Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2024
- ENEM
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 713F3D51-D2
Questões filtradas
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Big Tech made the social media mess. It has to fix it
Analysis by David Goldman, CNN Business
Social media has given people a platform to spew hate speech and radical beliefs to other people, amplifying what are otherwise fringe opinions. A few have turned that hate into violence.
Silicon Valley has built the biggest, most powerful companies in the world. Now, tech leaders have a responsibility to rein in the creations that have grown too unwieldy for them to control.
These are businesses, and their leaders will have to And out how to do that without destroying their companies. So far, balancing Big Tech's responsibilities to society and its duties to investors has proven difficult.
A difficult balance
Facebook (FB) announced in July it would invest billions of dollars a year to improve safety and security on the platform. The company said the effort would come at the expense of user growth and profitability. The company's stock lost about a third of its value because investors were concerned about Facebook's growth stalling.
Twitter has largely rid ISIS recruiters from the social network. Facebook and YouTube have labeled fake news stories as such. Yet, the work isn't close to done. Google has also made significant changes to YouTube's advertising policies after ads from 300 companies and organizations ran on channels promoting hate groups.
"YouTube has strict policies that prohibit content which incites others to violence or promotes hatred," a YouTube spokesperson said. "We quickly remove videos violating our policies when flagged by our users."
What seemed to cross no one's mind a decade ago was the potential downside to building a platform with billions of customers. So many posts can't possibly be monitored in real time. The networks gave the dregs of society the ability to reach like-minded people and poison the minds of others.
Without that foresight, Silicon Valley allowed their creations to break down. They're not beyond repair, but fixing them will be costly and difficult. Whether Big Tech is up to the task will determine the fates of their platforms.
Available: https://edition.cnn.com/2018/10/29/tech/social-media- -hate-speech/index.html. Access: 30 may 2019. Adapted.
Glossary: spew: lançar; fringe: periféricas; to rein in: controlar; unwieldy: desordenado; duties: deveres; profitability, lucro;
stock: ação (no mercado); stalling: interrupção; flagged: sinalizados; dregs of society: pessoas inescrupulosas; like-minded: pessoas que compartilham ideias semelhantes; poison: envenenar;
foresight: visão; beyond repair: sem conserto; up to the task: à
altura da tarefa.
TEXTO I
Os Doze Trabalhos de Hércules
Hércules é uma figura lendária da mitologia greco-romana. Ele é frequentemente retratado como um herói de força sobre-humana e coragem, filho de Zeus, o rei dos deuses, e Alcmena, uma mulher mortal. O episódio mais conhecido de Hércules é a realização dos Doze Trabalhos.
Esses trabalhos são impostos a ele como uma forma de expiação pelos crimes cometidos durante um acesso de loucura, causado pela deusa Hera, esposa de Zeus. Os Doze Trabalhos são: matar o Leão de Nemeia; matar a Hidra de Lerna; capturar a corça de Cerineia; capturar o javali de Erimanto; limpar os estábulos de Áugias; matar as aves do lago Estínfalo; matar o touro de Creta; capturar os cavalos de Diomedes; roubar o cinturão de Hipólita, a rainha das Amazonas; capturar o gado de Gerião; capturar os pomos de ouro do Jardim das Hespérides; capturar o cão de Hades, Cérbero.
HERTEL, R. Mitologia. Disponível em: https://osmelhoreslivros.com.br.
Acesso em: 4 jun. 2025 (adaptado).
TEXTO II
Os Doze Trabalhos
O que lhe faltava de estudo lhe sobrava de boa vontade e inteligência. No escritório improvisado na salinha da casa, anunciava seus serviços de bombeiro hidráulico e eletricista. Nas horas vagas entregava panfletos e lavava carros. Quando a cidade fervia com alguma festa, postava-se à entrada vendendo cerveja. Se fosse algum show infantil, cocadas. Aos sábados, era pedreiro e, aos domingos, conservava um jardim de uma mansão, além de tratar da piscina e dos cachorros. Nas férias, abrigava-se na fazenda dos donos da mansão, onde trabalhava como caseiro e motorista. Seu nome: João Antonio da Silva. Mas pode chamar de Hércules.
FERREIRA, G. V. Os doze trabalhos. Disponível em: www.minicontos.com.br.
Acesso em: 15 jul. 2015 (adaptado).
A comparação entre os textos I e II indica que o(a)
Big Tech made the social media mess. It has to fix it
Analysis by David Goldman, CNN Business
Social media has given people a platform to spew hate speech and radical beliefs to other people, amplifying what are otherwise fringe opinions. A few have turned that hate into violence.
Silicon Valley has built the biggest, most powerful companies in the world. Now, tech leaders have a responsibility to rein in the creations that have grown too unwieldy for them to control.
