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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 788 de 950

  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUCTION: Answer question  according to text 2.


    Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2015, Tradução | Translation

    The expression “don’t fare much better” (line 33) can be translated as
    Escolha uma alternativa para a questão 2af7d317-36
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUCTION: Answer question  according to text 2.


    Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2015, Passado simples | Simple past

    Fill in the gaps with the suitable sequence of verbs.
    Escolha uma alternativa para a questão 2ae65bc4-36
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUCTION: Answer question in relation to text 1.

    Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    INSTRUCTION: To answer question, consider the sentences below and the meaning of the expression “give a kick".


    I. The cooker was so old that the chef had to give it a kick to make it work.


    II. It gives my mother a kick to cook for the family on Sundays.


    III. The cook added red wine to the meat sauce to give it a kick.

    The sentence(s) in which the expression “give a kick" is being used with the same meaning as in the text (line28) is /are only.


    Escolha uma alternativa para a questão 2adcf835-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho do conto “Bárbara”, de Murilo Rubião.

    Bárbara gostava somente de pedir. Pedia e engordava. Por mais absurdo que pareça, encontrava-me sempre disposto a lhe satisfazer os caprichos. Em troca de tão constante dedicação, dela recebi frouxa ternura e pedidos que se renovavam continuamente. (...) Pediu o oceano. Não fiz nenhuma objeção e embarquei no mesmo dia, iniciando longa viagem ao litoral. Mas, frente ao mar, atemorizei-me com o seu tamanho. Tive receio de que a minha esposa viesse a engordar em proporção ao pedido, e lhe trouxe somente uma pequena garrafa contendo água do oceano. No regresso, quis desculpar meu procedimento, porém ela não me prestou atenção. Sofregamente, tomou-me o vidro das mãos e ficou a olhar, maravilhada, o líquido que ele continha. Não mais o largou. Dormia com a garrafinha entre os braços e, quando acordada, colocava-o contra a luz, provava um pouco da água. Entrementes, engordava.
    Com base no trecho e em seu contexto, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a9221fa-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto abaixo, retirado da obra Max e os felinos.

    Uma noite Max acordou com a sensação de que algo anormal ocorria a bordo. (...) Só então Max se deu conta: o navio estava afundando. Os barcos desciam rapidamente, e logo não havia mais ninguém a bordo. (...) Ao clarear do dia viu-se sozinho na vastidão do oceano. Enorme angústia apossou-se dele; pôs-se a chorar desabaladamente. Que triste situação. Que triste vida. Infância não de todo feliz; adolescência atormentada; fuga precipitada da pátria e agora isso, o naufrágio! Era demais.
    Sobre Moacyr Scliar, autor do excerto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a8cc45e-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto a seguir, da obra Manuelzão e Miguilim, de Guimarães Rosa.

    Daí, dos demais, deu tudo vagalume. – “Olha quanto mija-fogo se desajuntando no ar, bruxolim deles parece festa!” (...) Dito arranjava um vidro vazio, para guardar deles vivendo. Dito e Tomezinho corriam no pátio, querendo pegar, chamavam – “Vagalume, lume, lume, seu pai, sua mãe estão aqui!...” Mãe minha Mãe. O vagalume. Mãe gostava, falava, afagando os cabelos de Miguilim: - “O lumêio deles é um acenado de amor” (...) Um vagalume se apaga descendo ao fundo do mar. – ‘Mãe, que é que é o mar, Mãe?’ Mar era longe, muito longe dali, espécie duma lagoa enorme, um mundo d’água sem fim, Mãe mesma nunca tinha avistado o mar, suspirava. – ‘Pois, Mãe, então mar é o que a gente tem saudade?’ Miguelim parava. Drelina espiava em sonho, da janela.

    Com base no excerto e em seu contexto, considere as seguintes afirmativas:

    I. O texto de Guimarães Rosa provoca um estranha- O texto de Guimarães Rosa provoca um estranhamento no leitor, por conta de seus desvios linguísticos, como inversões sintáticas, emprego de um léxico sertanejo e utilização de neologismos.
    II. A definição do mar, trazida pela mãe, primeiramente é espacial, relacionada à ausência. Apenas num segundo momento essa definição é figurativa.
    III. Com estrutura narrativa complexa e linguagem ino- Com estrutura narrativa complexa e linguagem inovadora, Os Sertões é a obra-prima de Guimarães Rosa.
    IV. Podemos inferir pelo trecho que Miguelim, na ver- Podemos inferir pelo trecho que Miguelim, na verdade, conheceu o mar quando menor, uma vez que provavelmente sente saudade do tempo em que brincava na praia como as outras crianças.

    As afirmativas corretas são:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a801a44-36
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia a passagem a seguir, referente a uma marcante personagem da literatura brasileira, e preencha as lacunas do texto relacionado ao excerto.

    Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.
    Narrada por __________, a obra __________, de__________, traz uma das mais cativantes personagens da literatura brasileira: __________.

    A alternativa correta para o preenchimento das lacunas é:

    Escolha uma alternativa para a questão 2a764488-36
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto do poema “Meus oito anos", e analise a pintura “História trágico-marítima", da portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. A artista e seu marido, o também pintor húngaro Árpád Szenes, vêm ao Brasil para fugir das perseguições contra os judeus, e aqui vivem de 1940 a 1947.

    Oh! que saudades que tenho
    Da aurora da minha vida,
    Da minha infância querida
    Que os anos não trazem mais!
    Que amor, que sonhos, que flores,
    Naquelas tardes fagueiras
    À sombra das bananeiras,
    Debaixo dos laranjais!(...)

    O mar é – lago sereno,
    O céu – um manto azulado,
    O mundo – um sonho dourado,
    A vida – um hino d'amor!

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    I. A passagem do poema, escrito por Casimiro de Abreu, apresenta as saudades de uma infância mítica, e os ele- A passagem do poema, escrito por Casimiro de Abreu, apresenta as saudades de uma infância mítica, e os elementos da natureza reforçam essa idealização tipicamente romântica.
    II. O título da obra de Vieira da Silva faz referência aos horrores dos naufrágios marítimos, na época das grandes navegações. No entanto, o contexto da sua criação, 1944, permite-nos afirmar que a pintura traz o naufrágio como metáfora dos horrores da guerra.
    III. É perceptível, na obra de Vieira da Silva, a influência do movimento realista, a partir da exatidão dos traços sombrios do desenho, na denúncia da guerra.
    IV. Comparativamente, o excerto do poema, se um quadro fosse, apresentaria formas claras, nítidas e estáticas, uma vez que “Meus oito anos" está muito longe das intempéries e turbulências: tudo é belo e sossegado, inclusive o mar.

    As afirmativas corretas são:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a673ec0-36
  • Linguagens

    Literatura

    Quase dez mil quilômetros de litoral. O Brasil é mundialmente famoso por suas praias, mas o mar também é elemento de grande força simbólica no campo literário, e não apenas em nosso país. Escritores de diferentes tempos relacionam o mar com ações contraditórias: é aquele elemento sereno, que traz a vida, mas também é cenário de turbulência, que provoca mortes e desgraças. Muitas vezes, até mesmo a ausência do mar transforma-se em material poético. Em outras, o mar é personificado, e poetas com ele conversam. Metafórico, calmo, tenebroso, ambivalente: o mar, essa imensa massa de água salgada, é a matéria que unifica a questão de literatura que você irá responder.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o
    poema “Mar português”.

    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!

    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu.
    Com base no poema, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6003d3-36
  • Linguagens

    Português

                             Figura 1 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos


                                   Figura 2 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos


                                Figura 3 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão  com base na leitura dos textos 1, 2, 3 e 4.


    Para compor esta prova, foram selecionados quatro textos que, apesar de diferentes quanto ao gênero, abordam um tema em comum: __________. Quanto à sequência de apresentação, os textos 1 e 2 são mais __________; e os textos 3 e 4, mais __________.

    Escolha uma alternativa para a questão 56bb7594-36
  • Linguagens

    Português

                               Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Os nexos que preenchem correta e respectivamente as lacunas do texto estão reunidos em:
    Escolha uma alternativa para a questão 56b0b52d-36
  • Linguagens

    Português

                          Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as possibilidades de reescrita da última frase do texto 3 (linhas 29 a 32).

    I. Assim, somos cada um de nós agentes morais e, sendo inviável que alguém censure a opinião de um agente moral, todas as decisões éticas que tomamos em primeira pessoa, são inalienáveis.

    II. Nessa linha de pensamento, todo indivíduo é um agente moral, e as decisões éticas são sempre tomadas em primeira pessoa, não se admitindo a apropriação indevida da voz de um agente moral.

    III. De acordo com essa concepção, cada um de nós é um agente moral cuja voz não deve ser tolhida, porque todas as decisões éticas são particulares e intransferíveis, não podendo pois ser alienadas. 

    A(s) proposta(s) que mantém / mantêm o sentido e a correção da frase original é/são


    Escolha uma alternativa para a questão 56abc5f0-36
  • Linguagens

    Português

                              Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Morfologia - Verbos



    Sobre o valor e o emprego dos verbos nos textos 1 e 2, a afirmativa INCORRETA é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5694eae2-36
  • Linguagens

    Português

                              Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos



    A charge – texto 2 – aborda a questão do uso do carro nas grandes cidades. A relação entre os recursos verbais e não verbais nesse texto revela que
    Escolha uma alternativa para a questão 568b57e3-36
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 6

    [...]
    Arandir (numa alucinação) – Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! Escuta, escuta! Quando eu te vi no banheiro, eu não fui bom, entende? Desejei você. Naquele momento, você devia ser a irmã nua. E eu desejei. Saí logo, mas desejei a cunhada. Na praça da Bandeira, não. Lá, eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!

    Dália – Selminha te odeia! (Arandir volta para a cunhada, cambaleante. Passa a mão na boca encharcada.)

    Arandir (com voz estrangulada) – Odeia. (muda de tom) Por isso é que recusou. Recusou o meu beijo. Eu quis beijar e ela negou. Negou a boca. Não quis o meu beijo.

    Dália – Eu quero!

    Arandir (atônito) – Você?Dália (sofrida) – Selminha não te beija, mas eu.

    Arandir (contido) – Você é uma criança. (Dália aperta entre as mãos o rosto de Arandir.)

    Arandir – Dália. (Dália beija-o, de leve, nos lábios.)

    Dália – Te beijei.

    Arandir (maravilhado) – Menina!

    Dália (quase sem voz) – Agora me beija. Você. Beija.

    Arandir (desprende-se com violência) – Eu amo Selminha!

    Dália (desesperada) – Eu me ofereço e. Selminha não veio e eu vim.

    Arandir – Dália, eu mato tua irmã. Amo tanto que. (muda de tom) Eu ia pedir. Pedir à Selminha para morrer comigo.

    Dália – Morrer?

    Arandir (desesperado) – Eu e Selminha! Mas ela não veio!

    Dália (agarra o cunhado. Quase boca com boca, sôfrega) – Eu morreria.

    Arandir – Comigo?

    Dália (selvagem) – Contigo! Nós dois! Contigo! Eu te amo!

    [...]

    (RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 98-100.)


    Releia trecho extraído do Texto 6:


         “Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! [...] Na praça da Bandeira, [...] eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!"


    Sobre o fragmento apresentado, pode-se inferir que:


    I-Arandir é uma personagem que, ao longo da trama, percebe transformação no modo como é tratado. Ao beijar a boca do moribundo, passa a ser visto pela sociedade com outros olhos, os olhos do preconceito.   

     II-para Arandir, o beijo no moribundo não passou de um ato de caridade, ternura e bondade.

    III- a revolta de Arandir está centrada no fato de ele descobrir, durante a conversa com Dália, a sua orientação homossexual, situação que o leva a pensar no suicídio como único caminho para pôr fim às angústias existenciais.

    Em relação às proposições analisadas, marque a única alternativa cujos itens estão todos corretos:


    Escolha uma alternativa para a questão 6ee8f194-34
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 6

    [...]
    Arandir (numa alucinação) – Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! Escuta, escuta! Quando eu te vi no banheiro, eu não fui bom, entende? Desejei você. Naquele momento, você devia ser a irmã nua. E eu desejei. Saí logo, mas desejei a cunhada. Na praça da Bandeira, não. Lá, eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!

    Dália – Selminha te odeia! (Arandir volta para a cunhada, cambaleante. Passa a mão na boca encharcada.)

    Arandir (com voz estrangulada) – Odeia. (muda de tom) Por isso é que recusou. Recusou o meu beijo. Eu quis beijar e ela negou. Negou a boca. Não quis o meu beijo.

    Dália – Eu quero!

    Arandir (atônito) – Você?Dália (sofrida) – Selminha não te beija, mas eu.

    Arandir (contido) – Você é uma criança. (Dália aperta entre as mãos o rosto de Arandir.)

    Arandir – Dália. (Dália beija-o, de leve, nos lábios.)

    Dália – Te beijei.

    Arandir (maravilhado) – Menina!

    Dália (quase sem voz) – Agora me beija. Você. Beija.

    Arandir (desprende-se com violência) – Eu amo Selminha!

    Dália (desesperada) – Eu me ofereço e. Selminha não veio e eu vim.

    Arandir – Dália, eu mato tua irmã. Amo tanto que. (muda de tom) Eu ia pedir. Pedir à Selminha para morrer comigo.

    Dália – Morrer?

    Arandir (desesperado) – Eu e Selminha! Mas ela não veio!

    Dália (agarra o cunhado. Quase boca com boca, sôfrega) – Eu morreria.

    Arandir – Comigo?

    Dália (selvagem) – Contigo! Nós dois! Contigo! Eu te amo!

    [...]

    (RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 98-100.)


