Questões do ENEM: Modernismo
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484 questões encontradas. Mostrando a página 8 de 25.
DC2C0E42-B2 Leia o trecho a seguir, extraído do conto “Os laços de família”, do livro Laços de família, e responda à questão.Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada...– ... Não esqueci de nada? perguntou a mãe.Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas – porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou... Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra, e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.– Não vá pegar corrente de ar! Gritou Catarina.– Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência.(LISPECTOR, C. Laços de família. 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 112-113.)Sobre a frase “Sua mãe lhe doía, era isso.”, na primeira linha do trecho, assinale a alternativa correta.DC27A25C-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, extraído do conto “Preciosidade”, do livro Laços de família, e responda à questão.
Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade, no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou.
O primeiro impulso, diante de seu erro, foi o de refazer para trás os passos dados e entrar em casa até que eles passassem: “Eles vão olhar para mim, eu sei, não há mais ninguém para eles olharem e eles vão me olhar muito!” Mas como voltar e fugir, se nascera para a dificuldade. Se toda a sua lenta preparação tinha o destino ignorado a que ela, por culto, tinha que aderir. Como recuar, e depois nunca esquecer a vergonha de ter esperado em miséria atrás de uma porta?
(LISPECTOR, C. Laços de família. 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 101-102.)
Com base no trecho do conto, assinale a alternativa correta.DC238112-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, extraído do conto “Preciosidade”, do livro Laços de família, e responda à questão.
Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade, no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou.
O primeiro impulso, diante de seu erro, foi o de refazer para trás os passos dados e entrar em casa até que eles passassem: “Eles vão olhar para mim, eu sei, não há mais ninguém para eles olharem e eles vão me olhar muito!” Mas como voltar e fugir, se nascera para a dificuldade. Se toda a sua lenta preparação tinha o destino ignorado a que ela, por culto, tinha que aderir. Como recuar, e depois nunca esquecer a vergonha de ter esperado em miséria atrás de uma porta?
(LISPECTOR, C. Laços de família. 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 101-102.)
Com base no trecho, assinale a alternativa correta.7528DD8F-51 Literatura
Escolas LiteráriasUNIFESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosPara exprimir seu pensamento, este escritor teve de forjar uma língua que é só dele. O leitor que aborda pela primeira vez um de seus livros fica desconcertado com a obscuridade dessa língua. Mas ao mesmo tempo é subjugado, e enfeitiçado, por essa maneira inteiramente nova de dizer as coisas. E pouco a pouco tudo começa a adquirir um sentido, um sentido múltiplo, ambíguo, numa palavra, poético. Seu vocabulário é inteiramente renovado pela prática sistemática do neologismo. Todos os recursos da fonética são explorados.
(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.)
O texto refere-se ao escritor
752357C7-51 Literatura
Escolas LiteráriasUNIFESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosA verve social da poesia de João Cabral de Melo Neto mostra-se mais evidente nos versos:
74FCAFD6-51 Literatura
ArcadismoUNIFESP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosOs ______ haviam “civilizado” a imagem do índio, injetando nele os padrões do cavalheirismo convencional. Os _________, ao contrário, procuraram nele e no negro o primitivismo, que injetaram nos padrões da civilização dominante como renovação e quebra das convenções acadêmicas.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por
FEC8A059-1B Literatura
Escolas LiteráriasUNESPAR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosNo início do século XX, foram criadas as primeiras emissoras de rádio e as linhas de transporte público no Brasil, sendo que o contraste entre esse mundo moderno e o mundo natural foi tema de muitos trabalhos artísticos.
Os artistas modernistas brasileiros manifestavam em suas obras:
B8587CF8-10 Literatura
Escolas LiteráriasIF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTexto I:

Com base na leitura da charge e de acordo com seus conhecimentos literários, podemos aproximá-la à estética:
D8B6554B-F1 Literatura
Escolas LiteráriasUNICAMP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosEm 1961, o poeta António Gedeão publica o livro Máquina de Fogo. Um dos poemas é “Lágrima de Preta”. Musicado por José Niza, foi gravado por Adriano Correia de Oliveira, em 1970, e incluído no seu álbum “Cantaremos”. A canção foi censurada pelo governo português.Lágrima de pretaEncontrei uma pretaque estava a chorar,pedi-lhe uma lágrimapara a analisar.Recolhi a lágrimacom todo o cuidadonum tubo de ensaiobem esterilizado.Olhei-a de um lado,do outro e de frente:tinha um ar de gotamuito transparente.Mandei vir os ácidos,as bases e os sais,as drogas usadasem casos que tais.Ensaiei a frio,experimentei ao lume,de todas as vezesdeu-me o que écostume:Nem sinais de negro,nem vestígios de ódio.Água (quase tudo)e cloreto de sódio.(António Gedeão, Máquina de fogo. Coimbra: Tipografia da Atlântida,1961, p. 187.)Os versos anteriores articulam as linguagens literária e científica com questões de ordem ética e política. Considerando o contexto de produção e recepção de “Lágrima de Preta” (anos 1960 e 1970, em Portugal), o propósito artístico desse poema é
10F1FDCB-CC Literatura
ArcadismoIF-RR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosIdentifique a única alternativa em que a relação escola literária – características - autor está incorreta:41CAA586-CC Literatura
Escolas LiteráriasUFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.
