Pular para o conteúdo

Questões filtradas

Questões do ENEM: Linguagens

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados: 18.995 questões

Página 507 de 950

  • Linguagens

    Português

    TEXTO II


        Nenhum país é tão pequeno como o nosso. Nele só existem dois lugares: a cidade e a Ilha. A separá-los, apenas um rio. Aquelas águas, porém, afastam mais que a sua própria distância. Entre um e outro lado reside um infinito. São duas nações, mais longínquas que planetas. Somos um povo, sim, mas de duas gentes, duas almas.
        As casas de cimento estão em ruína, exaustas de tanto abandono. Não são apenas casas destroçadas: é o próprio tempo desmoronando. Ainda vejo numa parede o letreiro já sujo pelo tempo: “A nossa terra será o túmulo do capitalismo”. Na guerra, eu tivera visões que não queria repetir. Como se essas lembranças viessem de uma parte de mim já morta.
        Tudo está sendo queimado pela cobiça dos novos-ricos. É isso que sucede em sua opinião. A Ilha é um barco que funciona às avessas. Flutua porque tem peso. Tem gente feliz, tem árvore, tem bicho e chão parideiro. Quando tudo isso lhe for tirado, a Ilha se afunda. A Ilha é o barco, nós somos o rio.
    (Mia Couto) 
    A expressão “chão parideiro” pode ser compreendida como:
    Escolha uma alternativa para a questão c7b9a54f-e3
  • Linguagens

    Português

    Leia, atentamente, o Texto I para responder à questão.


    TEXTO I

    Mas pensar positivo funciona?

        Funciona. Mas não como a maioria das pessoas gostaria. O pensamento positivo não vai engordar sua conta bancária do dia para a noite. Nem fará carros e diamantes orbitar ao seu redor. Porém, segundo várias pesquisas, uma atitude otimista pode influenciar muito a resistência do organismo às doenças. Uma comprovação disso veio da Universidade Harvard, nos EUA. Há 5 anos, um grupo de médicos da instituição descobriu que pensar positivamente pode fazer bem para os pulmões. Os pesquisadores avaliaram o estado de saúde de 670 homens na faixa dos 60 anos de idade. Também aplicaram testes de personalidade para identificar quem eram os otimistas e os pessimistas.
        Depois de 8 anos, constatou-se que a turma do bom humor tinha um sistema imunológico mais resistente a doenças pulmonares quando comparada ao grupo dos estressados. Até mesmo os fumantes otimistas apresentaram resultados melhores que os adeptos do tabagismo que eram, digamos, baixo-astral. O coração também bate melhor quando estamos com bom humor. Os pesquisadores do Instituto Delfland de Saúde Mental, na Holanda, monitoraram homens com idade entre 64 e 84 anos durante 15 anos. A incidência de enfartes e derrames foi menor entre os que tinham uma atitude positiva. Os otimistas apresentaram ainda 55% menos risco de ter doenças cardíacas. O que essas pesquisas revelam pode soar óbvio: pessoas com disposição para ver o lado positivo da vida tendem a cuidar mais da saúde, a praticar exercícios e se alimentar melhor.
    (Fonte: Revista Superinteressante, 2007). 
    O excerto “O que essas pesquisas revelam pode soar óbvio” muda da variável linguística culta para a coloquial se for reescrito da seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão c7b61255-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Qual das afirmações abaixo está correta?
    Escolha uma alternativa para a questão e0252a90-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    O pronome “them”, destacado na linha 57, referese a
    Escolha uma alternativa para a questão e021cfa3-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension

    O laboratório de Jennifer Lewis, da Universidade de Harvard,
    Escolha uma alternativa para a questão e01eac0e-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre Cecília Meireles e sua obra, analise as afirmações seguintes como FALSAS (F) ou VERDADEIRAS (V).

