Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 24 de 291.

  • FA6E0B5A-73

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Observe o seguinte texto descritivo:

    “O que mais chamava a atenção era a grande quantidade de igrejas, pelo menos era o que mais se destacava do alto do morro onde eu estava. Ao longe, apesar de algumas árvores impedirem uma visão limpa, via-se uma imensa serra e, mais perto, dois pequenos rios e muita vegetação. As casas próximas eram do estilo colonial, todas elas brancas e azuis, bonitas, embora algumas estivessem com a pintura um pouco suja.”

    Assinale a opção que indica uma observação inadequada sobre esse texto.
    Escolha uma alternativa para a questão fa6e0b5a-73
  • FA5EAFF1-73

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Em todas as opções abaixo, a primeira frase mostra uma imprecisão de sentido no termo sublinhado; a segunda frase mostra uma possibilidade de reduzir essa imprecisão. Assinale a opção em que a segunda frase não reduz a imprecisão da primeira.
    Escolha uma alternativa para a questão fa5eaff1-73
  • FA4DE1FA-73

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Observe o seguinte relato pessoal:

    “Nossa cadelinha, com a qual convivíamos há 15 anos, morreu em 2020 e foi enterrada num pequeno canteiro de nosso quintal, no qual plantamos flores vermelhas. Ontem, após entrar em casa, depois do trabalho, observei, pela janela da cozinha, o canteiro florido abaixo de uma modesta parreira, mas a emoção me impediu de ver mais.”

    O processo de descrever pode mostrar problemas em sua realização em função de limites impostos ao observador.

    No caso do texto acima, a descrição da cena não pôde ser completada em função de problemas
    Escolha uma alternativa para a questão fa4de1fa-73
  • C00AD0A7-68

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Analise o mapa e leia o excerto.
    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Hoje, eles formam uma comunidade unida por raça, cultura e linguagem, ainda que não tenham um dialeto padrão. Eles têm diversas religiões e credos, mas a maioria é muçulmana sunita.

    (www.bbc.com. Adaptado.)

    A área destacada no mapa e as características apresentadas no excerto correspondem
    Escolha uma alternativa para a questão c00ad0a7-68
  • BFE6E4D0-68

    Português

    Coesão e coerência
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Para evitar sua repetição, omite-se um substantivo que pode ser facilmente identificado pelo contexto linguístico em:
    Escolha uma alternativa para a questão bfe6e4d0-68
  • BFD9FAE2-68

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    As alterações sofridas pela crônica na permuta entre Rubem Braga e Fernando Sabino (e explicitamente referidas no texto) levam em consideração o seguinte fenômeno:
    Escolha uma alternativa para a questão bfd9fae2-68
  • 88155788-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema a seguir.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Considerando esse poema e a integralidade da obra de que foi retirado, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 88155788-0b
  • 87EED074-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Assinale a alternativa que recupera a tese central do texto de Byung-Chul Han.
    Escolha uma alternativa para a questão 87eed074-0b
  • 87EBF7D4-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Para a adequada interpretação do texto, é necessário identificar a que informações, apresentadas previamente, correspondem algumas expressões de sentido vago e empregadas pelo autor. Isso posto, considere as seguintes afirmativas:


    1. Na expressão “para que”, linha 9, “que” é pronome relativo cujo referente é “ele próprio”.

    2. O termo destacado na expressão “trata-se”, linha 6, refere-se a “técnica de atenção”.

    3. O termo grifado na expressão “que se assemelha”, linha 12, é marca de indeterminação.

    4. “Por isso”, linha 10, estabelece relação conclusiva com o período imediatamente anterior.


    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 87ebf7d4-0b
  • 87E92568-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    No excerto O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar ao mesmo tempo o que tem atrás de si, é correto afirmar, a respeito das expressões grifadas, que no texto: 
    Escolha uma alternativa para a questão 87e92568-0b
  • 87E67091-0B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Considere o seguinte excerto do texto:


    Também a crescente sobrecarga de trabalho torna necessária uma técnica específica relacionada ao tempo e à atenção, que tem efeitos novamente na estrutura da atenção.


    Nessa passagem, o autor aponta um efeito de:
    Escolha uma alternativa para a questão 87e67091-0b
  • 7E0C7587-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    20.png (227×332)

    Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pensador. Acesso em: 23 nov. 2021.


