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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 669 de 950

  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO 1

    Asylum-seeker smuggling is a
    symptom, not a root cause

    Robert Falconer/Craig D. Smith - Jan 31, 2022

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, PUC - RS 2023, Vocabulário | Vocabulary
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, PUC - RS 2023, Vocabulário | Vocabulary

    Source: https://www.theglobeandmail.com/opinion/
    article-asylum-seeker-smuggling-is-a-symptom-not-a-root-cause/
    The verb forms “fosters” (line 24) and “cracking down” (line 25), and the adjective “small-time” (line 25), in the context, mean, respectively,
    Escolha uma alternativa para a questão d6ca0080-c0
  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO 1

    Asylum-seeker smuggling is a
    symptom, not a root cause

    Robert Falconer/Craig D. Smith - Jan 31, 2022

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, PUC - RS 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, PUC - RS 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Source: https://www.theglobeandmail.com/opinion/
    article-asylum-seeker-smuggling-is-a-symptom-not-a-root-cause/
    The question that does NOT find an answer in Text 1 is
    Escolha uma alternativa para a questão d6c62b88-c0
  • Linguagens

    Inglês

    Online Education and Its Effective Practice: A Research Review


    By: Anna Sun, Xiufang Chen 



       Online education is here to stay and grow. The review of its history clearly shows that online education has developed rapidly, mostly as a result of Internet connectivity, advanced technology, and a massive market. It has evolved from 19th century correspondence programs to the 21st century’s vibrant and well-designed institutional online courses.



       The fast development of the Internet and the World Wide Web (WWW) has produced numerous benefits to education. Online education provides potential opportunities to open new markets for higher education institutions. Many adult learners may enjoy the flexibility when they have to balance work, study, and family responsibilities. The wide range of various technology advancements used by universities’ online programs may promote the interaction between students and instructors, and among students at large. Finally, the upgraded technology and software may allow instructors, students, and university administrators to collect data, feedback, and evaluation regarding their online experiences.



       We can anticipate that online education will continue to increase its presence and influence higher education through a vigorous process of reshaping, refining, and restructuring. It is unlikely, however, to replace entirely traditional higher education, but merely to be an alternative. But, because of its flexibility and accessibility, online education is gaining in popularity, especially for people who are otherwise unable to obtain education because of physical distance, schedule conflicts, and unaffordable costs.



    Available in: https://www.informingscience.org/

    Publications/3502. Access 28 set. 2022. Adapted

    Two of the benefits of online education, according to the text, are:
    Escolha uma alternativa para a questão a1d649ce-df
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2022, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://lunetas.com.br/tirinhas-o-mundode-tayo/. Acesso em 13 abr. 2022.

    “Eu só vejo rainhas” (3º quadrinho)



    A forma sublinhada veicula ideia de:

    Escolha uma alternativa para a questão 4501faf0-df
  • Linguagens

    Português

     Imagem da questão de Português, CEDERJ 2022, Sintaxe

    “Durante muitos anos, nascemos e vivemos à sombra da corrida do garimpo. Seja nas brincadeiras de criança, quando éramos ensinados a identificar qualquer gema que pudesse se assemelhar à pedra da cobiça, seja nas histórias dos coronéis que dominavam a região e da guerra que embrenharam pelas serras onde estava o diamante.” (Linhas 1-8)


    Identifique o mecanismo de coesão textual que se percebe nas estruturas sublinhadas no fragmento acima:
    Escolha uma alternativa para a questão 44f80609-df
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFPR 2022, Interpretação de Textos

    Considere o seguinte excerto do texto:


    Também a crescente sobrecarga de trabalho torna necessária uma técnica específica relacionada ao tempo e à atenção, que tem efeitos novamente na estrutura da atenção.


    Nessa passagem, o autor aponta um efeito de:
    Escolha uma alternativa para a questão 87e67091-0b
  • Linguagens

    Português

    AS SINHÁS PRETAS DA FOLHA

    Começo a ler o artigo e pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19.

