Espanhol
- Análise Sintática | Análisis Sintáctico
- Prova de 2016
- UFRGS
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: D5580537-05

Questões filtradas
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Leia a crônica O apagar da velha chama, de Luis Fernando Verissimo.
Eu, você, nós dois, um cantinho, um violão... Da janela, mesmo em Porto Alegre, via-se o Corcovado, o Redentor (que lindo!) e um barquinho a deslizar no macio azul do mar. Tinha-se, geralmente, de vinte anos para menos quando, em 1958, chegou a Elizete com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim e João Gilberto com o amor, o sorriso, a flor e aquela batida diferente, mas que era bossa-nova e era muito natural, mesmo que você não pudesse acompanhar e ficasse numa nota só, porque no peito dos desafinados também batia um coração, lembra? Na vida, uma nova canção, um doce balanço. Era carioca, era carioca, certo, mas a juventude que aquela brisa trazia também trazia pra cá e daqui se via a mesma luz, o mesmo céu, o mesmo mar, milhões de festas ao luar, e sempre se podia pegar um Electra e mandar descer no Beco das Garrafas, olha que coisa mais linda. Queríamos a vida sempre assim, si, dó, ré, mi, fá, sol, muito sol, e lá. Mas era preciso ficar e trabalhar, envelhecer, acabar com esse negócio de Rio, céu tão azul, ilhas do sul, muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar, onde já se viu? Até um dia, até talvez, até quem sabe. O amor, o sorriso e a flor se transformavam depressa demais. Quem no coração abrigou a tristeza de ver tudo isso se perder, para não falar nos seus vinte anos, nos seus desenganos e no seu violão, nem pode dizer ó brisa fica, porque nem mais se entende, nem mais pretende seguir fingindo e seguir seguindo. A realidade é que sem ela não há paz, não há beleza, é só a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E dê-lhe rock.
Sobre a crônica, considere as seguintes afirmações.
I - O autor, partindo de sua experiência pessoal, como é próprio da crônica, recupera o momento histórico de uma geração, através da música brasileira.
II - O autor constrói a crônica a partir de diversas letras de músicas, mostrando como elas fazem parte de sua vivência de juventude.
III- A melancolia, ao final da crônica, está ligada ao envelhecimento e à percepção de que aquele momento não volta mais.
Quais estão corretas?
Leia o poema abaixo, presente em Mensagem, de Fernando Pessoa.
Noite
A nau de um deles tinha-se perdido
No mar indefinido.
O segundo pediu licença ao Rei
De, na fé e na lei
Da descoberta, ir em procura
Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.
Tempo foi. Nem primeiro nem segundo
Volveu do fim profundo
Do mar ignoto à pátria por quem dera
O enigma que fizera.
Então o terceiro a El-Rei rogou
Licença de os buscar, e El-Rei negou.
Como a um cativo, o ouvem a passar
Os servos do solar.
E, quando o veem, veem a figura
Da febre e da amargura,
Com fixos olhos rasos de ânsia
Fitando a proibida azul distância.
Senhor, os dois irmãos do nosso Nome
— O Poder e o Renome —
Ambos se foram pelo mar da idade
À tua eternidade;
E com eles de nós se foi
O que faz a alma poder ser de herói.
Queremos ir buscá-los, desta vil
Nossa prisão servil:
É a busca de quem somos, na distância
De nós; e, em febre de ânsia,
A Deus as mãos alçamos.
Mas Deus não dá licença que partamos.
Considere as seguintes afirmações sobre o poema e suas relações com o livro Mensagem.
I - As três primeiras estrofes estão relacionadas a um episódio real: a história dos irmãos Gaspar e Miguel Corte Real que desapareceram em expedições marítimas, no início do século XVI, para desespero do terceiro irmão, Vasco, que queria procurá-los, mas não obteve a autorização do rei.
II - O sujeito lírico, na quarta e na quinta estrofes, assume a primeira pessoa do plural, sugerindo que o drama individual dos irmãos pode representar um problema coletivo: a perda de poder e renome de Portugal, perda esta já associada à difícil situação do país no início do século XX, momento da escritura do poema.
III- O diagnóstico das perdas de Portugal está ausente em outros poemas de Mensagem, por exemplo, Mar português, Autopsicografia e Nevoeiro, que apresentam a visão eufórica e confiante do sujeito lírico em relação ao futuro de Portugal.
Quais estão corretas?
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Observe uma cobrança a seguir e responda à questão.

De acordo com a acusação, o termo “cristão”
Leia o texto a seguir para responder à questão.
The Internet of Things
The “Internet of Things” (IoT) is becoming an increasingly growing topic of conversation both in the workplace and outside of it. It’s a concept that not only has the potential to impact how we live but also how we work. But what exactly is the “Internet of Things” and what impact is it going to have on you, if any? There are a lot of complexities around the “Internet of Things” but we want to stick to the basics. Lots of technical and policyrelated conversations are being had but many people are still just trying to grasp the foundation of what the heck these conversations are about.
Let’s start with understanding a few things.
Broadband Internet is becoming more widely available, the cost of connecting is decreasing, more devices are being created with Wi-Fi capabilities and sensors built into them, technology costs are going down, and smartphone penetration is sky-rocketing. All of these things are creating a “perfect storm” for the IoT.
So What Is The Internet of Things?
Simply put, this is the concept of basically connecting any device with an on and off switch to the Internet (and/or to each other). This includes everything from cellphones, coffee makers, washing machines, headphones, lamps, wearable devices and almost anything else you can think of.
So what now?
The new rule for the future is going to be, “Anything that can be connected, will be connected.”
Leia o texto a seguir para responder à questão.
The Internet of Things
The “Internet of Things” (IoT) is becoming an increasingly growing topic of conversation both in the workplace and outside of it. It’s a concept that not only has the potential to impact how we live but also how we work. But what exactly is the “Internet of Things” and what impact is it going to have on you, if any? There are a lot of complexities around the “Internet of Things” but we want to stick to the basics. Lots of technical and policyrelated conversations are being had but many people are still just trying to grasp the foundation of what the heck these conversations are about.
Let’s start with understanding a few things.
Broadband Internet is becoming more widely available, the cost of connecting is decreasing, more devices are being created with Wi-Fi capabilities and sensors built into them, technology costs are going down, and smartphone penetration is sky-rocketing. All of these things are creating a “perfect storm” for the IoT.
So What Is The Internet of Things?
Simply put, this is the concept of basically connecting any device with an on and off switch to the Internet (and/or to each other). This includes everything from cellphones, coffee makers, washing machines, headphones, lamps, wearable devices and almost anything else you can think of.
So what now?
The new rule for the future is going to be, “Anything that can be connected, will be connected.”
CUNHATÃ
Vinha do Pará
Chamava Siquê.
Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.
Piá branca nenhuma corria mais do que ela.
Tinha uma cicatriz no meio da testa:
- Que foi isto, Siquê?
Com voz de detrás da garganta, a boquinha tuíra:
- Minha mãe (a madrasta) estava costurando
Disse vai ver se tem fogo
Eu soprei eu soprei eu soprei não vi fogo
Aí ela se levantou e esfregou com minha cabeça na brasa
Rui, riu, riu
Uêrêquitáua.
O ventilador era a coisa que roda.
Quando se machucava, dizia: Ai Zizus!
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 138.
O poema de Bandeira foi publicado em 1930 e traz algumas palavras da língua indígena misturadas ao português. Já em seu título comparece uma palavra de origem da língua tupi, cunhatã, que significa “menina, moça, mulher adolescente”.
Ao fazer o uso de
uma língua indígena nesse poema, observa-se que o
autor: