Questões do ENEM: Escolas Literárias
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
- Filtrando por
- Escolas LiteráriasRemover este filtro
Resultados
1.143 questões encontradas. Mostrando a página 16 de 58.
60D5EAFB-09 Nos anos em que atuaram estes escritores, a poesia brasileira percorreu os meandros do extremo subjetivismo, à Byron e à Musset. Alguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a plena juventude, darão exemplo de toda uma temática emotiva de amor e morte, dúvida e ironia, entusiasmo e tédio.(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2006. Adaptado.)O texto refere-seB1FCD3BD-05 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosA região Nordeste, e sua realidade sofrida, dura e frequentemente castigada pelas agruras de grandes estiagens, foi tema de grandes produções literárias, entre as quais convém citar as obras:1) Vidas Secas, de Graciliano Ramos, à volta de personagens, como Fabiano, Sinhá Vitória, os filhos e a cachorra Baleia.2) O Quinze, de Rachel de Queiroz, que narra o drama da seca de 1915: “o cenário é a caatinga, caracterizada pela seca que devasta a vegetação e o solo, e castiga seus habitantes.”3) Seara Vermelha, de Jorge Amado, que gira em torno da saga de migrantes nordestinos que fogem da privação provocada pela seca.Está(ão) correta(s):B1F9A935-05 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosNo Brasil, o chamado Movimento Modernista:1) buscou a valorização da identidade, da história e da cultura nacionais.2) defendeu a liberdade de criação da obra literária, incorporando temas, vocabulário e sintaxes peculiares aos usos nacionais.3) cultivou a expressão do cotidiano, optando, assim, na prosa, pelo uso de uma linguagem coloquial e, na poesia, pelo verso livre.4) na primeira geração de seus autores teve como expoentes Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade.5) na segunda geração, contou com as obras de Manuel Bandeira (Cinza das Horas) e de João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina).Estão corretas:B1F61006-05 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosO Romantismo brasileiro se distinguiu, em relação a outros períodos da literatura nacional, pois:B1F2B3A2-05 Literatura
BarrocoCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro da circunferência, que, quanto mais continuadas, tantos menos unidas. (..) A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso quanto mais o amor?(Padre Antonio Vieira, Sermão do mandato)Padre António Vieira é reconhecido como um dos expoentes do período literário conhecido como o Barroco, período:1) que reflete um momento conturbado da história do continente europeu.2) caracterizado pelo desequilíbrio entre razão e emoção, pela expressão da dualidade humana.3) cuja visão conflitante se manifestava pelo uso reiterado de figuras de linguagem, sobretudo de inversões e de antíteses.4) em que à retórica argumentativa foi atribuída uma função socialmente relevante, como no trecho do sermão mostrado acima.Estão corretas:CBF7B1BB-03 Literatura
ArcadismoUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o comentário (adaptado) do crítico Sânzio de Azevedo, publicado em 2006:“Identificação da poesia com a escultura; correção métrica e gramatical; ausência de sentimentalismo (mas não de sentimento); ‘mot juste’, a palavra exata; gosto pelos poemas descritivos e/ou narrativos; uso do alexandrino (o que nem sempre foi seguido); apreço pela rima (raros poemas em versos brancos); predileção pela forma fixa (soneto, balada etc); presença da mitologia greco-latina; história grega ou romana; exotismo, focalizando o mundo oriental; tudo isso constitui o conjunto das principais características desse movimento.”O texto refere-se ao4CD39B9E-FD Literatura
Escolas LiteráriasEscola Superior de Propaganda e Marketing · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosQuando se conversa, deve-se evitar as frases feitas que são verdadeiras chapas. Exemplos: em um enterro, dizer “que não se morre senão uma vez”, que “basta estar vivo para morrer”, que “o morto é feliz porque deixou de sofrer”, que “Deus sabe o que faz e escreve certo por linhas tortas” ou que “as grandes dores são mudas”. Quando se visita um doente, não há necessidade de levar no bolso sentenças desse jaez: “a saúde é a maior das fortunas”, “somos nós que pagamos pelos excessos de nossos pais” ou “a ciência, que tudo pode, ainda não encontrou remédio para os pequenos males”. Em todos os setores das atividades sociais, há frases no mesmo estilo e que convém deixar ao cuidado do Conselheiro Acácio que nelas se esmerou.(Marcelino de Carvalho, Guia de Boas Maneiras)Personagem da obra O Primo Basílio, a figura fictícia Conselheiro Acácio, citada no texto, tornou-se célebre como:DA942CCA-76 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder a questão.Ezequiel, quando começou o capítulo anterior, não era ainda gerado; quando acabou era cristão e católico. Este outro é destinado a fazer chegar o meu Ezequiel aos cinco anos, um rapagão bonito, com os seus olhos claros, já inquietos, como se quisessem namorar todas as moças da vizinhança, ou quase todas.Agora, se considerares que ele foi único, que nenhum outro veio, certo nem incerto, morto nem vivo, um só e único, imaginarás os cuidados que nos deu, os sonos que nos tirou, e que sustos nos meteram as crises dos dentes e outras, a menor febrícula, toda a existência comum das crianças. A tudo acudíamos, segundo cumpria e urgia, cousa que não era necessário dizer, mas há leitores tão obtusos, que nada entendem, se lhes não relata tudo e o resto. Vamos ao resto. (Dom Casmurro. São Paulo, Globo, 1997)Condizente com a estética do realismo brasileiro, a linguagem de Dom Casmurro caracteriza-se por