    I. Sua poesia está mais voltada ao mundo metafísico, subjetivo e existencial que à realidade circundante do mundo. Seu universo é, portanto, interior, cuja sondagem só foi possível através de uma linguagem essencial e, às vezes, hermética, carregada ainda de resíduos de estéticas anteriores ao próprio Modernismo.
    II. Cecília empregou tanto as formas consagradas pela tradição, metros regulares, ritmos e acentos quase clássicos ou mesmo estrofes de cunho popular, quanto as formas mais livres apreendidas da modernidade.
    III.No plano estilístico, ao contrário do coloquialismo dos poetas modernos, há, em sua obra, uma tendência à linguagem elevada, sempre carregada de musicalidade.

    A sequência correta é
    Escolha uma alternativa para a questão df960f05-e3
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2014, Análise sintática
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2014, Análise sintática

    A função sintática do que está sublinhado em “Sugeri-lhe que ela o deixasse em consignação.” (linha 38) é
    Escolha uma alternativa para a questão df894436-e3
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2014, Conjunções: Relação de causa e consequência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Católica de Pelotas 2014, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Em “... enquanto moça, possuidora de um bom...”(linha 62), a classe gramatical da palavra sublinhada é
    Escolha uma alternativa para a questão df862515-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Texto 2


    Most people would agree that learning a second language in a natural acquisition contexto or “on the street” is not the same as learning it in the classroom. Many believe that learning “on the street” is more effective.The traditional instruction environment is one where the language is being taught to a group of second or foreign language learners. In this case, the focus is on the language itself, rather than on information which is carried by the language. The teacher´s goal is to see to it that the students learn the vocabulary and grammatical rules of the target language. The goal of learners in such courses is often to pass an examination rather than to use the language for daily communicative interaction. Communicative instruction environments also involve learners whose goal is learning the language itself, but the style of instruction places an emphasis on interaction, conversation, and language use, rather than on learning about the language. The topics which are discussed in the communicative instruction environment are often topics of general interest to the learner. In these classes, the focus is not selected on the basis of teaching a specific feature of the language, but on teaching learners to use the language in a variety of contexts. Students´ success in these courses is measured in terms of their ability to ‘get things done’ in the second language, rather than on their accuracy in using certain grammatical features.
    (How Languages Are Learned, Oxford University Press, 1998)
    In the text, the expression target language means:
    Escolha uma alternativa para a questão b7df436d-e1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa incorreta:
    Escolha uma alternativa para a questão b7cd5cbe-e1
  • Linguagens

    Português

    A questão têm como base a charge abaixo:


    Imagem da questão de Português, Centro universitário FAG 2014, Coesão e coerência

    http://tirasdemafalda.tumblr.com/ 

    No 3º quadrinho, a expressão “a gente” refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão b7be063f-e1
  • Linguagens

    Português

    A questão têm como base a charge abaixo:


    Imagem da questão de Português, Centro universitário FAG 2014, Interpretação de Textos

    http://tirasdemafalda.tumblr.com/ 

    Nos 2 últimos quadrinhos, a expressão da personagem e as suas falas demonstram:
    Escolha uma alternativa para a questão b7ba8bd1-e1
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a Obra de Alvares de Azevedo, “Meu sonho”, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão bc3eb6b7-e0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO III


    Os problemas de escrita nas empresas que podem tornar a comunicação profissional um inferno


        A comunicação é um ato diário e constante, que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso de relações profissionais, pessoais e familiares. No entanto, muitas pessoas preferem transferir o problema ao leitor ou interlocutor, afirmando que ele não é capaz de entender a sua mensagem. Nunca param para analisar que a limitação pode estar na maneira como se expressam.
        Para eliminar essa barreira comportamental rumo ao sucesso na comunicação, temos de deixar de lado a postura egoísta que registramos na infância. Ainda bebês, mesmo com muita dificuldade, limitações e erros, nossos pais e familiares conseguem nos entender, passando a falsa imagem de que é fácil sermos entendidos e não há necessidade de nos esforçarmos.
        No mundo corporativo, há anos já não existe mais a figura da secretária de departamento responsável pela elaboração e revisão de comunicados, apresentações e relatórios. Na era do conhecimento e da internet, em que qualquer funcionário escreve e-mails para toda a empresa, fornecedores e clientes, e não raro escreve em nome da empresa, a exigência da comunicação eficiente em português tornou-se fundamental.
        O e-mail se consolidou como uma ferramenta de comunicação corporativa, mas também é um documento que, na maioria das empresas, ficará arquivado por muito tempo, um registro de erros. Por isso, é preciso que as pessoas dediquem uma especial atenção a essa modalidade de interação.
    (Lígia Velozo Crispino)  
    Está presente no texto III a ideia:
    Escolha uma alternativa para a questão bc2e3cd7-e0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO II


