Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 245 de 291.

  • 6FCBAD77-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Sobre as informações contidas no 1º parágrafo do texto, pode-se afirmar:


    I. Uma das causas da ira de Zeus veio em consequência da felicidade dos andróginos.

    II. A expressão patriarca do Olimpo substitui o vocábulo Zeus.

    III. Os andróginos eram criaturas perfeitas por serem parte homem e parte mulher.

    IV. Os andróginos são retratados no texto em dois momentos distintos: um momento antes e um momento depois da ira de Zeus.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fcbad77-d8
  • 6FC59404-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Ao ler o texto, pode-se inferir que:

    I. Nem sempre, segundo a opinião do autor, encontrar alguém que se acredita parceiro ideal resolve os problemas de toda vida.

    II. Segundo o mito dos andróginos, na vida, só seremos felizes após encontrarmos nossa carametade.

    III. Todos acreditamos na necessidade de se encontrar um parceiro.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fc59404-d8
  • F81603F7-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    Considere os seguintes aspectos da poesia de Caeiro: a liberdade formal, o vocabulário simples e a tendência ao discurso redundante. No contexto da obra do poeta esses traços
    Escolha uma alternativa para a questão f81603f7-d8
  • F811527C-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    As estrofes confirmam a ideia de que, para Caeiro, o homem deve estabelecer com o mundo uma relação eminentemente
    Escolha uma alternativa para a questão f811527c-d8
  • F80C76C9-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    No contexto da obra do poeta, a imagem alma vestida (verso 06) pode ser corretamente compreendida assim:
    Escolha uma alternativa para a questão f80c76c9-d8
  • F7FD54E3-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de Textos
    Adaptado de Roberto Soares Garcia, Folha de S.Paulo, 27/02/2011 
    Considere as seguintes afirmações:

    I. A compreensão do texto se articula ao necessário conhecimento do leitor de comportamentos contemporâneos, como o hábito de enviar mensagens instantâneas e assistir a determinados programas de televisão.
    II. O desconhecimento da possibilidade de o poder público estabelecer leis que possam controlar a vida dos cidadãos pode prejudicar a compreensão da principal tese exposta.
    III. Os exemplos apresentados na conclusão apontam contradições nos hábitos dos cidadãos e funcionam como argumento para a hipótese defendida pelo autor.

    Assinale:
    Escolha uma alternativa para a questão f7fd54e3-d8
  • F7F9919E-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de Textos
    Adaptado de Roberto Soares Garcia, Folha de S.Paulo, 27/02/2011 
    Depreende-se corretamente do texto que:
    Escolha uma alternativa para a questão f7f9919e-d8
  • F7F40AF0-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de Textos
    Adaptado de Roberto Soares Garcia, Folha de S.Paulo, 27/02/2011 
    Assinale a alternativa INCORRETA sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão f7f40af0-d8
  • C8DE196A-BA

    Português

    Coesão e coerência
    UERJ · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2011, Coesão e coerência

    Em sua reflexão acerca das possibilidades de recompor a memória para escrever o livro, o narrador utiliza um procedimento de construção textual que contribui para a expressão de suas inquietudes.

    Tal procedimento pode ser identificado como:

    Escolha uma alternativa para a questão c8de196a-ba
  • C8C78309-BA

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2011, Interpretação de Textos

    Memórias do cárcere, do romancista Graciliano Ramos, contam as desventuras do autor enquanto foi preso político no Presídio da Ilha Grande, em 1936.

    Apesar de ser um livro autobiográfico, o autor expõe, logo na abertura, as dificuldades de reconstrução da memória.

    A consciência de Graciliano Ramos em relação ao caráter parcialmente ficcional das suas memórias está evidenciada no seguinte trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão c8c78309-ba
  • 9A9B6454-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos a seguir para responder a questão. 


    Texto 6  

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2011, Interpretação de Textos

    QUINO. Toda Mafalda. Editora Martins Fontes, 1999. p. 172. 


    Texto 7

    Cidadezinha Qualquer


    Casas entre bananeiras

    Mulheres entre laranjeiras

    Pomar amor cantar.


    Um homem vai devagar

    Um cachorro vai devagar.

    Um burro vai devagar.

    Devagar... as janelas olham.

    Êta vida besta, meu Deus.


    DRUMMOND, Carlos. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2009. 

    De acordo com as estruturas linguísticas e os sentidos dos textos 6 e 7, assinale a alternativa incorreta:
    Escolha uma alternativa para a questão 9a9b6454-b6
  • 9A8CEAA1-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos a seguir para responder a questão. (Para facilitar a leitura, as legendas estão reproduzidas logo abaixo do texto 3.) 

    Texto 3 
    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2011, Interpretação de Textos

    Revista Trip. Editora Trip. Ano 24, nº 198, abril de 2011,p. 92.

    Legendas:

    ① “Tudo tem limites, também a tolerância,pois nem tudo vale neste mundo. Os profetas de ontem e de hoje sacrificaram suas vidas porque ergueram sua voz e tiveram a coragem de dizer: ‘não te é permitido fazer o que fazes’.
        Há situações em que a tolerância significa cumplicidade com o crime, omissão culposa,insensibilidade ética ou comodismo. (...)
        Onde estão então os limites da tolerância?No sofrimento, nos direitos humanos e nos direitos da natureza. Lá onde as pessoas são desumanizadas, ali termina a tolerância.Ninguém tem o direito de impor sofrimento injusto ao outro.”
    Leonardo Boff


    ② “Meio Ambiente não é religião, não é dogma, não é reserva de mercado. Não concordaremos mais com o autoritarismo ambiental.”

    Kátia Abreu, senadora (DEM/GO), apelidada de Miss Desmatamento, em resposta ao código florestal defendido pelo Ibama.


    ③ Esta é uma árvore ocupada em 1996 na região de Berkshire, Inglaterra. Parte de um dos maiores protestos da história europeia. Para construir a estrada de Newbury, as empreiteiras devastariam mais de 120 acres de árvores de grande porte. Por três meses, 7 mil pessoas bloquearam estradas, acamparam na mata e causaram um prejuízo estimado em 24 milhões de libras. Oitocentas pessoas foram presas, o exército mobilizado e a estrada, enfim, construída.

    Texto 4  

       Todos nós desejamos viver em um mundo melhor, mais pacífico, mais fraterno e ecológico. O problema é que as pessoas sempre esperam que esse mundo melhor comece no outro. É comum ouvir pessoas dizendo que têm boa vontade para ajudar, mas, como ninguém as convida para nada, nem se organizam, então não podem contribuir como gostariam para um mutirão de limpeza da rua, por exemplo, ou para o plantio de árvores. Pessoas assim acabam achando mais fácil reclamar que ninguém faz nada ou que a culpa é do “sistema”, dos governantes ou empresas, mas sem perguntar se estão fazendo a parte que lhes cabe.

       Por outro lado, é importante não ficar esperando a perfeição individual - pois isso é inatingível. O fato de adquirirmos consciência ambiental não nos faz perfeitos. O importante é que tenhamos o compromisso de ser melhores todo dia, procurando sempre nos superar.

    BERNA, Vilmar. A mudança começa em nós. In:Páginas Abertas, A. 27, nº11, 2001, p.44 (Adaptado). 

    Considere as afirmações a seguir:
    I. O título, no texto 3, chama a atenção do leitor não só pelo emprego de letras grandes, em forma de manchete, mas também pela alusão a um topônimo.
    II. A utilização de pontos de vista antagônicos na elaboração da mensagem, no texto 3, finda por enfraquecer a estratégia de convencimento do autor.
    III. No texto 4, o autor reconhece um desejo comum aos indivíduos e critica o comportamento coletivo em relação à tomada de posição para realizá-lo.
    IV. O texto 4 oscila entre o depoimento de caráter autobiográfico e o testemunho crítico da realidade.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 9a8ceaa1-b6
  • 9A884845-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos a seguir para responder a questão. (Para facilitar a leitura, as legendas estão reproduzidas logo abaixo do texto 3.) 

    Texto 3 
    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2011, Interpretação de Textos

    Revista Trip. Editora Trip. Ano 24, nº 198, abril de 2011,p. 92.

    Legendas:

    ① “Tudo tem limites, também a tolerância,pois nem tudo vale neste mundo. Os profetas de ontem e de hoje sacrificaram suas vidas porque ergueram sua voz e tiveram a coragem de dizer: ‘não te é permitido fazer o que fazes’.
        Há situações em que a tolerância significa cumplicidade com o crime, omissão culposa,insensibilidade ética ou comodismo. (...)
        Onde estão então os limites da tolerância?No sofrimento, nos direitos humanos e nos direitos da natureza. Lá onde as pessoas são desumanizadas, ali termina a tolerância.Ninguém tem o direito de impor sofrimento injusto ao outro.”
    Leonardo Boff


    ② “Meio Ambiente não é religião, não é dogma, não é reserva de mercado. Não concordaremos mais com o autoritarismo ambiental.”

    Kátia Abreu, senadora (DEM/GO), apelidada de Miss Desmatamento, em resposta ao código florestal defendido pelo Ibama.


    ③ Esta é uma árvore ocupada em 1996 na região de Berkshire, Inglaterra. Parte de um dos maiores protestos da história europeia. Para construir a estrada de Newbury, as empreiteiras devastariam mais de 120 acres de árvores de grande porte. Por três meses, 7 mil pessoas bloquearam estradas, acamparam na mata e causaram um prejuízo estimado em 24 milhões de libras. Oitocentas pessoas foram presas, o exército mobilizado e a estrada, enfim, construída.

    Texto 4  

       Todos nós desejamos viver em um mundo melhor, mais pacífico, mais fraterno e ecológico. O problema é que as pessoas sempre esperam que esse mundo melhor comece no outro. É comum ouvir pessoas dizendo que têm boa vontade para ajudar, mas, como ninguém as convida para nada, nem se organizam, então não podem contribuir como gostariam para um mutirão de limpeza da rua, por exemplo, ou para o plantio de árvores. Pessoas assim acabam achando mais fácil reclamar que ninguém faz nada ou que a culpa é do “sistema”, dos governantes ou empresas, mas sem perguntar se estão fazendo a parte que lhes cabe.

       Por outro lado, é importante não ficar esperando a perfeição individual - pois isso é inatingível. O fato de adquirirmos consciência ambiental não nos faz perfeitos. O importante é que tenhamos o compromisso de ser melhores todo dia, procurando sempre nos superar.

    BERNA, Vilmar. A mudança começa em nós. In:Páginas Abertas, A. 27, nº11, 2001, p.44 (Adaptado). 

    A respeito dos textos 3 e 4, julgue os itens a seguir:

    I. Os textos têm em comum a ideia de que um mundo melhor se faz coletivamente, como resultado da responsabilidade e da participação de todos.
    II. No texto 3, a expressão “extremo ambiente” estabelece um diálogo com a imagem apresentada. Por isso, é necessária a interação entre a linguagem verbal e a nãoverbal para as ideias se completarem.
    III. A declaração sobre o código florestal defendido pelo IBAMA, no texto 3, antagoniza-se com a problematização sobre os limites da tolerância diante da devastação da natureza.
    IV. A utilização de expressões e verbos na 3ª pessoa, no texto 4, evidencia que o autor deixa de lado sua subjetividade na discussão do tema.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 9a884845-b6
  • 9A84E304-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos a seguir e responda a questão. 


    Texto 1 

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2011, Interpretação de Textos
    Charge do cartunista Clayton: Padilha e o saco de plástico do Capitão Nascimento.

        O melhor comentário sobre o Urso de Ouro conquistado por “Tropa de Elite”, no Festival de Berlim, não veio de um crítico de cinema, nem de um repórter especializado. Veio de um chargista cearense: Clayton. O artista gráfico, cujo nome completo é Clayton Rebouças Mota, tem 47 anos e é o principal chargista do jornal “O Povo” (...).
        Enquanto o país comemorava o triunfo de “Tropa de Elite”, Clayton arrasava com charge das mais inventivas e inteligentes. Nela, vê-se o diretor José Padilha segurando, orgulhoso, o seu Urso de Ouro. Só que o troféu, objeto de cobiça dos maiores cineastas do mundo, acaba vítima do principal instrumento de tortura do Capitão Nascimento e de seus seguidores (no Bope): o saco plástico.
    CAETANO, Maria do Rosário.Disponível em: http://revistadecinema.uol.com.br/pagina_conteudo_listag em.asp?id_pagina=113&func=1&id=672 Acesso em: 06 de maio de 2011.  

    Texto 2 

    Ibase – O que pretendia com as cenas de tortura que o filme mostrou?
    José Padilha – A tortura é tão hedionda e bárbara que a sua simples exposição já constitui uma crítica. Quando optamos por mostrar a tortura, mostrar que uma pessoa normal, com juízo médio do senso comum, como o personagem Nascimento, é capaz de embarcar na tortura, tentamos fazer as pessoas pensarem exatamente sobre isso (...). O Brasil é um país que institucionalizou a tortura, o Estado brasileiro sancionou a tortura e isso é um fato.
    Ibase – Há comentários de que jovens se identificaram com policiais do Bope, como heróis. Como vê essa identificação?
    José Padilha – Quem é o capitão Nascimento? O Capitão Nascimento é apresentado, desde o início, como alguém que investiu na sua carreira, que tortura e mata. E o que está acontecendo com ele no filme? Está percebendo que isso não é possível. E como percebe isso? Pelo fato de não conseguir conciliar sua família com o que faz. Ele é um personagem angustiado, com síndrome de pânico, que está o tempo inteiro querendo sair da Tropa de Elite, esse é o dilema dele. O Nascimento não é um policial que deu certo, pelo contrário, é um policial que deu errado. E isso é muito claro no filme. Então, se identificar com o Nascimento não é se identificar com o Bope: o Nascimento quer sair do Bope.
    Flávia Mattar (2008). Entrevista: José Padilha.
    (Adaptado). Disponível em: http://www.ibase.org.br/modules.php?name=Conteudo&pi d=2017.
    Acesso em: 06 de maio de 2011. 

    A entrevista do Ibase com o diretor José Padilha permite depreender que:
    Escolha uma alternativa para a questão 9a84e304-b6
  • 9A80E4E4-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos a seguir e responda a questão. 


    Texto 1 

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2011, Interpretação de Textos
    Charge do cartunista Clayton: Padilha e o saco de plástico do Capitão Nascimento.

        O melhor comentário sobre o Urso de Ouro conquistado por “Tropa de Elite”, no Festival de Berlim, não veio de um crítico de cinema, nem de um repórter especializado. Veio de um chargista cearense: Clayton. O artista gráfico, cujo nome completo é Clayton Rebouças Mota, tem 47 anos e é o principal chargista do jornal “O Povo” (...).
        Enquanto o país comemorava o triunfo de “Tropa de Elite”, Clayton arrasava com charge das mais inventivas e inteligentes. Nela, vê-se o diretor José Padilha segurando, orgulhoso, o seu Urso de Ouro. Só que o troféu, objeto de cobiça dos maiores cineastas do mundo, acaba vítima do principal instrumento de tortura do Capitão Nascimento e de seus seguidores (no Bope): o saco plástico.
    CAETANO, Maria do Rosário.Disponível em: http://revistadecinema.uol.com.br/pagina_conteudo_listag em.asp?id_pagina=113&func=1&id=672 Acesso em: 06 de maio de 2011.  

    Texto 2 

    Ibase – O que pretendia com as cenas de tortura que o filme mostrou?
    José Padilha – A tortura é tão hedionda e bárbara que a sua simples exposição já constitui uma crítica. Quando optamos por mostrar a tortura, mostrar que uma pessoa normal, com juízo médio do senso comum, como o personagem Nascimento, é capaz de embarcar na tortura, tentamos fazer as pessoas pensarem exatamente sobre isso (...). O Brasil é um país que institucionalizou a tortura, o Estado brasileiro sancionou a tortura e isso é um fato.
    Ibase – Há comentários de que jovens se identificaram com policiais do Bope, como heróis. Como vê essa identificação?
    José Padilha – Quem é o capitão Nascimento? O Capitão Nascimento é apresentado, desde o início, como alguém que investiu na sua carreira, que tortura e mata. E o que está acontecendo com ele no filme? Está percebendo que isso não é possível. E como percebe isso? Pelo fato de não conseguir conciliar sua família com o que faz. Ele é um personagem angustiado, com síndrome de pânico, que está o tempo inteiro querendo sair da Tropa de Elite, esse é o dilema dele. O Nascimento não é um policial que deu certo, pelo contrário, é um policial que deu errado. E isso é muito claro no filme. Então, se identificar com o Nascimento não é se identificar com o Bope: o Nascimento quer sair do Bope.
    Flávia Mattar (2008). Entrevista: José Padilha.
    (Adaptado). Disponível em: http://www.ibase.org.br/modules.php?name=Conteudo&pi d=2017.
    Acesso em: 06 de maio de 2011. 

    Ao apresentar informações sobre a premiação do filme Tropa de Elite, no Festival de Berlim, o texto 1:

    Escolha uma alternativa para a questão 9a80e4e4-b6
  • 730FB5E7-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    UESPI · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO II 

    Imagem da questão de Português, UESPI 2011, Interpretação de Textos

    Observe o trecho abaixo, para responder a questão.

    Segundo um estudo recém-concluído na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pessoas que se queixam de uma vida reclusa possuem genes menos ativos na proteção contra vírus. “Os sociáveis estão naturalmente mais propensos a contrair viroses porque estão em maior contato com outros indivíduos”, raciocina o psicólogo Steve Cole, que liderou o trabalho. (l. 07-11).

    Comparando-se o comportamento dos grupos pesquisados: “pessoas que se queixam de uma vida reclusa...” e “Os sociáveis...”, é CORRETO afirmar que entre eles constata-se uma relação de:

    Escolha uma alternativa para a questão 730fb5e7-b5
  • 72EF9DF4-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    UESPI · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I 

    Imagem da questão de Português, UESPI 2011, Interpretação de Textos

    As ideias apresentadas no texto nos permitem afirmar, CORRETAMENTE, que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72ef9df4-b5
  • 72EAF9D1-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    UESPI · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I 

    Imagem da questão de Português, UESPI 2011, Interpretação de Textos

    Considerando-se as informações apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72eaf9d1-b5
  • AA0DF052-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-TM · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    A tela denominada “Noite Estrelada”, de Vincent Van Gogh, nos remete ao livro “Noite na Taverna”, de Álvares de Azevedo.


    Imagem da questão de Português, IF-TM 2011, Interpretação de Textos

    Disponível em:<eternosaprendizes.com/2009/10/12/uma-noite-estrelada-por-vicent-van-gogh/> Acesso em abril de 2011.


    Sobre a tela e o livro, considere as afirmativas a seguir.

    I - Os textos não apresentam diálogos entre si, pois representam contextos diferentes.
    II - Tanto o nome da tela quanto o nome do livro, dialogam entre si, partindo da semelhança no título de ambos que têm como palavra central noite.
    III- Pode-se observar outra diferença entre a tela e o livro: enquanto em um o ambiente é natural, dinâmico, no outro é soturno, macabro, aflorando através da narrativa o lado destrutivo dos autores ultrarromânticos.
    IV- Vincent Van Gogh e Álvares de Azevedo experimentam, através de suas obras, a evasão para dar sentido aos sentimentos individuais e às visões idealizadas na infância.

    Estão corretas apenas as afirmativas:
    Escolha uma alternativa para a questão aa0df052-b5
  • AA074C4B-B5

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-TM · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.

    Imagem da questão de Português, IF-TM 2011, Gêneros Textuais


    Disponível em: <http://colmeia.eng.br/zum-zum/preservacao-do-solo/> Acesso em abril de 2011.

    Um dos gêneros textuais dos quais dispomos é o anúncio publicitário o qual apresenta como recurso a persuasão. Nesse contexto, o anúncio acima:
    Escolha uma alternativa para a questão aa074c4b-b5