DA8E4C48-76 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder a questão.Ezequiel, quando começou o capítulo anterior, não era ainda gerado; quando acabou era cristão e católico. Este outro é destinado a fazer chegar o meu Ezequiel aos cinco anos, um rapagão bonito, com os seus olhos claros, já inquietos, como se quisessem namorar todas as moças da vizinhança, ou quase todas.Agora, se considerares que ele foi único, que nenhum outro veio, certo nem incerto, morto nem vivo, um só e único, imaginarás os cuidados que nos deu, os sonos que nos tirou, e que sustos nos meteram as crises dos dentes e outras, a menor febrícula, toda a existência comum das crianças. A tudo acudíamos, segundo cumpria e urgia, cousa que não era necessário dizer, mas há leitores tão obtusos, que nada entendem, se lhes não relata tudo e o resto. Vamos ao resto. (Dom Casmurro. São Paulo, Globo, 1997)Em Dom Casmurro, Bentinho é o narrador que
DA8847F1-76 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Virtual de São Paulo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder a questão.Ezequiel, quando começou o capítulo anterior, não era ainda gerado; quando acabou era cristão e católico. Este outro é destinado a fazer chegar o meu Ezequiel aos cinco anos, um rapagão bonito, com os seus olhos claros, já inquietos, como se quisessem namorar todas as moças da vizinhança, ou quase todas.Agora, se considerares que ele foi único, que nenhum outro veio, certo nem incerto, morto nem vivo, um só e único, imaginarás os cuidados que nos deu, os sonos que nos tirou, e que sustos nos meteram as crises dos dentes e outras, a menor febrícula, toda a existência comum das crianças. A tudo acudíamos, segundo cumpria e urgia, cousa que não era necessário dizer, mas há leitores tão obtusos, que nada entendem, se lhes não relata tudo e o resto. Vamos ao resto. (Dom Casmurro. São Paulo, Globo, 1997)Uma característica do estilo de Machado de Assis que pode ser observada nesse trecho diz respeito ao modo como o narrador
2A934907-FF Literatura
Escolas LiteráriasCentro Universitário Christus · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosTorce, aprimora, alteia, limaA frase, e enfim,No verso de ouro engasta a rimaComo um rubimQuero que a estrofe cristalina,Dobrada ao jeitoDo ourives, sai da oficina...........................................Assim procedo. Minha penaSegue esta norma,Por te servir, Deusa serena,Serena forma.BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira.40a ed. Cultrix, São Paulo. p. 227.Nesse fragmento, de Olavo Bilac, observa-se que o poeta parnasiano define a palavra como algo que não se identifica com a substância das coisas, mas veste-a de forma magnífica. Nesse fragmento, fica evidente uma das características da poesia parnasiana, no caso,
75CD403B-FD Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema “Inquietação”, de Helena Kolody, publicado em Viagem no espelho:
Inquietação
O ritmo febril de um sangue moço
Lateja em minhas fontes.
As tendências recalcadas
Rumorejam surdamente,
Como larvas represadas,
Eu não sei que perdidas regiões do inconsciente.
Não possuo mais a antiga serenidade
De alta montanha nevada.O amor quis envolver-me
E eu me esquivei.
Essa tristeza que me oprime
Tornou-se mais espessa
E pesou mais o meu destino de ser só.O esforço gasto em árdua luta
Partiu não sei que amarras
Que me prendiam à vida.
Meu espírito, desarvorado,
Deixa-se vagar ao sabor da corrente.
Não quer aportar.KOLODY, Helena. Inquietação. In: ___. Viagem no espelho. Curitiba: Ed. da UFPR, 1995. p. 231.
Assinale a alternativa INcorreta sobre o poema “Inquietação”, de Helena Kolody.
75C824BC-FD Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento que inicia “Devaneios e embriaguez duma rapariga”, conto de Clarice Lispector, publicado em Laços de família.
Pelo quarto parecia-lhe estarem a se cruzar os eletricos, a estremecerem-lhe a imagem refletida. Estava a se pentear vagarosamente diante da penteadeira de tres espelhos, os bracos brancos e fortes arrepiavamse à frescurazita da tarde. Os olhos nao se abandonavam, os espelhos vibravam ora escuros, ora luminosos. Cá fora, duma janela mais alta, caiu à rua uma cousa pesada e fofa. Se os miudos e o marido estivessem à casa, já lhe viria à ideia que seria descuido deles. Os olhos nao se despregavam da imagem, o pente trabalhava meditativo, o roupao aberto deixava aparecerem nos espelhos os seios entrecortados de várias raparigas.