        Nenhum país é tão pequeno como o nosso. Nele só existem dois lugares: a cidade e a Ilha. A separá-los, apenas um rio. Aquelas águas, porém, afastam mais que a sua própria distância. Entre um e outro lado reside um infinito. São duas nações, mais longínquas que planetas. Somos um povo, sim, mas de duas gentes, duas almas.
        As casas de cimento estão em ruína, exaustas de tanto abandono. Não são apenas casas destroçadas: é o próprio tempo desmoronando. Ainda vejo numa parede o letreiro já sujo pelo tempo: “A nossa terra será o túmulo do capitalismo”. Na guerra, eu tivera visões que não queria repetir. Como se essas lembranças viessem de uma parte de mim já morta.
        Tudo está sendo queimado pela cobiça dos novos-ricos. É isso que sucede em sua opinião. A Ilha é um barco que funciona às avessas. Flutua porque tem peso. Tem gente feliz, tem árvore, tem bicho e chão parideiro. Quando tudo isso lhe for tirado, a Ilha se afunda. A Ilha é o barco, nós somos o rio.
    (Mia Couto)

    A questão tem com referência a charge abaixo:


    Imagem da questão de Português, Centro universitário FAG 2014, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    Disponível em: <http://blog.educacional.com.br/glaucegrar>


    Em relação à acentuação gráfica do vocábulo varêia, empregado com tal grafia de maneira intencional pelo autor da charge, para que não houvesse confusão em relação à sua pronúncia e significação, é correto afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão bc246f24-e0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO II


        Nenhum país é tão pequeno como o nosso. Nele só existem dois lugares: a cidade e a Ilha. A separá-los, apenas um rio. Aquelas águas, porém, afastam mais que a sua própria distância. Entre um e outro lado reside um infinito. São duas nações, mais longínquas que planetas. Somos um povo, sim, mas de duas gentes, duas almas.
        As casas de cimento estão em ruína, exaustas de tanto abandono. Não são apenas casas destroçadas: é o próprio tempo desmoronando. Ainda vejo numa parede o letreiro já sujo pelo tempo: “A nossa terra será o túmulo do capitalismo”. Na guerra, eu tivera visões que não queria repetir. Como se essas lembranças viessem de uma parte de mim já morta.
        Tudo está sendo queimado pela cobiça dos novos-ricos. É isso que sucede em sua opinião. A Ilha é um barco que funciona às avessas. Flutua porque tem peso. Tem gente feliz, tem árvore, tem bicho e chão parideiro. Quando tudo isso lhe for tirado, a Ilha se afunda. A Ilha é o barco, nós somos o rio.
    (Mia Couto)
    Podemos caracterizar como expressões de ideias opostas no texto II:
    Escolha uma alternativa para a questão bc2032ce-e0
  • Linguagens

    Português

    Identifique a frase em que há erro de acentuação:
    Escolha uma alternativa para a questão ae44ef5d-e0
  • Linguagens

    Português

    A questão têm como base a charge abaixo.


    Imagem da questão de Português, Centro universitário FAG 2014, Coesão e coerência

    No 3º quadrinho, a expressão “a gente” refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão ae41f35c-e0
  • Linguagens

    Português

    Leia, atentamente, o texto para responder à questão.


