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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 419 de 950

  • Linguagens

    Português

    TEXTO: 


    O FIM DO EMPREGO

    O futuro do trabalho no mundo globalizado

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Coesão e coerência

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Coesão e coerência

    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Coesão e coerência


    Adaptado de: MACHADO, João Luís de Almeida. O fim do emprego.
    O futuro do trabalho no mundo globalizado. Disponível em: <http:/
    /www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1069.
    Passim> . Acesso em: 24 nov. 2017.

    Marque com V ou com F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as alternativas que apresentam uma oposição correta entre a situação do passado e a do presente, nessa ordem, com relação ao mundo do trabalho apresentado no texto.

    ( ) carreiras duradouras – rotatividade nos empregos.
    ( ) estabilidade e benefícios trabalhistas – vínculo efêmero e supressão de benefícios.
    ( ) salários estáveis – honorários variáveis.
    ( ) custos mínimos com pessoal – máxima produtividade.
    ( ) valorização da competência – valorização da qualificação profissional.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5914ce0-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Federal de Roraima 2017, Discurso direto e indireto | Reported speech
    Taken from <http://www.thatdeafguy.com/?p=697> . Accessed on August 21st, 2017

    In the exerpt "In that case, do you have any of your teachers e-mail addresses?", taken from TEXT VII, the corresponding reported speech for the sentence would be:
    Escolha uma alternativa para a questão a3430064-b2
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT V 

    They call it ‘tourism-phobia’ but that’s not what’s happening in Barcelona

    Jordi Rabassa, Barcelona en Comú District Councilor for the

    Old City in Barcelona


       There‘s a new word that‘s taken over the local political debate in Barcelona: tourism-phobia. For months now, political and media personalities have been using accusations of tourism-phobia to attack the social movements and political parties that are questioning the so-called ‗tourism industry‘ and its repercussions on the right to the city.

       The use of ―tourism-phobia‖ seeks to criminalize this criticism, painting it as a form of racism against people who visit the city in the popular imagination. But this attempt to compare, even at a subconscious level, ―tourism-phobia‖ and racism is not just irresponsible, it‘s a sign of defeat by those who have invented the word. Because these are the same people who warned us that regulating tourism would paralyze economic activity and employment in the city. This argument, based on the supposedly unquestionable logic of the productive economy, hasn‘t gone anywhere; it‘s the same old neoliberal discourse that tourism is a harmless and friendly activity. They‘ve just pushed it aside temporarily to make room for the related idea of tourism-phobia, which aims to appeal to people‘s emotions.

       They call it tourism-phobia but they probably don‘t know what they really want to say. They use the concept of tourism-phobia to camouflage their support for business interests that are putting the right to the city of the people of Barcelona at risk. They call it tourism-phobia to weaken the city government, to criminalize the most active and radical social movements, and to patronize unorganized citizens. They call it tourism-phobia to inject a meme that can be launched on social media and vomited up on TV and the radio.

       Those of us in Barcelona who criticize, problematize or reject an economic model based on the liberalization of the tourism industry are not filled with hate. We‘re defending human rights, principally the right to housing and the right to the city.

      Those who criticize the hegemony of tourism as an economic model are calling for a fair and inclusive city, a city with neighborhoods where people can live. We‘re demanding rent caps and denouncing speculation with commercial premises and licenses. We‘re condemning the black market of tourist apartments that is pushing low-income families out of their homes. We‘re saying, loud and clear, that we want public, affordable housing. We‘re working to make sure that our streets and squares aren‘t overwhelmed by visitors. We‘re grieving for the men and women who‘ve been expelled from our neighborhoods.

       They call it tourism-phobia but that‘s not what it is: it‘s a conscious demand for the right to the city.


    Translation of an article published in eldiario.es on 27/06/2017

    Disponível em: https://medium.com/@BComuGlobal/they-call-ittourism-phobia-but-that-s-not-what-s-happening-in-barcelonacb56b02da97b Acesso em: 07 ago. 2017.

    O trecho do texto V que constrói e enfatiza a ideia de que a turismofobia vem circulando há algum tempo e continua assim no presente é:
    Escolha uma alternativa para a questão a3353d54-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Federal de Roraima 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Federal de Roraima 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    JACKSON, M. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/. Acesso em: 07 ago. 2017.

