Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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Resultados

5.815 questões encontradas. Mostrando a página 48 de 291.

  • 215A3EFB-65

    Português

    Morfologia
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Observa-se rima entre palavras de classes gramaticais diferentes em
    Escolha uma alternativa para a questão 215a3efb-65
  • 214C9121-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Considerando-se o contexto histórico-social em que a canção foi composta, o verso “Vou pra rua e bebo a tempestade” (3ª estrofe) sugere a ideia de manifestações populares que ocorreram no Brasil por ocasião
    Escolha uma alternativa para a questão 214c9121-65
  • 21484356-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Na canção, o eu lírico modifica uma série de provérbios bastante conhecidos. A maioria das formulações originais desses provérbios contém um apelo
    Escolha uma alternativa para a questão 21484356-65
  • 213BD60B-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    O cronista narra uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela forma verbal sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão 213bd60b-65
  • 213625D1-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    Em “Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: ‘pálida homenagem’?” (8° parágrafo), o termo sublinhado está empregado na acepção de
    Escolha uma alternativa para a questão 213625d1-65
  • 212D3F1F-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    As modificações feitas pelo gramático nas expressões empregadas no prefácio e na dedicatória de sua obra manifestam seu desconforto
    Escolha uma alternativa para a questão 212d3f1f-65
  • 21284AC0-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    O cronista traça um retrato do gramático Marco Aurélio, evidenciando, sobretudo, a sua
    Escolha uma alternativa para a questão 21284ac0-65
  • 80449A47-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos

    O Poeta da Roça


    Sou fio das mata, cantô da mão grosa
    Trabaio na roça, de inverno e de estio
    A minha chupana é tapada de barro
    Só fumo cigarro de paia de mio

    Sou poeta das brenha, não faço o papé
    De argum menestrê, ou errante cantô
    Que veve vagando, com sua viola
    Cantando, pachola, à percura de amô

    Não tenho sabença, pois nunca estudei
    Apenas eu seio o meu nome assiná
    Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
    E o fio do pobre não pode estudá

    Meu verso rastero, singelo e sem graça
    Não entra na praça, no rico salão
    Meu verso só entra no campo da roça e
     [dos eito
    E às vezes, recordando feliz mocidade
    Canto uma sodade que mora em meu peito.
    [...]
    Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
    Coberto de trapo e mochila na mão,
    Que chora pedindo o socorro dos home,
    E tomba de fome, sem casa e sem pão.

    E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
    Eu vivo contente e feliz com a sorte,
    Morando no campo, sem vê a cidade,
    Cantando as verdade das coisa do Norte.

    Adaptada de ASSARÉ, Patativa do.
    Cante lá que eu canto cá: Filosofia de um trovador
    nordestino. 2. Ed. Petrópolis: Vozes, 1978.
    A poesia de Patativa do Assaré, ao primeiro contato, demonstra uma preocupação em construir uma identidade sertaneja. No texto 6, esta característica é observável, de forma mais evidente, em
    Escolha uma alternativa para a questão 80449a47-92
  • 804244B9-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Poeta da Roça


    Sou fio das mata, cantô da mão grosa
    Trabaio na roça, de inverno e de estio
    A minha chupana é tapada de barro
    Só fumo cigarro de paia de mio

    Sou poeta das brenha, não faço o papé
    De argum menestrê, ou errante cantô
    Que veve vagando, com sua viola
    Cantando, pachola, à percura de amô

    Não tenho sabença, pois nunca estudei
    Apenas eu seio o meu nome assiná
    Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
    E o fio do pobre não pode estudá

    Meu verso rastero, singelo e sem graça
    Não entra na praça, no rico salão
    Meu verso só entra no campo da roça e
     [dos eito
    E às vezes, recordando feliz mocidade
    Canto uma sodade que mora em meu peito.
    [...]
    Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
    Coberto de trapo e mochila na mão,
    Que chora pedindo o socorro dos home,
    E tomba de fome, sem casa e sem pão.

    E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
    Eu vivo contente e feliz com a sorte,
    Morando no campo, sem vê a cidade,
    Cantando as verdade das coisa do Norte.

    Adaptada de ASSARÉ, Patativa do.
    Cante lá que eu canto cá: Filosofia de um trovador
    nordestino. 2. Ed. Petrópolis: Vozes, 1978.
    No texto 6, a partir dos versos “Não tenho sabença, pois nunca estudei/Apenas eu seio o meu nome assiná/Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre/E o fio do pobre não pode estudá” (linhas 168-171) é correto inferir que a intenção do poeta é
    Escolha uma alternativa para a questão 804244b9-92
  • 8039AB09-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

    Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores    


    Figura 1 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos

    CANCELIER, Mariela. Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores. Mundo conectado.com.br. 31 de outubro de 2020.
    No texto 5, a frase “A nossa forma de vida modifica tanto a estrutura quanto o funcionamento do cérebro” (linhas 139-141) relaciona-se a uma série de argumentos apontados pelo neurocientista Michel Desmurget. Atente para os trechos do texto apresentados a seguir e assinale o que NÃO corresponde a um fator para o QI das gerações atuais ser mais baixo do que o das anteriores.
    Escolha uma alternativa para a questão 8039ab09-92
  • 80375093-92

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2020Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

    Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores    


    Figura 1 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Coesão e coerência
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Coesão e coerência
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Coesão e coerência
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Coesão e coerência

    CANCELIER, Mariela. Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores. Mundo conectado.com.br. 31 de outubro de 2020.
    No texto 5, a referência a Michel Desmurget é apresentada de várias formas: “neurocientista francês” (linha 110), “Desmurget” (linhas 117 e 147), “neurocientista” (linhas 125, 137 e 155). Isso ocorre porque o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 80375093-92
  • 802D96A3-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

    Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores    


    Figura 1 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UECE 2020, Interpretação de Textos

    CANCELIER, Mariela. Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores. Mundo conectado.com.br. 31 de outubro de 2020.
    De acordo com o texto 5, é correto afirmar que o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 802d96a3-92
  • 802A6FFF-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Reinvenção 

    A vida só é possível
    reinventada.


    Anda o sol pelas campinas
    e passeia a mão dourada
    pelas águas, pelas folhas...
    Ah! tudo bolhas
    que vem de fundas piscinas
    de ilusionismo... — mais nada.


    Mas a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    Vem a lua, vem, retira
    as algemas dos meus braços.

    Projeto-me por espaços
    cheios da tua Figura.
    Tudo mentira! Mentira
    da lua, na noite escura.

    Não te encontro, não te alcanço...
    Só — no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só — na treva,
    fico: recebida e dada.

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    MEIRELES, Cecília. Reinvenção. In. MEIRELES, Cecília.
    Vaga música. São Paulo: Global Editora, 1942.
    Sobre o poema “Reinvenção”, de Cecília Meireles, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 802a6fff-92
  • 80283BD4-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    Reinvenção 

    A vida só é possível
    reinventada.


    Anda o sol pelas campinas
    e passeia a mão dourada
    pelas águas, pelas folhas...
    Ah! tudo bolhas
    que vem de fundas piscinas
    de ilusionismo... — mais nada.


    Mas a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    Vem a lua, vem, retira
    as algemas dos meus braços.

    Projeto-me por espaços
    cheios da tua Figura.
    Tudo mentira! Mentira
    da lua, na noite escura.

    Não te encontro, não te alcanço...
    Só — no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só — na treva,
    fico: recebida e dada.

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    MEIRELES, Cecília. Reinvenção. In. MEIRELES, Cecília.
    Vaga música. São Paulo: Global Editora, 1942.
    Ao tratar do tema da vida, o texto apresenta uma
    Escolha uma alternativa para a questão 80283bd4-92
  • 801EAA6E-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3
    Meu Caro Amigo
    Chico Buarque


    Meu caro amigo, me perdoe, por favor
    Se eu não lhe faço uma visita
    Mas como agora apareceu um portador
    Mando notícias nessa fita

    Aqui na terra tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
    Uns dias chove, noutros dias bate o sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa
     [aqui tá preta

    Muita mutreta pra levar a situação
    Que a gente vai levando de teimoso e de
     [pirraça
    E a gente vai tomando que também sem a
     [cachaça

    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu não pretendo provocar
    Nem atiçar suas saudades
    Mas acontece que não posso me furtar
    A lhe contar as novidades

    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra,
     [só de sarro
    E a gente vai fumando que, também,
     [sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu quis até telefonar
    Mas a tarifa não tem graça
    Eu ando aflito pra fazer você ficar
    A par de tudo que se passa

    Muita careta pra engolir a transação
    Que a gente tá engolindo cada sapo no
     [caminho
    E a gente vai se amando que, também,
     [sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu bem queria lhe
     [escrever
    Mas o correio andou arisco

    Se me permitem, vou tentar lhe remeter
    Notícias frescas nesse disco
    A Marieta manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar
     [lembranças
    A todo o pessoal
    Adeus!