    Sem esforço e sem exemplo


        Não creio que a gente ande tão ruim de português por causa das redes sociais, dos torpedos no celular. Essa reclamação tem cheiro de mofo.
        O interessante é que, embora digam que se lê pouco, as editoras vendem mais que nunca, bienais e feiras ficam lotadas, e mesmo assim não conseguimos nos expressar direito, nem oralmente e nem por escrito. Se lemos mais, por que escrevemos e falamos mal?
        Penso que, coisas verificadas há trinta anos em meus tempos de professora universitária, andamos com problemas de raciocínio. Não aprendemos a pensar, observar, argumenta (qualquer esforço maior foi banido de muitas escolas), portanto não sabemos organizar nosso pensamento, muito menos expressá-lo por escrito ou mesmo falando. "Eu sei, mas não sei dizer", "Eu sei, mas não consigo escrever isso” são frases ouvidas há muito tempo, tempo demais.
        A exigência aos alunos baixou de nível assustadoramente, e com isso o ensino entrou em questão vertiginosa. Tudo deve parecer brincadeira. Na infância, ensinam a chamar as professoras de tias, coisa com o que, pouco simpática, sempre impliquei: tias são parentes. Professoras, ou os carinhosos profes, ou pros, são pessoas que estão ali para cuidar, sim, mas também para educar os bem pequenos. Modos à mesa, civilidade, dividir brinquedos, não morder nem bater, socializar-se enfim da maneira menos selvagem possível.
        Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de aula é para trabalhar; pátio é para brincar. Não precisa ser sacrifício, mas dar uma sensação de coisa séria, produtiva e boa.
        Por alguma razão, lá pela década de 60 inventamos, melhor: importamos a de que ensinar é antipático e aprender, ou estudar é crueldade infligida pelos adultos. Tabuada, nem pensar. Ortografia, longe de nós. Notas abolidas: agora só os vagos conceitos. Reprovação seria o anátema (a condenação). É preciso esforçar-se, e caprichar, para ser reprovado.
        Resultado: alunos saindo do ensino médio para a faculdade sem saber redigir uma página ou parágrafo coerente e em boa ortografia em seu próprio idioma!
        O acesso à universidade, devido a esse baixo nível do ensino médio, reduziu-se a um facilitarismo assustador. Hordas de jovens entram na universidade sem o menor preparo. São os futuros bacharéis que não vão passar no exame da Ordem. Outras providências desse tipo virão depois. Em vez de elevarmos o nível do ensino básico, vamos adotar o método da não reprovação. Em lugar de exigirmos mais no ensino médio, vamos deixar todos à vontade, pois com tantas cotas e outros recursos vão ingressar na universidade de qualquer jeito.
        Além do ensino e do aprendizado, facilitamos incrivelmente as coisas no nível da educação, isto é, comportamento, compostura, postura, respeito, civilidade.
        Alunos comem, jogam no celular, conversam, riem na sala de aula, na presença do professor que tenta exercer sua dura profissão, como se estivessem no bar. Tente o professor impor autoridade, e possivelmente ele, não o aluno malcriado, será chamado pela diretoria e admoestado. Caso tenha sido mais severo, quem sabe será processado pelos pais.
        Não estou inventando: nesta coluna não escreve a ficcionista, mas a observadora da realidade.
        A continuar esse processo antieducação, e nos altos escalões o desfile de péssimos exemplos, impunidades, negociatas e deboches, além do desastroso resultado do julgamento do mensalão, apesar de firulas jurídicas, teremos problemas bem interessantes nos próximos anos em matéria de dignidade e honradez. Pois tudo isso contamina o sentimento do povo, e pior: desanima os jovens que precisam de liderança positiva.
        Resta buscar ânimo em outras pastagens, para não desistir de ser um cidadão produtivo e decente.
    Lya Luft. Revista Veja, 06 de outubro de 2013.
    Em todos os trechos, percebe-se a inclusão da locutora, demonstrando sua participação no cenário atual, EXCETO em:
    Escolha uma alternativa para a questão ae35d871-e0
  • Linguagens

    Português

    Leia, atentamente, o texto para responder à questão.


