Questões do ENEM: Modernismo

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484 questões encontradas. Mostrando a página 16 de 25.

  • 81559D23-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

          Contraditoriamente, foi o patrocínio da fração mais europeizada da aristocracia rural de São Paulo, aberta às influências internacionais, que permitiu o florescimento das inovações estéticas. O café pesou mais do que as indústrias. Os velhos troncos paulistas, ameaçados em face da burguesia e da imigração, se juntaram aos artistas numa grande “orgia intelectual”, conforme a definição de Mário de Andrade. Segundo ele, “foi da proteção desses salões literários [promovidos pela aristocracia rural] que se alastrou pelo Brasil o espírito destruidor do movimento modernista.

    (MARQUES, Ivan. Cenas de um modernismo de província. São Paulo: Editora 34, 2011, p. 11)

    O “espírito destruidor” que costuma atuar num movimento de vanguarda está presente e bem tipificado nesta formulação de um manifesto estético do Modernismo:
    Escolha uma alternativa para a questão 81559d23-31
  • 8152B67F-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

          Contraditoriamente, foi o patrocínio da fração mais europeizada da aristocracia rural de São Paulo, aberta às influências internacionais, que permitiu o florescimento das inovações estéticas. O café pesou mais do que as indústrias. Os velhos troncos paulistas, ameaçados em face da burguesia e da imigração, se juntaram aos artistas numa grande “orgia intelectual”, conforme a definição de Mário de Andrade. Segundo ele, “foi da proteção desses salões literários [promovidos pela aristocracia rural] que se alastrou pelo Brasil o espírito destruidor do movimento modernista.

    (MARQUES, Ivan. Cenas de um modernismo de província. São Paulo: Editora 34, 2011, p. 11)

    O Modernismo de 22 caracterizou-se, de fato, por algumas contradições, entre as quais a que o texto aponta:
    Escolha uma alternativa para a questão 8152b67f-31
  • 1D9F3F39-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    Por vezes, a literatura pode se pautar por diferentes tempos: há o tempo da história narrada, de sua sequência cronológica, e há o tempo da linguagem que processa essa história. A linguagem experimental do irlandês James Joyce reinterpreta, em pleno século XX, a história mítica de Ulisses. No Brasil, há uma ocorrência similar, se pensamos em Grande sertão: veredas, romance onde Guimarães Rosa articula magistralmente dois planos temporais:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d9f3f39-31
  • 1D98FF94-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atente para estes versos de Manuel Bandeira, extraídos do poema “Minha terra”:


    Revi afinal o meu Recife.

    Está de fato completamente mudado.

    Tem avenidas, arranha-céus.

    É hoje uma bonita cidade.


    Diabo leve quem pôs bonita a minha terra.


    Nesses versos o poeta pernambucano 

    Escolha uma alternativa para a questão 1d98ff94-31
  • 1D95F6BE-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    O ciclo da cana-de-açúcar encontrou seu grande intérprete em José Lins do Rego, cujos romances ganham força ao combinarem duas operações:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d95f6be-31
  • 1D9310E5-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    A evolução dos maquinismos humanos é uma evidência do progresso tecnológico. No Modernismo de 22, há alguma euforia com os avanços da era industrial e da mecanização, tal como se pode observar
    Escolha uma alternativa para a questão 1d9310e5-31
  • E1FFB70B-30

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - PR · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o seguinte fragmento do poema que dá nome ao livro Muitas vozes, de Ferreira Gullar:

    Meu poema

    é um tumulto:

    a fala

    que nele fala

    outras vozes

    arrasta em alarido.

    Com base nesse excerto, pode-se afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão e1ffb70b-30
  • 085C921F-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o fragmento de um capítulo do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, e analise a pintura da artista brasileira Tarsila Amaral, intitulada “O porto”.

    Quando Yaqub chegou do Líbano, o pai foi buscá-lo no Rio de Janeiro. O cais Pharoux estava apinhado de parentes de pracinhas e oficiais que regressavam da Itália. Bandeiras brasileiras enfeitavam o balcão e a varanda dos apartamentos da Glória, rojões espocavam o céu, e para onde o pai olhava havia sinais de vitória. Ele avistou o filho no portaló do navio que acabara de chegar de Marselha. Não era mais o menino, mas o rapaz que passara cinco anos dos seus dezoito anos no sul do Líbano. O andar era o mesmo: passos rápidos e firmes que davam ao corpo um senso de equilíbrio e uma rigidez impensável no andar do outro filho, o Caçula.

                           Imagem da questão de Literatura, da prova de 2015

    Com base no texto e/ou na figura,  NÃO é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 085c921f-1d
  • 0857EF6B-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Carlos Drummond de Andrade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 0857ef6b-1d
  • 08542FD7-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o fragmento do poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado “O homem: as viagens”.

    Restam outros sistemas fora

    do solar a col-

    onizar.

    Ao acabarem todos

    só resta ao homem

    (estará equipado?)

    a dificílima dangerosíssima viagem

    de si a si mesmo:

    pôr o pé no chão

    do seu coração

    experimentar

    colonizar

    civilizar

    humanizar

    o homem

    descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas

    a perene, insuspeitada alegria

    de con-viver.

    De acordo com a estrofe apresentada, pode-se afirmar:

    ( ) O tema da viagem, explorado no texto, refere-se menos a uma viagem física, realizada por espaços desconhecidos e inexplorados, e mais a uma viagem íntima, aquela que o homem realiza ao interior de sua própria subjetividade.

    ( ) O poema apresenta certo traço narrativo, valendo-se de recursos da oralidade e da desconstrução de palavras para reforçar a ideia da viagem interior.

    ( ) O poema aborda a difícil viagem interior para destacar uma outra mais difícil: aquela em que o homem precisa aprender uma nova maneira de se relacionar com os outros homens.

    ( ) Os versos livres com que Carlos Drummond de Andrade compõe seu poema encontram-se também em outras obras do mesmo autor, como Cadeira de balanço e Libertinagem.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 08542fd7-1d
  • 0849AD6F-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A única alternativa que apresenta outras duas obras de Mário de Andrade é
    Escolha uma alternativa para a questão 0849ad6f-1d
  • 08416566-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho do diário de viagem de Mário de Andrade, retirado de O turista aprendiz.

    “Durante esta viagem pela Amazônia, muito resolvido a... escrever um livro modernista, provavelmente mais resolvido a escrever que a viajar, tomei muitas notas como vai se ver. Notas rápidas, telegráficas muitas vezes. Algumas porém se alongaram mais pacientemente, sugeridas pelos descansos forçados do vaticano de fundo chato, vencendo difícil a torrente do rio. Mas quase tudo anotado sem nenhuma intenção da obra-de-arte, reservada pra elaborações futuras, nem com a menor intenção de dar a conhecer aos outros a terra viajada. E a elaboração definitiva nunca realizei. Fiz algumas tentativas, fiz. Mas parava logo no princípio, nem sabia bem porque, desagradado. Decerto já devia me desgostar naquele tempo o personalismo do que anotava. Se gostei e gozei muito pelo Amazonas, a verdade é que vivi metido comigo por todo esse caminho largo de água.”

    Com base no excerto e em seu contexto, preencha os parênteses com V para verdadeiro ou F para falso.

    ( ) O diário de viagem é uma modalidade de narrativa que relata não só os acontecimentos transcorridos durante o percurso, mas também os sentimentos do sujeito viajante.

    ( ) As anotações do diário acompanhavam a rotina do barco: às vezes eram breves, outras mais longas em função das paradas e do movimento da embarcação nas águas do rio.

    ( ) O narrador se assume como um tipo especial de viajante porque não se integra à paisagem e ao ambiente da Amazônia, uma vez que a viagem que empreende é de ordem subjetiva.

    ( ) Mário de Andrade se identifica como um turista aprendiz porque fez muitas anotações, escreveu um livro sobre a viagem, corrigiu os originais e experimentou um personalismo exacerbado.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 08416566-1d
  • 08392FED-1D

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho extraído de “Maria-Fumaça”, de autoria de Mario Quintana, e analise as afirmativas que seguem.

    “As lentas, poeirentas, deliciosas viagens nos trens antigos. As famílias (viajavam famílias inteiras) levavam galinhas com farofa em cestas de vime, que ofereciam, pois não, aos viajantes solitários.

    E os viajantes solitários (e os meninos) ainda desciam nas estaçõezinhas pobres... Para os pastéis, os sonhos, as laranjas...

    (...)

    O mal dos aviões é que não se pode descer a toda hora para comprar laranjas.

    Nesses aviões, vamos todos imóveis e empacotados como encomendas. Às vezes encomendas para a Eternidade...

    Cruzes, poeta! Deixa-te de ideias funéreas e pensa nas aeromoças, arejadas e amáveis como anjos.

    E “anjos”, aplicado a elas, não é exagero nenhum.

    (...)

    Entre a monotonia irreparável das nuvens, nada vemos da viagem. Isto é, não viajamos: chegamos.

    Pobres turistas de aeroportos, damos a volta ao mundo sem nada ver do mundo.

    I. Nesse texto, Mario Quintana retira a matéria para sua criação literária do tema da viagem, comparando diferentes modalidades de transporte e hábitos dos viajantes.

    II. Valendo-se de uma linguagem simples, com frases irônicas e com humor, Mario Quintana reflete sobre a função da viagem e o seu significado para o viajante.

    III. Para o poeta, viajar de avião não concretiza o verdadeiro prazer da viagem, que estaria mais no ato de ver, experimentar, conhecer, do que no percurso partida-chegada.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

    Escolha uma alternativa para a questão 08392fed-1d
  • C09BC52B-1C

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sentimento do Mundo, obra de Carlos Drummond de Andrade, marcada pela função poética, constrói-se com figuras de linguagem que imprimem ao texto uma fina dimensão estética. Indique, abaixo, a alternativa que contém, no mesmo texto, uma anáfora e uma gradação.
    Escolha uma alternativa para a questão c09bc52b-1c
  • 8E874BB1-A7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UCS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema de Manuel Bandeira e o excerto da obra Um terno de pássaros ao Sul (2008), de Carpinejar que são apresentados abaixo. 

                                         Poema do beco

                        Que me importa a paisagem, a Glória, a

                                                   [baía, a linha do horizonte?

                        – O que eu vejo é o beco.

                                                                    (BANDEIRA, 1982, p. 67). 

                                      Um terno de pássaros ao Sul

                          O pampa é armadura do mar,

                           só vejo o gatilho da espuma.

                           O pampa é o repuxo do céu,

                            só vejo as naus encalhadas.

                            O pampa é a natureza enervada,

                            só vejo a praia aterrada do Guaíba.

                                                                 (CARPINEJAR, 2008, p. 54). 

    Os versos acima aproximam-se na perspectiva que lançam sobre a paisagem, qual seja: 


    Escolha uma alternativa para a questão 8e874bb1-a7
  • 8E7CED81-A7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UCS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os excertos a seguir são de Cecília Meireles e Carpinejar, respectivamente.

                     “Minhas mãos ainda estão molhadas

                      do azul das ondas entreabertas,

                      e a cor que escorre dos meus dedos

                      colore as areias desertas".

                                                                (MEIRELES, 2000, p. 27).

                      “A matilha dos filhos

                        fareja o sonho inacabado,

                        perseguindo tua lapela castanha,

                        o açúcar do linho,

                        olor de café aquecido".

                                                       (CARPINEJAR, 2008, p. 58-59). 

    Em ambas as composições, os versos acima revelam que o sujeito lírico tem do mundo uma percepção 



    Escolha uma alternativa para a questão 8e7ced81-a7
  • 8E5BDB4C-A7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UCS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    No romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, a aquisição da fazenda São Bernardo pelo narrador-protagonista, Paulo Honório, ilustra o capitalismo predatório, sistema econômico que prima pelo acúmulo de capital a qualquer custo. A citação que melhor caracteriza esse sistema econômico é:
    Escolha uma alternativa para a questão 8e5bdb4c-a7
  • C111C0B2-9A

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

                                         O mundo do menino impossível

    Fim de tarde, boquinha da noite

    com as primeiras estrelas e os derradeiros sinos.

    Entre as estrelas e lá detrás da igreja,

    surge a lua cheia

    para chorar com os poetas.

    E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:

    o sol e os meninos.

    Mas ainda vela

    o menino impossível,

    aí do lado,

    enquanto todas as crianças mansas

    dormem

               acalentadas

    por Mãe-negra da Noite.

    O menino impossível

    que destruiu

    os brinquedos perfeitos

    que os vovós lhe deram:

    o urso de Nurnberg,

    o velho barbado jugoslavo,

    as poupées de Paris aux

    cheveux crêpés,

    o carrinho português

    feito de folha de flandres a

    caixa de música checoslovaca,

    o polichinelo italiano

    made in England,

    o trem de ferro de U. S. A.

    e o macaco brasileiro

    de Buenos Aires,

    moviendo la cola y la cabeza.

     O menino impossível

    que destruiu até

    os soldados de chumbo de Moscou

    e furou os olhos de um Papá Noel,

    brinca com sabugos de milho,

    caixas vazias,

    tacos de pau,

    pedrinhas brancas do rio...

    “Faz de conta que os sabugos

    são bois...”

    “Faz de conta...”

    “Faz de conta...”

    [...]

    O menino pousa a testa

    e sonha dentro da noite quieta

    da lâmpada apagada,

    com o mundo maravilhoso

    que ele tirou do nada...

    [...] 

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 27-30. Adaptado.)

    Jorge de Lima, a partir de Poemas (1927), adere ao Modernismo e adota procedimentos estilísticos novos, como o uso do verso livre, sem deixar de manter sua estreita ligação com os clássicos e com a herança portuguesa. Nesse período, amplia sua tendência para valorizar mais o mundo noturno e imaginário, o devaneio, o sonho, como exemplifica o poema “O mundo do menino impossível". Sobre o Texto 1, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão c111c0b2-9a
  • 83658F11-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    FGV · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

                                                           Brasil

                                       O Zé Pereira chegou de caravela

                                       E preguntou pro guarani da mata virgem

                                       — Sois cristão?

                                       — Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte

                                       Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!

                                       Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!

                                       O negro zonzo saído da fornalha

                                       Tomou a palavra e respondeu

                                       — Sim pela graça de Deus

                                      Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!

                                      E fizeram o Carnaval

                                                         Oswald de Andrade, Poesias Reunidas.

    Considere as seguintes anotações referentes ao poema de Oswald de Andrade:

    I Mistura de registros linguísticos, níveis de linguagem e pessoas verbais incompatíveis entre si.

    II Paródia das narrativas que pretendem relatar a fundação do Brasil.

    III Glosa humorística do tema habitual das “três raças formadoras" do povo brasileiro.

    Contribui para o caráter carnavalizante do poema o que se encontra em  

    Escolha uma alternativa para a questão 83658f11-97
  • 2A6003D3-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Quase dez mil quilômetros de litoral. O Brasil é mundialmente famoso por suas praias, mas o mar também é elemento de grande força simbólica no campo literário, e não apenas em nosso país. Escritores de diferentes tempos relacionam o mar com ações contraditórias: é aquele elemento sereno, que traz a vida, mas também é cenário de turbulência, que provoca mortes e desgraças. Muitas vezes, até mesmo a ausência do mar transforma-se em material poético. Em outras, o mar é personificado, e poetas com ele conversam. Metafórico, calmo, tenebroso, ambivalente: o mar, essa imensa massa de água salgada, é a matéria que unifica a questão de literatura que você irá responder.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o
    poema “Mar português”.

    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!

    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu.
    Com base no poema, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a6003d3-36