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Questões do ENEM: Linguagens
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- LinguagensLeia o texto para responder à questão:A biodiversidade na AmazôniaOs 5.015.067,749 quilômetros quadrados da Amazônia brasileira abrigam uma enorme biodiversidade. Cientistas já classificaram cerca de 40.000 espécies vegetais, 3.000 peixes, 1.000 aves, 450 mamíferos, 400 anfíbios, 400 répteis e quase 130.000 invertebrados, e estima-se que ainda há várias espécies desconhecidas.Todos os seres vivos fazem parte de uma cadeia e desempenham uma função. Diferentes animais são essenciais para a polinização e contribuem para a dispersão de sementes, por exemplo, favorecendo a regeneração em outras áreas e o plantio natural de florestas. As plantas podem abrigar outras espécies e servir de alimento para animais herbívoros, que por sua vez também podem ser alimentos para tantos outros. Em um sistema com grande biodiversidade, ou seja, com tamanha diversidade de espécies, como na Amazônia, essas relações são muito ricas e complexas.Alterar um sistema natural pode trazer desequilíbrio à densidade populacional das espécies e acarretar tanto o aparecimento de pragas, dada a remoção de espécies predadoras, quanto conflitos entre fauna e humanos, devido à escassez de presas.As pragas podem invadir lavouras, infestar áreas urbanas e transmitir doenças para nós, humanos. A escassez de presas pode levar grandes espécies predadoras a buscar alimentos entre as criações nas fazendas, por exemplo.Além disso, a biodiversidade nos oferece recursos, tais como medicamentos, que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas. Perder biodiversidade é, portanto, perder uma riqueza que ainda nem conhecemos completamente.(Ulisses Galatti e Tainá Oliveira Assis. https://amazonia.exame.com/biodiversidades. Adaptado)A alternativa que atende à norma-padrão de concordância é:
- Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: D2C443F2-11
Leia o texto para responder à questão:A biodiversidade na AmazôniaOs 5.015.067,749 quilômetros quadrados da Amazônia brasileira abrigam uma enorme biodiversidade. Cientistas já classificaram cerca de 40.000 espécies vegetais, 3.000 peixes, 1.000 aves, 450 mamíferos, 400 anfíbios, 400 répteis e quase 130.000 invertebrados, e estima-se que ainda há várias espécies desconhecidas.Todos os seres vivos fazem parte de uma cadeia e desempenham uma função. Diferentes animais são essenciais para a polinização e contribuem para a dispersão de sementes, por exemplo, favorecendo a regeneração em outras áreas e o plantio natural de florestas. As plantas podem abrigar outras espécies e servir de alimento para animais herbívoros, que por sua vez também podem ser alimentos para tantos outros. Em um sistema com grande biodiversidade, ou seja, com tamanha diversidade de espécies, como na Amazônia, essas relações são muito ricas e complexas.Alterar um sistema natural pode trazer desequilíbrio à densidade populacional das espécies e acarretar tanto o aparecimento de pragas, dada a remoção de espécies predadoras, quanto conflitos entre fauna e humanos, devido à escassez de presas.As pragas podem invadir lavouras, infestar áreas urbanas e transmitir doenças para nós, humanos. A escassez de presas pode levar grandes espécies predadoras a buscar alimentos entre as criações nas fazendas, por exemplo.Além disso, a biodiversidade nos oferece recursos, tais como medicamentos, que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas. Perder biodiversidade é, portanto, perder uma riqueza que ainda nem conhecemos completamente.(Ulisses Galatti e Tainá Oliveira Assis. https://amazonia.exame.com/biodiversidades. Adaptado)Releia a passagem do parágrafo final do texto: “... a biodiversidade nos oferece recursos [...] que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas.”Sem prejuízo ao sentido original do texto, a passagem pode ser reescrita da seguinte forma: - Linguagens
Português
- Morfologia
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: D2C6A766-11
Se vai passear em uma praia, ______ óculos, o protetor solar e o chapéu são imprescindíveis. Mas não só eles. ______também são indispensáveis. O tecido usado na cobertura deste acessório, muitas vezes desprezado pelos turistas, ajuda a combater a radiação ultravioleta. Supermercados e grandes lojas de decoração ______ mais variedade deles.(https://www.estadao.com.br/sao-paulo. Adaptado)Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: D2C931CA-11
Leia o texto para responder à questão:NascerEra manhã nova, quando ele telefonou:— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?— Quem?— Aída Isabel. Agora mesmo!— E é forte, bonita?— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.— Como é que você entrou?— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)As informações do texto permitem concluir corretamente que o narrador - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: D2CB97DF-11
Leia o texto para responder à questão:NascerEra manhã nova, quando ele telefonou:— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?— Quem?— Aída Isabel. Agora mesmo!— E é forte, bonita?— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.— Como é que você entrou?— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)O narrador deixa claro que - Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: D2CDF9F5-11
Leia o texto para responder à questão:NascerEra manhã nova, quando ele telefonou:— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?— Quem?— Aída Isabel. Agora mesmo!— E é forte, bonita?— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.— Como é que você entrou?— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)Na passagem do último parágrafo “... internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam.” as orações apresentam predicado - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: D2D04A4E-11
Leia o texto para responder à questão:NascerEra manhã nova, quando ele telefonou:— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?— Quem?— Aída Isabel. Agora mesmo!— E é forte, bonita?— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.— Como é que você entrou?— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)No último parágrafo do texto, identifica-se uma figura de linguagem no termo destacado em: - Linguagens
Português
- Morfologia
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: D2D2B356-11
Leia o texto para responder à questão:NascerEra manhã nova, quando ele telefonou:— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?— Quem?— Aída Isabel. Agora mesmo!— E é forte, bonita?— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.— Como é que você entrou?— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)Na frase do último parágrafo do texto “Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados.”, os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de - Linguagens
Português
- Morfologia
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: D2D54532-11
Leia o texto para responder à questão:NascerEra manhã nova, quando ele telefonou:— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?— Quem?— Aída Isabel. Agora mesmo!— E é forte, bonita?— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.— Como é que você entrou?— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)Na passagem do 7° parágrafo do texto “Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.”, as formas verbais destacadas - Linguagens
Espanhol
- Sinônimos | Sinónimo
- Prova de 2011
- PUC - RJ
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: D2D609B3-25
“…incluida una vida más longeva” (líneas 74-75). La palabra señalada puede ser substituida, sin modificar su significado por una vida más: - Linguagens
Português
- Crase
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: D2D7AB4C-11
Leia a tira para responder à questão:
(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 15.09.2025. Adaptado)Em conformidade com o sentido da história e com a norma-padrão, as lacunas do 1° quadro devem ser preenchidas, respectivamente, com: - Linguagens
Português
- Problemas da língua culta
- Prova de 2025
- UNESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: D2DA145B-11
Leia a tira para responder à questão:
(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 15.09.2025. Adaptado)Em conformidade com o sentido da história e com a norma-padrão, a fala do último quadro pode ser substituída por: - Linguagens
Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2014
- UFG
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: D2DA5B50-AB
O culto às marcas
A hipervalorização de bens ditos “de marca” é uma característica das sociedades contemporâneas. Delas advém a distinção como forma de poder que fascina tanto ricos quanto pobres no cenário da dessubjetivação partilhada por todos, da loja de luxo ao came- lódromo das falsificações.
A questão da distinção guarda em seu fundo um aspecto mais tenebroso, concernente ao presente da condição subjetiva da vida dos usuários devorados pelas antipolíticas autodestrutivas do consumismo transformado em regra.
Zerada a intersubjetividade que se definia na interação afetiva e comunicativa entre pessoas, o que resta são as coisas - e as pessoas como coisas - que podem ser compradas. Diga-se de passagem que as pessoas não compram coisas, mas sinais que informam sobre um capital simbólico. Coisificação da consciência é o nome velho para o fenômeno em que a concretude das coisas é substituída pela abstração da insígnia.
A fascinação de tantas pessoas por roupas, carros e até eletrodomésticos ditos “de marca” em nossa época é a declaração auto-exposta da morte do sujeito. Espantalhos de uma ordem que previu o assassinato do desejo, do pensamento e da liberdade - conjunto do que aqui chamamos de subjetividade - são incapazes de compreender seu descarado simulacro.
A morte por assassinato da subjetividade é percebida na redução do indivíduo a uma espécie de morto-vivo em três tempos. 1 - A destituição do direito ao próprio desejo: a publicidade colonizou a capacidade de sentir e projetar a autobiografia de cada um que é apagada na encenação da “vida fashion”. 2 - A desaparição da possibilidade de pensar: a publicidade oferece os jargões e slogans a serem repetidos sob a ilusão de ideias próprias. 3 - O direito à ideia-prática da liberdade é extirpado: resta o simulacro da escolha entre uma marca e outra. A ação torna-se acomodação ao mesmo de sempre.
A escolha entre o nada e a coisa nenhuma é bem disfarçada no poder de ostentar que promete redimir do buraco subjetivo. Não tendo mais o que expressar, alguém simplesmente “ostenta” um relógio caro, um computador moderninho, um carrão oneroso. Ou um piercing, um músculo forte. Tudo e cada coisa é reduzida à marca, emblema do capital e seu poder na era do Espetáculo.
Disponível em: < http://revistacult.uol.com.br/home/2012/06/o-culto-as-marcas/>. Acesso em: 30 out. 2014.
No enunciado “Espantalhos de uma ordem que previu o assassinato do desejo, do pensamento e da liberdade”, faz-se uso do recurso: - Linguagens
Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2024
- Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
- Com imagem
- Código da questão: D2DF79CB-75
Examine o cartum de Will Leite, publicado no perfil “dona.anesia” no Instagram, em 27.03.2023.

Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:
- Linguagens
Espanhol
- Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
- Prova de 2012
- UFRN
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: D2EDA191-58

De acordo com Victoria González, os pesquisadores inventaram - Linguagens
Espanhol
- Advérbios e Locuções Adverbiais | Adverbios y Locuciones Adverbiales
- Prova de 2011
- UECE
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: D2F6019F-A5



El análisis correcto del término subrayado está en: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2024
- Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
- Código da questão: D3075DAD-75
Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
Do ponto de vista intelectual, o narrador caracteriza Benedito como uma pessoa - Linguagens
Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2023
- Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
- Com imagem
- Código da questão: D30972D9-74
Examine o cartum de Rafael Corrêa, publicado em sua conta no Instagram em 15.04.2022.

Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:
- Linguagens
Inglês
- Verbos modais | Modal verbs
- Prova de 2013
- UERJ
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: D30C995D-23
most people should reach 80 or 90. (l. 31)
The function of should in the fragment above is to: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2023
- Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
- Código da questão: D30CE787-74
Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.(Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)Por se tratar de um artigo de divulgação científica (e não de um artigo científico propriamente), predomina no texto uma linguagem