Questões do ENEM: Modernismo
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484 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 25.
C838DE4E-E7 Texto 2“Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía. As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o, E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem pra meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo”.(Clarice Lispector, Felicidade Clandestina.)Sobre o romance “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, é CORRETO afirmar:C835CD57-E7 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 2“Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía. As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o, E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem pra meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo”.(Clarice Lispector, Felicidade Clandestina.)A respeito do conto “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector, assinale a alternativa CORRETA:A6F5B441-E7 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosA obra transita num tempo de decadência espacial. Uma sociedade patriarcal onde o dono da terra é o dono do poder, o dono da família, enfim o dono da mulher. A protagonista é uma personagem redonda, sofre mudanças profundas no decorrer da história. Por conseguinte, é uma personagem encantadora, marcada pela dor e pelos gestos calculados. O espaço é redondo, transformado pela decadência rural em função da industrialização. Assinale a alternativa que corresponde à obra aludida:23AF9BE8-E7 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTendo por base o poema de Olavo Bilac - “O incêndio de Roma”, assinale a alternativa correta.B51E8DAC-E6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a opção que identifica corretamente a característica deste excerto de "O burrinho pedrês", que integra o volume Sagarana, de João Guimarães Rosa:
"As ancas haiançam, e as vagas de dorsos, das vacas e touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na massa embolada, com atritos de couros, estralas de guampas; estrondos e baques, e o berro queixoso do gado Junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos de iá do sertão.''
B519E373-E6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a opção que identifica correta mente uma característica de Sagarana, de Jo io Guimarães Rosa:B516DDCA-E6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosSobre Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar que a grande novidade do narrador reside no modo de ele:3C015875-DA Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Campo Real · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosO poema “Entre o ser e as coisas” integra o livro Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade:Onda e amor, onde amor, ando indagandoao largo vento e à rocha imperativa,e a tudo me arremesso, nesse quandoamanhece frescor de coisa viva.Às almas, não, as almas vão pairando,e, esquecendo a lição que já se esquiva,tornam amor humor, e vago e brandoo que é de natureza corrosiva.N’água e na pedra amor deixa gravadosseus hieróglifos e mensagens, suasverdades mais secretas e mais nuas.E nem os elementos encantadossabem do amor que os punge e que é, pungindo,uma fogueira a arder no dia findo.Com base na leitura desse poema e na integridade do livro, assinale a alternativa correta.3BFB4478-DA Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Campo Real · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos“Clara era uma natureza amorfa, pastosa, que precisava mãos fortes que a modelassem e fixassem. Seus pais não seriam capazes disso. A mãe não tinha caráter, no bom sentido, para o fazer; limitava-se a vigiá-la caninamente; e o pai, devido aos seus afazeres, passava a maioria do tempo longe dela. E ela vivia toda entregue a um sonho lânguido de modinhas e descantes, entoadas por sestrosos cantores, como o tal Cassi e outros exploradores da morbidez do violão. O mundo se lhe representava como povoado de suas dúvidas, de queixumes de viola, a suspirar amor.” (Clara dos Anjos, p. 49)Considerando o trecho selecionado e a integridade do romance Clara dos Anjos, de Lima Barreto, assinale a alternativa correta.3BF4D260-DA Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Campo Real · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosA respeito da obra de Lima Barreto, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Raduan Nassar, assinale a alternativa correta.3343FE52-D8 Literatura
ArcadismoEnsino Einstein · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosSe, na Europa, este movimento é um protesto cultural, se o “mal do século”, a saudade do paraíso perdido são as consequências da industrialização e da ascensão da burguesia; no Brasil, onde a sociedade do Império compreende apenas grandes proprietários escravocratas e uma burguesia nascente, o movimento, produto de importação, corresponde a uma afirmação nacionalista.
(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.)
O movimento a que o texto se refere é o
970CB038-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosGraciliano Ramos versou em sua obra literária sobre vários temas. Um deles, diz respeito especificamente às perseguições políticas que ele e muitos dos seus contemporâneos sofreram durante os anos em que Getúlio Vargas governou o Brasil pela primeira vez: 1930-1945. Em qual obra Graciliano declina sobre esse período da vida brasileira?97099874-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosInúmeros são os poemas que Manuel Bandeira escreveu sobre a sua infância e, particularmente, sobre a sua cidade natal: Recife. Entre eles, podemos citar os poemas “Evocação do Recife” e “Profundamente”. Nesses dois poemas, Manuel Bandeira discorre sobre quais aspectos do Recife e da sua infância?1) A Rua da União e a casa dos seus avós.2) A lembrança daqueles que estão dormindo profundamente.3) As brincadeiras de infância e os primeiros deslumbramentos.4) A vida de boemia e de namoros que ele viveu no Recife.5) O período em que ele foi seminarista.Estão corretas, apenas:8E268B02-D5 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosSoneto de fidelidade.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes. Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 289.