    Na primeira fala de Arandir (Texto 6), o personagem faz uma oposição entre dois sentimentos humanos. Assinale a alternativa que revela corretamente essa oposição:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ed95e3b-34
  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


    Pick out the sentence which is correct according to Text 5.
    Escolha uma alternativa para a questão 6ebb92f9-34
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 4
            Lua de mel! Lua de fel. Bebi meu cálice de amargura, cumprindo cada uma das estações da dor. Fui para a cama com um rapaz decente, um amigo fiel, porém insípido, insosso, desenxabido como a sopa que agora engulo todas as noites. Enquanto isso, perto dali, o homem pelo qual meu corpo inteiro latejava, que eu queria e que me desejava, entrava debaixo dos lençóis de outra mulher, minha irmã. Amor, paixão, revolta. Ódio. Com que fúria maldisse meu pai, minha mãe. Ana Alice, minha irmã, tão apaixonada pelo Vítor quanto eu, e com a vantagem daquele odioso arzinho de fragilidade, o trunfo que acabou lhe garantindo a vitória. Na batalha da força contra a fraqueza, a última saiu vitoriosa. Quem diria! Com tão escassa munição, a sonsa Ana Alice venceu a peleja. 
            O castigo tem pressa, não se faz esperar. Aqui se faz, aqui se paga. O preço foi alto; durante anos, minha irmã permaneceu chafurdada no inferno do ciúme. Chamuscou na labareda da inveja a pureza de suas lindas asas de anjo. Encontrou, um dia, a felicidade? Não encontrou? Uma coisa é certa: ninguém pode dizer que Ana Alice tenha sido rejeitada. E, ao seu modo, talvez tenha sido feliz sim, não sei. No final, acomodou-se nos braços de um amor maduro, se morno ou não, quem há de saber? Morreu tranquila ao lado do marido. Naqueles tempos em que a palavra dada tinha peso de assinatura, ninguém ponderou a força da paixão que unia o Vítor a mim. Não avaliaram a ameaça que representava nossa cumplicidade, o gosto pelas mesmas coisas, um amor jovem demais desabrochado na clandestinidade. No início de nossos casamentos, resistimos. Permanecemos aparentemente acomodados em nossos compromissos arranjados. Antes de tudo, vinha a arraigada convicção de que era necessário manter as aparências. 
    (BARROS, Adelice da Silveira.  Mesa  dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 19.)
    Sabemos que em Literatura nem tudo o que parece é, de fato. As palavras possuem, no universo literário, pesos e medidas imensuráveis. Assim, a história das irmãs envolvidas na trama narrada por uma delas, no romance Mesa dos inocentes, de Adelice da Silveira Barros, de que faz parte o Texto 4, nos leva a concluir que (marque a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 6e9a180b-34
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

                   As vozes do homem 

    Naquele momento de angústia,

    o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.

    E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,

    eis que a sua boca ia dizendo:

    eu sou anjo.

    E os pés do homem: nós somos asas.

    E as mãos: nós somos asas.

    E a testa do homem: eu sou a lei.

    E os braços: nós somos cetros.

    E o peito: eu sou o escudo.

    E as pernas: nós somos as colunas.

    E a palavra do homem: eu sou o Verbo.

    E o espírito do homem: eu sou o Verbo.

    E o cérebro: eu sou o guia.

    E o estômago: eu sou o alimento.

    E se repetiram depois as acusações milenárias.

    E todas as alianças se desfizeram de súbito.

    E todas as maldições ressoaram tremendas.

    E as espadas de fogo interceptaram o caminho da

    [árvore da vida.

    E as mãos abarcaram o pescoço do homem:

    nós te abarcaremos.



    [...]

                                                               (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)

          Jorge de Lima é um poeta de múltiplas dimensões temporais. É considerado pela crítica “um poeta regional, negro, bíblico e hermético" (BOSI, 1989, p. 506). O motivo religioso foi determinante no desenvolvimento de sua poesia. Sobre o fragmento do poema “As vozes do homem" (Texto 1), assinale a alternativa correta:


                                        (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix , 1989.)


    Escolha uma alternativa para a questão 6e1faf5d-34
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

                   As vozes do homem 

    Naquele momento de angústia,

    o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.

    E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,

    eis que a sua boca ia dizendo:

    eu sou anjo.

    E os pés do homem: nós somos asas.

    E as mãos: nós somos asas.

    E a testa do homem: eu sou a lei.

    E os braços: nós somos cetros.

    E o peito: eu sou o escudo.

    E as pernas: nós somos as colunas.

    E a palavra do homem: eu sou o Verbo.

    E o espírito do homem: eu sou o Verbo.

    E o cérebro: eu sou o guia.

    E o estômago: eu sou o alimento.

    E se repetiram depois as acusações milenárias.

    E todas as alianças se desfizeram de súbito.

    E todas as maldições ressoaram tremendas.

    E as espadas de fogo interceptaram o caminho da

    [árvore da vida.

    E as mãos abarcaram o pescoço do homem:

    nós te abarcaremos.



    [...]

                                                               (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)

    No Texto 1, as vozes a que o título se refere manifestam-se (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 6e01da4e-34