[...]Coração, portal vermelhoPedra, com plumagem de aveCobra, coral que arranhaE alisaE é pele de salDelírio ao olhar pras Cagarras
Pupila, kajal tão verdeEsmeralda, manchada de somOnda, dedilhar que afogaE desabaO meu temporalArrepio ao cantar das cigarras
Cabelo, silêncio da noiteNegrume, cintura de raioBicho, seu dançar me engoleE desabotoaO meu ato finaDeslizo ao chorar das guitarras(E ao cantar das cigarras)Fumaça!Manchada de somFumaça!Na pista a luz de cigarrosEu sou do tipo que também passa malCom ciúmes do sabor da fumaçaQue penetra sua bocaEsse amor marginal[...]
NOPORN. Fumaça. In: NOPORN. Boca. São Paulo: Tratore Distribuidora dos Independentes, 2016. 1 CD. Faixa 3 (4’48”)
A canção “Fumaça”, do duo NoPorn, composto por Liana Padilha e Luca Lauri, emprega dois recursos caros a duas poéticas da virada do século XIX para o século XX: primeiro, a aproximação de elementos distantes, criando novas realidades, por vezes oníricas, como a imagem de uma “pedra, com plumagem de ave”; segundo, a sinestesia, que promove o cruzamento de sensações, perceptível em construções como “manchada de som” e “sabor da fumaça”. O primeiro e o segundo recursos criativos expostos podem ser associados, respectivamente, ao:
6A6101E9-A5 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLevando-se em consideração as obras selecionadas e seus personagens, é correto afirmar que6C76A170-FF Literatura
Escolas LiteráriasURCA · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosSobre a obra Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, é correto afirmar:6C5BDAA4-FF Literatura
Escolas LiteráriasURCA · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosESPINHOS E FLORES
Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa cousa em matéria de edificação de cidade. A topografia do local, caprichosamente montuosa, influiu decerto para tal aspecto, mais influíram, porém, os azares das construções. Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiam como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começam largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas; dão voltas, circuitos inúteis e parecem fugir ao alinhamento reto com um ódio tenaz e sagrado. Às vezes se sucedem na mesma direção com uma frequência irritante, outras se afastam, e deixam de permeio um longo intervalo coeso e fechado de casas. Num trecho, há casas amontoadas umas sobre outras numa angústia de espaço desoladora, logo adiante um vasto campo abre ao nosso olhar uma ampla perspectiva.
Marcham assim ao acaso as edificações e conseguintemente o arruamento. Há casas de todos os gostos e construídas de todas as formas. Vai-se por uma rua a ver um correr de chalets, de porta e janela, parede de frontal, humildes e acanhados, de repente se nos depara uma casa burguesa, dessas de compoteiras na cimalha rendilhada, a se erguer sobre um porão alto com mezaninos gradeados. Passada essa surpresa, olha-se acolá e dá-se com uma choupana de pau-a-pique, coberta de zinco ou mesmo palha, em torno da qual formiga uma população; adiante, é uma velha casa de roça, com varanda e colunas de estilo pouco classificável, que parece vexada a querer ocultar-se, diante daquela onda de edifícios disparatados e novos. Não há nos nossos subúrbios cousa alguma que nos lembre os famosos das grandes cidades européias, com as suas vilas de ar repousado e satisfeito, as suas estradas e ruas macadamizadas e cuidadas, nem mesmo se encontram aqueles jardins, cuidadinhos, aparadinhos, penteados, porque os nossos, se os há, são em geral pobres, feios e desleixados.
Os cuidados municipais também são variáveis e caprichosos. Às vezes, nas ruas, há passeios em certas partes e outras não; algumas vias de comunicação são calçadas e outras da mesma importância estão ainda em estado de natureza. Encontra-se aqui um pontilhão bem cuidado sobre um rio seco e passos além temos que atravessar um ribeirão sobre uma pinguela de trilhos mal juntos. Há pelas ruas damas elegantes, com sedas e brocados, evitando a custo que a lama ou o pó lhes empane o brilho do vestido; há operário de tamancos; há peralvilhos à última moda; há mulheres de chita; e assim pela tarde, quando essa gente volta do trabalho ou do passeio, a mescla se faz numa mesma rua, num quarteirão, e quase sempre o mais bem posto não é que entra na melhor casa. Além disto, os subúrbios têm mais aspectos interessantes, sem falar no namoro epidêmico e no espiritismo endêmico; as casas de cômodos (quem as suporia lá!) constituem um deles bem inédito. Casas que mal dariam para uma pequena família, são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino. Não se podem imaginar profissões mais tristes e mais inopinadas da gente que habita tais caixinhas. Além dos serventes de repartições, contínuos de escritórios, podemos deparar velhas fabricantes de rendas de bilros, compradores de garrafas vazias, castradores de gatos, cães e galos, mandingueiros, catadores de ervas medicinais, enfim, uma variedade de profissões miseráveis que as nossas pequena e grande burguesias não podem adivinhar. Às vezes, num cubículo desses se amontoa uma família, e há ocasiões em que os seus chefes vão a pé para a cidade por falta do níquel do trem. Ricardo Coração dos Outros morava em uma pobre casa de cômodos de um dos subúrbios. Não era das sórdidas, mas era uma casa de cômodos dos subúrbios. Desde anos que ele a habitava e gostava da casa que ficava trepada sobre uma colina, olhando da janela do seu quarto para uma ampla extensão edificada que ia da Piedade a Todos os Santos.
Vistos assim do alto, os subúrbios têm a sua graça. As casas pequeninas, pintadas de azul, de branco, de oca, engastadas nas comas verde-negras das mangueiras, tendo de permeio, aqui e ali, um coqueiro ou uma palmeira, alta e soberba, fazem a vista boa e a falta de percepção do desenho das ruas põe no programa um sabor de confusão democrática, de solidariedade perfeita entre as gentes que as habitavam; e o trem minúsculo, rápido, atravessa tudo aquilo, dobrando à esquerda, inclinando-se para a direita, muito flexível nas suas grandes vértebras de carros, como uma cobra entre pedrouços. Era daquela janela que Ricardo espraiava as suas alegrias, as suas satisfações, os seus triunfos e também os seus sofrimentos e mágoas. Ainda agora estava ele lá, debruçado no peitoril, com a mão em concha no queixo, colhendo com a vista uma grande parte daquela bela, grande e original cidade, capital de um grande país, de que ele a modos que era e se sentia ser, a alma, consubstanciado os seus tênues sonhos e desejos em versos discutíveis, mas que a plangência do violão, se não lhes dava sentido, dava um quê de balbucio, de queixume dorido da pátria criança ainda, ainda na sua formação... Em que pensava ele? Não pensava só, sofria também. Aquele tal preto continuava na sua mania de querer fazer a modinha dizer alguma cousa, e tinha adeptos. Alguns já o citavam como rival dele, Ricardo; outros já afirmavam que o tal rapaz deixava longe o Coração dos Outros, e alguns mais – ingratos! – já esqueciam os trabalhos, o tenaz trabalhar de Ricardo Coração dos Outros em prol do levantamento da modinha e do violão, e nem nomeavam o abnegado obreiro.
(Triste Fim de Policarpo Quaresma, pp.160-165)
É correto afirmar sobre as personagens da narrativa de Lima Barreto, EXCETO:211DEAE6-00 Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosSobre o Modernismo no Brasil, é correto considerar que13C10EEF-FD Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosAssinale o que for incorreto sobre Clarice Lispector e seus contos em Laços de Família.FE774EF3-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, é correto afirmar:FE61591B-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosPintor da soledade nos vestíbulosde mármore e losango, onde as colunasse deploram silentes, sem que as pombasvenham trazer um pouco do seu ruflo;traça das finas torres consumidasno vazio mais branco e na insolvênciade arquiteturas não arquitetadas,porque a plástica é vã, se não comove,ó criador de mitos que sufocam,desperdiçando a terra, e já recuampara a noite, e no charco se constelam,por teus condutos flui um sangue vago,e nas tuas pupilas, sob o tédio,é a vida um suspiro sem paixão.Sobre o poema “A tela contemplada”, presente em Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, reproduzido acima, é correto afirmar:FE5269D4-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosSobre Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, é correto afirmar queFE45B9C7-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosAssinale a opção que identifica corretamente a narrativa de Contos Novos, de Mario de Andrade, a que se refere o crítico Anatol Rosenfeld na seguinte afirmação: “Este conto magistral lança um clarão sobre as cisões e contradições que se manifestam numa sociedade em transição, ainda presa de padrões paternalistas, mas em vias de democratização, urbanização e industrialização”.