    Sem esforço e sem exemplo


        Não creio que a gente ande tão ruim de português por causa das redes sociais, dos torpedos no celular. Essa reclamação tem cheiro de mofo.
        O interessante é que, embora digam que se lê pouco, as editoras vendem mais que nunca, bienais e feiras ficam lotadas, e mesmo assim não conseguimos nos expressar direito, nem oralmente e nem por escrito. Se lemos mais, por que escrevemos e falamos mal?
        Penso que, coisas verificadas há trinta anos em meus tempos de professora universitária, andamos com problemas de raciocínio. Não aprendemos a pensar, observar, argumenta (qualquer esforço maior foi banido de muitas escolas), portanto não sabemos organizar nosso pensamento, muito menos expressá-lo por escrito ou mesmo falando. "Eu sei, mas não sei dizer", "Eu sei, mas não consigo escrever isso” são frases ouvidas há muito tempo, tempo demais.
        A exigência aos alunos baixou de nível assustadoramente, e com isso o ensino entrou em questão vertiginosa. Tudo deve parecer brincadeira. Na infância, ensinam a chamar as professoras de tias, coisa com o que, pouco simpática, sempre impliquei: tias são parentes. Professoras, ou os carinhosos profes, ou pros, são pessoas que estão ali para cuidar, sim, mas também para educar os bem pequenos. Modos à mesa, civilidade, dividir brinquedos, não morder nem bater, socializar-se enfim da maneira menos selvagem possível.
        Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de aula é para trabalhar; pátio é para brincar. Não precisa ser sacrifício, mas dar uma sensação de coisa séria, produtiva e boa.
        Por alguma razão, lá pela década de 60 inventamos, melhor: importamos a de que ensinar é antipático e aprender, ou estudar é crueldade infligida pelos adultos. Tabuada, nem pensar. Ortografia, longe de nós. Notas abolidas: agora só os vagos conceitos. Reprovação seria o anátema (a condenação). É preciso esforçar-se, e caprichar, para ser reprovado.
        Resultado: alunos saindo do ensino médio para a faculdade sem saber redigir uma página ou parágrafo coerente e em boa ortografia em seu próprio idioma!
        O acesso à universidade, devido a esse baixo nível do ensino médio, reduziu-se a um facilitarismo assustador. Hordas de jovens entram na universidade sem o menor preparo. São os futuros bacharéis que não vão passar no exame da Ordem. Outras providências desse tipo virão depois. Em vez de elevarmos o nível do ensino básico, vamos adotar o método da não reprovação. Em lugar de exigirmos mais no ensino médio, vamos deixar todos à vontade, pois com tantas cotas e outros recursos vão ingressar na universidade de qualquer jeito.
        Além do ensino e do aprendizado, facilitamos incrivelmente as coisas no nível da educação, isto é, comportamento, compostura, postura, respeito, civilidade.
        Alunos comem, jogam no celular, conversam, riem na sala de aula, na presença do professor que tenta exercer sua dura profissão, como se estivessem no bar. Tente o professor impor autoridade, e possivelmente ele, não o aluno malcriado, será chamado pela diretoria e admoestado. Caso tenha sido mais severo, quem sabe será processado pelos pais.
        Não estou inventando: nesta coluna não escreve a ficcionista, mas a observadora da realidade.
        A continuar esse processo antieducação, e nos altos escalões o desfile de péssimos exemplos, impunidades, negociatas e deboches, além do desastroso resultado do julgamento do mensalão, apesar de firulas jurídicas, teremos problemas bem interessantes nos próximos anos em matéria de dignidade e honradez. Pois tudo isso contamina o sentimento do povo, e pior: desanima os jovens que precisam de liderança positiva.
        Resta buscar ânimo em outras pastagens, para não desistir de ser um cidadão produtivo e decente.
    Lya Luft. Revista Veja, 06 de outubro de 2013.
    O que motivou a locutora a escrever o texto foi:
    Escolha uma alternativa para a questão ae3260d7-e0