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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 769 de 950

  • Linguagens

    Literatura

    “Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
    TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
    Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

    Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    “– “Morto! morto!” dizia consigo.
    E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
    Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
    Com base na obra de Machado de Assis, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
    ( ) Tanto Dom Casmurro quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas têm em comum o fato de serem livros narrados em primeira pessoa. Além disso, ambos os personagens pertencem à elite carioca do século XIX.
    ( ) O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas encerra-se com um capítulo todo feito de negativas, no qual o narrador enumera uma série de faltas de que sofreu em vida, entre elas o fato de não ter tido filhos e, assim, não ter transmitido a ninguém a herança de nossa miséria.
    ( ) Há um consenso entre os críticos quanto a Dom Casmurro ser um romance baseado nas memó- rias sinceras de um homem traído.
    ( ) Machado atuou em diversas áreas das Letras brasileiras. O autor escreveu romances, contos, crítica literária; porém, deixou de lado o teatro e a poesia.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 52d68bb5-d6
  • Linguagens

    Literatura

    “Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
    TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
    Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

    Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    “– “Morto! morto!” dizia consigo.
    E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
    Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
    Com base no texto, afirma-se:
    I. A grande variedade de pronomes presentes no texto aponta para a existência de pelo menos três elementos narrativos: Virgília, o narrador Brás Cubas e o leitor.
    II. Expressões como “mais tarde”, “Agora”, “ribas de uma África juvenil” assinalam a existência de diferentes planos temporais na narrativa, dos quais se destacam o momento da enunciação, o passado recente e o passado mais remoto.
    III. O último parágrafo do trecho, ao revelar a causa da morte do narrador a partir de uma doença banal, serve de contraponto ao tom poético do parágrafo anterior.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52d38b6e-d6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2016, Interpretação de Textos

    Sobre a relação entre os textos, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 59ed9309-d6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2016, Interpretação de Textos

    Observe as expressões a seguir em seu contexto.
    • “música boa” (linha 01)
    • “ilustres desconhecidos” (linha 11)
    • “ir sempre” (linha 14)
    • “ocasião perfeita” (linhas 20 e 21)
    • “seus amigos” (linha 26)
    Quantas das expressões acima manteriam o sentido caso a ordem entre as palavras que as constituem fosse alterada?
    Escolha uma alternativa para a questão 59e4ecb3-d6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2016, Interpretação de Textos

    Analise as propostas de reescrita de trechos do texto.

    I. Embora muitas pessoas tenham presenciado esse ritual ao longo da vida, alguns representantes das gerações mais jovens o desconheciam (linhas 03 a 06).
    II. O detalhe era que, em vez de amigos ou parentes dos noivos, os convidados eram ilustres desconhecidos que adquiriram ingressos para a ocasião (linhas 09 a 12).
    III. Ele disse que a ideia de realizar um evento “temático” – o Casamento Falso – partiu do desejo de organizarem uma festa diferente, que fosse original (linhas 14 a 17).
    IV. Pablo argumenta que é possível passar bons momentos com os amigos e não se encontra com todos os tios e avôs que normalmente vão a essas cerimônias (linhas 25 a 28).

    As propostas que mantêm o sentido e a correção do texto são apenas
    Escolha uma alternativa para a questão 59dd2535-d6
  • Linguagens

    Inglês

    Question based on Text.

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNESPAR 2016, Aspectos linguísticos | Linguistic aspects

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNESPAR 2016, Aspectos linguísticos | Linguistic aspects

    Adapted from: <http://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/2015/oct/13/fighting-corruptionzombies-development-anti-corruption >.Access on: 03/11/2015.

    Based on the linguistic clues (pistas), point out the title of the text:
    Escolha uma alternativa para a questão c2343ae5-c2
  • Linguagens

    Inglês

    Question based on Text.

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNESPAR 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNESPAR 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Adapted from: <http://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/2015/oct/13/fighting-corruptionzombies-development-anti-corruption >.Access on: 03/11/2015.

    Put the paragraphs synthesis in order.

    ( ) Apresenta uma conversa adequada ao imaginário infantil e a outra mais madura e voltada ao mundo real.
    ( ) Reafirma a superficialidade no tratamento do tema.
    ( ) Introduz a temática do texto.
    ( ) Expõe a urgência de uma conversa mais madura sobre a corrupção.
    ( ) Aponta como as abordagens atuais para o tratamento da corrupção ficam mais no plano da imaginação do que da ação.
    ( ) Propõe questionamentos para se discutir o tema de forma mais madura.

    Mark the right sequence, according to the text.
    Escolha uma alternativa para a questão c22849eb-c2
  • Linguagens

    Literatura

    “E, páginas adiante, o padre se portou ainda mais excelentemente, porque era mesmo uma brava criatura. Tanto assim, que, na despedida, insistiu:
    – Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa muito a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria... Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua.” [p. 356]
    [...]
    “Quando ficou bom para andar, escorando-se nas muletas que o preto fabricara, já tinha os seus planos, menos maus, cujo ponto de início consistia em ir para longe, para o sitiozinho perdido no sertão mais longínquo [...] que era agora a única coisa que possuía de seu. Antes de partir, teve com o padre uma derradeira conversa, muito edificante e vasta. E, junto com o casal de pretos samaritanos, que, ao hábito de se desvelarem, agora não o podiam deixar nem por nada, pegou chão, sem paixão.
    Largaram à noite, porque o começo da viagem teria de ser uma verdadeira escapada. E, ao sair, Nhô Augusto se ajoelhou, no meio da estrada, abriu os braços em cruz, e jurou:
    – Eu vou p’ra o céu, e vou mesmo, por bem ou por mal!... E a minha vez a de chegar... P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...
    E os negros aplaudiram, e a turminha pegou o passo, a caminho do sertão.” [p. 357-358]
    [...]
    “E o povo, enquanto isso, dizia: – ‘Foi Deus quem mandou esse homem no jumento, por mór de salvar as famílias da gente!...’” [p. 385]
    “Mas Nhô Augusto tinha o rosto radiante, e falou:
    – Perguntem quem é aí que algum dia já ouviu falar no nome de Nhô Augusto Esteves, das Pindaíbas! [...]
    Então, Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de sangue, e de seu rosto subia um sagaz contentamento. [...]
    Depois, morreu.” [p. 386]

    (ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Record, 1984)

    Leia o excerto de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, publicado em Sagarana (1946), de Guimarães Rosa, e ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão c21c73a7-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o soneto “Já da morte o palor me cobre o rosto”, de Álvares de Azevedo, que pertence à estética romântica brasileira, período em que uma das vertentes passou a ser designada como “geração do mal do século”, e assinale a ALTERNATIVA CORRETA.

    Soneto
    “Já da morte o palor me cobre o rosto,
    Nos lábios meus o alento desfalece,
    Surda agonia o coração fenece,
    E devora meu ser mortal desgosto!

    Do leito embalde no macio encosto
    Tento o sono reter!...já esmorece
    O corpo exausto que o repouso esquece...
    Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

    O adeus, o teu adeus, minha saudade,
    Fazem que insano do viver me prive
    E tenha os olhos meus na escuridade.

    Dá-me a esperança com que o ser mantive!
    Volve ao amante os olhos por piedade,
    Olhos por quem viveu quem já não vive!”

    (AZEVEDO, Álvares de. Lira dos Vinte Anos (1853),
    São Paulo: Martin Claret, 1999. p. 187)
    Escolha uma alternativa para a questão c2190e40-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Na coletânea Sagarana (1946), de Guimarães Rosa, há uma unidade resultante do ordenamento e da disposição dos elementos estéticos e contextuais constitutivos da narrativa, que revelam a circularidade das histórias e, ao mesmo tempo, a unidade da obra como um todo.
    Nessa perspectiva, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão c21124f2-c2
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o trecho a seguir, retirado do livro O filho eterno, de Cristovão Tezza, p. 63 e marque A ÚNICA ALTERNATIVA INCORRETA.

