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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 384 de 950.

  • 569E3F5E-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    De acordo com o texto, a nova espécie de caranguejo
    Escolha uma alternativa para a questão 569e3f5e-07
  • 56584EBB-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Em “Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos.” (1° parágrafo), o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por
    Escolha uma alternativa para a questão 56584ebb-07
  • 5654EE97-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo o texto, se “a banalidade do mal se instala na ausência do pensamento”, pode-se inferir que a “boçalidade do mal” ocorre na ausência de
    Escolha uma alternativa para a questão 5654ee97-07
  • 565190E0-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo a autora, a “boçalidade do mal”
    Escolha uma alternativa para a questão 565190e0-07
  • 564DC373-07

    Português

    Morfologia
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eugênio Bucci para responder à questão.

         Se há, como há, um “marketing do bem” que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado. Logo, estamos diante de uma “solidariedade de mercado”, uma solidariedade que é não bem um sentimento interior, mas uma imagem de solidariedade. É uma imagem que ganha vida própria e que vai se associar a outras imagens para valorizá-las – imagens de empresas, de marcas, de governos e governantes, de personalidades públicas. A solidariedade, assim posta, como imagem autônoma ou como imagem que reforça outras imagens, existe no mercado não como um fim que se basta, um fim desinteressado, mas como um argumento para o consumo – o consumo de marcas (consumo que é pago em dinheiro, pela compra dos produtos), de governos e governantes (consumo que é pago em delegação de poder, pelo voto), de personalidades públicas, as tais celebridades (que são consumidas pela imitação, pela admiração, o que se remunera com índices de popularidade). Portanto, esse tipo mercadológico de solidariedade, além de constituir um valor de mercado e para o mercado, torna-se também um fator que, para usar aqui a linguagem dos marqueteiros e marquetólogos, “agrega valor” a produtos, marcas, empresas, pessoas e governos. A solidariedade assim posta, mais que um valor ético, é um fator de lucro – ou de proteção contra prejuízos (econômicos e de imagem). É, necessariamente, uma solidariedade exibicionista.

    (Eugênio Bucci. “A solidariedade que não teme aparecer”. In: Eugênio Bucci
    e Maria Rita Kehl. Videologias: ensaios sobre televisão, 2004.)
    “Se há, como há, um ‘marketing do bem’ que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado.”

    As preposições destacadas expressam, respectivamente, os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão 564dc373-07
  • 5649B1DA-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eugênio Bucci para responder à questão.

         Se há, como há, um “marketing do bem” que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado. Logo, estamos diante de uma “solidariedade de mercado”, uma solidariedade que é não bem um sentimento interior, mas uma imagem de solidariedade. É uma imagem que ganha vida própria e que vai se associar a outras imagens para valorizá-las – imagens de empresas, de marcas, de governos e governantes, de personalidades públicas. A solidariedade, assim posta, como imagem autônoma ou como imagem que reforça outras imagens, existe no mercado não como um fim que se basta, um fim desinteressado, mas como um argumento para o consumo – o consumo de marcas (consumo que é pago em dinheiro, pela compra dos produtos), de governos e governantes (consumo que é pago em delegação de poder, pelo voto), de personalidades públicas, as tais celebridades (que são consumidas pela imitação, pela admiração, o que se remunera com índices de popularidade). Portanto, esse tipo mercadológico de solidariedade, além de constituir um valor de mercado e para o mercado, torna-se também um fator que, para usar aqui a linguagem dos marqueteiros e marquetólogos, “agrega valor” a produtos, marcas, empresas, pessoas e governos. A solidariedade assim posta, mais que um valor ético, é um fator de lucro – ou de proteção contra prejuízos (econômicos e de imagem). É, necessariamente, uma solidariedade exibicionista.

    (Eugênio Bucci. “A solidariedade que não teme aparecer”. In: Eugênio Bucci
    e Maria Rita Kehl. Videologias: ensaios sobre televisão, 2004.)
    Implícita à argumentação do autor está a ideia de que a solidariedade deveria ser
    Escolha uma alternativa para a questão 5649b1da-07
  • 56463578-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

         Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
         O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos¹. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.

    (Dom Casmurro, 1971.)

    ¹ campo-santo: cemitério. 
    “O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta.” (2° parágrafo)

    No trecho, a palavra “hábito” está empregada na seguinte acepção:
    Escolha uma alternativa para a questão 56463578-07
  • 5643383A-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

         Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
         O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos¹. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.

    (Dom Casmurro, 1971.)

    ¹ campo-santo: cemitério. 
    Considere os trechos:

    •  “Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.”
    •  “Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos.”

    As figuras de linguagem utilizadas pelo autor nesses trechos são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 5643383a-07
  • 563EBAE4-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

         Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
         O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos¹. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.

    (Dom Casmurro, 1971.)

    ¹ campo-santo: cemitério. 
    No excerto, o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 563ebae4-07
  • 563B6B75-07

    Português

    Sintaxe
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “pobre alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em 1925. 

    pobre alimária1 

    O cavalo e a carroça
    Estavam atravancados nos trilhos
    E como o motorneiro² se impacientasse
    Porque levava os advogados para os escritórios
    Desatravancaram o veículo
    E o animal disparou Mas o lesto³ carroceiro
    Trepou na boleia
    E castigou o fugitivo atrelado
    Com um grandioso chicote

    (Obras completas, vol 7, 1974.)

    ¹ alimária: animal quadrúpede.
    ² motorneiro: indivíduo que dirige bonde.
    ³ lesto: ágil, ligeiro.

    Os sujeitos de “estavam” (2° verso) e “desatravancaram” (5° verso) podem ser classificados, respectivamente, como
    Escolha uma alternativa para a questão 563b6b75-07
  • 56342486-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “pobre alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em 1925. 

    pobre alimária1 

    O cavalo e a carroça
    Estavam atravancados nos trilhos
    E como o motorneiro² se impacientasse
    Porque levava os advogados para os escritórios
    Desatravancaram o veículo
    E o animal disparou Mas o lesto³ carroceiro
    Trepou na boleia
    E castigou o fugitivo atrelado
    Com um grandioso chicote

    (Obras completas, vol 7, 1974.)

    ¹ alimária: animal quadrúpede.
    ² motorneiro: indivíduo que dirige bonde.
    ³ lesto: ágil, ligeiro.

    É correto afirmar que o poema
    Escolha uma alternativa para a questão 56342486-07
  • A8628E77-02

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    PICASSO, Pablo. Guernica (1937). In: PROENÇA, Graça. História da Arte. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 257.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em:<http://trabalhohistoriagce.blogspot.com/p/poesias.html>. Acesso em: 24 mar. 2017.
    Tanto o poema quanto a pintura
    Escolha uma alternativa para a questão a8628e77-02
  • A85F7847-02

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, UEG 2017, Escolas Literárias
    PICASSO, Pablo. Guernica (1937). In: PROENÇA, Graça. História da Arte. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 257.


    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, UEG 2017, Escolas Literárias
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em:<http://trabalhohistoriagce.blogspot.com/p/poesias.html>. Acesso em: 24 mar. 2017.
    Em 2017, o quadro cubista “Guernica”, obra emblemática da carreira de Pablo Picasso, completa oitenta anos. A estética cubista
    Escolha uma alternativa para a questão a85f7847-02
  • A85C9B11-02

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.

