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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 772 de 950

  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    “Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes?”

    Essa passagem inicia uma sequência que caracteriza a
    Escolha uma alternativa para a questão d1c0e2a7-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Adaptação de carta de leitor publicada na Revista Bravo
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1c26c84-dc
  • Linguagens

    Português

    Leia a charge.


    Imagem da questão de Português, UFTM 2012, Interpretação de Textos


    A charge ironiza

    Escolha uma alternativa para a questão d1c2a5ca-59
  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    Em “Ouviu uma voz: negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois.” e “Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!...” , a seleção vocabular dos fragmentos revela, com veemência, por parte dos demais personagens da cena narrada, uma atitude (de)
    Escolha uma alternativa para a questão d1c35e53-c4
  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    As palavras denotativas, modernamente, são consideradas marcadores discursivos, que contribuem para a coesão, a ligação entre as partes do texto.

    No trecho “Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher.”, a função semântica do termo sublinhado é
    Escolha uma alternativa para a questão d1c5dc68-c4
  • Linguagens

    Literatura

    O acendedor de lampiões


    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

    Este mesmo que vem infatigavelmente,

    Parodiar o sol e associar-se à lua

    Quando a sombra da noite enegrece o poente!


    Um, dois, três lampiões, acende e continua

    Outros mais a acender imperturbavelmente,

    À medida que a noite aos poucos se acentua

    E a palidez da lua apenas se pressente.


    Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

    Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


    Tanta gente também nos outros insinua

    Crenças, religiões, amor, felicidade,

    Como este acendedor de lampiões da rua


    (Jorge de Lima)

    Sobre o romance “Fogo Morto”, de José Lins do Rego, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d1c675de-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Interpretação de Textos
    Adaptação de carta de leitor publicada na Revista Bravo
    Assinale a alternativa que apresenta palavra que pode substituir, corretamente e sem prejuízo do sentido original, a que está em destaque.
    Escolha uma alternativa para a questão d1c77f87-dc
  • Linguagens

    Português

    Conceição Evaristo nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte. Trabalhava como empregada doméstica, até concluir o Curso Normal, já então com 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, tendo estudado Letras em uma universidade pública, a UFRJ. Suas obras abordam temas como discriminação racial, de gênero e de classe. A pobreza e a vulnerabilidade da população afro-brasileira, envolvendo mulheres e homens, é a tônica da autora em Olhos D’Água.

    O conto Maria serve de base para responder à questão.


    MARIA

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
    [...]
     
        Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem sentou-se a seu lado. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam de gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai de seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também.
    [...]

        O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos?
    [...]

        Os assaltantes desceram rápido. (...). Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz vinda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma, gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei por quê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e que relembravam vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção à Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção à Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira:

    — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...

        Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos iriam gostar de melão?

        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facas a laser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.

    Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


    EVARISTO, Conceição. Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
    A linguagem tem funções que levam em consideração a intencionalidade do emissor, o que pode ser exemplificado na cena final do conto que, apesar de retratar uma situação que se poderia tornar manchete de jornal, portanto referencial, leva o leitor a observar
    Escolha uma alternativa para a questão d1c86795-c4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Interpretação de Textos

    Sobre a charge da venezuelana Suprani, analise as seguintes assertivas e julgue aquelas que são verdadeiras.


    I) A expressão fisionômica da noiva, imagem à direita, é de surpresa em relação à imagem refletida no espelho, à esquerda.

    II) A imagem da noiva e seu reflexo descrevem, de forma precisa, as relações humanas em tempos globalizados.

    III) A charge apresenta uma crítica social contundente ao papel da mulher na sociedade.

    IV) A imagem, ao fazer uma crítica social, celebra as posições invertidas da mulher na sociedade.

    V) A charge desnuda, de forma crítica, o sonho do casamento e a realidade de estar casada.


    Estão corretas, apenas, as seguintes assertivas:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cadca3-c4
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1: Brazil judge lifts WhatsApp suspension


    A judge in Brazil has ordered that a suspension of the popular messaging application WhatsApp be lifted. Judge Xavier de Souza said the service should be re-instated immediately. A court had ordered the service be suspended for 48 hours on Thursday for failing to comply with a court order to provide investigators with information relating to a criminal court case. 