    BUARQUE, Chico. Phonogram, 1976.

    Considerando que a letra da canção “Meu caro amigo” foi escrita em 1976, um momento de repressão a qualquer denúncia ao governo e aos abusos estatais ou a manifestações contrárias ao regime, constata-se que Chico Buarque faz da música uma das principais formas de protestar indiretamente, para evitar a censura, espalhar uma mensagem de resistência e conscientizar a população. Fruto de uma parceria com Francis Hime, a canção foi criada como uma tentativa de burlar o regime por meio do envio de notícias do Brasil a seu amigo Augusto Boal, que vivia no exílio em Lisboa. Atente para o que se diz a seguir a respeito dessa canção e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

    ( ) A expressão “Muita mutreta pra levar a situação” (linha 36) revela o esforço do eu lírico para suportar as dificuldades.
    ( ) O eu lírico mostra que para segurar “esse rojão” (linhas 41, 51 e 61) o remetente da carta busca refúgio em prazeres momentâneos como a cachaça, o cigarro e o amor.
    ( ) O autor cita nomes de pessoas reais: Marieta, Francis e Cecília para organizar um discurso que fala de si próprio, passando a ideia da realidade dentro de uma ficção.
    ( ) O tom formal da mensagem permite identificar uma relação de distanciamento entre o emissor e o seu “caro amigo” (linhas 42, 52, 62).

    A sequência correta, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 801eaa6e-92
  • 80193082-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1 
    Pronominais
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.

    ANDRADE, Oswald. Obras completas.
    Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.


    TEXTO 2
    Samba do Arnesto

    O Arnesto nos convidô prum samba,
     [ele mora no Brás
    Nóis fumo e não encontremos ninguém
    Nóis vortemo cuma baita duma reiva
    Da outra veiz nóis num vai mais
    Nóis não semos tatu!
    Outro dia encontremo com o Arnesto
    Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
    Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
    Mais você devia ter ponhado um recado na
     [porta
    Anssim: “Ói, turma, num deu prá esperá
    A vez que isso num tem importância,
     [num faz má
    Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
    Assinado em cruz porque não sei escrever
    Arnesto"


    BARBOSA, Adoniran, Gravações Elétricas
    Continental S/A, 1953.
    Sobre a explicação dada por Oswald de Andrade para o não emprego da ênclise na fala do português do Brasil, é correto afirmar que o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 80193082-92
  • 80141ECF-92

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1 
    Pronominais
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.

    ANDRADE, Oswald. Obras completas.
    Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.


    TEXTO 2
    Samba do Arnesto

    O Arnesto nos convidô prum samba,
     [ele mora no Brás
    Nóis fumo e não encontremos ninguém
    Nóis vortemo cuma baita duma reiva
    Da outra veiz nóis num vai mais
    Nóis não semos tatu!
    Outro dia encontremo com o Arnesto
    Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
    Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
    Mais você devia ter ponhado um recado na
     [porta
    Anssim: “Ói, turma, num deu prá esperá
    A vez que isso num tem importância,
     [num faz má
    Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
    Assinado em cruz porque não sei escrever
    Arnesto"


    BARBOSA, Adoniran, Gravações Elétricas
    Continental S/A, 1953.
    Os textos 1 e 2 se referem ao uso da variante informal da língua portuguesa. O uso dessa variante, em ambos os textos, justifica-se por mostrar ao leitor
    Escolha uma alternativa para a questão 80141ecf-92
  • 6634348B-05

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, FGV 2020, Interpretação de Textos
    (www.fotografia.folha.uol.com.br)

    O efeito de humor da charge decorre
    Escolha uma alternativa para a questão 6634348b-05
  • 662E5D30-05

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.

         A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.
         – Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
         – Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
         – Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo. 
        O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. 
         – Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.
         – Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
        Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.

    (Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
    Assinale a alternativa que ilustra um momento em que, em situação de evidente desigualdade, um personagem zomba (tem uma atitude sarcástica) da situação do outro.
    Escolha uma alternativa para a questão 662e5d30-05
  • 662ACCF6-05

    Português

    Gêneros Textuais
    FGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.

         A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.
         – Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
         – Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
         – Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo. 
        O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. 
         – Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.
         – Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
        Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.

    (Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
    A função do texto, considerado o gênero a que pertence, é sobretudo
    Escolha uma alternativa para a questão 662accf6-05