Questões do ENEM: Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

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146 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 8.

  • 8D2B3862-D8

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    INSPER · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão


        A palavra vernáculo caracteriza um modo de aprender as línguas: o aprendizado que se dá, por assimilação espontânea e inconsciente, no ambiente em que as pessoas são criadas. A vernáculo opõe-se tudo aquilo que é transmitido através da escola. Para exemplificar com fatos conhecidos, basta que o leitor brasileiro pense em formas verbais como eu farei e eu fizera, ou em construções como fá-lo-ei, dir-lhe-ia, tu o fizeste ou Ninguém lho negaria. A parte da população brasileira que as conhece chegou a elas pela escola, provavelmente através da leitura de textos literários bastante antigos, pois no Brasil de hoje é quase nula a chance de que essas formas ou construções sejam usadas de maneira espontânea.


    (Rodolfo Ilari e Renato Basso. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos)

    No texto, a função da linguagem predominante é a
    Escolha uma alternativa para a questão 8d2b3862-d8
  • 3F08EC64-C4

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2018 Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. 2003. São Paulo: Ática. p. 90.

    No trecho “parecemos viver numa sociedade que acredita nas ciências, que luta por escolas” (linhas 2-3), a palavra “luta” está empregada em sentido
    Escolha uma alternativa para a questão 3f08ec64-c4
  • 3E0E9038-C4

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.
    No texto, o autor apresenta uma série de explicações e conselhos sobre as propriedades básicas da boa descrição. Para tanto, utiliza predominantemente a combinação das seguintes funções de linguagem: 
    Escolha uma alternativa para a questão 3e0e9038-c4
  • 73A3EBBC-C4

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e a tirinha a seguir para responder à questão

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    PESSOA, Fernando. Mar Português. In: Antologia Poética. Organização Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014. p. 15.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Disponível em: <https://tirasdidaticas.files.wordpress.com/2014/12/rato79.jpg?w=640&h=215>
    Acesso em: 13 nov. 2018.
    O sentido da tirinha é construído a partir da relação que estabelece com os famosos versos de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena” (linhas 7-8). O modo como esses dois textos se relacionam é chamado de
    Escolha uma alternativa para a questão 73a3ebbc-c4
  • 4F2EA4D4-C2

    Português

    Análise sintática
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus, e ao Texto 3
    Escolha uma alternativa para a questão 4f2ea4d4-c2
  • 72CF10FC-B5

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 04 e responda à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Sobre o TEXTO 04, só NÃO podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72cf10fc-b5
  • 59E685F7-0E

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    “Escrever não é uma questão apenas de satisfação pessoal”, disse o filósofo e educador pernambucano Paulo Freire, na abertura de suas Cartas a Cristina, revelando a importância do hábito ritualizado da escrita para o desenvolvimento de suas ideias, para a concretização de sua missão e disseminação de seus pontos de vista. Freire destaca especial importância à escrita pelo desejo de “convencer outras pessoas”, de transmitir seus pensamentos e de engajar aqueles que o leem na realização de seus sonhos.

    KNAPP, L. Linha fina. Comunicação Empresarial, n. 88, out. 2013.


    Segundo o fragmento, para Paulo Freire, os textos devem exercer, em alguma medida, a função conativa, porque a atividade de escrita, notadamente, possibilita

    Escolha uma alternativa para a questão 59e685f7-0e
  • 977EC60D-E8

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    A imagem da negra e do negro em produtos de

    beleza e a estética do racismo


    Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade.

    Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade.

    SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16,jun. 2017 (adaptado).


    O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela

    Escolha uma alternativa para a questão 977ec60d-e8
  • 2DE0556C-CC

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    IFF · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I 

    Feliz por nada 

    Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

    Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

    Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho? 

    Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. 

     Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

    Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? 

    A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. 

    Ser feliz por nada talvez seja isso. 

    MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87. 


    Texto III

    O conceito felicidade para os filósofos 

    A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens. 

    A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga. 

    A mais antiga referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada. 

    Para Sócrates, essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa. 

    E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica. 

    Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e sua busca passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo. 

    No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo. 

    [...] 

    • Disponível em: www.afilosofia.com.br/post/o-conceito-felicidade-para-os-filosofos/542.
    • Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 

    • Texto IV 

    • Felicidade clandestina 

        • Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". 

        • Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. 

      Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 

      Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 

      Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. 

      No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

      E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 

      Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 

      E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 

      Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 

      Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 

      Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. 

      Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 

      LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. In: Felicidade Clandestina: contos. 

      Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998 (adaptado).


      Texto V 

      A busca pela felicidade está nos tornando infelizes e as redes sociais não estão ajudando 


      A opinião é do pianista James Rhodes, "Não somos destinados a ser felizes o tempo inteiro", diz ele no quadro opinativo Viewsnight, do programa da BBC Newsnight, afirmando que a busca pela felicidade a todo custo está nos tornando infelizes. 

      Na visão do pianista, "a busca pela felicidade parece nobre, mas é fundamentalmente falha". 

      Ele considera que "a felicidade não é algo a se perseguir mais do que a tristeza, a raiva, a esperança ou o amor". 

      A felicidade "é, simplesmente, um estado de ser, que é fluido, passageiro e às vezes inatingível". 

      Negar a existência de outros sentimentos, nem sempre considerados positivos, afirma, não é o melhor caminho. [...] 

      Rhodes observa que estamos em uma era de ritmo sem precedentes no dia a dia e que "nossa mentalidade 'sempre ligada' criou um ambiente impraticável e insustentável". 

      "Estamos em apuros", diz ele. "E as selfies cuidadosamente escolhidas e postadas no Instagram; a perfeição física espalhada por todas as mídias – inalcançável e extremamente 'photoshopada' – e o anonimato das redes sociais, onde descarregamos nossa ira, não estão ajudando". 

      "Sentimentos desafiadores" 

      Rhodes chama a atenção para os diferentes tipos de sentimento que permeiam a vida e nem todos têm a ver com satisfação ou alegrias. Há também o outro lado. 

      "Todos nos sentimos alternadamente ansiosos, para baixo, tranquilos, aflitos, contentes. Ocasionalmente, alguns de nós podemos nos perder no continuum em direção a depressão, ao transtorno de estresse pós-traumático e a pensamentos suicidas", diz. 

      Mas pondera: "Só porque não estamos felizes não significa que estamos infelizes". Para o pianista, assim é a complexidade da vida: "repleta de sentimentos e situações tumultuados, desafiadores e difíceis". 

      "Negá-los, resistir a eles, se desculpar por eles ou fingir que não existem é contraintuitivo e contraproducente". 

      Foi justamente o caminho contrário, o do reconhecimento de que "coisas ruins também acontecem" e de que é preciso falar sobre elas que ele decidiu trilhar há alguns anos – quando resolveu contar em livro problemas que enfrentou ao longo da vida. 

      Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-42680542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 


      Texto VI

      Ode ao dia feliz

      Desta vez deixa-me

      ser feliz,

      nada passou a ninguém,

      não estou em parte alguma,

      acontece somente

      que sou feliz

      pelos quatro lados

      do coração, andando 

      dormindo ou escrevendo.

      O que vou fazer-te, sou

      feliz

      [...] 


      Pablo Neruda

      Disponível em: http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=1400. Acesso em: 16 abr. 2018.  

      No processo de comunicação, é preciso expressar uma finalidade, um objetivo, que se materializa por meio de uma função da linguagem específica. Leia as assertivas a seguir e marque a INCORRETA em relação aos textos I, III, IV, V e VI:

      Escolha uma alternativa para a questão 2de0556c-cc
    • 909D7154-6E

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      INSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
      Leia o poema para responder a questão.

      Meninos carvoeiros

      Os meninos carvoeiros
      Passam a caminho da cidade.
      – Eh, carvoero!
      E vão tocando os animais com um relho enorme.

      Os burros são magrinhos e velhos.
      Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
      A aniagem é toda remendada.
      Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,
      [dobrando-se com um gemido.)

      – Eh, carvoero!

      Só mesmo estas crianças raquíticas
      Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
      A madrugada ingênua parece feita para eles...
      Pequenina, ingênua miséria!
      Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! –

      Eh, carvoero!

      Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
      Encarapitados nas alimárias
      Apostando corrida,
      Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados!

      (Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, 1993)

      Vocabulário:
      Relho: chicote
      Aniagem: tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos
      Encarapitados: postos no alto
      Alimárias: bestas de carga
      Identifica-se a função apelativa da linguagem em
      Escolha uma alternativa para a questão 909d7154-6e
    • F2181568-F9

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      PUC - SP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
      • Segundo o crítico Araripe Jr., referindo-se à produção de Alencar no romance Iracema, “os assuntos pouco interessavam à sua musa fértil; a linguagem era tudo”. Ou seja, o como se diz é mais importante do que aquilo que se diz. Assim, é correto afirmar que, na linguagem da obra,
      Escolha uma alternativa para a questão f2181568-f9
    • F22C93E6-B0

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      IFF · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

      Imagem da questão de Português, da prova de 2017

      Todo texto produzido apresenta uma intencionalidade. Há um objetivo em cada manifestação comunicativa e conhecê-lo aprimora a comunicação, bem como o entendimento da finalidade de um texto. Com base nessa afirmação, marque a alternativa que NÃO aponta corretamente os recursos linguísticos apresentados nos textos I, II, III e IV.
      Escolha uma alternativa para a questão f22c93e6-b0
    • 3610E604-6E

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      INSPER · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

            Às 15h de uma segunda-feira, o campinho de futebol sob o viaduto de Vila Esperança está lotado de jovens descalços disputando o clássico Dois Poste contra Santa Cruz.

            Ninguém tem emprego. Xambito é um deles.

            Xambito precisa pagar pensão para seu filho de três anos, mas não quer voltar para a “vida errada”, como diz.

            “Essa vida errada aí, biqueira [ponto de vendas de drogas], tráfico, só tem dois caminhos: cadeia ou morte; não quero nenhum desses dois, quero ver meu filho crescer, botar ele pra jogar bola, pra estudar”, diz Xambito, que anda pela favela com uma caixinha de som tocando o sertanejo Felipe Araújo.

            Ele está correndo atrás de um “serviço fichado” (registrado). Já foi várias vezes aos pátios das fábricas em Cubatão, mas diz que aparecem dez vagas para 500 pessoas. “Só com ajuda de Deus para ser chamado, é muita gente desempregada.”

      (http://arte.folha.uol.com.br/mundo/2017/um-mundo-de-muros/brasil/ excluidos/)  

      No texto, a função da linguagem predominante é a
      Escolha uma alternativa para a questão 3610e604-6e
    • 3348D37C-1B

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      UNESP · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

      Leia o trecho do livro Bem-vindo ao deserto do real!, de Slavoj Žižek, para responder à questão.


         Numa antiga anedota que circulava na hoje falecida República Democrática Alemã, um operário alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos censores, ele combina com os amigos: “Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira.” Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: “Tudo aqui é maravilhoso: as lojas vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um programa – o único senão é que não se consegue encontrar tinta vermelha.” Neste caso, a estrutura é mais refinada do que indicam as aparências: apesar de não ter como usar o código combinado para indicar que tudo o que está dito é mentira, mesmo assim ele consegue passar a mensagem. Como? Pela introdução da referência ao código, como um de seus elementos, na própria mensagem codificada.

                                                                    (Bem-vindo ao deserto do real!, 2003.)

      A “introdução da referência ao código, como um de seus elementos, na própria mensagem codificada” constitui um exemplo de
      Escolha uma alternativa para a questão 3348d37c-1b
    • DAD1CAB7-E0

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      Centro universitário FAG · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
      Texto 1


          Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir uma cultura universal constituída. No nosso século, os antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender.
          Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu modo, os conhecimentos de que necessitam.
          O movimento histórico da cultura consiste numa diversificação permanente. A cultura universal - que seria a cultura da Humanidade - depende dessa diversificação, quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar sua própria identidade, desenvolvendo suas características peculiares.
          No entanto, as culturas particulares só conseguem mostrar sua riqueza, sua fecundidade, na relação de umas com as outras. E essa relação sempre comporta riscos.
          Em condições de uma grande desigualdade de poder material, os grupos humanos mais poderosos podem causar graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais fracos. (...)
          Todos tendemos a considerar nossa cultura particular mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem suas próprias convicções. (...)
          Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas elementos de culturas alheias. (...)
          Apesar dos perigos da relação com as outras culturas (descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente mobilizada para tentativas de auto-relativização e de autoquestionamento, em função do desafio do diálogo.
      Leandro Konder. O Globo, 02/08/98.
      Em relação às Funções de Linguagem, o texto 1 é um exemplo em que predomina a função...
      Escolha uma alternativa para a questão dad1cab7-e0
    • 67D27F7D-DD

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
      Textos para a questão

      Poema de Finados
      01 Amanhã que é dia dos mortos
      02 Vai ao cemitério. Vai
      03 E procura entre as sepulturas
      04 A sepultura de meu pai.

      05 Leva três rosas bem bonitas.
      06 Ajoelha e reza uma oração.
      07 Não pelo pai, mas pelo filho:
      08 O filho tem mais precisão.

      09 O que resta de mim na vida
      10 É a amargura do que sofri.
      11 Pois nada quero, nada espero.
      12 E em verdade estou morto ali.
      Manuel Bandeira

      Versos a um coveiro
      01 Numerar sepulturas e carneiros,
      02 Reduzir carnes podres a algarismos,
      03 Tal é, sem complicados silogismos,
      04 A aritmética hedionda dos coveiros!

      05 Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
      06 Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
      07 Na progressão dos números inteiros
      08 A gênese de todos os abismos!

      09 Oh! Pitágoras da última aritmética,
      10 Continua a contar na paz ascética
      11 Dos tábidos carneiros sepulcrais

      12 Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
      13 Porque, infinita como os próprios números
      14 A tua conta não acaba mais!
      Augusto dos Anjos
      Vocabulário:
      Carneiros -
      criptas, subterrâneos sepulcrais
      Fúlgidos - brilhantes
      Ascética - próprio do asceta, de quem se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa
      Tábitos - pobres, corruptos
      Tíbias - ossos que constituem a perna
      Rádios - ossos que constituem o antebraço
      Úmeros - ossos que vão do cotovelo ao ombro

      Pai contra mãe (fragmento)
      Imagem da questão de Português, da prova de 2016
      Machado de Assis
      É correto afirmar que em “Versos a um coveiro”:
      Escolha uma alternativa para a questão 67d27f7d-dd
    • D7A24C43-B7

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      IFN-MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

      Leia o TEXTO 3 e responda à questão.

      TEXTO 3 

      Imagem da questão de Português, da prova de 2016

      Intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade. O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém, em função de crença ou de não ter religião, são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. 


      Disponível em: <http://juventudeespirita.tumblr.com/post/96974768531/intoler%C3%A2ncia-religiosa-

      %C3%A9-crime-de-%C3%B3dio-e-fere-a>  . Acesso em: 24 ago. 2016 

      Nas campanhas comunitárias, ou publicitárias, é comum o predomínio da função conativa da linguagem. No TEXTO 3, pode-se observar que:
      Escolha uma alternativa para a questão d7a24c43-b7
    • AB6A7899-B3

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      IF-PR · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
      (...)
      Em lugares distantes, onde não há hospital
      nem escola
      homens que não sabem ler e morrem de fome
      aos 27 anos
      plantaram e colheram a cana
      que viraria açúcar.
      Em usinas escuras,
      homens de vida amarga
      e dura
      produziram este açúcar
      branco e puro
      com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
      Os recursos expressivos e o enfoque do tema emprestam ao texto um caráter:
      Escolha uma alternativa para a questão ab6a7899-b3
    • 0F2CF14B-B1

      Português

      Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
      INSPER · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
      Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.

      Evocação do Recife
      Recife
      Não a Veneza americana
      Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
      Não o Recife dos Mascates
      Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
      – Recife das revoluções libertárias
      Mas o Recife sem história nem literatura
      Recife sem mais nada
      Recife da minha infância
      A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
      e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
      Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
      na ponta do nariz
      Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
      mexericos namoros risadas
      A gente brincava no meio da rua
      (...)
      A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
      Vinha da boca do povo na língua errada do povo
      Língua certa do povo
      Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
      Ao passo que nós
      O que fazemos
      É macaquear
      A sintaxe lusíada
      (Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa, 1993. Adaptado)
      Na organização do poema, além da função poética, sobressai também a
      Escolha uma alternativa para a questão 0f2cf14b-b1