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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 237 de 950

  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    O padeiro


             Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

             Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

             - Não é ninguém, é o padeiro!

             Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

             "Então você não é ninguém?"

            Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

            Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

             Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"

            E assobiava pelas escadas.


    Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.
    Recursos estilísticos são frequentemente utilizados por escritores para aprimorar o ritmodeumtexto,tornar a comunicação mais expressiva ou persuasiva, além de transmitir significado e provocarumaresposta emocional do leitor. Essas ferramentas linguísticas e semióticas alteramo sentido literal dotextoe o levam para além do óbvio. Considerando isso, identifique o trecho em que o autor faz usodessetipode recurso.
    Escolha uma alternativa para a questão e29336b4-64
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    O padeiro


             Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

             Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

             - Não é ninguém, é o padeiro!

             Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

             "Então você não é ninguém?"

            Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

            Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

             Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"

            E assobiava pelas escadas.


    Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.
    O período “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo  [...]” é composto por:
    Escolha uma alternativa para a questão e2906552-64
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    O padeiro


             Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

             Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

             - Não é ninguém, é o padeiro!

             Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

             "Então você não é ninguém?"

            Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

            Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

             Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"

            E assobiava pelas escadas.


    Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.
    “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.” O termo grifado refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão e28d2c23-64
  • Linguagens

    Inglês

        Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.
       Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.
        Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.

    (www.nvidia.com. Adaptado.)
    No trecho do terceiro parágrafo “as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para a oração, por:
    Escolha uma alternativa para a questão c1a0e695-47
  • Linguagens

    Português

    IA permite viajar sem sair do sofá
    e ainda matar amigos de inveja


       Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
         A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
          Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
          “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


    (Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
    De acordo com o antropólogo David Nemer, a geração de imagens por meio de IA reforça desigualdades porque, entre outras razões,
    Escolha uma alternativa para a questão c1805705-47
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Antecipa uma informação que será fornecida posteriormente no texto o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 52a6b1e2-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder à questão.


    Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?

    — indagou o major.

    — Magnífico

    — fez Ricardo, estalando os lábios. — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

    E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

    Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

    Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4.

    Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.
    “e foi como se todo ele bebesse o licor nacional” (1o parágrafo)


    Nessa frase, o verbo sublinhado tem um objeto direto — “o licor nacional” —, isto é, o verbo tem um complemento e é ligado a ele diretamente, sem a presença de uma preposição.


    O verbo sublinhado tem também um objeto direto em:
    Escolha uma alternativa para a questão 02bd9e17-74
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Para responder a questão, leia o trecho abaixo, retirado de O avesso da pele, de Jeferson Tenório.


    (...) Ao caminhar por Porto Alegre, você se sentia sem lugar. Porque, toda vez que você saía para caminhar, tinha a impressão de estar invadindo um espaço. Bastava dar uma olhada em volta para perceber que você não podia pertencer àquilo, mas acontece que você insistiu. Permaneceu. Porto Alegre era um lugar que você construiu fora de si. Você nunca esteve dentro dela. E agora caminho por essas mesmas ruas, tenho Ogum em minhas mãos, e ainda me sinto perdido, mas a palavra continua não sendo essa. Vou em frente, na direção do Guaíba. Tenho Ogum em minhas mãos porque agora é a minha vez. 
    A partir do excerto acima e da leitura integral da obra O avesso da pele, considere as seguintes afirmações.


    I - O trecho, presente no capítulo “A barca”, ilustra o final do enredo da obra, momento em que o narrador relembra a morte de seu pai.

    II - O trecho pode ser caracterizado como a representação da tomada de consciência do narrador, amparado por Ogum, na luta contra a violência endereçada às pessoas pretas.

    III- O trecho, presente no capítulo “O avesso”, recupera memórias do narrador quando estava no Departamento Médico-Legal de Porto Alegre, identificando o corpo de seu pai.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f6356dfa-6e
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de José Carlos Capinan (1941-) para responder à questão.

    o rebanho e o homem

    O rebanho trafega com tranquilidade o caminho:
    é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegue
    ao campo ou ao matadouro.
    Nenhuma raiva
    nenhuma esperança o rebanho leva,
    pouco importa que a flor sucumba aos cascos
    ou ainda que sobreviva.
    Nenhuma pergunta o rebanho não diz:
    até na sede ele é tranquilo
    até na guerra ele é mudo —
    o rebanho não pronuncia,
    usa a luz mas nunca explica a sua falta
    usa o alimento sem nunca se perguntar.
    Sobre o rebanho o sexo
    que ele nunca explicava
    e as fêmeas cobertas
    recebem a fecundidade sem admiração.
    A morte ele desconhece, e a sua vida,
    no rebanho não há companheiros
    há cada corpo em si sem lucidez alguma.
    O rebanho não vê a cara dos homens
    aceita o caminho e vai escorrendo
    num andar pesado sobre os campos.

    (Heloisa Buarque de Hollanda (org.). 26 poetas hoje: antologia, 2021.)
    As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. Basta antepor-se o artigo a qualquer vocábulo da língua para que ele se torne um substantivo. A esse processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras dá-se o nome de derivação imprópria.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova gramática do português contemporâneo, 2001. Adaptado.)

    Identifica-se uma palavra formada por derivação imprópria em:
    Escolha uma alternativa para a questão 142921d8-69
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto e analise o gráfico para responder à questão.


    Life Expectancy (1900-2023)


        People are living longer. In 1900, the average life expectancy of a newborn was 32 years. By 2021 this had more than doubled to 71 years.

        The large reduction in child mortality has played an important role in increasing life expectancy. But life expectancy has increased at all ages. Infants, children, adults, and the elderly are all less likely to die than in the past, and death is being delayed. This remarkable shift results from advances in medicine, public health, and living standards. Along with it, many predictions of the “limit” of life expectancy have been broken.


    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA 2025, Palavras conectivas | Connective words

    (Saloni Dattani et al. https://ourworldindata.org, 2023. Adaptado.)
    In the excerpt from the second paragraph, “Along with it, many predictions of the ‘limit’ of life expectancy have been broken”, the underlined expression can be replaced, without meaning change, by:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b5a17e6-2d
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto e analise o gráfico para responder à questão.


    Life Expectancy (1900-2023)


        People are living longer. In 1900, the average life expectancy of a newborn was 32 years. By 2021 this had more than doubled to 71 years.

        The large reduction in child mortality has played an important role in increasing life expectancy. But life expectancy has increased at all ages. Infants, children, adults, and the elderly are all less likely to die than in the past, and death is being delayed. This remarkable shift results from advances in medicine, public health, and living standards. Along with it, many predictions of the “limit” of life expectancy have been broken.


    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA 2025, Tradução | Translation

    (Saloni Dattani et al. https://ourworldindata.org, 2023. Adaptado.)
    No trecho do segundo parágrafo “Infants, children, adults, and the elderly are all less likely to die than in the past”, o termo sublinhado equivale, em português, a:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b5760b2-2d
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.


    Admixture’s impact on Brazilian population evolution and health


        Brazil is a vast continental country home to the largest population in Latin America and boasts the world’s largest recently admixed population1 . The colonization process brought approximately 5 million Europeans to Brazil, alongside the forced migration of at least 5 million Africans and the decimation of Indigenous populations, which once included more than 10 million people speaking more than 1000 languages. This distinctive historical interplay shaped a complex mosaic of genetic diversity, underscoring the importance of detailed genomic studies. Nevertheless, similar to other populations in the Global South2 , the Brazilian population remains notably underrepresented in genomic research, where there is a lack of studies investigating the effects of this population’s admixture on its evolution, diversity, and health status.

        To address these gaps, a research group generated 2723 high-coverage whole-genome sequences of the Brazilian population, encompassing urban, rural, and riverine communities from all five geographical regions of Brazil. This dataset reflects a diverse group of ethnic backgrounds, including Afro-Brazilians and descendants of Indigenous people, and provides a comprehensive representation of Brazilian genomic diversity.