    Thiago Amparo

    Abro este jornal. Nele, um artigo sobre "negras prósperas no ápice da escravidão". Eu pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19. Continuo a leitura. O autor promete "complicar as narrativas de ativistas"; afirma que a "culpada é a época e seus valores diferentes dos nossos"; e que nos traria "maturidade e conciliação" com as "lindas histórias de vida das sinhás pretas".

    Munido da falácia reacionária que lhe é característica, Narloch usa histórias individuais para mascarar a brutalidade do seu argumento: legitimar a escravidão ao relativizá-la. Imagino como se sentiriam as escravas diariamente estupradas lendo seu texto; ou os escravos doentes jogados ao mar: faltou-lhes capitalismo?

    É peculiar da branquitude discutir o horror tomando chá: imagino as horas que serão gastas para se debater, com calma, se a linha editorial da barbárie foi ou não cruzada. Não há zona cinzenta aqui. O problema não é fazer referência a "negras minas" — que eventualmente enriqueceram — ou a outras figuras históricas, o problema é, de forma ao mesmo tempo risível e desonesta, utilizá-las para suavizar a brutalidade da escravidão.

    O que está em jogo é se a pluralidade que este jornal preza inclui racismo. Jornais são documentos históricos: eu me reservo a dignidade derradeira de dizer com todas as letras que a coluna de Leandro Narloch é racista; que publicá-la faz do jornal conivente; e que em algum momento a corda do pluralismo esticou a tal ponto que nos enforcará.

    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thiago-amparo/2021/09/as-sinhas-pretas-da-folha.shtml?origin=uol . Acesso em: 15 out. 2021 (adaptado).


    Assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 7decc6d9-04
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UFGD 2022, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Available in: https://www.lingq.com/blog/english-language-memes/. Access in: 20 nov. 2021


    Com base na imagem apresentada, é correto afirmar que 
    Escolha uma alternativa para a questão 7de7ba65-04
  • Linguagens

    Inglês

    EFFECTS OF SOCIAL ISOLATION AND LONELINESS


    Mental and physical health are interconnected. Social isolation’s adverse health consequences range from sleeplessness to reduced immune function. Loneliness is associated with higher anxiety, depression, and suicide rates. Isolation and loneliness are also linked to poor cardiovascular health and cognitive function:

    A study led by an epidemiologist at Newcastle University concluded that deficiencies in social relationships are associated with a higher risk for coronary heart disease and stroke.

    A study published in The Journals of Gerontology concluded that loneliness was associated with a 40 percent increase in the risk of dementia.

    Links between social isolation and serious medical conditions are not fully understood, but ample evidence supports the connection. A study published in the American Journal of Epidemiology linked social isolation with higher risks of premature mortality. The Centers for Disease Control and Prevention (CDC) points to loneliness and isolation as serious public health risks.

    Effects of Physical Distancing

    Some effects of social isolation are specific to pandemics or other public health situations that require people to physically distance.

    Loneliness and depression can go hand in hand with anxiety and fear about the dangers associated with the event that made physical distancing measures necessary. (???) Even people who are supportive of safetyrelated isolation and quarantine can experience frustration and irritability.

    Understanding the Effects of Social Isolation on Mental Health. Tulane University - School of Public Health and Tropical Medicine. Published in: December 8, 2020. Available in: https://publichealth.tulane.edu/blog/effects-of-social-isolation-on-mental-health/. Access in: 30 oct. 2021 (adapted)


    One sentence is missing in the text. According to the context, choose the alternative that correctly completes the idea of the text in the gap [showed in bold and highlighted as (???) in the text. 
    Escolha uma alternativa para a questão 7de09f44-04
  • Linguagens

    Inglês

    The strategic planning process are the steps that you go through as an organization to determine the direction of your organization (its vision), what you're going to do and for whom (your mission) and someway to measure it or to guide you in a strategy to get there (your goals).

    TAYLOR, A. What is the strategic planning process? Available in: https://www.smestrategy.net/blog/ what-is-the-strategic-planning-process. Access in: 28 jul. 2018 (adapted).


    Consider the text information to evaluate the following statements.

    I. The strategic planning process must be individual so that diverse opinions do not hinder the good organizational progress of the company.

