Questões do ENEM: Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

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146 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 8.

  • DB8163FB-DC

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Universidade Federal do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Sobre o poema de Herbert Emanuel abaixo, assinale a alternativa correta.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2011

    (Nada ou quase uma arte, 2. ed., Editora Spia Vídeos e Produções, Macapá: 2009, p.6)

    Escolha uma alternativa para a questão db8163fb-dc
  • A2E4F366-AF

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UNEMAT · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    (A)“As filmagens de Tropa de Elite 2 mostram a força da verossimilhança na roteirização de uma troca de tiros”.

    (B)“Cena de tiroteio”

    (C)”Helicópteros sobrevoam o morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Policiais militares, com fuzis calibre 762, trocam tiros com traficantes na rua de acesso à favela. Os moradores se escondem, assustados. Corta.

    A cena que marcou o início das filmagens de Tropa de Elite 2, em fevereiro, pôs os habitantes da região em pânico, crédulos de que se tratava de operação policial genuína. De quebra, mostrou a força da verossimilhança exigida na criação das sequências de tiroteio no cinema”.

    (Texto de Marcelo Lyra, retirado da revista Língua Portuguesa, nº 54, abril.2010, p. 36). 

    Sobre a palavra Corta usada no texto, é incorreto afirmar.  
    Escolha uma alternativa para a questão a2e4f366-af
  • 0470EC0E-60

    Português

    Coesão e coerência
    UERJ · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2011

    Na coesão textual, ocorre o que se chama catáfora quando um termo se refere a algo que ainda vai ser enunciado na frase.


    Um exemplo em que o termo destacado constrói uma catáfora é:

    Escolha uma alternativa para a questão 0470ec0e-60
  • 045402BC-60

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UERJ · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2011 

     A perspicácia, de RENÉ MAGRITTE (1936) http://rene-magritte-paintings.blogspot.com

    Pode-se definir “metalinguagem” como a linguagem que comenta a própria linguagem, fenômeno presente na literatura e nas artes em geral.


    O quadro A perspicácia, do belga René Magritte, é um exemplo de metalinguagem porque:

    Escolha uma alternativa para a questão 045402bc-60
  • 7B1FD6AD-5F

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UERJ · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2011

    Normalmente, é possível omitir elementos de construção de frases sem dificultar a compreensão do leitor, uma vez que ficam subentendidos pelo conjunto da própria estrutura ou pela sequência em que se apresentam.

    O exemplo do texto em que há omissão de elementos de construção de frases, sem prejuízo da compreensão, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 7b1fd6ad-5f
  • E7C8F87B-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Partiste um dia / Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.

    O emprego da palavra brasil com inicial minúscula, no poema de Vinicius, tem a seguinte justificativa:

    Escolha uma alternativa para a questão e7c8f87b-94
  • E78A34F8-94

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considerando que o último parágrafo do fragmento representa uma ironia do cronista, seu significado contextual é:
    Escolha uma alternativa para a questão e78a34f8-94
  • E784AC2E-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    ... cheios de fel e de tédio...
    Nesta passagem do sexto parágrafo, o cronista se utiliza figuradamente da palavra fel para significar
    Escolha uma alternativa para a questão e784ac2e-94
  • DBFA09BE-88

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 062.jpg

    Essa notícia, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta resultados de uma pesquisa científica realizada por uma universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza
    Escolha uma alternativa para a questão dbfa09be-88
  • DA88872B-88

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 061.jpg

    Na canção de Geraldo Vandré, tem-se a manifestação da função poética da linguagem, que é percebida na elaboração artística e criativa da mensagem, por meio de combinações sonoras e rítmicas. Pela análise do texto, entretanto, percebe-se, também, a presença marcante da função emotiva ou expressiva, por meio da qual o emissor
    Escolha uma alternativa para a questão da88872b-88
  • 4062CC1A-0E

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEMG · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o seguinte trecho da peça Lisbela e o Prisioneiro:


    Imagem da questão de Português, da prova de 2011


    Ainda em relação ao trecho da peça, transcrito na questão anterior, também ocorre metalinguagem, pois

    Escolha uma alternativa para a questão 4062cc1a-0e
  • 52C8AA79-A6

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UECE · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 001.jpg
    Imagem 002.jpg
    Imagem 003.jpg

    Considere o seguinte excerto retirado de uma entrevista concedida por Cecília Meireles, na qual ela responde a uma pergunta da entrevistadora sobre o binômio expressão poética/forma: "[...] desde 1920, com o chamado modernismo, o interesse voltou-se para a expressão, livre da forma. O movimento dessa alternativa é conhecido: o excesso de interesse pela forma pode chegar a inutilizar a expressão e vice-versa. Todos sabem que um poema perfeito é o que apresenta forma e expressão num ajustamento exato. Não sei se as condições atuais do mundo permitem esse equilíbrio, porque serão raros os poetas tão em estado de vivência puramente poética, livres do atordoamento do tempo, que consigam fazer do grito música. [...] Porque afinal se sente que o grito é o grito; e a poesia já é o grito (com toda a sua força) mas transfigurado".

    Considerando o que diz e/ou sugere o texto e, considerando ainda as associações que podem ser feitas entre o texto e os estudos literários, atente para as seguintes afirmações:

    I. Para a autora, a poesia independe do contexto histórico em que é produzida.

    II. Infere-se, pelo último enunciado, que a realidade e a literatura são coisas diferentes. A poesia é a recriação da realidade pela palavra.

    III. O Parnasianismo levado às últimas consequências se contrapõe à concepção de poesia da autora.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 52c8aa79-a6
  • 5837C0A1-D7

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Assinale a alternativa correta sobre o texto do 1º. quadrinho
    Escolha uma alternativa para a questão 5837c0a1-d7
  • 5146685E-B1

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEMG · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    O gato Garfield é estrela de uma das tirinhas mais famosas da história, sendo publicado em 2570 jornais de todo o mundo. Os outros personagens principais são Odie, um cão estúpido, e Jon Arbuckle, um cartunista, dono dos dois. Garfield é criação de Jim Davis.

    A tira a seguir é a primeira de toda a série. Leia-a, com atenção.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    Disponível em: blogdokayser.blogspot.com/liberdade-de-imprensa.html


    Na sequência apresentada na tira, o autor utiliza a função metalinguística da linguagem para

    Escolha uma alternativa para a questão 5146685e-b1
  • 044BB040-8D

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base duas passagens do livro A linguagem harmônica da Bossa Nova, do docente e pesquisador da Unesp José Estevam Gava.

                                                                     Momento Bossa Nova

    Nos anos 1940, o samba-canção já era uma alternativa para o samba tradicional, batucado, quadrado. Em sua gênese foram empregados recursos correntes na música erudita europeia e na música popular norte-americana. Já era algo mais sofisticado, praticado por compositores e arranjadores com maior preparo musical e sempre de ouvido aberto para as soluções propostas pela música estrangeira. O jazz, por exemplo, mais tarde permitiria fusões interessantes como o “samba-jazz” e o “samba moderno”, com arranjos grandiosos e com base nos instrumentos de sopro. Mas, em termos de poesia e expressividade, o samba-canção tendia a manter seu caráter escuro, sombrio, com muitos elementos que lembravam a atmosfera tensa e pessimista do tango argentino e do bolero, gêneros latinos por excelência.
    O samba-canção esteve desde logo ambientado em Copacabana, lugar de vida noturna intensa, boates enfumaçadas, mulheres adultas e fatais envoltas num clima de pecado e traição, enquanto a Bossa Nova ambientou-se mais para o Sul, em Ipanema, além de tornar-se representativa de um público mais passou a ser a garota da praia, a namorada. Deu-se um descanso às imagens de “amante proibida e vingativa, com uma navalha na liga. E as letras da Bossa Nova não tinham nada de enfumaçado. Eram uma saga oceânica: a nado, numa prancha ou num barquinho, seus compositores prestaram todas as homenagens possíveis ao mar e ao verão. Esse mar e esse verão eram os de Ipanema” (Castro, 1999, p. 59).
    A Bossa Nova levou aos extremos a tendência intimista de cantar sobre temas do cotidiano, sem muita complicação poética. Em vez da negatividade do samba-canção, explorou ao máximo a positividade expressiva e um otimismo sem precedentes. Esse foi o grande traço distintivo entre a Bossa Nova e o samba-canção. O otimismo diante do amor trouxe consigo imagens de paz e estabilidade possibilitadas por relacionamentos amorosos felizes e amores correspondidos, sem as cores patológicas e dramáticas que tanto marcavam os sambas-canções. Mesmo a dor, quando ocorria, era encarada como um estágio passageiro, deixando de assumir o antigo caráter terminal.
    Em plenos anos 1950, quando nas rádios predominava o derramamento vocal e sentimental, Tom Jobim já buscava um retraimento expressivo pautado por um discurso poético/musical mais sereno, mais em tom de conversa do que de súplica. Se os mais jovens identificavam-se com essas coisas novas, os mais velhos e tradicionalistas viam-nas com estranheza, sendo compreensível que as descrevessem como canções bobas e ingênuas, não obstante a sofisticação harmônica e rítmica.

    (José Estevam Gava. A linguagem harmônica da Bossa Nova.São Paulo: Editora Unesp, 2002.)

    Seguindo as lições do fragmento apresentado sobre as características temáticas de cada gênero musical, aponte quais dos
    quatro seguintes exemplos fazem parte de letras de sambas-canções.

    I. Não falem dessa mulher perto de mim, / Não falem pra não me lembrar minha dor.
                                             (Cabelos brancos, de Marino Pinto e Herivelto Martins.)

    II. Doce é sonhar / E pensar que você / Gosta de mim / Como eu de você.
                                                               (Este seu olhar, de A. C. Jobim.)

    III. Eu não seria essa mulher que chora / Eu não teria perdido você.
                                                             (Castigo, de Dolores Duran.)

    IV. Ah! se eu pudesse te mostrar as flores / Que cantam suas cores pra manhã que nasce.
                                              (Ah! se eu pudesse, de Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli.)
    A alternativa correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 044bb040-8d
  • 04468106-8D

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base duas passagens do livro A linguagem harmônica da Bossa Nova, do docente e pesquisador da Unesp José Estevam Gava. 

                                                                     Momento Bossa Nova

    Nos anos 1940, o samba-canção já era uma alternativa para o samba tradicional, batucado, quadrado. Em sua gênese foram empregados recursos correntes na música erudita europeia e na música popular norte-americana. Já era algo mais sofisticado, praticado por compositores e arranjadores com maior preparo musical e sempre de ouvido aberto para as soluções propostas pela música estrangeira. O jazz, por exemplo, mais tarde permitiria fusões interessantes como o “samba-jazz” e o “samba moderno”, com arranjos grandiosos e com base nos instrumentos de sopro. Mas, em termos de poesia e expressividade, o samba-canção tendia a manter seu caráter escuro, sombrio, com muitos elementos que lembravam a atmosfera tensa e pessimista do tango argentino e do bolero, gêneros latinos por excelência.
    O samba-canção esteve desde logo ambientado em Copacabana, lugar de vida noturna intensa, boates enfumaçadas, mulheres adultas e fatais envoltas num clima de pecado e traição, enquanto a Bossa Nova ambientou-se mais para o Sul, em Ipanema, além de tornar-se representativa de um público mais jovem, amante do sol e da praia. Nesse ambiente solar, a mulher passou a ser a garota da praia, a namorada. Deu-se um descanso às imagens de “amante proibida e vingativa, com uma navalha na liga. E as letras da Bossa Nova não tinham nada de enfumaçado. Eram uma saga oceânica: a nado, numa prancha ou num barquinho, seus compositores prestaram todas as homenagens possíveis ao mar e ao verão. Esse mar e esse verão eram os de Ipanema” (Castro, 1999, p. 59).
    A Bossa Nova levou aos extremos a tendência intimista de cantar sobre temas do cotidiano, sem muita complicação poética. Em vez da negatividade do samba-canção, explorou ao máximo a positividade expressiva e um otimismo sem precedentes. Esse foi o grande traço distintivo entre a Bossa Nova e o samba-canção. O otimismo diante do amor trouxe consigo imagens de paz e estabilidade possibilitadas por relacionamentos amorosos felizes e amores correspondidos, sem as cores patológicas e dramáticas que tanto marcavam os sambas-canções. Mesmo a dor, quando ocorria, era encarada como um estágio passageiro, deixando de assumir o antigo caráter terminal.
    Em plenos anos 1950, quando nas rádios predominava o derramamento vocal e sentimental, Tom Jobim já buscava um retraimento expressivo pautado por um discurso poético/musical mais sereno, mais em tom de conversa do que de súplica. Se os mais jovens identificavam-se com essas coisas novas, os mais velhos e tradicionalistas viam-nas com estranheza, sendo compreensível que as descrevessem como canções bobas e ingênuas, não obstante a sofisticação harmônica e rítmica.

    (José Estevam Gava. A linguagem harmônica da Bossa NovaSão Paulo: Editora Unesp, 2002.)
    Segundo o texto, o principal traço distintivo da Bossa Nova com relação ao samba-canção foi:
    Escolha uma alternativa para a questão 04468106-8d
  • 5D229A9A-BB

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    imagem-retificada-texto-011.jpg
    Da comparação entre os textos, depreende-se que o texto II constitui um passo a passo para interferir no comportamento dos usuários, dirigindo-se diretamente aos leitores, e o texto I
    Escolha uma alternativa para a questão 5d229a9a-bb
  • 7EE6C4F6-E7

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Universidade do Estado do Amapá · 2009FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2009
    Para produzir o texto em questão, o autor apropriou-se, predominantemente, da função:
    Escolha uma alternativa para a questão 7ee6c4f6-e7
  • E2921189-D9

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Universidade Estadual do Pará · 2009Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2009

     Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10. 

    Para produzir o texto em questão, o autor apropriou-se, predominantemente, da função:
    Escolha uma alternativa para a questão e2921189-d9
  • FB5D14CD-54

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2009Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para as questões 116 e 117

    Imagem 018.jpg

    Predomina no texto a função da linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão fb5d14cd-54