    (Kelly Nunes et al. www.science.org, 15.05.2025. Adaptado.)


    1admixed population: group of individuals formed through interbreeding of two or more previously isolated populations.

    2Global South: a group of countries mainly located in the Southern Hemisphere that are often characterized as developing, less developed or underdeveloped.
    No trecho do segundo parágrafo “To address these gaps, a research group generated 2 723 high-coverage whole-genome sequences”, a expressão sublinhada refere-se, no contexto,
    Escolha uma alternativa para a questão 4b4bb3c7-2d
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.


    Admixture’s impact on Brazilian population evolution and health


        Brazil is a vast continental country home to the largest population in Latin America and boasts the world’s largest recently admixed population1 . The colonization process brought approximately 5 million Europeans to Brazil, alongside the forced migration of at least 5 million Africans and the decimation of Indigenous populations, which once included more than 10 million people speaking more than 1000 languages. This distinctive historical interplay shaped a complex mosaic of genetic diversity, underscoring the importance of detailed genomic studies. Nevertheless, similar to other populations in the Global South2 , the Brazilian population remains notably underrepresented in genomic research, where there is a lack of studies investigating the effects of this population’s admixture on its evolution, diversity, and health status.

        To address these gaps, a research group generated 2723 high-coverage whole-genome sequences of the Brazilian population, encompassing urban, rural, and riverine communities from all five geographical regions of Brazil. This dataset reflects a diverse group of ethnic backgrounds, including Afro-Brazilians and descendants of Indigenous people, and provides a comprehensive representation of Brazilian genomic diversity.


    (Kelly Nunes et al. www.science.org, 15.05.2025. Adaptado.)


    1admixed population: group of individuals formed through interbreeding of two or more previously isolated populations.

    2Global South: a group of countries mainly located in the Southern Hemisphere that are often characterized as developing, less developed or underdeveloped.
    In the excerpt from the first paragraph “Nevertheless, similar to other populations in the Global South”, the underlined word expresses
    Escolha uma alternativa para a questão 4b48b57f-2d
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.


    Admixture’s impact on Brazilian population evolution and health


        Brazil is a vast continental country home to the largest population in Latin America and boasts the world’s largest recently admixed population1 . The colonization process brought approximately 5 million Europeans to Brazil, alongside the forced migration of at least 5 million Africans and the decimation of Indigenous populations, which once included more than 10 million people speaking more than 1000 languages. This distinctive historical interplay shaped a complex mosaic of genetic diversity, underscoring the importance of detailed genomic studies. Nevertheless, similar to other populations in the Global South2 , the Brazilian population remains notably underrepresented in genomic research, where there is a lack of studies investigating the effects of this population’s admixture on its evolution, diversity, and health status.

        To address these gaps, a research group generated 2723 high-coverage whole-genome sequences of the Brazilian population, encompassing urban, rural, and riverine communities from all five geographical regions of Brazil. This dataset reflects a diverse group of ethnic backgrounds, including Afro-Brazilians and descendants of Indigenous people, and provides a comprehensive representation of Brazilian genomic diversity.


    (Kelly Nunes et al. www.science.org, 15.05.2025. Adaptado.)


    1admixed population: group of individuals formed through interbreeding of two or more previously isolated populations.

    2Global South: a group of countries mainly located in the Southern Hemisphere that are often characterized as developing, less developed or underdeveloped.
    In the excerpt from the first paragraph “The colonization process brought approximately 5 million Europeans to Brazil, alongside the forced migration of at least 5 million Africans”, the underlined word can be replaced, without meaning change, by:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b45ea3d-2d
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.


    Admixture’s impact on Brazilian population evolution and health


        Brazil is a vast continental country home to the largest population in Latin America and boasts the world’s largest recently admixed population1 . The colonization process brought approximately 5 million Europeans to Brazil, alongside the forced migration of at least 5 million Africans and the decimation of Indigenous populations, which once included more than 10 million people speaking more than 1000 languages. This distinctive historical interplay shaped a complex mosaic of genetic diversity, underscoring the importance of detailed genomic studies. Nevertheless, similar to other populations in the Global South2 , the Brazilian population remains notably underrepresented in genomic research, where there is a lack of studies investigating the effects of this population’s admixture on its evolution, diversity, and health status.