    Um sonho

    Eu tive um sonho esta noite que não quero esquecer,
    por isso o escrevo tal qual se deu:
    era que me arrumava para uma festa onde eu ia falar.
    O meu cabelo limpo refletia vermelhos,
    o meu vestido era num tom de azul, cheio de panos, lindo,
    o meu corpo era jovem, as minhas pernas gostavam
    do contato da seda. Falava-se, ria-se, preparava-se.
    Todo movimento era de espera e aguardos, sendo
    que depois de vestida, vesti por cima um casaco
    e colhi do próprio sonho, pois de parte alguma
    eu a vira brotar, uma sempre-viva amarela,
    que me encantou por seu miolo azul, um azul
    de céu limpo sem as reverberações, de um azul
    sem o ‘z’, que o ‘z’ nesta palavra tisna.
    Não digo azul, digo bleu, a ideia exata
    de sua seca maciez. Pus a flor no casaco
    que só para isto existiu, assim como o sonho inteiro.
    Eu sonhei uma cor.
    Agora, sei.

    PRADO, Adélia. Bagagem. 26. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 75.

    Imagem da questão de Literatura, UEG 2017, Escolas Literárias
    DALÍ, Salvador. Dalí, aos seis anos, quando acreditava que era uma garotinha, levantando a pele da água para ver um cão dormindo na água do mar (1950). Óleo sobre tela. In: PROENÇA, Graça. História da Arte. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 270. 

    O poema de Adélia Prado é modernista, ao passo que a pintura de Salvador Dalí é
    Escolha uma alternativa para a questão a85c9b11-02
  • A8599A6A-02

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.

    Um sonho

    Eu tive um sonho esta noite que não quero esquecer,
    por isso o escrevo tal qual se deu:
    era que me arrumava para uma festa onde eu ia falar.
    O meu cabelo limpo refletia vermelhos,
    o meu vestido era num tom de azul, cheio de panos, lindo,
    o meu corpo era jovem, as minhas pernas gostavam
    do contato da seda. Falava-se, ria-se, preparava-se.
    Todo movimento era de espera e aguardos, sendo
    que depois de vestida, vesti por cima um casaco
    e colhi do próprio sonho, pois de parte alguma
    eu a vira brotar, uma sempre-viva amarela,
    que me encantou por seu miolo azul, um azul
    de céu limpo sem as reverberações, de um azul
    sem o ‘z’, que o ‘z’ nesta palavra tisna.
    Não digo azul, digo bleu, a ideia exata
    de sua seca maciez. Pus a flor no casaco
    que só para isto existiu, assim como o sonho inteiro.
    Eu sonhei uma cor.
    Agora, sei.

    PRADO, Adélia. Bagagem. 26. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 75.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    DALÍ, Salvador. Dalí, aos seis anos, quando acreditava que era uma garotinha, levantando a pele da água para ver um cão dormindo na água do mar (1950). Óleo sobre tela. In: PROENÇA, Graça. História da Arte. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 270. 

    Tanto o poema quanto a pintura
    Escolha uma alternativa para a questão a8599a6a-02
  • A852EFA1-02

    Português

    Pontuação
    UEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Pontuação
    SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro:
    Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado). 
    Considere o trecho a seguir.

    “De maneira crescente, a identificação do consumidor passa pelo seu perfil: uma série de dados sobre sua condição socioeconômica, seus hábitos e suas preferências de consumo” (linhas 16 e 17).

    No trecho citado, o sinal de dois pontos tem como função introduzir

    Escolha uma alternativa para a questão a852efa1-02
  • A8502D1E-02

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Figuras de Linguagem
    SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro:
    Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado). 
    O enunciado “metaboliza as forças vitais e as práticas da vida cotidiana com voracidade inaudita” (linha 2), usando termos da biologia para caracterizar a sociedade contemporânea, é construído a partir da seguinte figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão a8502d1e-02
  • A84D1599-02

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro:
    Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado). 
    O quarto parágrafo do texto desempenha a seguinte função argumentativa:
    Escolha uma alternativa para a questão a84d1599-02
  • A8498983-02

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro:
    Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado). 
    De acordo com a argumentação da autora, o sujeito social contemporâneo
    Escolha uma alternativa para a questão a8498983-02