Questões do ENEM: Escolas Literárias

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1.143 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 58.

  • C9ED33C7-CC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Sete annos de pastor Jacob servia


    Luís Vaz de Camões


    Sete annos de pastor Jacob servia

    Labão, pae de Raquel, serrana bella:

    Mas n˜ao servia ao pae, servia a ella,

    Que a ella só por premio pertendia.


    Os dias na esperança de hum só dia

    Passava, contentando-se com vella:

    Porém o pae, usando de cautella,

    Em lugar de Raquel lhe deo a Lia.


    Vendo o triste Pastor que com enganos

    Assi lhe era negada a sua Pastora,

    Como se a não tivera merecida;


    Começou a servir outros sete annos,

    Dizendo: Mais servíra, senão fôra

    Para tão longo amor tão curta a vida.


    Fonte: CAMOES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle.

    Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos.
    Escolha uma alternativa para a questão c9ed33c7-cc
  • CA2CCFA8-5A

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o poema abaixo, de Manuel Bandeira.



    O Bicho


    Vi ontem um bicho

    Na imundície do pátio

    Catando comida entre os detritos.

    Quando achava alguma coisa,

    Não examinava nem cheirava:

    Engolia com voracidade.


    O bicho não era um cão,

    Não era um gato,

    Não era um rato.


    O bicho, meu Deus, era um homem.



    Assinale a alternativa correta em relação ao poema.  

    Escolha uma alternativa para a questão ca2ccfa8-5a
  • CA129C37-5A

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere os trechos abaixo, retirados da obra A falência, de Júlia Lopes de Almeida, e a leitura integral da obra.



    I. — Minha senhora, eu sou da opinião de que a mulher nasceu para mãe de família. Crie os seus filhos, seja fiel ao seu marido, dirija bem a sua casa e terá cumprido a sua missão. Este foi sempre o meu juízo e não me dei mal com ele; não quis casar com mulher sabichona. É nas medíocres que se encontram as esposas.


    II. (...) tinha ascendência sobre a criadagem, que a tratava por dona. Mesmo entre os brancos a palavra da sua experiência era ouvida com acatamento. Ela era a mulher desembaraçada, a doceira dos grandes dias de festa, a única das engomadeiras capaz de satisfazer as impertinências do dono da casa; ninguém sabia como a (...) preparar um remédio, um suadouro, nem dar um escalda-pés sinapisado, nem tão bem escolher o peixe, preparar um pudim ou vestir uma criança.


    III. Aos doze anos conservava o seu ar estúpido e humilde; não conhecia uma letra, mas ensinava as criadas novas a varrerem a casa e a porem a mesa com perfeição. Como o Mário lhe bateu um dia com os arreios do seu cavalo de pau, Francisco Theodoro resolveu pô-la em um colégio, de pensionista, recomendando uma instrução prática, nada ornamental.



    Assinale a alternativa correta acerca dos perfis femininos que compõem o enredo.

    Escolha uma alternativa para a questão ca129c37-5a
  • CA0FC5B2-5A

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta a respeito do enredo de alguns contos de Várias histórias, de Machado de Assis.
    Escolha uma alternativa para a questão ca0fc5b2-5a
  • CA0D3515-5A

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    No bloco superior abaixo, estão listados nomes de poetas brasileiros; no inferior, alguns excertos de poemas representantes da poesia árcade, barroca, romântica e simbolista brasileiras.



    Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.


    1 – Álvares de Azevedo


    2 – Casimiro de Abreu


    3 – Cruz e Souza


    4 – Gregório de Matos


    5 – Tomás Antônio Gonzaga



    ( ) Pintam, Marília, os Poetas A um menino vendado, Com uma aljava de setas, Arco empunhado na mão; Ligeiras asas nos ombros, O tenro corpo despido, E de Amor, ou de Cupido São os nomes, que lhe dão.


    ( ) Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas! Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas… Incensos dos turíbulos das aras Formas do Amor, constelarmente puras, De Virgens e de Santas vaporosas… Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas…


    ( ) Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido; Antes, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.


    ( ) Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã!



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão ca0d3515-5a
  • E3305132-40

    Literatura

    Escolas Literárias
    Associação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o movimento da Catequese Poética, criado pelo poeta catarinense Lindolf Bell, na década de 1960, juntamente com a simbologia das águas como eixo norteador da leitura do poema VI.


    VI

    A linha do horizonte
    atravessa meus olhos

    Meus olhos
    que a linha final da morte atravessará

    A linha do horizonte
    viverá de horizonte a horizonte

    Sem meus olhos
    E sem a minha vida

    BELL, Lindolf. O Código das Águas. Global: 1984.


    A partir da leitura, assinale a alternativa CORRETA
    Escolha uma alternativa para a questão e3305132-40
  • 99DBE23C-3C

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considerando os dois textos (IV e V), é possível afirmar que “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, pode ser considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento barroco, uma vez que, dentre outras características:
    Escolha uma alternativa para a questão 99dbe23c-3c
  • BA77DE2C-3C

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO IV


    Prosopopéia
    Bento Teixeira


    I


    Cantem Poetas o Poder Romano,
    Sobmetendo Nações ao jugo duro;
    O Mantuano pinte o Rei Troiano,
    Descendo à confusão do Reino escuro;
    Que eu canto um Albuquerque soberano,
    Da Fé, da cara Pátria firme muro,
    Cujo valor e ser, que o Ceo lhe inspira,
    Pode estancar a Lácia e Grega lira.


    II


    As Délficas irmãs chamar não quero,
    que tal invocação é vão estudo;
    Aquele chamo só, de quem espero
    A vida que se espera em fim de tudo.
    Ele fará meu Verso tão sincero,
    Quanto fora sem ele tosco e rudo,
    Que per rezão negar não deve o menos
    Quem deu o mais a míseros terrenos.


    Fonte: TEIXEIRA, Bento. Prosopopeia. Rio de Janeiro: Typ. do Imperial Instituto Artistico, 1873. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242781. Acesso em: 09/07/2024.


    GLOSSÁRIO:

    Délficas: Musas, deusas da poesia e irmãs de Apolo por parte de pai (Zeus)
    Lácia: referente ao Lácio, região da Itália central. 


    TEXTO V


    Nas palavras do crítico literário Alfredo Bosi, a intenção do poeta Bento Teixeira, ao escrever o poema épico “Prosopopeia”, é “encomiástica, e o objeto do louvor Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, que encetava a sua carreira de prosperidade graças à cana-de-açúcar. A imitação de Os Lusíadas é assídua, desde a estrutura até o uso dos chavões da mitologia e dos torneios sintáticos. O que há de não-português (mas não diria: de brasileiro) no poemeto, como a ‘Descrição do Recife de Pernambuco’, ‘Olinda Celebrada’ e o canto dos feitos de Albuquerque Coelho, entra a título de louvação da terra enquanto colônia, parecendo precoce a atribuição de um sentimento nativista a qualquer dos passos citados”.


    Fonte: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015, p. 36. 


    GLOSSÁRIO: 

    Encomiástico: elogioso, que faz elogio a algo ou alguém.
    Considerando os dois textos (IV e V), é possível afirmar que “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, pode ser considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento barroco, uma vez que, dentre outras características:
    Escolha uma alternativa para a questão ba77de2c-3c
  • BA7280EF-3C

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO III


    Desenganos da vida humana, metaforicamente

    Gregório de Matos* 


    É a vaidade, Fábio, nesta vida,
    Rosa, que da manhã lisonjeada,
    Púrpuras mil, com ambição dourada,
    Airosa rompe, arrasta presumida.


    É planta, que de abril favorecida,
    Por mares de soberba desatada,
    Florida galeota empavesada,
    Sulca ufana, navega destemida.


    É nau enfim, que em breve ligeireza
    Com presunção de Fênix generosa,
    Galhardias apresta, alentos preza:


    Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
    De que importa, se aguarda sem defesa
    Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


    *Poema antologicamente reconhecido como de autoria de Gregório de Matos


    Fonte: MATOS, Gregório. Desenganos da vida humana, metaforicamente In: Wisnik, José Miguel (org.). Poemas escolhidos de Gregório de Matos. Edição vestibular. São Paulo: Companhia das letras, 2015, p.340.


            GLOSSÁRIO:

    Airosa : esbelto, gracioso.
    Soberba : orgulho, altivez.
    Galheota : pequena embarcação a remo, usada para o transporte do rei.
    Presumida : vaidosa.
    De abril favorecida : favorecida pela primavera que inicia em abril na Europa.
    Empavesado : enfeitado, adornado, guarnecido de paveses (=proteção nas embarcações).
    Ufana : que se orgulha de algo, vaidoso.
    Fênix : divindade da mitologia egípcia, símbolo da imortalidade, personificada em uma ave que renascia das próprias cinzas.
    Galhardia : garbo, elegância.
    Aprestar : preparar com prontidão.
    Alento : sopro, bafejo.
    Penha : penhasco, rochedo.


    Considerando o soneto “Desenganos da vida humana, metaforicamente”, texto III, assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão ba7280ef-3c
  • BA6FF358-3C

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I


    Sete annos de pastor Jacob servia
    Luís Vaz de Camões


    Sete annos de pastor Jacob servia
    Labão, pae de Raquel, serrana bella:
    Mas não servia ao pae, servia a ella,
    Que a ella só por premio pertendia.


    Os dias na esperança de hum só dia
    Passava, contentando-se com vella:
    Porém o pae, usando de cautella,
    Em lugar de Raquel lhe deo a Lia. 


    Vendo o triste Pastor que com enganos
    Assi lhe era negada a sua Pastora,
    Como se a não tivera merecida;


    Começou a servir outros sete annos,
    Dizendo: Mais servíra, senão fôra
    Para tão longo amor tão curta a vida.


    Fonte: CAMÕES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle. 


    TEXTO II


    Ao casamento de Pedro Álvares da Neiva
    Gregório de Matos



    Sete anos a nobreza da Bahia
    Servia a uma pastora Indiana bela,
    Porém servia a Índia e não a ela,
    Que a Índia só por prêmio pretendia.


    Mil dias na esperança de um só dia
    Passava, contentando-se com vê-la,
    Mas frei Tomás usando de cautela,
    deu-lhe o vilão, quitou-lhe a fidalguia. 


    Vendo o Brasil, que por tão sujos modos
    Se lhe usurpara a sua Dona Elvira,
    Quase a golpes de um maço e de uma goiva:


    Logo, se arrependeram de amar todos,
    E qualquer mais amara, se não vira
    Para tão limpo amor tão suja noiva.


    Fonte: MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. Seleção e organização José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
    Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos:
    Escolha uma alternativa para a questão ba6ff358-3c
  • 0ADB06C2-32

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A Jandaia cantou no alto da palmeira o nome de Iracema
    Lábios de mel, riso mais doce que o jati
    Linda demais, cunhã-porã, itereí¹
    Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê
    Vou contar Juremá, Juremá
    Uma história de amor, meu amor
    É o carnaval da Beija-Flor


    A Jandaia cantou no alto da palmeira o nome de Iracema
    Lábios de mel, riso mais doce que o jati
    Linda demais, cunhã-porã, itereí
    Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê
    Vou contar Juremá, Juremá
    Uma história de amor, meu amor
    É o carnaval da Beija-Flor


    ¹ moça bonita, gentil

    CLAUDEMIR; MAURIÇÃO; BARCELLOS, Ronaldo et. al. Iracema, a virgem dos lábios de mel. In: LIESA: Sambas de enredo 2017. Universal Music, 2017. 1 CD. Faixa 5. [Intérprete Neguinho da Beija-Flor].


        O fragmento acima consiste em parte do samba-enredo Iracema, a virgem dos lábios de mel apresentado, em 2017, pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. A letra retoma Iracema de José de Alencar, uma das obras-chave do primeiro Romantismo brasileiro. Assinale a alternativa que indica a relação correta existente entre o samba-enredo, o contexto e a obra literária romântica. 
    Escolha uma alternativa para a questão 0adb06c2-32
  • AAF9AC7D-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga. 



    Cai a cinta a Vênus1 bela,

    Sem cautela recostada;

    E turbada2 entre os pesares

    Pede aos mares que lha deem.


    O tesouro se procura,

    Os desejos se interessam,

    Os cuidados já se apressam,

    E a ternura vai também. 


    Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;

    Mas em vão: que perda triste!

    Só eu vi, sei onde existe;

    E dizê-lo não convém. 


    Cai a cinta a Vênus bela,

    Sem cautela recostada;

    E turbada entre os pesares

    Pede aos mares que lha deem.


    Roubador do puro ornato

    Foi Antero e foi Cupido3;

    E o levaram escondido

    Com recato, eu sei a quem.


    Receosos pelo insulto,

    Que traidores cometeram,

    No teu seio se acolheram,

    Onde oculto asilo têm. 


    Cai a cinta a Vênus bela,

    Sem cautela recostada;

    E turbada entre os pesares

    Pede aos mares que lha deem.


    Dos meus olhos não se escondem

    Os meninos4 , a quem amo:

    Se os procuro, espreito e chamo,

    Correspondem, mas não vêm.


    Com acenos expressivos

    De alegria suspeitosa

    Mostram faixa preciosa,

    Que atrativos mil contêm. 


    Cai a cinta a Vênus bela,

    Sem cautela recostada;

    E turbada entre os pesares

    Pede aos mares que lha deem.


    Se piedade aflito rogo,

    E que cessem teus rigores,

    (Ah cruéis, lindos Amores!)

    Fogem logo e com desdém. 


    Abrandá-los não consigo,

    E já deles tenho medo:

    Guarda, Ninfa, este segredo,

    Que não digo a mais ninguém. 


    Cai a cinta a Vênus bela,

    Sem cautela recostada;

    E turbada entre os pesares

    Pede aos mares que lha deem.



    (Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)



    1Vênus: deusa do Amor.

    2 turbada: aflita, transtornada.

    3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.

    4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.

    Uma característica da estética árcade observada nesse poema é
    Escolha uma alternativa para a questão aaf9ac7d-31
  • 9B44A934-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNESP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, publicado há exatos 100 anos, em 1924.


         A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

        O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. [...]

        A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas1 da saudade universitária. [...]

        A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. [...]

       A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de ideias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.


    (Gilberto Mendonça Teles (org.).
    Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 1992.)

    1 liana: cipó.
    Depreende-se dos trechos “A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.” (3o parágrafo) e “A língua sem arcaísmos, sem erudição.” (4o parágrafo) uma oposição sistemática de Oswald de Andrade, sobretudo, à poesia
    Escolha uma alternativa para a questão 9b44a934-31
  • 9B420D59-31

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNESP · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, publicado há exatos 100 anos, em 1924.


         A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

        O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. [...]

        A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas1 da saudade universitária. [...]

        A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. [...]

       A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de ideias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.


    (Gilberto Mendonça Teles (org.).
    Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 1992.)

    1 liana: cipó.
    “A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.” (4o parágrafo)

    Atende particularmente a esse princípio estético do manifesto (podendo até mesmo ser visto como um desdobramento dele) o seguinte poema de Oswald de Andrade (publicado em 1925): 
    Escolha uma alternativa para a questão 9b420d59-31
  • F3DA7259-30

    Literatura

    Escolas Literárias
    Ensino Einstein · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
        Tais escritores pregavam e procuraram realizar a filosofia da objetividade: o que interessa é o objeto, o não eu. Para realizar seu objetivo, abandonaram as preocupações teológicas e metafísicas por considerá-las subjetivas, egocêntricas e aderiram à ciência. O dado positivo substitui o idealismo: só interessa o que pode ser observado, documentado, analisado, experimentado, inclusive a vida psíquica, porque sujeita às mesmas leis da vida fisiológica.

    (Massaud Moisés. Literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)


    O texto refere-se aos escritores
    Escolha uma alternativa para a questão f3da7259-30
  • F3BF3A36-30

    Literatura

    Escolas Literárias
    Ensino Einstein · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.


    1

    Dos braços do poeta
    Pende a ópera do mundo
    (Tempo, cirurgião do mundo): —

    O abismo bate palmas,
    A noite aponta o revólver.
    Ouço a multidão, o coro do universo,
    O trote das estrelas
    Já nos subúrbios da caneta:
    As rosas perderam a fala.
    Entrega-se a morte a domicílio.

    Dos braços…
    Pende a ópera do mundo.


    2

    Tenho que dar de comer ao poema.
    Novas perturbações me alimentam:
    Nem tudo o que penso agora
    Posso dizer por papel e tinta.
    O poeta já nasce conscrito,
    Atento às fascinantes inclinações do erro,
    Já nasce com as cicatrizes da liberdade.