    II. The strategic planning well-designed gives greater productivity, training and overall effectiveness in the execution of executive secretary's activities.

    III. The strategic planning needs to disclose the steps to the company's employees, emphasizing their contribution to the success of the plan.


    It is correct what is stated in
    Escolha uma alternativa para a questão 483eba30-08
  • Linguagens

    Inglês

    Food insecurity hits nearly 60% of Brazilians, study shows.

      A study from the Brazilian Research Network on Food Sovereignty and Security released Wednesday showed that 58.7% of Brazilians lived with food insecurity, which replicated data not seen since 1993. In other words, 125.2 million people are affected by this issue, while 15% of the population, or about 33 million people, go hungry on a daily basis.
     
     The document also highlighted that this phenomenon was a consequence of the country’s economic crisis and the ensuing labor market situation. The survey consisted of interviews conducted between November 2021 and April this year in 12,745 households across 577 municipalities in all states. Compared to 2018, the increase in the Brazilian population with food insecurity is 60% and since 2020 this figure grew by 7.2%.
     
      It was the second National Survey on Food Insecurity in the context of the Covid-19 pandemic in Brazil and showed that the daily victims of hunger increased from 19 to 33 million from 2021 to 2022. The most affected areas of the country are the North and Northeast, with 25.7% and 21% of the families involved, respectively. The report also revealed that 60% of households in rural areas are food insecure, with 18.6% of them in the most severe state. Hunger also affected 21.8% of the families of small agricultural producers.

      The study also focused on investigating the relationship between food and race and confirmed that access to food is not a problem for 53.2% of the households of self-declared white people, but this percentage drops to 35% in the homes of self-declared black people. In these families, the percentage of people who suffer from a lack of food on a daily basis increased from 10.4% to 18.1%. The situation worsened in households managed by black women, of which 63% showed some degree of insecurity.

       According to the survey, in 2022, one out of three Brazilians did something that caused shame, sadness or regret in order to obtain food. "We have gone back 30 years in the fight against hunger, it’s scary. But the current indignant movement is far from the indignation of 1993 with 32 million hungry people. We are inert as a society," explained Kiko Afonso, one of the members of the team to conduct the study. 

    From:https://en.mercopress.com/2022/06/09/food-insecurity-hits-nearly-60-of-brazilians-study-shows. Accessed on 07/10/2022
    (URCA/2022.2) Os pesquisadores descobriram em suas entrevistas que a insegurança alimentar: 
    Escolha uma alternativa para a questão 668dcd5a-c1
  • Linguagens

    Inglês

    Food insecurity hits nearly 60% of Brazilians, study shows.

      A study from the Brazilian Research Network on Food Sovereignty and Security released Wednesday showed that 58.7% of Brazilians lived with food insecurity, which replicated data not seen since 1993. In other words, 125.2 million people are affected by this issue, while 15% of the population, or about 33 million people, go hungry on a daily basis.
     
     The document also highlighted that this phenomenon was a consequence of the country’s economic crisis and the ensuing labor market situation. The survey consisted of interviews conducted between November 2021 and April this year in 12,745 households across 577 municipalities in all states. Compared to 2018, the increase in the Brazilian population with food insecurity is 60% and since 2020 this figure grew by 7.2%.
     
      It was the second National Survey on Food Insecurity in the context of the Covid-19 pandemic in Brazil and showed that the daily victims of hunger increased from 19 to 33 million from 2021 to 2022. The most affected areas of the country are the North and Northeast, with 25.7% and 21% of the families involved, respectively. The report also revealed that 60% of households in rural areas are food insecure, with 18.6% of them in the most severe state. Hunger also affected 21.8% of the families of small agricultural producers.

      The study also focused on investigating the relationship between food and race and confirmed that access to food is not a problem for 53.2% of the households of self-declared white people, but this percentage drops to 35% in the homes of self-declared black people. In these families, the percentage of people who suffer from a lack of food on a daily basis increased from 10.4% to 18.1%. The situation worsened in households managed by black women, of which 63% showed some degree of insecurity.