    No que diz respeito à imagem da obra O Pensador, de Auguste Rodin, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7e0c7587-04
  • 7E09F87F-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    A falta regular de atividade física/exercício físico é, sem dúvida alguma, um dos fatores determinantes da epidemia global de excesso de peso e obesidade em todas as faixas etárias. O envolvimento na atividade física regular desde as fases iniciais da vida (na criança), durante a adolescência é benéfica para uma vida adulta saudável.


    ALMEIDA et al. Efeito do exercício físico sobre a composição corporal em crianças e adolescentes, Semioses, v.12, n1, 2018. Disponível em: https://apl.unisuam.edu.br/index.php/semioses/article/view/57. Acesso em: 16 nov. 2021 (fragmento).


    Sobre a relação entre exercício físico e saúde, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 7e09f87f-04
  • 7E07A0B5-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    O conceito de meme data da década de 1970, tendo sido empregado primeiramente de forma despretensiosa por Richard Dawkins em seu livro O Gene Egoísta. Após algumas décadas, o meme se tornou um fenômeno típico da Internet, popularizando-se por meio de coleções de textos, imagens, comportamentos, desafios ou
    memórias.

    18.png (475×251)

    Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mGNq2Rln53Y. Acesso em: 10 nov. 2021.


    Sobre memes e sua interpretação nas relações sociais, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 7e07a0b5-04
  • 7DFDDB9B-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    [...]

    OTÁVIO – Farra?... Farra vão vê eles lá na fábrica. Sai o aumento nem que seja a tiro!... Querendo podem aproveitá o guarda-chuva, tá furado mas serve... Eu acho graça desses caras, contrariam a lei numa porção de coisas. Na hora de pagá o aumento querem se apoiá na lei. Vai se preparando, Tião. Num dou duas semanas e vai estourá uma bruta greve que eles vão vê se paga ou não [...].

    TIÃO – O senhor parece que tem gosto em prepará greve, pai.

    OTÁVIO – E tenho, tenho mesmo! Tu pensa o quê? Não tem outro jeito, não! É preciso mostrá pra eles que nós tamo organizado. Ou tu pensa que o negócio se resolve só com comissão. Com comissão eles não diminui o lucro deles nem de um tostão! Operário que se dane. Barriga cheia deles é o que importa... (Apontando a garrafa) Não vão querê um golinho?

    MARIA – Sabe, seu Otávio, o Tião resolveu uma coisa...

    TIÃO – É sim, pai. Nós vamos ficá noivo!

    OTÁVIO – Hum!... Se se gosta mesmo é o que tem de fazê!

    TIÃO – Isso não tem dúvida. Daqui dez dias nós fica noivo...

    OTÁVIO – Não tá meio apressado, não?

    TIÃO – Tem de sê mesmo. Vamo fazê logo...

    OTÁVIO – É uma teoria. Só que nós, ó, dinheiro é pouco...

    MARIA – De todo o mundo...

    [...]

    GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. 35. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.


    A obra Eles não usam black-tie, de autoria de Gianfrancesco Guarnieri, passa-se na década de 1950, no Rio de Janeiro. Tem como tema as mobilizações trabalhistas em busca dos direitos de operários de uma metalúrgica e traz como pano de fundo as reflexões universais entre indivíduos de uma sociedade moderna. Sobre essa peça teatral, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7dfddb9b-04
  • 7DFB6C4A-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto I

    TOCANDO EM FRENTE
    Almir Sater e Renato Teixeira

    Ando devagar porque já tive pressa
    Levo esse sorriso porque já chorei demais
    Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
    Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
    Eu nada sei

    Conhecer as manhas e as manhãs,
    O sabor das massas e das maçãs,
    É preciso amor pra poder pulsar,
    É preciso paz pra poder sorrir,
    É preciso a chuva para florir

    Penso que cumprir a vida seja simplesmente
    Compreender a marcha e ir tocando em frente
    Como um velho boiadeiro levando a boiada
    Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
    Estrada eu sou
    [...]

    Todo mundo ama um dia
    Todo mundo chora
    Um dia a gente chega
    E no outro vai embora
    Cada um de nós compõe a sua história
    Cada ser em si
    Carrega o dom de ser capaz
    E ser feliz
    [...]

    Disponível em: https://www.cifraclub.com.br/almir-sater/tocando-em-frente/. Acesso em: 28 out. 2021.


    Texto II

    EU LÍRICO [VOZ POÉTICA]

    [...] a poesia, na sua origem, se encontra estreitamente ligada à musicalidade. [...] o “eu” que fala nos versos é “lírico”, ou seja, é um termo que se refere, dentro do contexto da teoria da literatura, à análise de textos escritos em verso; pode ser entendido como a expressão de um “eu” do autor ou de um “eu” fictício, potencializando dinâmicas que conferem, naturalmente, duas avaliações influentes na análise literária. […] Compreende-se que o mundo literário exterioriza, a partir de técnicas artísticas, a sua “irrealidade”, que enquanto “real” produz emoções. Mas é importante entender a função que o irreal exerce na realidade que lhe é extrínseca; essa “realidade irreal” proporciona ao sujeito poético um caráter de autonomia, visto que se erige a partir de um escritor que lhe conferiu emoções e traços que lhe darão autoridade enquanto sujeito artístico do enunciado, índices esses que podem, ou não, ser equivalentes à personalidade do autor da obra de arte.


    NARRADOR

    O narrador é a instância da narrativa que transmite um conhecimento, narrando-o. Qualquer pessoa que conta uma história é um narrador. [...] O narrador faz parte da narrativa. Ele assume a função de um ator na diegese, pode apresentar-se sob a forma do pronome pessoal “eu” [...]; adaptar a identidade de um nome próprio [...] ou manter uma mera voz narrativa, como no caso dos contos populares em que a voz do narrador se faz sentir através da simplicidade de “Era uma vez uma bela princesa que vivia […]”. Em qualquer dos casos, trata-se de um sujeito com existência textual, “ser de papel”, como lhe chamou Barthes, e tem como função relatar eventos que constituem as alterações de estados sofridas por agentes antropomórficos, ou não, e situados no espaço empírico da narrativa.

    NARRADOR. In: E-Dicionário de Termos Literários de Carlos Ceia. Lisboa: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 2021. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/narrador/. Acesso em: 28 out. 2021.


    Assinale a alternativa que analisa corretamente a letra da música Tocando em Frente, de Almir Sater e Renato Teixeira.
    Escolha uma alternativa para a questão 7dfb6c4a-04
  • 7DF66C46-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Não tomei café, ia andando meio tonta. A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível só ter ar no estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não bastam as amarguras da vida? Parece que quando nasci o destino marcou-me para passar fome. Catei um saco de papel. Ia catando tudo que encontrava.  

    JESUS, Carolina Maria de, 1914-1977. Quarto de despejo: diário de uma favelada / Carolina Maria de Jesus; ilustração Vinicius Rossignol Felipe. – 10. ed. – São Paulo : Ática, 2014. 200p. : il.


    Com base nos elementos e na interpretação da obra Quarto de Despejo, Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7df66c46-04
  • 7DF40B20-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    10.png (507×352)

    Disponível em: http://blog.usare.com.br/os-melhores-memes-sobre-2020/. Acesso em: 29 out. 2020.

    A partir da análise da imagem, é correto afirmar que, para compreender a mensagem do outdoor,
    Escolha uma alternativa para a questão 7df40b20-04
  • 7DECC6D9-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    AS SINHÁS PRETAS DA FOLHA

    Começo a ler o artigo e pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19.

    Thiago Amparo

    Abro este jornal. Nele, um artigo sobre "negras prósperas no ápice da escravidão". Eu pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19. Continuo a leitura. O autor promete "complicar as narrativas de ativistas"; afirma que a "culpada é a época e seus valores diferentes dos nossos"; e que nos traria "maturidade e conciliação" com as "lindas histórias de vida das sinhás pretas".

    Munido da falácia reacionária que lhe é característica, Narloch usa histórias individuais para mascarar a brutalidade do seu argumento: legitimar a escravidão ao relativizá-la. Imagino como se sentiriam as escravas diariamente estupradas lendo seu texto; ou os escravos doentes jogados ao mar: faltou-lhes capitalismo?

    É peculiar da branquitude discutir o horror tomando chá: imagino as horas que serão gastas para se debater, com calma, se a linha editorial da barbárie foi ou não cruzada. Não há zona cinzenta aqui. O problema não é fazer referência a "negras minas" — que eventualmente enriqueceram — ou a outras figuras históricas, o problema é, de forma ao mesmo tempo risível e desonesta, utilizá-las para suavizar a brutalidade da escravidão.

    O que está em jogo é se a pluralidade que este jornal preza inclui racismo. Jornais são documentos históricos: eu me reservo a dignidade derradeira de dizer com todas as letras que a coluna de Leandro Narloch é racista; que publicá-la faz do jornal conivente; e que em algum momento a corda do pluralismo esticou a tal ponto que nos enforcará.

    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thiago-amparo/2021/09/as-sinhas-pretas-da-folha.shtml?origin=uol . Acesso em: 15 out. 2021 (adaptado).


    Assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 7decc6d9-04