        Judge Souza said it was “not reasonable that millions of users be affected by the inertia of the company”. “Extreme ruling” Brazilians had complained bitterly on social media about the suspension of Whatsapp, which is a hugely popular app used by many to communicate with family, friends and colleagues both inside of Brazil and abroad. Ninety-three per cent of the country's internet population use Whatsapp, according to the TechCrunch website, with many young and poor Brazilians taking advantage of its free text message and internet telephone service.

        Within hours of the suspension being coming into force, the hashtag #Nessas48HorasEuVou (#Inthese48hoursIwill) began trending on Twitter, with Brazilians joking about all the things they would do during the suspension. Impact of the WhatsApp ban - Paula K, a Brazilian living in London In a country where mobile providers charge a fortune for a monthly plan – not to mention the high cost of making international calls – the use of WhatsApp for both texts and internet calls allows expats like me to keep a direct line with family, friends or even colleagues back home.

        It’s worth remembering that Brazil already has a high cost of living – services and products often cost the same price as they do in the UK – but people often only earn about a third of the wage they would here. One of my friends who works for one of the major mobile providers in Brazil said it was advising people to download alternative apps such as Viber and/or create a group on Messenger to keep the communication flowing. “I am stunned that our efforts to protect people’s data would result in such an extreme decision by a single judge to punish every person in Brazil who uses WhatsApp,” Mr. Zuckerberg wrote in a post on Facebook.

        The suspension was ordered after WhatsApp failed to comply with a court order. The court which ordered the suspension gave little detail, apart from saying that the order related to a criminal case. But Brazilian media said WhatsApp had been asked to provide details of communication by a suspected gang member who is alleged to have used WhatsApp to organise illegal activity. Separately from the court case, Brazilian phone companies have urged the government to restrict the use of free voice-over-internet services offered through WhatsApp.

        The phone companies argue that the rise of WhatsApp has damaged their businesses. Meanwhile other messaging services said they had benefited from the temporary absence of WhatsApp. One such company, Telegram, said on Twitter that more than 1.5 million Brazilian users had joined up since the court order was handed down.

    (Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-latin-america>. Acesso em: set. 2017)

    De acordo com o texto 1, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cb7e6e-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    Texto I
    Esses Moços
    01 Esses moços, pobres moços
    02 Ah! Se soubessem o que eu sei
    03 Não amavam...
    04 Não passavam aquilo que eu já passei
    05 Por meus olhos
    06 Por meus sonhos
    07 Por meu sangue, tudo enfim
    08 É que eu peço a esses moços
    09 Que acreditem em mim
    10 Se eles julgam
    11 Que há um lindo futuro
    12 Só o amor nesta vida conduz
    13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
    14 E vão ao inferno
    15 À procura de luz
    16 Eu também tive nos meus belos dias
    17 Essa mania que muito me custou
    18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
    19 E essas rugas o amor me deixou!
    Lupicínio Rodrigues (1948)

    Texto II
    Capítulo LXXIII / O contrarregra
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)

    Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuro
    Considere as seguintes afirmações sobre os textos:

    I. Os textos pretendem convencer o leitor a respeito das benesses do amor, que é descrito como sentimento incondicionalmente venturoso.
    II. Os textos desenvolvem tema comum, utilizando também mesmo gênero literário, diferenciando-se apenas em relação ao estilo peculiar de cada um.
    III. Nos textos selecionados, há a presença da função emotiva da linguagem, que concede um caráter subjetivo ao modo de ver o mundo.

    Assinale
    Escolha uma alternativa para a questão d1cbaf06-dc
  • Linguagens

    Literatura

    Jorge Amado de Faria, autor de vasta obra literária, adotou como temas principais a miséria, as relações sociais e humanas do povo da Bahia. Dentre suas obras cita-se Mar morto, incluído nas crônicas de costumes.

    Mar morto, de Jorge Amado, difere do Mar morto, localizado no Oriente Médio, caracterizado por sua alta salinidade, o que impede quase toda a forma de vida naquele lago. Em contrapartida, no romance, os impedimentos existentes são de ordem social e enigmática. Nessa obra, o autor enfoca
    Escolha uma alternativa para a questão d1cd6b52-c4
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UEPB 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    According to TEXT C the difference between the East and West is due to:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cf059c-6e
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1: Brazil judge lifts WhatsApp suspension


    A judge in Brazil has ordered that a suspension of the popular messaging application WhatsApp be lifted. Judge Xavier de Souza said the service should be re-instated immediately. A court had ordered the service be suspended for 48 hours on Thursday for failing to comply with a court order to provide investigators with information relating to a criminal court case. 

        Judge Souza said it was “not reasonable that millions of users be affected by the inertia of the company”. “Extreme ruling” Brazilians had complained bitterly on social media about the suspension of Whatsapp, which is a hugely popular app used by many to communicate with family, friends and colleagues both inside of Brazil and abroad. Ninety-three per cent of the country's internet population use Whatsapp, according to the TechCrunch website, with many young and poor Brazilians taking advantage of its free text message and internet telephone service.

        Within hours of the suspension being coming into force, the hashtag #Nessas48HorasEuVou (#Inthese48hoursIwill) began trending on Twitter, with Brazilians joking about all the things they would do during the suspension. Impact of the WhatsApp ban - Paula K, a Brazilian living in London In a country where mobile providers charge a fortune for a monthly plan – not to mention the high cost of making international calls – the use of WhatsApp for both texts and internet calls allows expats like me to keep a direct line with family, friends or even colleagues back home.

        It’s worth remembering that Brazil already has a high cost of living – services and products often cost the same price as they do in the UK – but people often only earn about a third of the wage they would here. One of my friends who works for one of the major mobile providers in Brazil said it was advising people to download alternative apps such as Viber and/or create a group on Messenger to keep the communication flowing. “I am stunned that our efforts to protect people’s data would result in such an extreme decision by a single judge to punish every person in Brazil who uses WhatsApp,” Mr. Zuckerberg wrote in a post on Facebook.

        The suspension was ordered after WhatsApp failed to comply with a court order. The court which ordered the suspension gave little detail, apart from saying that the order related to a criminal case. But Brazilian media said WhatsApp had been asked to provide details of communication by a suspected gang member who is alleged to have used WhatsApp to organise illegal activity. Separately from the court case, Brazilian phone companies have urged the government to restrict the use of free voice-over-internet services offered through WhatsApp.

        The phone companies argue that the rise of WhatsApp has damaged their businesses. Meanwhile other messaging services said they had benefited from the temporary absence of WhatsApp. One such company, Telegram, said on Twitter that more than 1.5 million Brazilian users had joined up since the court order was handed down.

    (Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-latin-america>. Acesso em: set. 2017)

    Segundo o texto 1, os brasileiros utilizaram a hashtag #Nessas48HorasEuVou (#Inthese48hoursIwill) para:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cfc1aa-e9
  • Linguagens

    Literatura

    Em Mar morto, ambiente predominantemente masculino, as personagens femininas adquirem vida própria. Considerando as características de bravura e de persistência, destaca-se a seguinte personagem:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cfe63b-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    Texto I
    Esses Moços
    01 Esses moços, pobres moços
    02 Ah! Se soubessem o que eu sei
    03 Não amavam...
    04 Não passavam aquilo que eu já passei
    05 Por meus olhos
    06 Por meus sonhos
    07 Por meu sangue, tudo enfim
    08 É que eu peço a esses moços
    09 Que acreditem em mim
    10 Se eles julgam
    11 Que há um lindo futuro
    12 Só o amor nesta vida conduz
    13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
    14 E vão ao inferno
    15 À procura de luz
    16 Eu também tive nos meus belos dias
    17 Essa mania que muito me custou
    18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
    19 E essas rugas o amor me deixou!
    Lupicínio Rodrigues (1948)

    Texto II
    Capítulo LXXIII / O contrarregra
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Interpretação de Textos
    Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)

    Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuro
    Sobre o trecho do Texto II era a trombeta do juízo final e soou a tempo; assim faz o Destino, que é o seu próprio contrarregra (linhas 01-03), é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão d1d0da24-dc
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Interpretação de Textos

    A tese defendida pela articulista pode ser atestada na seguinte premissa:
    Escolha uma alternativa para a questão d1d27d2d-c4
  • Linguagens

    Inglês

    Text 2 - We're living faster but are we living better?

