, não corremos, não deitamos, não sentamos: trabalhamos. Há mil anos sem parar! Ninguém sabe nosso nome, não conhecemos a espuma do mar, somos tristes e cansados. Há mil anos sem parar! Eu nunca ri — eu nunca ri — sempre trabalhei. Eu faço charutos e fumo bitucas, eu faço tecidos e ando pelado, eu faço vestido pra mulher, e nunca vi mulher desvestida. Há mil anos sem parar! Maria esqueceu de mim e foi morar com seu Joaquim. Há mil anos sem parar!

    (Apito longo. Um cartaz aparece:

    “Dois minutos de descanso e lamba as unhas.”

    Todos vão tentar sentar.

    Menos o Desgraçado 4 que fica de pé furioso.)

    Desgraçado 1: Ajuda-me aqui, Dois. Eu quero me dá uma sentadinha.

    (Desgraçado 2 ri de tudo.)

    Desgraçado 3: Senta. (Desgraçado 1 vai pôr a cabeça no chão.) De assim, não. Acho que não é com a cabeça não.

    Desgraçado 1: Eu esqueci.

    Desgraçado 3: A bunda, põe ela no chão. A perna é que eu não sei.

    Desgraçado 2: A perna tira.

    (Desgraçado 3 e Desgraçado 2

    desistem de descobrir. Se atiram no chão.)

    Desgraçado 1: A perna dobra! (Senta. Satisfeito.)

    Desgraçado 2: Quero ver levantar.

    (Todos olham para Desgraçado 4,

    fazem sinais para que ele se sente.)

    Desgraçado 4: Não! Chega pra mim! Eu só trabalho, trabalho, trabalho… (Perde o fôlego.)

    Desgraçado 3: Eu te ajudo: trabalho, trabalho, trabalho...

    Desgraçado 4: E tenho dois minutos de descanso? Nunca vi o sol, não tomei leite condensado, não canto na rua, esqueci do sentar, quando chega a hora de descansar, fico pensando na hora de trabalhar! Chega!

    Slide: Quem canta seus males espanta.

    Desgraçado 1: (cantando) A paga vem depois que a gente morre! Você vira um anjo todo branco, rindo sempre da brancura, bebe leite em teta de nuvem, não tem mais fome, não tem saudade, pinta o céu de cor de felicidade!

    (Peças do CPC, 2016. Adaptado.)

    O texto mostra-se crítico em relação ao conteúdo da seguinte citação:
    Escolha uma alternativa para a questão 2184cf48-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Marque la única alternativa que NO corresponde a lo que menciona el texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 2187b948-fa
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho da peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça foi encenada em 1960 na arena da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil e promoveu um amplo debate. A mobilização resultante desse debate desencadeou a criação do Centro Popular de Cultura (CPC).


    Coro dos desgraçados: Trabalhamos noite e dia, dia e noite sem parar! Então de nada precisamos, se só precisamos trabalhar! Há mil anos sem parar! Fizemos as correntes que nos botaram nos pés, fizemos a Bastilha onde fomos morar, fizemos os canhões que vão nos apontar. Há mil anos sem parar! Não mandamos, não fugimos, não cheiramos, não matamos, não fingimos, não coçamos, não corremos, não deitamos, não sentamos: trabalhamos. Há mil anos sem parar! Ninguém sabe nosso nome, não conhecemos a espuma do mar, somos tristes e cansados. Há mil anos sem parar! Eu nunca ri — eu nunca ri — sempre trabalhei. Eu faço charutos e fumo bitucas, eu faço tecidos e ando pelado, eu faço vestido pra mulher, e nunca vi mulher desvestida. Há mil anos sem parar! Maria esqueceu de mim e foi morar com seu Joaquim. Há mil anos sem parar!

    (Apito longo. Um cartaz aparece:

    “Dois minutos de descanso e lamba as unhas.”

    Todos vão tentar sentar.

    Menos o Desgraçado 4 que fica de pé furioso.)

    Desgraçado 1: Ajuda-me aqui, Dois. Eu quero me dá uma sentadinha.

    (Desgraçado 2 ri de tudo.)