    “Escrever: fingir que não está acontecendo nada, e escrever. Refugiado nesse silêncio, ele voltava à literatura, à maneira de antigamente. Uma roda de amigos- o retorno a tribo- e ele lê em voz alta o capítulo quatro do Ensaio da Paixão, que continua a escrever para esquecer o resto. Ler em voz alta: um ritual que jamais repetiu na vida. Naquele momento, ouvir a própria voz e rir de seus próprios achados, com a plateia exata, é um bálsamo. E ele escreve de outras coisas, não de seu filho ou de sua vida- em nenhum momento, ao longo de mais de vinte anos, a síndrome de Down entrará em seu texto. Esse é um problema seu, ele repete, não dos outros, e você terá que resolvê-lo sozinho.”
    (TEZZA, Cristovão. Rio de Janeiro: Record, 2009. p.63)
    Escolha uma alternativa para a questão c20dba0b-c2
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Interpretação de Textos

    Em relação às afirmações abaixo descritas:

    I. A oração que se inicia na linha 04, seguindo até a linha 08, faz uso de um PARALELISMO SINTÁTICO, ao enumerar as diferentes avaliações dos cegos da fábula hindu.
    II. No texto, o fato de ter prosperado no negócio da venda de churros é apresentado como CAUSA de o japonês de Cataguases ter passado à frente a carrocinha e mudado para longe (linhas 16/17).
    III. O suposto fato de que “[...] pode-se cortar o território de leste a oeste, de norte a sul, mais de quatro mil quilômetros em ambas as direções, sem anotar praticamente nenhuma variação significativa de nada.” (linhas 26 a 29) é apresentado como ARGUMENTO para sustentar o ponto de vista de J.T.L de que o Brasil é uma ilha (linha 26).
    IV. “Resultados evidentemente desastrosos” (linhas 46/ 47) são referidos como CONSEQUÊNCIA do fato de os cegos da fábula hindu terem sido incapazes de perceber o elefante como um todo (linhas 45/46).

    São VERDADEIRAS:
    Escolha uma alternativa para a questão c1ed086e-c2
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    O vocábulo “que” pode desempenhar diferentes funções na língua portuguesa, dentre elas, a de pronome relativo e a de conjunção integrante. Com base em tal afirmação, analise os períodos a seguir e assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação do conectivo “que”.
    Escolha uma alternativa para a questão c1e419f1-c2
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Coesão e coerência
    Em relação ao emprego dos mecanismos de coesão textual, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão c1dfc388-c2
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Sintaxe
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESPAR 2016, Sintaxe
    As conjunções, as preposições e alguns grupos de pronomes formam a classe dos conectivos, que são palavras de que a língua dispõe para estabelecer relações sintáticas e semânticas entre os diferentes enunciados de um texto, fazendo com que este não seja apenas um aglomerado de frases, mas um todo uno, coeso e coerente. Dessa forma, tais conectivos, muito mais do que “ligar” um enunciado a outro, influenciam na construção do sentido do texto.

    Assim sendo, assinale a alternativa INCORRETA em relação ao uso do conectivo e o efeito semântico que esse uso provoca:
    Escolha uma alternativa para a questão c1dcbd49-c2
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o trecho do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, em que o seu narrador Paulo Honório reflete sobre o casamento, e assinale a alternativa CORRETA.

    “Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo-de-saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.

    A que eu conhecia era a Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas eu julgava todas. Não me sentia, pois, inclinado para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de S. Bernardo.”

    Escolha uma alternativa para a questão 84c87ff8-c0
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o trecho do conto Felicidade Clandestina de Clarice Lispector, e assinale a alternativa CORRETA.

    “Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e puder em mim. Eu era uma rainha delicada. ”

    Escolha uma alternativa para a questão 84c58162-c0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e observe com atenção as opções apresentadas.

    Crianças Trabalham em Condições de Escravidão  

    Diz a Organização Internacional do Trabalho: as “piores formas de trabalho infantil” são as que podem prejudicar a saúde e a segurança dos menores de 18 anos, as que envolvem trabalho escravo, ou as que são consequência do tráfico humano. A colheita do cacau na Costa do Marfim e em Gana, os maiores produtores mundiais da matéria-prima do chocolate, tem disso tudo. Crianças escravas, enganadas por traficantes de pessoas, ou adolescentes que abandonaram a escola para ajudar a família na lavoura pesada, em contato intenso com agrotóxicos. Os fabricantes de chocolate têm sido cobrados por políticos e consumidores.

    E ganharam um prazo para diminuir o trabalho infantil no começo da feitura de seus doces. Mas a questão é mais complexa que apenas apelar às boas intenções das multinacionais – porque envolve um ciclo de miséria enraizado profundamente no solo africano. 

    A série de reportagens investigativas que denunciou o trabalho escravo de adolescentes e 12 crianças em plantações de Gana e da Costa do Marfim já está fazendo15 anos, e muita coisa mudou de lá para cá – graças à mobilização de entidades de combate ao tráfico infantil e iniciativas das próprias companhias de chocolate. Mas um estudo divulgado pela Tulane University, de New Orleans, mostrou que o cenário ainda é aterrador, mesmo para os padrões africanos. Segundo esse levantamento, 2,2 milhões de crian- ças estavam trabalhando em 2014 nas plantações de cacau da Costa do Marfim e de Gana – e piorou nos últimos cinco anos: 440 mil a mais que na última edição da pesquisa, em 2009. Desse total, 90% estão envolvidas em atividades perigosas: manipulam facões para abrir os frutos (37% das crianças têm ferimentos provocados pelo facão); carregam nos ombros ou sobre a cabeça sacos de mais de 10 kg cheios de sementes de cacau, caminhando pelo solo irregular das plantações; têm contato direto e intenso com pesticidas. Isso tudo sob um sol africano.

    Dossiê Superinteressante, São Paulo: Abril, mai, 2016, p.39-41. Com adaptações.

    I. As multinacionais fabricantes de chocolate ganharam um prazo para diminuir o trabalho infantil utilizado na colheita do cacau.

    II. A erradicação do trabalho infantil independe da boa vontade dos fabricantes de chocolate, porque esbarra na miséria radicada nas terras africanas.

    III. A Tulane University divulgou, há 15 anos, um estudo sobre o trabalho escravo envolvendo crianças e adolescentes em plantações de Gana e da Costa do Marfim.

    IV. A expressão “última edição da pesquisa” (17ª e 18ª linhas) refere-se a um levantamento feito cinco anos antes de 2014 pela Tulane University.

    V. A expressão “desse total” (18ª linha) refere-se aos 2,2 milhões de crianças. 

    De acordo com a organização das ideias e as estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 84c26a45-c0
  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir faz parte de uma correspondência enviada por Mário de Andrade a Manuel Bandeira, em 26 de janeiro de 1935. 

    (...) Não vá pra Cumbuquira “concertar” o fígado que você se estraga completamente! Isso acho que é demais. Apesar de suas razões que já conheço hoje, concertar com “c”, pra qualquer sentido da palavra está consagrado definitivamente. Vamos: me retruque que o “hontem”, o “geito” e o “pêcego” também estavam concertados definitivamente entre escritores e que então eu não devia concertá-los. Você está certo, mas a minha resposta é o “brinque-se”! Por enquanto. Porque se vier uma nova reforma ortográfica mandando distinguir definitivamente consertar e concertar, assim farei em nome da minha desindividualização teórica.

    Mundo Jovem, ed. 466, maio/2016, p. 21.

    A variação linguística interfere na produção de sentidos dos textos. No trecho da correspondência de Mário de Andrade, ele argumenta a favor  

    Escolha uma alternativa para a questão 84bc825b-c0
  • Linguagens

    Português

    A crise e a crase

    Ônibus de turismo já costumavam parar em frente à mansão de Chiquinho Scarpa, em São Paulo, para que os passageiros tirassem fotos. Há um mês, o movimento aumentou. É que o playboy de 64 anos estendeu uma faixa no jardim, com seu rosto estampado. Diz ele que os motoristas que passam por ali aprovam a mensagem, gritando: “É isso aí, Chiquinho”. O slogan: “Juntos pelo Brasil! Não a (sic) luta de classes!”.

    Veja, 20/04/2016, p. 89.

    O emprego ou a omissão do acento grave indicativo de crase pode mudar o sentido de uma afirmação. A análise adequada do slogan referido no texto, considerando-se o emprego ou não do acento grave, encontra-se em:

    Escolha uma alternativa para a questão 84b52d76-c0