        To address these gaps, a research group generated 2723 high-coverage whole-genome sequences of the Brazilian population, encompassing urban, rural, and riverine communities from all five geographical regions of Brazil. This dataset reflects a diverse group of ethnic backgrounds, including Afro-Brazilians and descendants of Indigenous people, and provides a comprehensive representation of Brazilian genomic diversity.


    (Kelly Nunes et al. www.science.org, 15.05.2025. Adaptado.)


    1admixed population: group of individuals formed through interbreeding of two or more previously isolated populations.

    2Global South: a group of countries mainly located in the Southern Hemisphere that are often characterized as developing, less developed or underdeveloped.
    According to the first paragraph, one of the facts about the Brazilian population is:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b431b59-2d
  • Linguagens

    Literatura

        Enquanto rejeitam o herói, essas obras demoram-se em retratar as cenas do cotidiano. Nesse contexto, bem e mal, belo e feio, em vez de se contraporem estilizados, misturam-se, ou melhor, revelam-se em sua convivência magmática. Buscam- -se a verdade expressiva, a pintura fiel de situações, personagens concretos e a objetividade da descrição, recusando-se a impor o selo do próprio julgamento do autor. Enfatizam-se o ambiente, a raça, o momento e o “contexto”.


    (Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)


    Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética
    Escolha uma alternativa para a questão 4b4057c6-2d
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o ensaio intitulado “Tópicos distópicos” de Eduardo Giannetti.


        Os jovens abúlicos1 , os velhos deprimidos; os pobres entorpecidos, os ricos enfadados; os homens embrutecidos, as mulheres desenganadas; os privilegiados acima da lei, os excluídos aquém dela; os empregados como roldanas de engrenagem, os desocupados esmagados por ela; os bem- -sucedidos sem tempo para nada, os desvalidos sem saber o que fazer com ele; as faxineiras negativadas, os banqueiros insones; os casais algemados, os amantes rompidos; os poetas à míngua, os corruptos à larga. De tudo que foi e não foi, resta o quê? A convivência entre desumanos desidratada ao mínimo legal do mercado: a troca mercenária de bens e ofícios conforme valorações aguerridamente pactuadas. O pagamento em dinheiro, à vista ou parcelado, como o único vínculo entre bolhas narcísicas ambulantes. A rua onde voz e buzina se confundem.


    (Eduardo Giannetti. Trópicos utópicos, 2016.)


    1abúlico: que se caracteriza pela incapacidade de tomar decisões.
    A prefixação é o processo de formação de palavras pela adição de prefixo a uma palavra já existente. Observa-se uma palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b3d87db-2d
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    Português

    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Imagem da questão de Português, Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA 2025, Sintaxe

    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


    1esmaltar: colorir.

    2sensabor: insípido, desinteressante.

    3númen: ser divino.
    No contexto em que se insere, o termo “Nem” (3ª estrofe) expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 4b34fe9a-2d
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    Português

    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Imagem da questão de Português, Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA 2025, Morfologia

    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


    1esmaltar: colorir.

    2sensabor: insípido, desinteressante.

    3númen: ser divino.
        As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras dá-se o nome de “derivação imprópria”. Por esse processo se explica, por exemplo, a passagem de interjeições a substantivos.


    (Celso Cunha. Gramática essencial, 2013. Adaptado.)


    Verifica-se um exemplo de derivação imprópria no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b323e5e-2d
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    Português

    Examine o meme publicado pelo perfil @ancientcringe no Instagram em 03.05.2025.


    Imagem da questão de Português, Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA 2025, Interpretação de Textos


    O meme permite caracterizar seu autor como

    Escolha uma alternativa para a questão 4b234a95-2d