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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 784 de 950

  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto abaixo, retirado da obra Macário, de Álvares de Azevedo.

    (O DESCONHECIDO) Eu sou o diabo. Boa-noite, Macário.

    (MACÁRIO) Boa-noite, Satã. (Deita-se. O desconhecido sai). O diabo! uma boa fortuna! Há dez anos que eu ando para encontrar esse patife! Desta vez agarrei-o pela cauda! A maior desgraça deste mundo é ser Fausto sem Mefistófeles. Olá, Satã!

    (SATÃ) Macário.

    (MACÁRIO) Quando partimos?

    (SATÃ) Tens sono?

    (MACÁRIO) Não.

    (SATÃ) Então já.

    (MACÁRIO) E o meu burro?

    (SATÃ) Irás na minha garupa.

    Sobre o movimento literário em que se inscreve Álvares de Azevedo, é INCORRETO afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 084f63fb-1d
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho do diário de viagem de Mário de Andrade, retirado de O turista aprendiz.

    “Durante esta viagem pela Amazônia, muito resolvido a... escrever um livro modernista, provavelmente mais resolvido a escrever que a viajar, tomei muitas notas como vai se ver. Notas rápidas, telegráficas muitas vezes. Algumas porém se alongaram mais pacientemente, sugeridas pelos descansos forçados do vaticano de fundo chato, vencendo difícil a torrente do rio. Mas quase tudo anotado sem nenhuma intenção da obra-de-arte, reservada pra elaborações futuras, nem com a menor intenção de dar a conhecer aos outros a terra viajada. E a elaboração definitiva nunca realizei. Fiz algumas tentativas, fiz. Mas parava logo no princípio, nem sabia bem porque, desagradado. Decerto já devia me desgostar naquele tempo o personalismo do que anotava. Se gostei e gozei muito pelo Amazonas, a verdade é que vivi metido comigo por todo esse caminho largo de água.”

    Com base no excerto e em seu contexto, preencha os parênteses com V para verdadeiro ou F para falso.

    ( ) O diário de viagem é uma modalidade de narrativa que relata não só os acontecimentos transcorridos durante o percurso, mas também os sentimentos do sujeito viajante.

    ( ) As anotações do diário acompanhavam a rotina do barco: às vezes eram breves, outras mais longas em função das paradas e do movimento da embarcação nas águas do rio.

    ( ) O narrador se assume como um tipo especial de viajante porque não se integra à paisagem e ao ambiente da Amazônia, uma vez que a viagem que empreende é de ordem subjetiva.

    ( ) Mário de Andrade se identifica como um turista aprendiz porque fez muitas anotações, escreveu um livro sobre a viagem, corrigiu os originais e experimentou um personalismo exacerbado.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 08416566-1d
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho abaixo e o comentário crítico sobre a obra do qual ele foi extraído, preenchendo as lacunas com o nome do autor e o título das obras.

    “Então, a Península Ibérica moveu-se um pouco mais, um metro, dois metros, a experimentar as forças. As cordas a que serviam de testemunhos, lançadas de bordo a bordo, tal qual os bombeiros fazem nas paredes que apresentam rachas e ameaçam desabar, rebentaram como simples cordéis, algumas mais sólidas arrancaram pela raiz as árvores e os postes a que estavam atadas. Houve depois uma pausa, sentiu-se passar nos ares um grande sopro, como a primeira respiração profunda de quem acorda, e a massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques e fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais, começou a mover-se, barca que se afasta do porto e aponta ao mar outra vez desconhecido.”

    “Mas a ideologia e as preocupações humanitárias de _________ revelam-se, sobretudo, e numa primeira fase, ou ciclo de produção romanesca, a partir das revisitações que faz do passado histórico português. Revisitações de amplitude e de jaez diverso, como facilmente se constata a partir da leitura de romances como _________ e _________.”

    (Adaptado de texto de autoria de Ana Paula Arnaut)

    A alternativa que completa corretamente as lacunas da análise de Ana Paula Arnaut é:

    Escolha uma alternativa para a questão 083db546-1d
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho extraído de “Maria-Fumaça”, de autoria de Mario Quintana, e analise as afirmativas que seguem.

    “As lentas, poeirentas, deliciosas viagens nos trens antigos. As famílias (viajavam famílias inteiras) levavam galinhas com farofa em cestas de vime, que ofereciam, pois não, aos viajantes solitários.

    E os viajantes solitários (e os meninos) ainda desciam nas estaçõezinhas pobres... Para os pastéis, os sonhos, as laranjas...

    (...)

    O mal dos aviões é que não se pode descer a toda hora para comprar laranjas.

    Nesses aviões, vamos todos imóveis e empacotados como encomendas. Às vezes encomendas para a Eternidade...

    Cruzes, poeta! Deixa-te de ideias funéreas e pensa nas aeromoças, arejadas e amáveis como anjos.

    E “anjos”, aplicado a elas, não é exagero nenhum.

    (...)

    Entre a monotonia irreparável das nuvens, nada vemos da viagem. Isto é, não viajamos: chegamos.

    Pobres turistas de aeroportos, damos a volta ao mundo sem nada ver do mundo.

    I. Nesse texto, Mario Quintana retira a matéria para sua criação literária do tema da viagem, comparando diferentes modalidades de transporte e hábitos dos viajantes.

    II. Valendo-se de uma linguagem simples, com frases irônicas e com humor, Mario Quintana reflete sobre a função da viagem e o seu significado para o viajante.

    III. Para o poeta, viajar de avião não concretiza o verdadeiro prazer da viagem, que estaria mais no ato de ver, experimentar, conhecer, do que no percurso partida-chegada.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

    Escolha uma alternativa para a questão 08392fed-1d
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, retirado de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

    “Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.

    – Engana-se, replicou o animal, nós vamos à origem dos séculos.

    Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o hipopótamo não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas, e, perguntando-lhe, visto que ele falava, se era descendente do cavalo de Aquiles ou da asna de Balaão, retorquiu-me com um gesto peculiar a estes dois quadrúpedes: abanou as orelhas. Pela minha parte fechei os olhos e deixei-me ir à ventura. Já agora não se me dá de confessar que sentia umas tais ou quais cócegas de curiosidade, por saber onde ficava a origem do Nilo, e sobretudo se valia alguma coisa mais ou menos que a consumação dos mesmos séculos: reflexões de cérebro enfermo. Como ia de olhos fechados, não via o caminho; lembra-me só que a sensação de frio aumentava com a jornada, e que chegou uma ocasião em que me pareceu entrar na região dos gelos eternos.”

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao texto, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 083516a2-1d
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, PUC - RJ 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    By Becky Oskin, Senior Writer. Adapted from http://www. livescience.com/49262-indian-ocean-tsunami-anniversary. html. December 26, 2014.  

    According to Vasily Titov, the greatest challenge NOAA’s Center for Tsunami Research has to face today is to
    Escolha uma alternativa para a questão 1e11db5b-1c
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, PUC - RJ 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    By Becky Oskin, Senior Writer. Adapted from http://www. livescience.com/49262-indian-ocean-tsunami-anniversary. html. December 26, 2014.  

    In the sentence “That means building out the seismic network,” (lines 89-90), building out means to
    Escolha uma alternativa para a questão 1e0d1704-1c
  • Linguagens

    Literatura

    A palavra “memórias” no título do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel Antônio de Almeida, remete
    Escolha uma alternativa para a questão c08143dc-1c
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2015, Gêneros Textuais

    Considere a ordem em que são empregados os pronomes demonstrativos evidenciados no texto de Hélio Schwartsman e aponte a que se referem.
    Escolha uma alternativa para a questão c03b62e8-1c
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    With respect to the haredi (mentioned in paragraph 6), which of the following is most supported by the information in the article?
    Escolha uma alternativa para a questão 61384349-1b
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    According to the information in the article, the Community Security Trust (CST)
    Escolha uma alternativa para a questão 61345bf6-1b
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    In paragraph 4, the sentence “None involved serious violence” most likely refers to which of the following?
    Escolha uma alternativa para a questão 612ad90c-1b
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Which of the following is most supported by the information in the article?
    Escolha uma alternativa para a questão 6126d849-1b
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Information in the study presented by the Institute for Jewish Policy Research (mentioned in paragraph 2) could most likely be used to support which of the following ideas?
    Escolha uma alternativa para a questão 611c99ff-1b
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    According to the information in the article, Brenda Larison and her research team
    Escolha uma alternativa para a questão 60fc1771-1b
  • Linguagens

    Português

          (...) Um dia, passado muito tempo, Pedro Bala ia com o Sem-Pernas pelas ruas. Entraram numa igreja da Piedade, gostavam de ver as coisas de ouro, mesmo era fácil bater uma bolsa de uma senhora que rezasse. Mas não havia nenhuma senhora na igreja àquela hora. Somente um grupo de meninos pobres e um capuchinho que lhes ensinava catecismo.

          — É Pirulito... — disse Sem-Pernas.

          Pedro Bala ficou olhando. Encolheu os ombros:

          — Que adianta?

          Sem-Pernas olhou:

          — Não dá de comer...

          — Um dia vai ser padre também. Tem que ser é tudo junto.

          Sem-Pernas disse:

          — A bondade não basta.

          Completou:

          — Só o ódio...

          Pirulito não os via. Com uma paciência e uma bondade extremas ensinava às crianças buliçosas as lições de catecismo. Os dois Capitães da Areia saíram balançando a cabeça. Pedro Bala botou a mão no ombro do Sem-Pernas.

          — Nem o ódio, nem a bondade. Só a luta. A voz bondosa de Pirulito atravessa a igreja.

          A voz de ódio do Sem-Pernas estava junto de Pedro Bala. Mas ele não ouvia nenhuma. Ouvia era a voz de João de Adão, o doqueiro, a voz de seu pai morrendo na luta.

                                                           Jorge Amado, Capitães da Areia.

    Atente para as seguintes afirmações referentes ao excerto, considerado no contexto de Capitães da Areia:

    I Os termos “bondade”, “ódio” e “luta”, postos em questão no excerto, encontram-se objetivamente em relação dialética – na qual a contradição entre os dois primeiros é superada na síntese operada pelo termo “luta”, que os engloba e ultrapassa.

    II Vista no conjunto da trajetória da personagem, a cena registra um momento decisivo no processo de politização de Pedro Bala.

    III Para definir os perfis que as personagens Pirulito, Sem-Pernas e Pedro Bala assumem no excerto, as palavras-chave poderiam ser, respectivamente, ilusão, ressentimento e projeto.

    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 60cd8acc-1b
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o seguinte texto, escrito poucos dias antes do início da última Copa do Mundo.

                                      A tão falada lição

          Passam os anos menos depressa do que dizem, quando dizem que o tempo corre. Passam mais depressa do que se pensa, quando se trata de vivê-los. São 64 anos. Por exemplo, entre este e 1950, ano de muitas agitações.

          Na política, pela volta de Getúlio, se não para redimir-se da ditadura encerrada cinco anos antes, porque ditadura nenhuma tem redenção, para um governo que, mesmo inconcluído, legou ao Brasil os instrumentos que permitiriam fazer o grande país que não foi feito – Petrobras, BNDE, uma infinidade de outros.

          Entre tantas agitações mais, lá estava a Copa do Mundo, a primeira depois da Segunda Guerra Mundial, no maior estádio do mundo, para fazer dos brasileiros os campeões mundiais.

          Nos 64 anos seguintes, Getúlio e seu governo desapareceram sob a dureza das versões degradantes e do getulismo mitológico. A Copa e seu final desastroso satisfizeram-se com explicação única e simples: fora do campo, os excessos da autoglorificação antecipada, com louvações e festejos movidos a políticos, artistas, jornalistas, a publicidade comercial; e, no campo, uma (inexistente) falha do goleiro das cores pátrias.

          Há 64 anos se repete essa ladainha de 50, como símbolo e como advertência. Quem quiser uma ideia melhor da explicação dada a 50, é fácil. Basta uma olhadela nos jornais e na TV, a gente da TV e outras gentes em visita à "concentração", a caçada a jogadores, convidados VIP para ver treinos, lá vai a estatueta ao palácio presidencial, os comandantes Felipão e Parreira são claros: "Nós já estamos com uma mão na taça". Igualzinho. Está nos genes.

                            Janio de Freitas, Folha de S. Paulo, 03/06/2014. Adaptado. 

    A frase que expressa corretamente a opinião do autor sobre os acontecimentos que marcaram o ano de 1950 é:
    Escolha uma alternativa para a questão 60ae8db3-1b
  • Linguagens

    Português

    (...) plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, *macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai: reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. – No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?

    *Macadamizar: pavimentar.

    (Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.77.)

    Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices.

    (Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.190.)

    Vários discursos organizam a estrutura narrativa do romance Viagens na minha terra, de Almeida Garrett. Isso permite afirmar que a visão de mundo dessa narrativa