    Sentences in lines 13 and 14 contribute to the general meaning of the song by indicating
    Escolha uma alternativa para a questão a330ce5d-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia os versos do poema ''Os estatutos do homem'' de Tiago Melo para responder à questão:


    "O homem confiará no homem como um menino confia em outro"

    (...)

    "e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor"

    (...)

    "Fica proibido o uso da palavra liberdade,

    a qual será suprimida dos dicionários"


    Observe a análise sintática dos termos a seguir:

    I. "O homem confiará no homem" - o homem (sujeito) / no homem (objeto indireto)

    II. "O homem confiará no homem" - o homem (sujeito) / no homem (adjunto adverbial)

    III. A expressão "o milagre da flor" - (objeto direto e indireto, respectivamente)

    IV. A expressão "em outro" - (objeto indireto do verbo confiar)


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão a241c365-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo e responda a questão.


    TEXTO II

    UM APÓLOGO


       Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
         — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
         — Deixe-me, senhora.
        — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
         — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
         — Mas você é orgulhosa.
         — Decerto que sou.
         — Mas por quê?
        — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
         — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
        — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
        — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
        — Também os batedores vão adiante do imperador.
        — Você é imperador?
        — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... 
       Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
        — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
       A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plicplic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
       Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
         — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
       Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
    — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
       Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
         — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

    ASSIS, Machado de. Para Gostar de Ler - Volume 9 – Contos. São Paulo: Ática, 1984.
    A narrativa traz seres inanimados e personagens humanos desempenhando, paralelamente, comportamentos sociais semelhantes. Sobre essa analogia só NÃO se pode afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão a22c5bee-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Tomás Antônio Gonzaga, transcrito a seguir, e marque a alternativa que aponta três características do Arcadismo brasileiro que nele podem ser observadas.

                Lira I

                Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
               Que viva de guardar alheio gado;
               De tosco trato, d’expressões grosseiro,
               Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
               Tenho próprio casal, e nele assisto;
               Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
               Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
               E mais as finas lãs, de que me visto.

               Graças, Marília bela,
               Graças à minha Estrela! 
    Escolha uma alternativa para a questão a228f0da-b2
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

       "Após encontrar um abrigo seguro sob uma copa de maçaranduba caída, ainda ofegante, e com dores fortes em sua pata esquerda e coxa direita, começou a averiguar o que aquele estrondo havia lhe causado. A pata estava completamente dilacerada, com sangramento. As duas garras da região esquerda tinham sido arrancadas. Observou a mutilação. Em sua memória automática, associava o ferimento ao barulho alto e aterrorizante.

       Pelo instinto, a onça vislumbrou que, geralmente antes e durante as chuvas torrenciais, estrondos ecoavam pela floresta. Não eram parecidos com os dois que acabara de ouvir, mas às vezes, quando acontecia, isso a assustava como se a floresta estivesse sendo engolida por um animal maior e mais forte. Olhou novamente para a pata, e diante de sua imponência, iniciou uma tentativa de escoamento do sangramento com sua língua, o que logo pressentiu ser inútil.

       Ao passar do tempo, a coxa direita latejava cada vez mais. Tentou levantar da toca provisória com o intuito de chegar até sua caverna próxima à cachoeira. Constatou ser impossível conseguir se apoiar sem firmar o corpo com as regiões atingidas. O sangramento da pata diminuiu de intensidade. Iniciou sua peregrinação arrastando-se pela floresta. Sentiu a pele de seu peito sendo esfolada pelas folhas, galhos e ouriços de castanha da Amazônia.

       Um rastro de sangue era visível ao longo da tentativa exaustiva de chegar à sua toca. Ao se deparar com um igarapé, vacilou várias vezes até entrar n‘água. Mas não tinha alternativa. Na situação em que se encontrava, não teria como se equilibrar nos troncos das árvores caídas que serviam de ponte e eram facilmente transpassados.

       Entrando no igarapé, a onça sentiu um alívio em sua pata flagelada. De súbito, deitou-se na água e aliviou a coxa atingida pelo impacto desconhecido. Aproveitou e tomou longos goles do líquido. O ferimento na coxa não sangrava mais como antes, porém, a pata dianteira manchava o igarapé atraindo pequenos peixes que mordiscavam seu pelo e a carne dilacerada do ferimento. No movimento de afastar os peixes, enterrou a pata na lama do fundo do igarapé e o sangue parou de manchar a água. Logo a onça afundou mais a pata, e aos poucos a dor foi diminuindo."


    DANTAS, Ricardo. Meia Pata. São Paulo: Kazuá, 2013. p. 20-21

    O texto I diz respeito a um momento pungente da narrativa de Meia Pata, de Ricardo Dantas, e que é fundamental para o desenrolar da obra. Trata-se de quando:

    Escolha uma alternativa para a questão a2205cba-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, IF-PE 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Disponível em: https://townhall.com/political-cartoons/2017/06/02/150775. Acesso em 01/06/2017. Adaptado.
    Tone is the attitude a cartoonist takes towards a subject. Which pair of words best describes the tone of this cartoon?
    Escolha uma alternativa para a questão c90ed901-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, IF-PE 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Disponível em: https://townhall.com/political-cartoons/2017/06/02/150775. Acesso em 01/06/2017. Adaptado.
    According to this cartoon,
    Escolha uma alternativa para a questão c90acba6-b2
  • Linguagens

    Português

    Piaimã

         A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá em baixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagui-açu (...) não era saguim não, chamava elevador e era uma máquina. De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas.
       O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada. Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa de deveras forçuda, Tupã famanado que os filhos da mandioca chamavam de Máquina, mais cantadeira que a Mãe-d’água, em bulhas de sarapantar. Então resolveu ir brincar com a Máquina pra ser também imperador dos filhos da mandioca. Mas as três cunhãs deram muitas risadas e falaram que isso de deuses era gorda mentira antiga, que não tinha deus não e que com a máquina ninguém não brinca porque ela mata. A máquina não era deus não, nem possuía os distintivos femininos de que o herói gostava tanto. Era feita pelos homens. Se mexia com eletricidade com fogo com água com vento com fumo, os homens aproveitando as forças da natureza. Porém jacaré acreditou? nem o herói!
    [... ]
         Estava nostálgico assim. Até que uma noite, suspenso no terraço dum arranhacéu com os manos, Macunaíma concluiu: — Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate.
    ANDRADE, Mário. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. p. 110.
    O Modernismo brasileiro caracterizou-se pela inovação na linguagem e na temática. No trecho de Macunaíma, no TEXTO, Mário de Andrade, bem ao estilo antropofágico, segue à risca esse caráter inovador, sobretudo, quanto ao uso de:

    A- construções sintáticas pouco usuais;
    B- palavras de origem indígena;
    C- linguagem coloquial;
    D- figuras do folclore nacional.

    Faça a correspondência dessas características da obra de Mário de Andrade com os excertos do TEXTO, a seguir.

    ( ) “Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando”.
    ( ) “mais cantadeira que a Mãe-d’água”.
    ( ) “Mas as três cunhãs deram muitas risadas”.
    ( ) “que não tinha deus não”.

    Então, assinale a alternativa que representa as características do trecho de Macunaíma na ordem em que aparecem, respectivamente, os excertos retirados do TEXTO.
    Escolha uma alternativa para a questão c8f8bd15-b2
  • Linguagens

    Português

    Piaimã

         A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá em baixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagui-açu (...) não era saguim não, chamava elevador e era uma máquina. De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas.
       O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada. Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa de deveras forçuda, Tupã famanado que os filhos da mandioca chamavam de Máquina, mais cantadeira que a Mãe-d’água, em bulhas de sarapantar. Então resolveu ir brincar com a Máquina pra ser também imperador dos filhos da mandioca. Mas as três cunhãs deram muitas risadas e falaram que isso de deuses era gorda mentira antiga, que não tinha deus não e que com a máquina ninguém não brinca porque ela mata. A máquina não era deus não, nem possuía os distintivos femininos de que o herói gostava tanto. Era feita pelos homens. Se mexia com eletricidade com fogo com água com vento com fumo, os homens aproveitando as forças da natureza. Porém jacaré acreditou? nem o herói!
    [... ]
         Estava nostálgico assim. Até que uma noite, suspenso no terraço dum arranhacéu com os manos, Macunaíma concluiu: — Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate.
    ANDRADE, Mário. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. p. 110.
    O livro Macunaíma, de Mário de Andrade, é um marco do Modernismo brasileiro. A passagem transcrita é significativa do estranhamento provocado pela cidade grande e por suas máquinas no protagonista da obra. Além disso, o trecho é bastante representativo da grande variedade de figuras de linguagem utilizadas pelo autor para construção da narrativa. As máquinas, muitas passam, então, à condição de antagonistas dos homens brancos, os “filhos da mandioca”. Como se pode ver no trecho: “Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate”, embora em muitos trechos Macunaíma divinize a máquina, em outros, ele a humaniza, através da figura de linguagem classificada como
    Escolha uma alternativa para a questão c8ee7f78-b2
  • Linguagens