O contato com a Literatura pode despertar em nós sentimentos, emoções e, sobretudo, gosto estético. Os poemas, especialmente, suscitam tudo isso. No caso concreto desse poema de Vinicius, fica evidente:1) uma espécie de volta à poética cultivada pelos poetas do período literário do Parnasianismo.2) a concepção de amor do eu-lírico, a qual foge da idealização do ‘amor para sempre e eterno’.3) o jogo de oposição entre a fugacidade do amor – ‘posto que é chama’ – e sua infinitude, ‘enquanto dure’.4) um certo afastamento das temáticas comuns à vida do cotidiano social das pessoas.Estão corretas:
8E1C37A6-D5 Literatura
ArcadismoCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 3Durante séculos, os jornais impressos eram o único meio regular de divulgação de notícias. Com o avanço das tecnologias de transmissão de informação (rádio, televisão, internet), o contexto de circulação das notícias foi radicalmente alterado.Um exemplo ilustra bem essa transformação. Em 11 de setembro de 2001, quando terroristas lançaram aviões contra alvos americanos, matando milhares de pessoas, a opinião pública acompanhou, pelas telas de computador e televisão, os dramáticos acontecimentos.Jornais impressos não teriam condições de levar as notícias a milhões de pessoas em todo o mundo à medida que os fatos iam acontecendo.Essa constatação nos obriga a concluir algo importante: a depender do meio em que circulam as notícias, elas assumem configurações diferentes. Uma notícia redigida para ser postada em um portal da internet provavelmente contará com menos informações do que a notícia equivalente que será publicada na edição do jornal no dia seguinte. Isso ocorre porque, com a necessidade de informar os fatos no exato instante em que acontecem, os portais da internet não têm como garantir o tempo necessário para a apuração mais minuciosa dos detalhesdo fato noticiado.É comum, inclusive, algumas das notícias veiculadas nesses portais serem atualizadas ao longo do dia, para acréscimo de detalhes e correção das informações iniciais que se mostram inexatas. Os jornais impressos não enfrentam essas dificuldades, porque dispõem de mais tempo e podem, assim, trazer informações mais completas e bem elaboradas.Maria Luiza Abaurre e Maria Bernadete Abaurre. Produção de Texto – interlocução e gêneros. São Paulo: Editora Moderna, 2007, p. 69. (Adaptado).
Podemos relacionar os períodos literários com marcos históricos de nossa trajetória política e social. É natural que possamos juntar os dois itens, pois a produção literária, como outras de caráter cultural, assume as formas que predominam no contexto político-social em que acontecem. Assim:3F1BDBBE-C4 Literatura
ArcadismoUEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem e leia o texto a seguir para responder à questão.

AMARAL, Tarsila do. Os operários, 1931. Disponível em: <http://www.arteeartistas.com.br/operarios-tarsila-do-amaral/>. Acesso em: 01 out. 2018.
Mulher proletária – única fábrica que o operário tem, (fabrica filhos)
tu
na tua superprodução de máquina humana
forneces anjos para o Senhor Jesus,
forneces braços para o senhor burguês.
Mulher proletária,
o operário, teu proprietário
há de ver, há de ver:
a tua produção ao contrário das máquinas burguesas
salvar o teu proprietário.
LIMA, Jorge de. Mulher proletária. In: Antologia poética. São Paulo: José Olympio, 1978, p. 21.
Em termos de periodização, tanto a pintura quanto o poema pertencem aoDC43EBFC-B2 Literatura
ModernismoUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir.Eu classifico São Paulo assim: O Palacio, é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos.(JESUS, C. M. Quarto de Despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 1997.).Sobre o fragmento destacado, considere as afirmativas a seguir.I. Nesta descrição de São Paulo, é perceptível a visão crítica da narradora a respeito dos políticos e da desigualdade social.II. A aproximação entre a favela e o quintal caracteriza o modo como a narradora se vê na sociedade.III. Nota-se, neste fragmento, o desejo da narradora em se tornar escritora.IV. Percebe-se a preocupação da narradora em apresentar uma descrição objetiva das mudanças pelas quais passou o espaço urbano.Assinale a alternativa correta.DC41181E-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosA obra Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus é escrita na forma de diário, que se inicia em 15 de julho de 1955 e termina em 1º de janeiro de 1960.
Sobre essa forma, assinale a alternativa correta.
DC3D75D0-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema a seguir.
não vai dar tempo
de viver outra vida
posso perder o trem
pegar a viagem errada
ficar parada
não muda nada
também
pode nunca chegar
a passagem de volta
e meia vamos dar
(RUIZ S., Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p. 171.)
Com base no poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O sujeito lírico defende uma concepção de amor avessa a aventuras e ímpetos.
II. O sujeito lírico deposita ênfase na ideia de aceleração, segundo a qual, é preciso fazer tudo funcionar satisfatoriamente no presente.
III. O terceiro e o quarto versos apontam imagens que remetem a riscos e insucessos.
IV. O sujeito lírico no feminino assume a condição de uma mulher que rejeita a passividade.
Assinale a alternativa correta.
DC2FD707-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, extraído do conto “Os laços de família”, do livro Laços de família, e responda à questão.Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada...– ... Não esqueci de nada? perguntou a mãe.Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas – porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou... Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra, e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.– Não vá pegar corrente de ar! Gritou Catarina.– Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência.(LISPECTOR, C. Laços de família. 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 112-113.)Quanto à relação entre o conto “Os laços de família” e os demais contos do livro, assinale a alternativa correta.