These are businesses, and their leaders will have to And out how to do that without destroying their companies. So far, balancing Big Tech's responsibilities to society and its duties to investors has proven difficult.
A difficult balance
Facebook (FB) announced in July it would invest billions of dollars a year to improve safety and security on the platform. The company said the effort would come at the expense of user growth and profitability. The company's stock lost about a third of its value because investors were concerned about Facebook's growth stalling.
Twitter has largely rid ISIS recruiters from the social network. Facebook and YouTube have labeled fake news stories as such. Yet, the work isn't close to done. Google has also made significant changes to YouTube's advertising policies after ads from 300 companies and organizations ran on channels promoting hate groups.
"YouTube has strict policies that prohibit content which incites others to violence or promotes hatred," a YouTube spokesperson said. "We quickly remove videos violating our policies when flagged by our users."
What seemed to cross no one's mind a decade ago was the potential downside to building a platform with billions of customers. So many posts can't possibly be monitored in real time. The networks gave the dregs of society the ability to reach like-minded people and poison the minds of others.
Without that foresight, Silicon Valley allowed their creations to break down. They're not beyond repair, but fixing them will be costly and difficult. Whether Big Tech is up to the task will determine the fates of their platforms.
Available: https://edition.cnn.com/2018/10/29/tech/social-media- -hate-speech/index.html. Access: 30 may 2019. Adapted.
Glossary: spew: lançar; fringe: periféricas; to rein in: controlar; unwieldy: desordenado; duties: deveres; profitability, lucro;
stock: ação (no mercado); stalling: interrupção; flagged: sinalizados; dregs of society: pessoas inescrupulosas; like-minded: pessoas que compartilham ideias semelhantes; poison: envenenar;
foresight: visão; beyond repair: sem conserto; up to the task: à
altura da tarefa.
Do rádio ao podcast
Desde a disseminação do rádio no Brasil, entre as décadas de 1920 e 1930, principalmente no governo de Getúlio Vargas, as pessoas passaram a dedicar uma parte de seu dia para escutar notícias, novelas, músicas e eventos esportivos em aparelhos de som. O radiojornalismo, por sua vez, teve seu pontapé inicial durante a Revolução Constitucionalista (1932) e se desenvolveu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Quando a TV surgiu, esperava-se que o rádio fosse totalmente substituído, porém ele se manteve em alta, pois o sinal de televisão não cobria todos os lugares, diferentemente do rádio. Com o surgimento da internet, dos smartphones e de outros dispositivos móveis, o rádio foi incorporado a essas novas tecnologias até o desenvolvimento da web rádio e do podcast, mostrando-se um meio de comunicação versátil e democrático na área jornalística.
Para um pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o rádio não se tornou obsoleto, visto que não deixou de ser consumido e se reinventou com o tempo. “O podcast é uma continuação, uma evolução natural do rádio”, opina.
ALVES, A.; ALVES, C. Disponível em: https://comunica.ufu.br. Acesso em: 19 abr. 2024 (adaptado).
Ao abordar a trajetória dos meios de comunicação, esse texto propõe uma reflexão sobre a

TEXTO I
Origem, tradição e resistência
Foi sentada em seu banco de quartzo que a avó do universo, moradora da Maloca do Céu, criou os homens, os animais, a terra e as águas. O banco foi entregue aos ancestrais dos atuais Tukano, que passaram a reproduzi-lo em madeira. O mito Tukano — povo do noroeste da Amazônia que ainda hoje fabrica os bancos em seu estilo tradicional — indica o lugar dos bancos entre os objetos sagrados, ao mesmo tempo parte do universo primitivo e fonte do poder de criação. A presença nos mitos de origem de alguns povos atesta a antiguidade da arte de talhar bancos: os primeiros registros do uso desses objetos entre ameríndios das terras baixas da América do Sul, do Caribe e da América Central datam de, pelo menos, 4 mil anos.
ASSIS, R.; MENDES JR., L. Bancos indígenas do Brasil. São Paulo: BEI Comunicação, 2013.
TEXTO II

KAMAYURÁ, Y. Tatu Kamayurá 1. Madeira, 61 × 24 × 20 cm. Xingu (MT), s.d.
Disponível em: www.colecaobei.com.br. Acesso em: 15 out. 2024.

Superinteressante, n. 322, ago. 2013 (adaptado).
Porque ler para crianças é um ato de amor
Parece que, com o avanço da tecnologia, os livros têm enfrentado cada vez mais concorrência. Por isso, é nossa função lembrar a importância da leitura em todas as fases da vida, mas principalmente na primeira infância (entre 0 e 5 anos), quando o desenvolvimento das crianças acontece de forma mais intensa.