    Not Long Ago people believed that in the future we would work less, have more free time, and be more relaxed. But sadly this has not happened. Today we work harder, work longer hours, and are more stressed than ten years ago. We walk faster, talk faster, and sleep less than previous generations. And although we are obsessed with machines which save us time, we have less free time than our parents and grandparents had. But what is this doing to our health? An American journalist James Gleick in a new book, Faster: the Acceleration of just about everything, says that people who live in cities are suffering from 'hurry sickness'- we are always trying to do more things in less time. As a result, our lives are more stressful. He says that if we don't slow down, we won't live as long as our parents. For most people, faster doesn't mean better.

    No time for the news
    Newspaper articles today are shorter and the headlines are bigger. Most people don't have enough time to read the articles, they only read the headlines! On TV and the radio, newsreaders speak more quickly than ten years ago.
    No time for stories
    In the USA there is a book called One-Minute Bedtime Stories for children. These are shorter versions of traditional stories, specially written for 'busy parents' who want to save time!
    No time to listen
    Some answerphones now have 'quick playback' buttons so that we can re-play people's messages faster – we can't waste time listening to people speaking at normal speed!
    No time to relax
    Even when we relax we do everything more quickly. Ten years ago when people went to art galleries they spent ten seconds looking at each picture. Today they spend just three seconds!
    No time for slow sports
    In the USA the national sport, baseball, is not as popular as before because it is a slow game and matches take a long time. Nowadays many people prefer faster and more dynamic sports like basketball.
    …but more time in our cars
    The only thing that is slower than before is the way we drive. Our cars are faster but the traffic is worse so we drive more slowly. We spend more time sitting in our cars, feeling stressed because we are worried that we won't arrive on time. Experts predict that in ten years' time the average speed on the road in cities will be 17 km/h.
    (OXFORD. NEW ENGLISH FILE, Pre-Intermediate, Student’s Book)
    According to the text 2, mark true or false:


    ( ) Society are obsessed with machines which save us time and this is why we have less free time than our parents and grandparents had.
    ( ) In the USA, a book called One-Minute Bedtime Stories were made for 'busy parents', because they want to save time.
    ( ) Nowadays most people don't have enough time to read the articles. This is why the headlines are growing larger and the articles are ever smaller.


    The CORRECT alternative respectively is:
    Escolha uma alternativa para a questão d1d3181a-e9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Maranhão 2023, Interpretação de Textos

    Entre as diferentes estratégias de argumentação utilizadas na construção do artigo de opinião, destaca-se, de forma proeminente, a
    Escolha uma alternativa para a questão d1d511fa-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    Texto I
    Esses Moços
    01 Esses moços, pobres moços
    02 Ah! Se soubessem o que eu sei
    03 Não amavam...
    04 Não passavam aquilo que eu já passei
    05 Por meus olhos
    06 Por meus sonhos
    07 Por meu sangue, tudo enfim
    08 É que eu peço a esses moços
    09 Que acreditem em mim
    10 Se eles julgam
    11 Que há um lindo futuro
    12 Só o amor nesta vida conduz
    13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
    14 E vão ao inferno
    15 À procura de luz
    16 Eu também tive nos meus belos dias
    17 Essa mania que muito me custou
    18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
    19 E essas rugas o amor me deixou!
    Lupicínio Rodrigues (1948)

    Texto II
    Capítulo LXXIII / O contrarregra
    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2013, Coesão e coerência
    Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)

    Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuro
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d1d5423c-dc