Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

5.815 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 291.

  • D1AB36AE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    De acordo com o texto, a explicação correta para o desaparecimento de grande quantia de dinheiro das lojas era:
    Escolha uma alternativa para a questão d1ab36ae-74
  • D1A88FEE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do conto “A caligrafia de Deus”, de Márcio Souza.



        Na loucura da Zona Franca, o povo era tão afável na sua ironia que chamava aquilo de bairro. Em dez anos, aquelas colinas suaves cortadas por um igarapé viram desaparecer os buritizais e a mata quase cerrada, as chácaras e os banhos, para dar lugar a um conjunto habitacional do BNH e às adesões provocadas pela iniciativa particular dos ribeirinhos que chegavam com a anual subida das águas. O conjunto habitacional nunca ficaria pronto, e era um inferno de calor e poeira ao meio-dia, uma geladeira tropical de umidade e bruma durante a noite. Nada mais restava da antiga mata e o deserto estendia-se pelo lado das casas dos ribeirinhos. Nos meses de chuva formava-se um atoleiro que era um verdadeiro nirvana para os porcos; nos meses sem chuva, uma paisagem marcada com todo o charme de um barro avermelhado que empoava as crianças e as galinhas.


    (Márcio Souza. A caligrafia de Deus, 2007.)



    O ambiente apresentado, em que vive o “povo” referido no início do trecho, colabora no conto para estabelecer

    Escolha uma alternativa para a questão d1a88fee-74
  • D1978E35-74

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEA · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder a questão


    Q25-26.png (321×353)

    A tirinha pode ser entendida como uma reflexão metalinguística. Nessa interpretação, a metalinguagem decorreria de a tirinha propor uma reflexão sobre
    Escolha uma alternativa para a questão d1978e35-74
  • D194CCD6-74

    Português

    Coesão e coerência
    UEA · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder a questão


    Q25-26.png (321×353)

    Na situação exposta na tirinha, a informação “nem começava” representa
    Escolha uma alternativa para a questão d194ccd6-74
  • D170E279-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        A Constituição de 1988 adquiriu forte conotação democrática em consequência da participação popular durante a Assembleia Nacional Constituinte. Ela é muito expressiva no sentido de revelar a existência de um conflito, com as forças sociais tradicionalmente dominantes conseguindo ainda manter controle sobre a definição constitucional da ordem econômica, mas tendo de aceitar que na mesma Constituição estejam declarados e protegidos os direitos dos indivíduos e dos grupos sociais que só recentemente conseguiram participação efetiva em decisões políticas.


    (Dalmo de Abreu Dallari. “Sociedade, Estado e direito: caminhada brasileira rumo ao século XXI”. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação, 2013. Adaptado.)



    De acordo com o excerto, a Constituição brasileira de 1988 estabeleceu

    Escolha uma alternativa para a questão d170e279-74
  • D16E50CE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Analise o trecho do artigo “Existe uma Crise da Democracia no Brasil?”, escrito pelo sociólogo Florestan Fernandes, em 1954.


    [...] toda a argumentação desenrolada tenta mostrar que um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil é a persistência de uma mentalidade política arcaica, inadequada para promover ajustamentos dinâmicos não só a situações que se alteram socialmente, mas que estão em fluxo contínuo no presente. A contribuição que a educação sistemática pode oferecer para alterar semelhante mentalidade exprime, naturalmente, as tarefas políticas que ela pode preencher em uma esfera neutra.


    (apud: Enno D. Liedke Filho. “A Sociologia no Brasil: história, teorias e desafios”. Sociologias, no 14, 2005.)



    De acordo com o sociólogo, “um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil” é a

    Escolha uma alternativa para a questão d16e50ce-74
  • D166A4E3-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Foi, com efeito, em contato com os colonizadores que os povos da Ásia e da África se descobriram diferentes e tomaram consciência de tudo o que os diferenciava dos europeus: diferença nas condições materiais de vida, diferença de cultura, enfim, diferença nas experiências históricas. A descolonização não deixa, pois, de ser o choque de valores do Ocidente na Ásia e na África — valores que atribuíam preeminência à técnica e aos bens materiais — e a revolta da Ásia e da África contra o Ocidente que tentava arrancar-lhes o que o tempo e a História lhes tinham ajudado a produzir [...].


    (Letícia Bicalho Canêdo. A descolonização da Ásia e da África, 1994.)