    Escolha uma alternativa para a questão 69c15f84-19
  • Linguagens

    Inglês

    Why don’t we take our own advice?
    Oliver Burkeman

    “Why is it so hard to take your own advice?” the psychology writer Melissa Dahl asked in a New York magazine essay some months ago, and the question’s been bugging me ever since. I have the arrogance to imagine that if you followed some of the suggestions made each week in this column, you might be a little happier or more productive, with a little less relationship drama, a little more inner calm. (From my email inbox, I know this happens at least occasionally.) But were you to infer from this that I follow such advice flawlessly myself, you’d be mistaken. When friends mention their difficulties with partners or bosses, Dahl wrote, she always tells them to talk to the person involved. Just say something! “And probably, this is good advice,” she mused. “I wouldn’t know, as it’s something I rarely do myself.” I can understand. I suspect most of us can. As the old wisecrack has it: “Take my advice – I’m not using it.”
    The cynical take on this is that we ignore our own advice because it’s rubbish: we give it to seem wise, when in fact it’s nonsense. (All advice to “try harder” or “snap out of it” or “look on the bright side” fall into this category: if the recipient could do so, he or she already would have, without your so-called help.)
    But a more interesting notion is that the advice is often good – yet something prevents us applying it to ourselves. One such obstacle is simply too much information: inside our own heads, we have access to all manner of details, making us believe that this relationship problem, this job dilemma, is special, so the advice doesn’t apply. Dahl cites work by the psychologist Dan Ariely, showing that when a friend gets a serious medical diagnosis, most people would urge them to get a second opinion. But were it to happen to themselves, they’d be more likely not to do so, for fear of offending their doctor. The fear of offence is something you’d think of only in your own case – and it’s totally unhelpful.
    But there’s another big reason I don’t follow my own advice: the huge gulf between grasping something intellectually and really feeling it in your bones. For example, it was years ago that I first encountered the insight that anxiety and insecurity aren’t reduced by trying to exert more control over the world; in fact, that usually makes them worse. I know this. But apparently I have to keep learning it, over and over. Its correctness isn’t sufficient for it to get into my brain once and for all; that takes repeated experience. As a result, I continue to “suddenly realise” things I already wrote an entire book about.
    If nothing else, this should be a caution against getting too frustrated with that one friend of yours who keeps getting into the same kind of pickle, time and again, deaf to the obviously good advice that everyone keeps offering. You know the type. We’ve all got a friend like that. The 
    scary thought is that, for some of your friends, it’s probably you.

    Adapted from http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2015/sep/11/ taking-your-own-advice-oliver-burkeman. Accessed on: 22 out. 2015.

    Glossary
    advice: conselho; to bug: incomodar; to infer: concluir; flawlessly: perfeitamente; to muse: meditar; wisecrack: espertinho; cynical: cínico, pessimista; rubbish: besteira; to urge: insistir; gulf: distância; exert: exercer; pickle: encrenca
        According to the text, friends who are always in trouble because they do not follow our advice should be treated with
    Escolha uma alternativa para a questão 7474f854-b8
  • Linguagens

    Inglês

    Why don’t we take our own advice?
    Oliver Burkeman

    “Why is it so hard to take your own advice?” the psychology writer Melissa Dahl asked in a New York magazine essay some months ago, and the question’s been bugging me ever since. I have the arrogance to imagine that if you followed some of the suggestions made each week in this column, you might be a little happier or more productive, with a little less relationship drama, a little more inner calm. (From my email inbox, I know this happens at least occasionally.) But were you to infer from this that I follow such advice flawlessly myself, you’d be mistaken. When friends mention their difficulties with partners or bosses, Dahl wrote, she always tells them to talk to the person involved. Just say something! “And probably, this is good advice,” she mused. “I wouldn’t know, as it’s something I rarely do myself.” I can understand. I suspect most of us can. As the old wisecrack has it: “Take my advice – I’m not using it.”
    The cynical take on this is that we ignore our own advice because it’s rubbish: we give it to seem wise, when in fact it’s nonsense. (All advice to “try harder” or “snap out of it” or “look on the bright side” fall into this category: if the recipient could do so, he or she already would have, without your so-called help.)
    But a more interesting notion is that the advice is often good – yet something prevents us applying it to ourselves. One such obstacle is simply too much information: inside our own heads, we have access to all manner of details, making us believe that this relationship problem, this job dilemma, is special, so the advice doesn’t apply. Dahl cites work by the psychologist Dan Ariely, showing that when a friend gets a serious medical diagnosis, most people would urge them to get a second opinion. But were it to happen to themselves, they’d be more likely not to do so, for fear of offending their doctor. The fear of offence is something you’d think of only in your own case – and it’s totally unhelpful.
    But there’s another big reason I don’t follow my own advice: the huge gulf between grasping something intellectually and really feeling it in your bones. For example, it was years ago that I first encountered the insight that anxiety and insecurity aren’t reduced by trying to exert more control over the world; in fact, that usually makes them worse. I know this. But apparently I have to keep learning it, over and over. Its correctness isn’t sufficient for it to get into my brain once and for all; that takes repeated experience. As a result, I continue to “suddenly realise” things I already wrote an entire book about.
    If nothing else, this should be a caution against getting too frustrated with that one friend of yours who keeps getting into the same kind of pickle, time and again, deaf to the obviously good advice that everyone keeps offering. You know the type. We’ve all got a friend like that. The 
    scary thought is that, for some of your friends, it’s probably you.

    Adapted from http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2015/sep/11/ taking-your-own-advice-oliver-burkeman. Accessed on: 22 out. 2015.

    Glossary
    advice: conselho; to bug: incomodar; to infer: concluir; flawlessly: perfeitamente; to muse: meditar; wisecrack: espertinho; cynical: cínico, pessimista; rubbish: besteira; to urge: insistir; gulf: distância; exert: exercer; pickle: encrenca
        Segundo o autor do texto, no terceiro parágrafo, muitas vezes não seguimos o nosso próprio conselho porque
    Escolha uma alternativa para a questão 7463bbe7-b8