       According to the survey, in 2022, one out of three Brazilians did something that caused shame, sadness or regret in order to obtain food. "We have gone back 30 years in the fight against hunger, it’s scary. But the current indignant movement is far from the indignation of 1993 with 32 million hungry people. We are inert as a society," explained Kiko Afonso, one of the members of the team to conduct the study. 

    From:https://en.mercopress.com/2022/06/09/food-insecurity-hits-nearly-60-of-brazilians-study-shows. Accessed on 07/10/2022
    (URCA/2022.2) Após ler o texto é incorreto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 668990cf-c1
  • Linguagens

    Literatura

    (URCA/2022.2) Sobre o Pré-Modernismo brasileiro, assinale a alternativa incorreta:
    Escolha uma alternativa para a questão 666a6697-c1
  • Linguagens

    Literatura

    (URCA/2022.2) João Cabral de Melo Neto, Cecília Meirelles e Manoel de Barros são, respectivamente, autores de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6665e910-c1
  • Linguagens

    Português

    De volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)

       O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.

      Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.

       Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.

      Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.

        Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.

       Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.

    (Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.) 
    (URCA/2022.2) No trecho "Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local.", a palavra QUE é pronome relativo com função de sujeito:
    Escolha uma alternativa para a questão 665d0feb-c1
  • Linguagens

    Português

    De volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)

       O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.

      Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.

       Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.

      Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.

        Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.

       Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.

    (Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.) 
    (URCA/2022.2) Na sentença "O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara.", é correto constatar a existência de: 
    Escolha uma alternativa para a questão 665b16b1-c1
  • Linguagens

    Português

    De volta pra casa: decolonização na paleontologia

        A primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.

       Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.

        Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.

        No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.

        (Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)
    (URCA/2022.2) Considerando-se a sentença "Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.", é incorreto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6654fbb3-c1
  • Linguagens

    Português

    De volta pra casa: decolonização na paleontologia

        A primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.

       Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.

        Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.

        No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.

        (Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)
    (URCA/2022.2) Na sentença "Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, QUE evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. ", que função sintática é exercida pelo pronome QUE:
    Escolha uma alternativa para a questão 6653041f-c1
  • Linguagens

    Português

    A questão a seguir embasam-se na obra de Viriato Corrêa. Escrita na década de 1930, essa obra literária contém as memórias de infância do menino Cazuza, vivida no interior do Maranhão no final do século XIX.

    Nessa poesia popular nordestina trazida por Viriato Corrêa, em "Cazuza", observa-se o intuito dos repentistas de sobrepujarem um ao outro

    — José Firmino acredite,
    Não gosto de me gabar,
    Mas quando pego a viola,
    Quando começo a cantar,
    Saem da cova os defuntos,
    Os peixes saem do mar,
    Os anjos descem do céu,
    E tudo vem me escutar.

    O José Firmino quase não deixou que o
    companheiro acabasse o último verso, e cantou
    de viola estendida no peito:

    — Eu não tenho inveja disso,
    Sou valente, valentão,
    Canguçu é meu cavalo,
    Cascavel meu cinturão,
    Eu engulo brasa viva,
    Pego corisco com a mão,
    Um empurrão do meu dedo
    Bota dez morros no chão.

    O outro acelerou os dedos nas cordas da viola e respondeu:

    — Se eu for contar minhas artes
    Não acabo nunca mais;
    Para apagar os incêndios
    Uso breu e aguarrás,
    Eu ponho luneta em pulga,
    E gravata em Satanás,
    Eu faço gelo com brasa,
    Coisa que você não faz,
    Faço o carro andar na frente,
    Faço o boi andar atrás.

    E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também.
    Eram ambos fortes no desafio. Não haveria
    vencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.

    CORRÊA, Viriato. Cazuza. 37ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1992

    Considere o trecho a seguir.

    “E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também. Eram ambos fortes no desafio. Não haveria vencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.”

    Em variadas passagens do romance "Cazuza", o arranjo sintático confere fluidez à leitura e facilita a compreensão do texto pelo público infantojuvenil. Com vistas a esse fim, o escritor, na estruturação dos períodos que formam o trecho acima, optou pela
    Escolha uma alternativa para a questão fad18770-b0