    Desgraçado 3: Senta. (Desgraçado 1 vai pôr a cabeça no chão.) De assim, não. Acho que não é com a cabeça não.

    Desgraçado 1: Eu esqueci.

    Desgraçado 3: A bunda, põe ela no chão. A perna é que eu não sei.

    Desgraçado 2: A perna tira.

    (Desgraçado 3 e Desgraçado 2

    desistem de descobrir. Se atiram no chão.)

    Desgraçado 1: A perna dobra! (Senta. Satisfeito.)

    Desgraçado 2: Quero ver levantar.

    (Todos olham para Desgraçado 4,

    fazem sinais para que ele se sente.)

    Desgraçado 4: Não! Chega pra mim! Eu só trabalho, trabalho, trabalho… (Perde o fôlego.)

    Desgraçado 3: Eu te ajudo: trabalho, trabalho, trabalho...

    Desgraçado 4: E tenho dois minutos de descanso? Nunca vi o sol, não tomei leite condensado, não canto na rua, esqueci do sentar, quando chega a hora de descansar, fico pensando na hora de trabalhar! Chega!

    Slide: Quem canta seus males espanta.

    Desgraçado 1: (cantando) A paga vem depois que a gente morre! Você vira um anjo todo branco, rindo sempre da brancura, bebe leite em teta de nuvem, não tem mais fome, não tem saudade, pinta o céu de cor de felicidade!

    (Peças do CPC, 2016. Adaptado.)

    Considerado no contexto, constitui exemplo de eufemismo o verbo sublinhado no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 2189f451-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Significação Contextual de Palavras e Expressões | Significacción Contextual de Palabras y Expresiones
    Marque la única alternativa donde la correspondencia semántica está correcta:
    Escolha uma alternativa para a questão 218b71ea-fa
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    En el párrafo 6 (líneas 74-95) se describe la reacción de las abuelas solares ante la solicitud de Bunker Roy. Podríamos explicar su actitud como un sentimiento de
    Escolha uma alternativa para a questão 218f5739-fa
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, UNESP 2021, Arcadismo


    A obra Prisão de Tiradentes (datada de 1914), do pintor brasileiro Antônio Parreiras (1860-1937), remete a evento histórico relacionado ao seguinte movimento literário brasileiro:

    Escolha uma alternativa para a questão 218fc8de-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, PUC - RJ 2017, Artigos | Artículos
    En la oración: “El avión uno lo toma la primera vez y es como tener el primer hijo” (líneas 72-73), el número ordinal “primero” pierde la vocal “o” delante de un sustantivo masculino. Esto también sucede con
    Escolha uma alternativa para a questão 21943f1d-fa
  • Linguagens

    Inglês

    When will the Amazon hit a tipping point?


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


        Scientists say climate change, deforestation and fires could cause the world’s largest rainforest to dry out. The big question is how soon that might happen. Seen from a monitoring tower above the treetops near Manaus, in the Brazilian Amazon, the rainforest canopy stretches to the horizon as an endless sea of green. It looks like a rich and healthy ecosystem, but appearances are deceiving. This rainforest — which holds 16,000 separate tree species — is slowly drying out.

        Over the past century, the average temperature in the forest has risen by 1-1.5 ºC. In some parts, the dry season has expanded during the past 50 years, from four months to almost five. Severe droughts have hit three times since 2005. That’s all driving a shift in vegetation. In 2018, a study reported that trees that do best in moist conditions, such as tropical legumes from the genus Inga, are dying. Those adapted to drier climes, such as the Brazil nut tree (Bertholletia excelsa), are thriving.

        At the same time, large parts of the Amazon, the world’s largest rainforest, are being cut down and burnt. Tree clearing has already shrunk the forest by around 15% from its 1970s extent of more than 6 million square kilometres; in Brazil, which contains more than half the forest, more than 19% has disappeared. Last year, deforestation in Brazil spiked by around 30% to almost 10,000 km2 , the largest loss in a decade. And in August 2019, videos of wildfires in the Amazon made international headlines. The number of fires that month was the highest for any August since an extreme drought in 2010.

    (www.nature.com, 25.02.2020. Adaptado.)

    According to the first paragraph, the Amazon rainforest
    Escolha uma alternativa para a questão 2194e9fb-65