O ato de ler com uma criança ou ler para ela vai muito além de apenas aproveitar uma história em conjunto. É um laço de amorosidade, porque oferece a ela ferramentas que vão ajudá-la a crescer forte e independente.
Se você precisa de uma motivação extra para entrar nessa rede de incentivo, fique ligado nos motivos a seguir. Adotar esse hábito em casa:
1 – cria um laço emocional com a criança;
2 – ajuda no desenvolvimento das capacidades cognitivas;
3 – ensina sobre o mundo;
4 – incentiva o processamento de informações e a imaginação.
Disponível em: www.huffpost.com.br.
Acesso em: 22 maio 2018 (adaptado).
En la línea 9 del texto, la palabra “casi” 
TEXTO 1
LER NOS TORNA MAIS FELIZES
(1) “A leitura nos torna mais felizes e nos ajuda a enfrentar melhor a nossa existência. Os leitores vivem mais contentes e satisfeitos do que os não leitores, e são, em geral, menos agressivos e mais otimistas”. A afirmação é dos responsáveis por uma análise efetuada recentemente pela Universidade de Roma III a partir de entrevistas com 1.100 pessoas. Aplicando índices como o da medição da felicidade de Vennhoven e escalas como a Diener para medir o grau de satisfação com a vida, os pesquisadores chegaram a essas conclusões, que demonstram, como afirma Nuccio Ordine, autor do manifesto “A Utilidade do Inútil”, que “alimentar o espírito pode ser tão importante quanto alimentar o corpo”. E que precisamos, bem mais do que se imagina, dessas experiências e conhecimentos que não se traduzem em benefícios econômicos.
(2) Como nos sentimos e quais mudanças experimentamos ao mergulhar em uma história? Há um efeito transformador? Os protagonistas das ficções nos levam a que enxerguemos as nossas contradições e os nossos desejos? Fazem com que nos recordemos de coisas essenciais, talvez esquecidas?
(3) A ciência possui cada vez mais recursos para responder a essas perguntas. Artigos publicados em revistas especializadas expõem resultados de ressonâncias magnéticas que revelam a alta conectividade que se estabelece no sulco central do cérebro, região do motor sensorial primário, e no córtex temporal esquerdo, área associada à linguagem, enquanto lemos um livro e depois de acabá-lo.
(4) O estresse se reduz e a inteligência emocional sai ganhando, assim como o desenvolvimento psicossocial, o autoconhecimento e o cultivo da empatia, segundo uma equipe de neurocientistas da Universidade de Emory, em Atlanta, que monitoraram as reações de 21 estudantes durante 19 dias seguidos. A leitura pode até mesmo alterar comportamentos por meio da identificação com os protagonistas das histórias lidas, defende Keith Oatley, romancista e professor de Psicologia Cognitiva da Universidade de Toronto.
(5) “É muito custoso, para nós, colocarmo-nos no lugar do outro no dia a dia, mas quantas vezes já não nos colocamos na pele de um personagem de romance? Criamos uma empatia com ele e isso nos ajuda a compreender melhor os sinais emitidos pelos outros”, argumenta Antonella Fayer, psicóloga e coach especializada no desenvolvimento da liderança, para quem “as lições sobre dilemas morais e emocionais que encontramos na literatura são necessárias para todas as pessoas, e, muito especialmente, para aquelas que estão convencidas de que não têm tempo. Seria conveniente para elas se conseguissem parar um pouco e fazer leituras para melhorar a sua compreensão dos outros”, assinala Fayer, fazendo uma alusão às palavras de Alan Brew, ex-editor do Financial Times: “Ler os grandes autores faz de você uma pessoa mais bem preparada para tomar decisões criativas, interessantes e educadas”.
(6) O convencimento quanto aos benefícios gerados pela leitura é o que move a School of Life, um centro londrino de biblioterapia que prescreve livros para ajudar na superação de conflitos (rupturas, disputas etc). Como diz o filósofo Santiago Alba Rico - autor de “Leer con niños” (Ler com crianças), um ensaio que estimula nos pais o prazer de compartilhar histórias com seus filhos -, a leitura, como a paixão, é um “vício virtuoso”. Quando conhecemos o bem que ela nos proporciona, não conseguimos deixar de praticá-la. Voltemo-nos, portanto, para a literatura, como convidava Cortázar, “como se vai aos encontros mais essenciais da existência, como se vai ao encontro do amor e, às vezes, da morte, sabendo que fazem parte de um todo indissolúvel, e que um livro começa e termina muito antes e muito depois de sua primeira e de sua última página”.
RODRÍGUEZ, Emma. Ler nos torna mais felizes. Disponível em:
<https://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/22/eps/1453483676_726569.html>. Acesso em: 19 out. 2019 (adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA do TEXTO 1.