"A Noite!", gritou o jornaleiro ao vento brando da Rua do Riachuelo, e alguma cousa arrepiou-se pressagiada. Jogou o pente à penteadeira, cantou absorta: "quem viu o par-dal-zito... passou pela jane-la... voou pr'alem do Mi-nho!" — mas, colerica, fechou-se dura como um leque.
Deitou-se, abanava-se impaciente com um jornal a farfalhar no quarto. Pegou o lenco, aspirava-o a comprimir o bordado áspero com os dedos avermelhados. Punha-se de novo a abanar-se, quase a sorrir. Ai, ai, suspirou a rir. Teve a visao de seu sorriso claro de rapariga ainda nova, e sorriu mais fechando os olhos, a abanar-se mais profundamente. Ai, ai, vinha da rua como uma borboleta.
[...]
LISPECTOR, Clarice. Devaneios e embriaguez duma rapariga. In: ___. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 5.
Assinale a alternativa correta sobre o fragmento de texto apresentado para a questão.
75C27A79-FD Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosEm “A causa secreta”, conto de Machado de Assis, incluído em Várias histórias, é INcorreto afirmar que75BE6E11-FD Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosEm Toda poesia, de Paulo Leminski, não há ocorrência de75B6518F-FD Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre a obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, é INcorreto afirmar que6C86988C-FD Literatura
Escolas LiteráriasUFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento de O visitante, de Hilda Hilst, para responder a QUESTÃO.O visitante (1968)ANA (tecendo ou próximo do tear, como se estivesse acabado de tecer alguma coisa): muitas vezes tenho saudade das tuas pequenas roupas. Eram tão macias! (sorrindo) Tinha uma touca que, por engano meu, quase te cobria os olhos.MARIA (seca): É bem do que eu preciso ainda hoje: antolhos.ANA (meiga): E uma camisola tão comprida... branca. Nos punhos e no decote, coloquei umas fitas. E te arrastavas, choravas se, de repente, na noite, não me vias.MARIA: Agora vejo-te sempre. Cada noite. Cada dia. (pausa)ANA: Eras mansa. Me amavas. Ainda me amas agora?MARIA: Ah, que pergunta! As coisas se transformam. Nós também.ANA: A casa ainda é a mesma. E a mesa e...MARIA (interrompendo): A casa, a mesa... todas essas coisas vivem mais do que nós. Ficam aí paradas. E assim mesmo envelhecem. Tu pensas que são as mesmas coisas e não são. (...)Fonte: HILST, Hilda. Volume I. São Paulo: Nankin Editorial, 2000, p. 101.Considerando a leitura do trecho de O visitante, assinale a alternativa CORRETA quanto ao gênero literário.
6C82A7A0-FD Literatura
Escolas LiteráriasUFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento do poema Cantoria, de Cora Coralina, para responder a QUESTÃO.CantoriaMeti o peito em Goiáse canto como ninguém.Canto as pedras,canto as águas,as lavadeiras, também.Cantei um velho quintalcom murada de pedra.Cantei um portão altocom escada caída.Cantei a casinha velhade velha pobrezinha.Cantei colcha furadaestendida no lajedo;muito sentida,pedi remendos pra ela. (...)Fonte: CORALINA, Cora. Meu livro de Cordel. São Paulo: Global, 2013, p. 9.A partir da leitura do excerto de Cantoria, é INCORRETO afirmar que
6C7E556D-FD Literatura
Escolas LiteráriasUFT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento de Terra Sonâmbula, do escritor moçambicano Mia Couto, para responder a QUESTÃO.Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte. (...)COUTO, Mia. Terra sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 9.Observando a passagem do romance, é CORRETO afirmar que
6C7A2FDA-FD Literatura
Escolas LiteráriasUFT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia a seguir o fragmento do poema Mundo Pequeno, de Manoel de Barros, para responder a QUESTÃO.Mundo PequenoDescobri aos 13 anos que o que me dava prazer nasleituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,esse gosto esquisito.Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,o Padre me disse.Ele fez um limpamento em meus receios.O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,pode muito que você carregue para o resto davida um certo gosto por nadas...E se riu.Você não é de bugre? – ele continuou.Que sim, eu respondi.Veja que bugre só pega por desvios, não anda emestradas –Pois é nos desvios que encontra as melhoressurpresas e os ariticuns maduros.Há que apenas saber errar bem o seu idioma.Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor deagramática.Fonte: BARROS, Manoel de. O livro das Ignorãças. In: Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010, p. 319-320.O excerto do poema traz o descobrimento, inquietação e questionamento do menino Manoel pela “doença das frases”.É CORRETO afirmar que esta doença pode ser lida como um desvio: