Questões do ENEM: nível muito fácil

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2.565 questões encontradas. Mostrando a página 89 de 129.

  • D7F8BEE4-A6

    Sociologia

    Desigualdades de raça, classe e gênero
    ENEM · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

                            Imagem da questão de Sociologia, ENEM 2016, Desigualdades de raça, classe e gênero


    TEXTO II

                       Metade da nova equipe da Nasa é composta por mulheres

          Até hoje, cerca de 350 astronautas americanos já estiveram no espaço, enquanto as mulheres não chegam a ser um terço desse número. Após o anúncio da turma composta 50% por mulheres, alguns internautas escreveram comentários machistas e desrespeitosos sobre a escolha nas redes sociais.

                           Disponível em: https://catracalivre.com.br. Acesso em: 10 mar. 2016

    A comparação entre o anúncio publicitário de 1968 e a repercussão da notícia de 2016 mostra a
    Escolha uma alternativa para a questão d7f8bee4-a6
  • 1791477D-A5

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    UERJ · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Esponjas e mexilhões podem ser considerados bioindicadores, uma vez que a análise de seus tecidos revela a concentração de poluentes na água.
    Isso ocorre pois, no meio aquático, esses animais são caracterizados, em sua maioria, como:
    Escolha uma alternativa para a questão 1791477d-a5
  • 17476975-A5

    Física

    Física Térmica - Termologia
    UERJ · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Um peixe ósseo com bexiga natatória, órgão responsável por seu deslocamento vertical, encontra-se a 20 m de profundidade no tanque de um oceanário. Para buscar alimento, esse peixe se desloca em direção à superfície; ao atingi-la, sua bexiga natatória encontra-se preenchida por 112 mL de oxigênio molecular.
    A variação de pressão sobre o peixe, durante seu deslocamento até a superfície, corresponde, em atmosferas, a:
    Escolha uma alternativa para a questão 17476975-a5
  • BD89BE61-31

    Física

    Dinâmica
    UERJ · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Duas carretas idênticas, A e B, trafegam com velocidade de 50 km/h e 70 km/h, respectivamente. Admita que as massas dos motoristas e dos combustíveis são desprezíveis e que EA é a energia cinética da carreta A e EB a da carreta B.
    A razão EA/EB equivale a:



    Escolha uma alternativa para a questão bd89be61-31
  • BD759E00-31

    Física

    Eletricidade
    UERJ · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A aplicação de campo elétrico entre dois eletrodos é um recurso eficaz para separação de compostos iônicos. Sob o efeito do campo elétrico, os íons são atraídos para os eletrodos de carga oposta.

    Admita que a distância entre os eletrodos de um campo elétrico é de 20 cm e que a diferença de potencial efetiva aplicada ao circuito é de 6 V.

    Nesse caso, a intensidade do campo elétrico, em V/m, equivale a:

    Escolha uma alternativa para a questão bd759e00-31
  • BD672506-31

    Física

    Cinemática
    UERJ · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    O rompimento da barragem de contenção de uma mineradora em Mariana (MG) acarretou o derramamento de lama contendo resíduos poluentes no rio Doce. Esses resíduos foram gerados na obtenção de um minério composto pelo metal de menor raio atômico do grupo 8 da tabela de classificação periódica. A lama levou 16 dias para atingir o mar, situado a 600 km do local do acidente, deixando um rastro de destruição nesse percurso. Caso alcance o arquipélago de Abrolhos, os recifes de coral dessa região ficarão ameaçados.
    Com base nas informações apresentadas no texto, a velocidade média de deslocamento da lama, do local onde ocorreu o rompimento da barragem até atingir o mar, em km/h, corresponde a:
    Escolha uma alternativa para a questão bd672506-31
  • CEF8DCD7-29

    Geografia

    Geografia Econômica
    UNESP · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Em 1995, emendas constitucionais de ordem econômica puseram fim nos monopólios de empresas estatais e abriram vários setores da infraestrutura ao capital privado sob o regime de concessão. A aprovação das emendas expressava o fato de que se havia formado um relativo consenso de opinião pública sobre a necessidade de atualizar o Estado e a economia do país à luz do que vinha acontecendo no mundo desenvolvido. Aprovadas as emendas constitucionais, tiveram início as privatizações de empresas estatais e concessões de serviços ao setor privado.

    (Boris Fausto. História do Brasil, 2015. Adaptado.)

    A prática econômica que fundamentou as medidas do governo brasileiro apresentadas no excerto denomina-se doutrina

    Escolha uma alternativa para a questão cef8dcd7-29
  • CEAC06CD-29

    História

    História do Brasil
    UNESP · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de História, UNESP 2016, História do Brasil

    Esses cartazes, divulgados durante o regime militar brasileiro, buscavam

    Escolha uma alternativa para a questão ceac06cd-29
  • CE792B12-29

    História

    História Geral
    UNESP · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    129. Se a esposa de alguém for surpreendida em flagrante com outro homem, ambos devem ser amarrados e jogados dentro d’água, mas o marido pode perdoar a sua esposa, assim como o rei perdoa a seus escravos. [...]

    133. Se um homem for tomado como prisioneiro de guerra, e houver sustento em sua casa, mas mesmo assim sua esposa deixar a casa por outra, esta mulher deverá ser judicialmente condenada e atirada na água. [...]

    135. Se um homem for feito prisioneiro de guerra e não houver quem sustente sua esposa, ela deverá ir para outra casa e criar seus filhos. Se mais tarde o marido retornar e voltar à casa, então a esposa deverá retornar ao marido, assim como as crianças devem seguir seu pai. [...]

    138. Se um homem quiser se separar de sua esposa que lhe deu filhos, ele deve dar a ela a quantia do preço que pagou por ela e o dote que ela trouxe da casa de seu pai, e deixá-la partir.

    (www.direitoshumanos.usp.br)

    Esses quatro preceitos, selecionados do Código de Hamurabi (cerca de 1780 a.C.), indicam uma sociedade caracterizada

    Escolha uma alternativa para a questão ce792b12-29
  • CE2F9F93-29

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial de um poema de Álvaro de Campos, heterônimo do escritor Fernando Pessoa (1888-1935), para responder à questão.

    Esta velha angústia,

    Esta angústia que trago há séculos em mim,

    Transbordou da vasilha,

    Em lágrimas, em grandes imaginações,

    Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,

    Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.

    Transbordou.

    Mal sei como conduzir-me na vida

    Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!

    Se ao menos endoidecesse deveras!

    Mas não: é este estar entre,

    Este quase,

    Este poder ser que...,

    Isto.

    Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,

    Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.

    Estou doido a frio,

    Estou lúcido e louco,

    Estou alheio a tudo e igual a todos:

    Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura

    Porque não são sonhos.

    Estou assim...

    Pobre velha casa da minha infância perdida!

    Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!

    Que é do teu menino? Está maluco.

    Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?

    Está maluco.

    Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.

                                                                                               (Obra poética, 1965.)

    A hipérbole é uma figura de palavra que consiste no exagero verbal (para efeito expressivo): “já disse mil vezes”, “correram mares de sangue”.

    (Celso Pedro Luft. Abc da língua culta, 2010. Adaptado.)

    Verifica-se a ocorrência de hipérbole no seguinte verso:

    Escolha uma alternativa para a questão ce2f9f93-29
  • CDF29D01-29

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia o excerto do “Sermão da primeira dominga do Advento” de Antônio Vieira (1608- 1697), pregado na Capela Real em Lisboa no ano de 1650.

          Sabei cristãos, sabei príncipes, sabei ministros, que se vos há de pedir estreita conta do que fizestes; mas muito mais estreita do que deixastes de fazer. Pelo que fizeram, se hão de condenar muitos, pelo que não fizeram, todos. [...]

          Desçamos a exemplos mais públicos. Por uma omissão perde-se uma maré, por uma maré perde-se uma viagem, por uma viagem perde-se uma armada, por uma armada perde-se um Estado: dai conta a Deus de uma Índia, dai conta a Deus de um Brasil, por uma omissão. Por uma omissão perde-se um aviso, por um aviso perde-se uma ocasião, por uma ocasião perde-se um negócio, por um negócio perde-se um reino: dai conta a Deus de tantas casas, dai conta a Deus de tantas vidas, dai conta a Deus de tantas fazendas1 , dai conta a Deus de tantas honras, por uma omissão. Oh que arriscada salvação! Oh que arriscado ofício é o dos príncipes e o dos ministros! Está o príncipe, está o ministro divertido, sem fazer má obra, sem dizer má palavra, sem ter mau nem bom pensamento: e talvez naquela mesma hora, por culpa de uma omissão, está cometendo maiores danos, maiores estragos, maiores destruições, que todos os malfeitores do mundo em muitos anos. O salteador na charneca com um tiro mata um homem; o príncipe e o ministro com uma omissão matam de um golpe uma monarquia. A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete e com mais dificuldade se conhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo. [...]

          Mas por que se perdem tantos? Os menos maus perdem-se pelo que fazem, que estes são os menos maus; os piores perdem-se pelo que deixam de fazer, que estes são os piores: por omissões, por negligências, por descuidos, por desatenções, por divertimentos, por vagares, por dilações, por eternidades. Eis aqui um pecado de que não fazem escrúpulo os ministros, e um pecado por que se perdem muitos. Mas percam-se eles embora, já que assim o querem: o mal é que se perdem a si e perdem a todos; mas de todos hão de dar conta a Deus. Uma das cousas de que se devem acusar e fazer grande escrúpulo os ministros, é dos pecados do tempo. Porque fizeram o mês que vem o que se havia de fazer o passado; porque fizeram amanhã o que se havia de fazer hoje; porque fizeram depois o que se havia de fazer agora; porque fizeram logo o que se havia de fazer já. Tão delicadas como isto hão de ser as consciências dos que governam, em matérias de momentos. O ministro que não faz grande escrúpulo de momentos não anda em bom estado: a fazenda pode-se restituir; a fama, ainda que mal, também se restitui; o tempo não tem restituição alguma.

                                                                                  (Essencial, 2013. Adaptado.)

    1 fazenda: conjunto de bens, de haveres.

    No sermão, o autor recorre a uma construção que contém um aparente paradoxo em:
    Escolha uma alternativa para a questão cdf29d01-29
  • 04BA8E9F-07

    História

    História Geral
    UNICENTRO · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Se a economia do mundo do século XIX foi constituída principalmente sob a influência da Revolução Industrial britânica, sua política e sua ideologia foram constituídas fundamentalmente pela Revolução Francesa. A Grã-Bretanha forneceu o modelo para ferrovias e fábricas, o explosivo econômico que rompeu com as estruturas socioeconômicas tradicionais do mundo não europeu. No entanto, foi a França que fez suas revoluções e a elas deu suas ideias, a ponto de bandeiras tricolores terem se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes, e as políticas europeias (ou mesmo mundiais), entre 1789 e 1917, foram em grande parte lutas a favor e contra os princípios de 1789, ou os ainda mais incendiários de 1793. A França forneceu o vocabulário e os temas da política liberal e radical-democrática para a maior parte do mundo. A França deu o primeiro grande exemplo, o conceito e o vocabulário do nacionalismo.

    (Adaptado de: HOBSBAWM, E. J. A Revolução Francesa. Trad. de Maria Tereza Lopes Teixeira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p.9 (Coleção Leitura).)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre a Revolução Industrial britânica, considere as afirmativas a seguir.


    I. Desde o início do século XVIII, com a melhoria da produção agrícola, houve uma queda nas taxas de mortalidade, ao mesmo tempo que um grande contingente populacional estava sendo expulso do campo, pela apropriação das terras por grandes proprietários rurais, em um fenômeno conhecido como “cercamentos”.

    II. O crescimento econômico promovido pela revolução industrial contraditoriamente não implicou no crescimento vertiginoso das cidades. Apropriando-se do conceito inglês de cidades-jardim, centros urbanos, como Londres e Manchester, conseguiram manter suas massas de trabalhadores em áreas rurais nos seus entornos.

    III. Por meio da industrialização acelerada, a sociedade inglesa pôde desenvolver boas condições de vida; os trabalhadores passaram a habitar locais arejados e a receberem salários adequados, resultando dessa situação uma relação não conflituosa entre a burguesia e o operariado, o que permitiu o precoce desenvolvimento do capitalismo na Inglaterra.

    IV. A revolução industrial significou a transição para novos processos de manufatura, que incluíram a migração de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 04ba8e9f-07
  • 6FA17907-06

    Português

    Morfologia
    UNIFESP · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do “Sermão de Santo Antônio aos peixes” de Antônio Vieira (1608-1697) para responder à questão.

         A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. [...] Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens. Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros, muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas: vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer, e como se hão de comer.
         [...]
      Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe: Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem, e os que menos avultam na república, estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e os devoram: Qui devorant. Porque os grandes que têm o mando das cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros: Qui devorant plebem meam. E de que modo se devoram e comem? Ut cibum panis: não como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os outros comeres é que, para a carne, há dias de carne, e para o peixe, dias de peixe, e para as frutas, diferentes meses no ano; porém o pão é comer de todos os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os pequenos. São o pão cotidiano dos grandes: e assim como pão se come com tudo, assim com tudo, e em tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo, nem fazendo ofício em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que os não comam, traguem e devorem: Qui devorant plebem meam, ut cibum panis. Parece-vos bem isto, peixes?

    (Antônio Vieira. Essencial, 2011.)
    “Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens.” (1º parágrafo)

    Nas duas ocorrências, o termo “para” estabelece relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 6fa17907-06
  • 6F92632A-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do “Sermão de Santo Antônio aos peixes” de Antônio Vieira (1608-1697) para responder à questão.

         A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. [...] Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens. Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros, muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas: vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer, e como se hão de comer.
         [...]
      Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe: Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem, e os que menos avultam na república, estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e os devoram: Qui devorant. Porque os grandes que têm o mando das cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros: Qui devorant plebem meam. E de que modo se devoram e comem? Ut cibum panis: não como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os outros comeres é que, para a carne, há dias de carne, e para o peixe, dias de peixe, e para as frutas, diferentes meses no ano; porém o pão é comer de todos os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os pequenos. São o pão cotidiano dos grandes: e assim como pão se come com tudo, assim com tudo, e em tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo, nem fazendo ofício em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que os não comam, traguem e devorem: Qui devorant plebem meam, ut cibum panis. Parece-vos bem isto, peixes?

    (Antônio Vieira. Essencial, 2011.)
    No sermão, Vieira critica
    Escolha uma alternativa para a questão 6f92632a-06
  • 6F8B4668-06

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto do poeta Luís Vaz de Camões (1525?-1580) para responder à questão.

    Sete anos de pastor Jacob servia
    Labão, pai de Raquel, serrana bela;
    mas não servia ao pai, servia a ela,
    e a ela só por prêmio pretendia.

    Os dias, na esperança de um só dia,
    passava, contentando-se com vê-la;
    porém o pai, usando de cautela,
    em lugar de Raquel lhe dava Lia.

    Vendo o triste pastor que com enganos
    lhe fora assi negada a sua pastora,
    como se a não tivera merecida,

    começa de servir outros sete anos,
    dizendo: “Mais servira, se não fora
    para tão longo amor tão curta a vida”.

    (Luís Vaz de Camões. Sonetos, 2001.)
    Uma das principais figuras exploradas por Camões em sua poesia é a antítese. Neste soneto, tal figura ocorre no verso:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f8b4668-06
  • 6F87E85D-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto do poeta Luís Vaz de Camões (1525?-1580) para responder à questão.

    Sete anos de pastor Jacob servia
    Labão, pai de Raquel, serrana bela;
    mas não servia ao pai, servia a ela,
    e a ela só por prêmio pretendia.

    Os dias, na esperança de um só dia,
    passava, contentando-se com vê-la;
    porém o pai, usando de cautela,
    em lugar de Raquel lhe dava Lia.

    Vendo o triste pastor que com enganos
    lhe fora assi negada a sua pastora,
    como se a não tivera merecida,

    começa de servir outros sete anos,
    dizendo: “Mais servira, se não fora
    para tão longo amor tão curta a vida”.

    (Luís Vaz de Camões. Sonetos, 2001.)
    De acordo com a história narrada pelo soneto,
    Escolha uma alternativa para a questão 6f87e85d-06
  • 8D1D2391-F8

    Sociologia

    Karl Marx e as Classes Sociais
    UEG · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Um dos temas mais debatidos no âmbito das ciências humanas é o de desigualdade social. A esse respeito, diversos sociólogos e filósofos dedicaram várias reflexões e pesquisas e a forma de compreensão desse fenômeno é diferenciada de acordo com a escola sociológica ou filosófica. Sobre isso, verifica-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 8d1d2391-f8
  • 8CB455D7-F8

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    UEG · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Numa lanchonete o lanche é composto por três partes: pão, molho e recheio. Se essa lanchonete oferece aos seus clientes duas opções de pão, três de molho e quatro de recheio, a quantidade de lanches distintos que ela pode oferecer é de
    Escolha uma alternativa para a questão 8cb455d7-f8
  • 8C94674F-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Interpretação de Textos
    RICKLEFS, Robert E. A economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. p. 15. (Adaptado).
    A expressão “Além disso” (linha 3) tem, no texto, a função de
    Escolha uma alternativa para a questão 8c94674f-f8
  • 42589E99-F7

    História

    Revolução Intelectual do século XVIII: Iluminismo
    UNEMAT · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Movimento filosófico ocorrido na França e na Alemanha no século XVIII, centrava suas críticas no absolutismo, na religião e no mercantilismo. Para os filósofos idealizadores desse movimento, os valores políticos, religiosos, culturais, filosóficos e econômicos não mais atendiam às aspirações humanas por progresso, desenvolvimento e liberdade em todas as esferas da vida pública e privada. Com isso esses pensadores passam a propor uma nova organização no campo da produção científica, cultural, filosófica e econômica. Este movimento influenciou a independência das colônias inglesas na América do Norte (Estados Unidos) e os movimentos que preconizavam a independência do Brasil (Inconfidência Mineira).

    O texto refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 42589e99-f7