    Segundo o excerto, os processos de descolonização expressaram a luta dos povos africanos e asiáticos para preservar

    Escolha uma alternativa para a questão d166a4e3-74
  • D163DDBC-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Novos estudos sobre os governos denominados populistas permitem afirmar que um traço comum os caracteriza: a introdução de uma nova cultura política baseada no papel interventor do Estado nas relações sociais. Esse papel representou, ao mesmo tempo, atendimento de reivindicações de natureza social (melhoria salarial, legislação trabalhista, reforma agrária, especificamente no caso mexicano) e política (uma cidadania baseada no reconhecimento do trabalhador como sujeito da história). [...] Por outro lado, apesar de se voltarem para os interesses das classes populares, não pode se perder de vista o caráter centralizador e controlador dessas políticas, que introduziram uma estrutura institucional de natureza autoritária, utilizada posteriormente como mecanismo de controle social e político.


    1. (José Alves de Freitas Neto. “Populismos e democracias”. www.unicamp.br, 29.11. 2017.)



    De acordo com o excerto, o populismo

    Escolha uma alternativa para a questão d163ddbc-74
  • D15355F9-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Péricles afirmava que a pobreza não impedia um homem capaz de prestar serviço à cidade, de dedicar-se a ela, ainda que apenas participando das decisões tomadas em comum. E, por outro lado, visto que a lei era a mesma para todos, essa igualdade era real para tudo o que se referisse às desavenças particulares: diante dos juízes do tribunal popular, os ricos e os pobres gozavam dos mesmos direitos.


    (Claude Mossé. Péricles: o inventor da democracia, 2008. Adaptado.)



    Uma das características da democracia ateniense do século V a.C. destacada no excerto é a

    Escolha uma alternativa para a questão d15355f9-74
  • FD8C8429-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        Lixo verde é composto por resíduos vegetais biodegradáveis que vêm principalmente de casas e jardins. Isso inclui restos como aparas de grama, folhas que caíram, pedaços de frutas e vegetais, além de flores e plantas que já não estão boas, e também galhos e troncos menores. A principal característica desse tipo de lixo é que ele pode ser transformado em composto. Esse composto é muito rico e ajuda a tornar o solo mais fértil de forma sustentável.

    (https://diamundialdalimpeza.com.br)

    Na natureza, em áreas florestais, o “lixo verde” corresponde à
    Escolha uma alternativa para a questão fd8c8429-74
  • FD826E62-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        O conceito de Cidades MIL, isto é, Cidades Media and Information Literacy (Cidades com Alfabetização Midiática e Informacional), surgiu em 2018, durante eventos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É uma evolução do conceito de Cidade Inteligente e Cidade do Conhecimento, dado que, para serem verdadeiramente sustentáveis, as cidades inteligentes também devem ser cidades MIL. Isso implica educar, capacitar e empoderar moradores e empresas para que estabeleçam redes de cooperação e façam um uso crítico, ético, criativo e responsável das novas infraestruturas e tecnologias que oferecem as cidades contemporâneas. A ênfase desse conceito, diferente dos anteriores, reside nos elementos humanos e não nos tecnológicos.

    (https://ceacom.com.br. Adaptado.)

    O conceito de Cidades MIL, explicado no excerto, busca
    Escolha uma alternativa para a questão fd826e62-74
  • FD3CF79F-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    “Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva.” (5º parágrafo)

    No contexto em que se insere, a oração sublinhada expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão fd3cf79f-74
  • FD37D5BA-74

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    A resposta de Francis Crick, ao ser perguntado sobre seu diagnóstico, deixa transparecer o seguinte sentimento:
    Escolha uma alternativa para a questão fd37d5ba-74
  • 48A05906-6F

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


    Q__8.png (293×580)
    Q1_8_.png (292×205)
    Q1_8__.png (293×517)

    Extraído de: BRADY, Kathleen. Lucille: The Life of Lucille Ball. Hyperion, 1994.
    Considere as seguintes afirmações sobre o texto.


    I - A atuação de Lucille Ball em filmes das décadas de 30 e 40 é pautada por sua expressividade. Tal marca acompanhou a atriz ao longo de sua carreira, conforme evidenciado pelo segmento exaggerated expressions (l. 79).

    II - A personagem mais importante da atriz não pode ser considerada profunda. Lucy é simultaneamente malandra e atrapalhada, e seu humor está associado à subversão de convenções e ao lugar-comum.

    III- Brady esteve na casa de Ball em 1986 para uma entrevista. Na ocasião, foram perceptíveis os esforços da atriz para reduzir os sinais da passagem do tempo através de grandes óculos azuis e da manutenção de duas características marcantes de seu cabelo.


    Quais estão corretas? 
    Escolha uma alternativa para a questão 48a05906-6f
  • F6356DFA-6E

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia o trecho abaixo, retirado de O avesso da pele, de Jeferson Tenório.


    (...) Ao caminhar por Porto Alegre, você se sentia sem lugar. Porque, toda vez que você saía para caminhar, tinha a impressão de estar invadindo um espaço. Bastava dar uma olhada em volta para perceber que você não podia pertencer àquilo, mas acontece que você insistiu. Permaneceu. Porto Alegre era um lugar que você construiu fora de si. Você nunca esteve dentro dela. E agora caminho por essas mesmas ruas, tenho Ogum em minhas mãos, e ainda me sinto perdido, mas a palavra continua não sendo essa. Vou em frente, na direção do Guaíba. Tenho Ogum em minhas mãos porque agora é a minha vez. 
    A partir do excerto acima e da leitura integral da obra O avesso da pele, considere as seguintes afirmações.


    I - O trecho, presente no capítulo “A barca”, ilustra o final do enredo da obra, momento em que o narrador relembra a morte de seu pai.

    II - O trecho pode ser caracterizado como a representação da tomada de consciência do narrador, amparado por Ogum, na luta contra a violência endereçada às pessoas pretas.

    III- O trecho, presente no capítulo “O avesso”, recupera memórias do narrador quando estava no Departamento Médico-Legal de Porto Alegre, identificando o corpo de seu pai.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f6356dfa-6e
  • F62FFFC5-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de A carta de achamento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, e de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé.


    A carta de achamento do Brasil

    A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber.


    A terra dos mil povos

    O índio não se chamava nem se chama de índio. O nome “índio” veio dos ventos dos mares do século XVI, mas o espírito “índio” habitava o Brasil antes mesmo de o tempo existir e se estendeu pelas Américas para, mais tarde, exprimir muitos nomes, difusores da tradição do Sol, da Lua e do sonho. Então, o que é índio para o índio? Eu vou responder conforme me foi ensinado por meus avós, pelo Ayvu Rapyta, passado de boca a boca com a responsabilidade do fogo sobre a noite estrelada, e pelas cerimônias e pelos encontros por que tenho passado com os ancestrais na terra e no sonho. 
    Assinale a alternativa correta sobre os fragmentos acima, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos. 
    Escolha uma alternativa para a questão f62fffc5-6e
  • F6124FB9-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q9_15.png (309×405)
    Q9_15_.png (308×537)



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Na coluna da esquerda abaixo, estão listados sinais de pontuação e marcações gráficas; na da direita, o sentido ou a função que expressam no contexto em que ocorrem.


    Associe corretamente a coluna da direita à da esquerda.


    Q14.png (581×100)


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão f6124fb9-6e
  • F60A8993-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q9_15.png (309×405)
    Q9_15_.png (308×537)



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Considere as seguintes afirmações sobre o texto.


    I - O texto é predominantemente expositivo, organizado em torno de informações consideradas científicas sobre mudança linguística.

    II - O texto não apresenta o ponto de vista argumentativo do autor, o que se evidencia pela ausência de primeira pessoa.

    III- O texto apresenta interrogações, que têm a função de externalizar as dúvidas do autor sobre o tema tratado.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f60a8993-6e
  • F607B5AA-6E

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q9_15.png (309×405)
    Q9_15_.png (308×537)



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Considere a afirmação que está de acordo com o sentido global do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão f607b5aa-6e
  • F5FCFA0B-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q1_8.png (293×565)
    Q1_8_.png (292×224)
    Q1_8__.png (293×565)
    Q1_8___.png (296×209)


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo.


    ( ) O autor, ao escrever em primeira pessoa, narra a sua experiência com as ferramentas tecnológicas, de 1980 a 2024, e os impactos dessa experiência em sua vida, sem expressar posicionamentos.

    ( ) O autor apresenta vozes de outros, por meio de citações (l. 10-11, 19-20), para mostrar uma posição completamente oposta às apresentadas nessas citações.

    ( ) O texto apresenta oscilações entre o passado e o presente, por ter ora sequências tipológicas narrativo-descritivas, ora sequências tipológicas argumentativas.

    ( ) O autor do texto, ao valer-se da primeira pessoa do plural, fala de si, incluindo seus amigos, por terem vivido experiências semelhantes com as ferramentas tecnológicas.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão f5fcfa0b-6e