    O ouvido soprando sua trompa
    Percebe a galope
    A marcha do número 666.

    Palpoa Quimera2.
    O tremor
    E os jasmins da palavra “jamais”.


    3

    Dos telhados abstratos
    Vejo os limites da pele,
    Assisto crescerem os cabelos dos minutos
    No instante da eternidade.
    Vejo ouvindo, ouço vendo.

    Considero as tatuagens dos peixes,
    O astro monossecular.
    Os rochedos colocam-se máscaras contra
                                        [pássaros asfixiantes.

    A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.
    Ruído surdo, o tempo oco a tombar…
    A espiral das gerações cresce.

    (Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)

    1palpar: apalpar.
    2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.
    Ao explorar reiteradamente imagens insólitas e oníricas, o poema revela uma influência marcante da vanguarda
    Escolha uma alternativa para a questão f3bf3a36-30
  • 8CCB708B-0E

    Literatura

    Arcadismo
    UFPR · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A respeito de Liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, analise as afirmativas a seguir:


    1. A publicação das liras em Minas Gerais inspirou o anseio de liberdade política, tendo colaborado para a deflagração da Inconfidência Mineira.

    2. A voz poética de todas as liras é a do pastor Dirceu, que foge do amor por Marília até ser vencido pelo deus do amor, Cupido.

    3. Os versos metrificados, especialmente os de 5 e 7 sílabas, dão às liras um ritmo frequente na tradição da poesia de língua portuguesa.

    4. As características árcades das liras se apresentam sobretudo no referencial bucólico presente nos poemas, reconhecível no mundo pastoril ali retratado.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ccb708b-0e
  • 8CC8826A-0E

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    A narrativa de A Falência, publicada por Júlia Lopes de Almeida em 1904, traz à tona algumas tensões e desigualdades que caracterizam o Brasil após a Abolição e a Proclamação da República. Considere as seguintes afirmativas sobre as marcas dessas tensões nos personagens e no espaço:


    1. O embate entre o dinheiro conquistado com o trabalho e o capital alcançado por meio da especulação financeira acompanha a trajetória de Francisco Teodoro.

    2. A violência contra a mulher se inscreve no passado de D. Joana, personagem que sofreu maus-tratos do falecido marido, e no de Capitão Rino, cuja mãe foi assassinada por adultério.

    3. As condições desiguais de moradia são percebidas no contraste entre as casas luxuosas de bairros como Botafogo e a descrição da miséria dos morros.

    4. A luta por direitos trabalhistas é ilustrada pelas primeiras reivindicações dos empregados dos armazéns de café de Francisco Teodoro.



    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 8cc8826a-0e
  • 8CC5D115-0E

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o seguinte texto:


    O homem está na cidade

    como uma coisa está em outra

    e a cidade está no homem

    que está em outra cidade

    mas variados são os modos

    como uma coisa

    está em outra coisa:

    o homem, por exemplo, não está na cidade

    como uma árvore está

    em qualquer outra

    nem como uma árvore

    está em qualquer uma de suas folhas

    (mesmo rolando longe dela)

    O homem não está na cidade

    como uma árvore está num livro

    quando um vento ali a folheia. 


    Gullar, F. Poema sujo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. p. 102.



    Com base na leitura desse fragmento, extraído da parte final de Poema sujo, de Ferreira Gullar, e na leitura da integralidade do poema, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 8cc5d115-0e
  • 3901CB81-03

    Literatura

    Escolas Literárias
    UECE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    Analise as seguintes assertivas sobre o texto II:


    I. A presença da lua no poema é um símbolo central, a partir do qual se desenvolvem outros aspectos, como a noite propulsora de um ambiente sombrio e o misticismo.

    II. A sugestão à morte é uma característica do Simbolismo que, no poema, não se relaciona com a loucura de Ismália, mas apenas ao desejo pela lua, que culmina em uma tragédia acidental.

    III. Ismália é tratada, no poema, de forma pejorativa, uma vez que, explicitamente, somente a partir da loucura lhe é permitido sonhar.


    É correto o que se afirma somente em
    Escolha uma alternativa para a questão 3901cb81-03