    Português

    Briga à toa – Jorge de Altinho

    Briga à toa – Jorge de Altinho Se você quer voltar pra mim

    Tem que me dizer agora

    Meu amor, vamos embora

    Pois quem ama, não demora

    A gente perde tempo à toa

    Não tem briga boa, bom mesmo é amar

    Você sofrendo, me querendo

    E eu aqui roendo, doido pra voltar

    Não adianta mais fingir

    Que não dá mais pra ir na mesma direção

    É bom a gente se entender

    Pra depois não sofrer com a separação

    Disponível: < https://www.letras.mus.br/jorge-de-altinho/briga-a-toa/>. Acesso em: 10 maio. 2017.

    O poema e a música apresentam algumas características em comum: o ritmo, a musicalidade e, sobretudo, a estruturação em versos. Já no texto em prosa, a pontuação tem fundamental importância, uma vez que ela é imprescindível para representar pausas na fala, entonações, dúvidas, emoções etc. A música “Briga à toa”, de Jorge de Altinho, por exemplo, caso fosse transformada em um texto em prosa, necessitaria de algumas adequações na pontuação. Com base nessas informações, analise as afirmativas a respeito da pontuação do TEXTO.

    I. Seria necessária uma vírgula entre os dois primeiros versos, “Se você quer voltar pra mim / Tem que me dizer agora”, um vez que o primeiro verso é uma oração subordinada adverbial anteposta à principal.
    II. A vírgula, em “Meu amor, vamos embora”, deveria ser mantida, pois está isolando um vocativo, ou seja, um chamamento “Meu amor”.
    III.Na escrita em prosa, no trecho “Meu amor, vamos embora / Pois quem ama, não demora”, seria mantida a vírgula antes de “não demora”.
    IV.Em “Não adianta mais fingir / Que não dá mais pra ir na mesma direção”, haveria a necessidade de uma vírgula antes do segundo verso, pois se trata de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
    V. No final do segundo verso “Meu amor, vamos embora”, poderia haver um sinal de exclamação para denotar toda emoção na súplica que está sendo feita pelo eu-lírico.

    Estão CORRETAS apenas as proposições
    Escolha uma alternativa para a questão c8ea70a8-b2
  • Linguagens

    Português

    As pessoas que não praticam atividade física têm consciência dos riscos da vida sedentária?

    A pesquisa coletou informações sobre práticas esportivas e atividades físicas relativas a 2013. Ao todo, foram realizadas 8.902 entrevistas. Os dados foram ponderados com base em uma projeção da população brasileira por região, gênero e grupos de idade, feita pelo IBGE para o ano de 2013, de aproximadamente 146.748.000 brasileiros, quantidade equivalente à população entre 14 e 75 anos.
    Imagem da questão de Português, IF-PE 2017, Interpretação de Textos
    Ministério dos Esportes. A prática de Esportes no Brasil. Disponível em:<http://www.esporte.gov.br/diesporte/2.html>. Acesso: 10 maio 2017 (adaptado).

    A partir da leitura, julgue as proposições a seguir.

    I. Mais de 30% dos homens e mulheres entrevistados têm consciência da necessidade da prática esportiva.
    II. Quase um quarto da população masculina, tomando por base a margem de erro da pesquisa, alega não ter tempo para a prática esportiva.
    III.Com base nos dados coletados na pesquisa, os homens brasileiros mostraram-se mais conscientes dos riscos causados pelo sedentarismo.
    IV.Somando-se homens e mulheres, mais de 10% dos entrevistados alegaram que não praticam esportes e/ou atividades físicas por não gostarem.
    V. Ao se somarem os números percentuais de homens e mulheres que não responderam à pergunta, não se chega a 1% dos entrevistados.

    Estão CORRETAS apenas as proposições
    Escolha uma alternativa para a questão c8dcf7e2-b2
  • Linguagens

    Português

    Crescimento nos índices de obesidade infantil é novo desafio para o Brasil

    Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde, mostram que, em 2013, aproximadamente 8% de todas as crianças de 0 a 5 anos eram consideradas obesas no Brasil. Em números absolutos, eram 345.270 crianças nessa condição, dentro da faixa etária, o que representa um aumento de 79,3% desde 2008.
    A nutricionista Andréa Santa Rosa destaca os maus hábitos alimentares como a principal causa do aumento. “Cada vez mais a indústria alimentícia lança no mercado produtos que colaboram para o aumento na obesidade no país. Há um excesso de carboidratos refinados (açúcar invertido, maltodrextina, frutose, açúcar branco, xarope de glicose), gordura trans, hidrogenada, saturada, corante, edulcorantes e outras substâncias artificiais que são inseridos nos produtos sem necessidade”, afirma.
    Segundo ela, uma alimentação inadequada da mãe durante a gestação e a introdução à alimentação complementar sem orientação de um profissional também contribuem para o desenvolvimento da obesidade infantil. “A rejeição por alguns alimentos é comum na criança que está começando a alimentação complementar, afinal ela passou os seis primeiros meses de vida se alimentando apenas do leite materno. Cabe à mãe ser firme e não desistir de oferecer frutas, legumes e verduras, o que não acontece na maior parte das vezes, pois há uma preocupação do filho ficar com fome e perder peso”, diz.

    Disponível em:<https://www.fadc.org.br/noticias/183-crescimento-nos-indices-de-obesidade-infantil-e-novo-desafio-para-o-brasil.html> . Acesso: 09 maio 2017.

    A partir da leitura, pode-se afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão c8d6a9d5-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o TEXTO 1 para responder à questão.


    TEXTO 1

    Sírios fogem de guerra civil e partem para Europa
    Imagem da questão de Português, IF-PE 2017, Emprego do hífen

    LATUFF. Sírios fogem de guerra civil e partem para Europa. Operamundi. Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/41596/charge+do+latuff+sirios+fogem+de+guerra+civil+e+partem+p
    ara+europa.shtm>. Acesso: 09 maio 2017.

    Após a implementação definitiva do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre as nações lusófonas, muitas palavras, - a exemplo de “mão-de-obra” e “dor-de-cabeça”, que aparecem no TEXTO 1 e que agora passam a ser escritas “mão de obra” e “dor de “cabeça”, perderam o hífen. Embora, nas alternativas a seguir, todas as palavras compostas estejam escritas com hífen, apenas uma delas o manteve após o referido Acordo Ortográfico, assinale a alternativa em que ela aparece.
    Escolha uma alternativa para a questão c8d317e1-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o TEXTO 1 para responder à questão.


    TEXTO 1

    Sírios fogem de guerra civil e partem para Europa
    Imagem da questão de Português, IF-PE 2017, Gêneros Textuais

    LATUFF. Sírios fogem de guerra civil e partem para Europa. Operamundi. Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/41596/charge+do+latuff+sirios+fogem+de+guerra+civil+e+partem+p
    ara+europa.shtm>. Acesso: 09 maio 2017.

    1. A charge caracteriza-se por ser um gênero textual que possui caráter multimodal, ou seja, no qual normalmente interagem as linguagens verbal e não verbal. Com base nessa afirmativa, julgue as afirmativas abaixo sobre a interpretação do TEXTO 1.

    I. A repetição da forma verbal “vejo”, na fala de cada uma das personagens em terra firme, aliada à postura física adotada por elas, confirmam o alinhamento ideológico na forma como as três analisam o evento histórico em questão.
    II. A postura física da personagem ao centro, com a mão na cabeça, funciona como uma metáfora do posicionamento ideológico adotado pela União Europeia em relação aos imigrantes sírios.
    III.O texto proferido pelo personagem representativo dos EUA e o tapa dado nas costas daquele que representa a União Europeia denotam o apoio irrestrito que a nação americana dá à União Europeia no que se refere à crescente imigração síria.
    IV.O terceiro personagem não é representativo de nenhuma nação específica, na verdade, funciona como uma metáfora para todos aqueles que possam lucrar com a exploração dos imigrantes.
    V. Embora, na charge, o texto não verbal seja muito importante, a notação musical que, no TEXTO 1, representa um assobio expelido pelo personagem EUA, não possui nenhuma importância para construção da crítica feita no texto.

    Estão CORRETAS apenas as proposições
    Escolha uma alternativa para a questão c8cf0e68-b2
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema de Camilo Pessanha para responder a questão.

    INTERROGAÇÃO
    Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar, 
    Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo; 
    E apesar disso, crês? nunca pensei num lar 
    Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
    Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito. 
    E nunca te escrevi nenhuns versos românticos. 
    Nem depois de acordar te procurei no leito, 
    Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.
    Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
    A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
    Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
    Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
    Passo contigo a tarde e sempre sem receio 
    Da luz crepuscular, que enerva, que provoca. 
    Eu não demoro o olhar na curva do teu seio 
    Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
    Eu não sei se é amor. Será talvez começo.
    Eu não sei que mudança a minha alma pressente... 
    Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço, 
    Que adoecia talvez de te saber doente.
    (PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.)
    O escritor português Camilo Pessanha faz parte da escola literária denominada Simbolismo.

    Assinale a alternativa que possui uma característica desse movimento artístico presente no poema. 
    Escolha uma alternativa para a questão bd977489-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Jacques Fux para responder a questão.

    Literatura e Matemática

       Letras e números costumam ser vistos como símbolos opostos, correspondentes a sistemas de pensamento e linguagens completamente diferentes e, muitas vezes, incomunicáveis. Essa perspectiva, no entanto, foi muitas vezes recusada pela própria literatura, que em diversas ocasiões valeu-se de elementos e pensamentos matemáticos como forma de melhor explorar sua potencialidade e de amplificar suas possibilidades criativas.
        A utilização da matemática no campo literário se dá por meio das diversas estruturas e rigores, mas também através da apresentação, reflexão e transformação em matéria narrativa de problemas de ordem lógica. Nenhuma leitura é única: o texto, por si só, não diz nada; ele só vai produzir sentido no momento em que há a recepção por parte do leitor. A matemática pode, também, potencializar o texto, tornando ainda mais amplo o seu campo de leituras possíveis a partir de regras ou restrições.
         Muitas passagens de  Alice no País das Maravilhas  e  Alice através do espelho, de Lewis Carroll,  estão repletas de enigmas e problemas que até os dias de hoje permitem aos leitores múltiplas interpretações. Edgar Allan Poe é outro escritor a construir personagens que utilizam exaustivamente a lógica matemática como instrumento para a resolução dos enigmas propostos.
         Explorar as relações entre literatura e matemática é resgatar o romantismo grego da possibilidade do encontro de todas as ciências. É fazer uma viagem pelo mundo das letras e dos números, da literatura comparada e das ficções e romances de diversos autores que beberam (e continuarão bebendo) de diversas e potenciais fontes científicas, poéticas e matemáticas.
    <http://tinyurl.com/h9z7jot > Acesso em: 17.08.2016. Adaptado.
    No trecho “correspondentes a sistemas de pensamento e linguagens”, a palavra destacada é
    Escolha uma alternativa para a questão bd91a480-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Jacques Fux para responder a questão.

    Literatura e Matemática

       Letras e números costumam ser vistos como símbolos opostos, correspondentes a sistemas de pensamento e linguagens completamente diferentes e, muitas vezes, incomunicáveis. Essa perspectiva, no entanto, foi muitas vezes recusada pela própria literatura, que em diversas ocasiões valeu-se de elementos e pensamentos matemáticos como forma de melhor explorar sua potencialidade e de amplificar suas possibilidades criativas.
        A utilização da matemática no campo literário se dá por meio das diversas estruturas e rigores, mas também através da apresentação, reflexão e transformação em matéria narrativa de problemas de ordem lógica. Nenhuma leitura é única: o texto, por si só, não diz nada; ele só vai produzir sentido no momento em que há a recepção por parte do leitor. A matemática pode, também, potencializar o texto, tornando ainda mais amplo o seu campo de leituras possíveis a partir de regras ou restrições.
         Muitas passagens de  Alice no País das Maravilhas  e  Alice através do espelho, de Lewis Carroll,  estão repletas de enigmas e problemas que até os dias de hoje permitem aos leitores múltiplas interpretações. Edgar Allan Poe é outro escritor a construir personagens que utilizam exaustivamente a lógica matemática como instrumento para a resolução dos enigmas propostos.
         Explorar as relações entre literatura e matemática é resgatar o romantismo grego da possibilidade do encontro de todas as ciências. É fazer uma viagem pelo mundo das letras e dos números, da literatura comparada e das ficções e romances de diversos autores que beberam (e continuarão bebendo) de diversas e potenciais fontes científicas, poéticas e matemáticas.
    <http://tinyurl.com/h9z7jot > Acesso em: 17.08.2016. Adaptado.
    Segundo o texto, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão bd8e6710-b1