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Questões do ENEM: nível fácil

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Resultados

15.661 questões encontradas. Mostrando a página 523 de 784.

  • FB1BF360-06

    Filosofia

    A Política
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir.

    O “estado de natureza”, ou “natural”, em que o homem se encontraria, abstração feita da constituição da sociedade organizada e do governo, é o estado de “guerra de todos contra todos”. O homem é “o lobo do homem” e movido por suas paixões e desejos não hesita em matar e destruir o outro, seu semelhante.

    (MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a concepção antropológica de homem, retratada no texto, e o seu defensor.
    Escolha uma alternativa para a questão fb1bf360-06
  • FB028413-06

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir.

    Todo domínio da filosofia pertence exclusivamente à razão; isso significa que a filosofia deve admitir apenas o que é acessível à luz natural e demonstrável apenas por seus recursos. A teologia baseia-se, ao contrário, na revelação, isto é, afinal de contas, na autoridade de Deus.

    (GILSON, E. A Filosofia na Idade Média. Trad. de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.655.)

    Sobre essa dicotomia, o pensamento de Tomás de Aquino, no contexto Escolástico do século XIII, orienta-se pela
    Escolha uma alternativa para a questão fb028413-06
  • B4670DED-06

    Biologia

    Estudo dos tecidos
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    O tecido conjuntivo frouxo possui diversos tipos de célula em sua constituição.
    Considerando a constituição dos tecidos conjuntivos, relacione o tipo de célula, na coluna da esquerda, com suas principais características, na coluna da direita.

    (I) Fibroblastos.

    (A) Possuem forma ameboide e núcleo grande; atacam agentes invasores e alertam o sistema imunitário.

    (II) Macrófagos.

    (B) Possuem forma estrelada e núcleo grande; produzem substância amorfa da matriz extracelular.

    (III) Mastócitos. 

    (C) Possuem núcleo central e longos prolongamentos citoplasmáticos; produzem fibras e substância amorfa da matriz óssea.

    (IV) Adipócitos.

    (D) Possuem forma ovoide, núcleo central arredondado e grânulos citoplasmáticos; participam das reações alérgicas.

    (V) Osteoblastos.

    (E) Possuem forma arredondada, com grande vacúolo central contendo lipídios; armazenam substâncias energéticas.

     

    Assinale a alternativa que contém a associação correta.

    Escolha uma alternativa para a questão b4670ded-06
  • B4565634-06

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    No trigo, há dois genes, A e B, ambos dominantes, localizados em cromossomos diferentes e responsáveis pela cor da semente. Quando estão juntos, condicionam o caráter colorido. Todas as demais combinações genéticas resultam na semente com casca incolor. Duas linhagens incolores e puras foram cruzadas, resultando em F1 todos os descendentes coloridos.

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o genótipo de F1.
    Escolha uma alternativa para a questão b4565634-06
  • B4531624-06

    Biologia

    A herança dos grupos sanguíneos
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Um indivíduo faleceu devido a uma transfusão sanguínea. O pai desse indivíduo pertencia ao grupo sanguíneo A homozigoto e a mãe, ao grupo AB.

    Com base nessas informações, considere as afirmativas a seguir.

    I. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo O.
    II. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo A.
    III. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo B.
    IV. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo AB.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b4531624-06
  • B4458616-06

    Biologia

    Gimnospermas e Angiospermas
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    A fusão de um dos núcleos espermáticos do grão de pólen com os dois núcleos polares do óvulo resulta em um núcleo triploide.

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a estrutura formada a partir do núcleo triploide.
    Escolha uma alternativa para a questão b4458616-06
  • EF9979F0-06

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Lee la viñeta a continuación y contesta a la pregunta.

    Imagem da questão de Espanhol, UNICENTRO 2015, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    De acuerdo con la viñeta, señala la alternativa correcta.
    Escolha uma alternativa para a questão ef9979f0-06
  • FD90CF47-06

    Português

    Gêneros Textuais
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o conto a seguir e responda à questão.

    Preciosidade (para Mafalda)

    De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de “ninguém olhar para ela”. Era uma manhã ainda mais fria e escura que as outras, ela estremeceu no suéter. A branca nebulosidade deixava o fim da rua invisível. Tudo estava algodoado, não se ouviu sequer o ruído de algum ônibus que passasse pela avenida. Foi andando para o imprevisível da rua. As casas dormiam nas portas fechadas. Os jardins endurecidos de frio. No ar escuro, mais que no céu, no meio da rua uma estrela. Uma grande estrela de gelo que não voltara ainda, incerta no ar, úmida, informe. Surpreendida no seu atraso, arredondava- -se na hesitação. Ela olhou a estrela próxima. Caminhava sozinha na cidade bombardeada. Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou. O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a função que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram como se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso. Quando foi molhar os cabelos diante do espelho, ela era tão feia. Ela possuía tão pouco, e eles haviam tocado. Ela era tão feia e preciosa. Estava pálida, os traços afinados. As mãos, umedecendo os cabelos, sujas de tinta ainda do dia anterior. “Preciso cuidar mais de mim”, pensou. Não sabia como. A verdade é que cada vez sabia menos como. A expressão do nariz era a de um focinho apontando na cerca. Voltou ao banco e ficou quieta, com um focinho. “Uma pessoa não é nada.” “Não”, retrucou-se em mole protesto, “não diga isso”, pensou com bondade e melancolia. “Uma pessoa é alguma coisa”, disse por gentileza. Mas no jantar a vida tomou um senso imediato e histérico:
    – Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção! Ninguém me dá nada! Ninguém me dá nada! – e estava tão frenética e estertorada que ninguém teve coragem de lhe dizer que não os ganharia. Só disseram:
    – Você não é uma mulher e todo salto é de madeira. Até que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, de ser preciosa. Há uma obscura lei que faz com que se proteja o ovo até que nasça o pinto, pássaro de fogo. E ela ganhou os sapatos novos.

    (LISPECTOR, C. Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998. p.95-108.)
    Leia a notícia a seguir e responda à questão.

    90% das mulheres estupradas não denunciam agressor, diz especialista
    Medo de morte, vergonha e humilhação e sentimento de culpa são os principais motivos para a falta de denúncia.

    Três dias antes do Natal do ano passado, a agente de atendimento Isabela (nome fictício), de 18 anos de idade, estava voltando para casa após um culto na igreja onde frequenta quando foi abordada por um desconhecido em uma moto. A princípio, ela diz ter pensado se tratar de um assalto e chegou a entregar o telefone celular ao homem com capacete. “Esse foi o único dia que eu estava voltando para casa sozinha. Ele me pegou em uma rua deserta e apontou a arma para mim. Por medo, eu não gritei. Ele pegou o celular e disse que ia me guiar. Me levou a uma rua mais deserta e colocou um capuz em mim para eu não ver o rosto dele”, diz. O estupro aconteceu na rua mesmo. Com medo do agressor que a ameaçou de morte caso contasse para alguém, Isabela ficou calada e relatou apenas o assalto para a mãe.

    (Adaptado de: OLIVEIRA, A. Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-04-25/90-das-mulheres-estupradas-nao-denunciam-agressor-diz-especialista.html>. Acesso em: 25 abr. 2014.)

    Quanto aos aspectos que compõem o conto “Preciosidade” e a notícia, considere as afirmativas a seguir.

    I. O conto valoriza mais o tema do que a forma como ele é exposto.
    II. A notícia apresenta uma linguagem mais objetiva, concisa e clara.
    III. No conto, há mais traços de subjetividade, sendo mais importante o modo de dizer que o fato em si.
    IV. Na notícia, a verdade é primordial, enquanto, no conto, não há, necessariamente, compromisso com a apresentação da realidade, mas com sua verossimilhança.

    Assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão fd90cf47-06
  • FD8DA374-06

    Português

    Gêneros Textuais
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o conto a seguir e responda à questão.

    Preciosidade (para Mafalda)

    De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de “ninguém olhar para ela”. Era uma manhã ainda mais fria e escura que as outras, ela estremeceu no suéter. A branca nebulosidade deixava o fim da rua invisível. Tudo estava algodoado, não se ouviu sequer o ruído de algum ônibus que passasse pela avenida. Foi andando para o imprevisível da rua. As casas dormiam nas portas fechadas. Os jardins endurecidos de frio. No ar escuro, mais que no céu, no meio da rua uma estrela. Uma grande estrela de gelo que não voltara ainda, incerta no ar, úmida, informe. Surpreendida no seu atraso, arredondava- -se na hesitação. Ela olhou a estrela próxima. Caminhava sozinha na cidade bombardeada. Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou. O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a função que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram como se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso. Quando foi molhar os cabelos diante do espelho, ela era tão feia. Ela possuía tão pouco, e eles haviam tocado. Ela era tão feia e preciosa. Estava pálida, os traços afinados. As mãos, umedecendo os cabelos, sujas de tinta ainda do dia anterior. “Preciso cuidar mais de mim”, pensou. Não sabia como. A verdade é que cada vez sabia menos como. A expressão do nariz era a de um focinho apontando na cerca. Voltou ao banco e ficou quieta, com um focinho. “Uma pessoa não é nada.” “Não”, retrucou-se em mole protesto, “não diga isso”, pensou com bondade e melancolia. “Uma pessoa é alguma coisa”, disse por gentileza. Mas no jantar a vida tomou um senso imediato e histérico:
    – Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção! Ninguém me dá nada! Ninguém me dá nada! – e estava tão frenética e estertorada que ninguém teve coragem de lhe dizer que não os ganharia. Só disseram:
    – Você não é uma mulher e todo salto é de madeira. Até que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, de ser preciosa. Há uma obscura lei que faz com que se proteja o ovo até que nasça o pinto, pássaro de fogo. E ela ganhou os sapatos novos.

    (LISPECTOR, C. Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998. p.95-108.)
    Leia a notícia a seguir e responda à questão.

    90% das mulheres estupradas não denunciam agressor, diz especialista
    Medo de morte, vergonha e humilhação e sentimento de culpa são os principais motivos para a falta de denúncia.

    Três dias antes do Natal do ano passado, a agente de atendimento Isabela (nome fictício), de 18 anos de idade, estava voltando para casa após um culto na igreja onde frequenta quando foi abordada por um desconhecido em uma moto. A princípio, ela diz ter pensado se tratar de um assalto e chegou a entregar o telefone celular ao homem com capacete. “Esse foi o único dia que eu estava voltando para casa sozinha. Ele me pegou em uma rua deserta e apontou a arma para mim. Por medo, eu não gritei. Ele pegou o celular e disse que ia me guiar. Me levou a uma rua mais deserta e colocou um capuz em mim para eu não ver o rosto dele”, diz. O estupro aconteceu na rua mesmo. Com medo do agressor que a ameaçou de morte caso contasse para alguém, Isabela ficou calada e relatou apenas o assalto para a mãe.

    (Adaptado de: OLIVEIRA, A. Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-04-25/90-das-mulheres-estupradas-nao-denunciam-agressor-diz-especialista.html>. Acesso em: 25 abr. 2014.)

    Com base no conto “Preciosidade” e na notícia, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão fd8da374-06
  • FD7DB658-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o conto a seguir e responda à questão.

    Preciosidade (para Mafalda)

    De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de “ninguém olhar para ela”. Era uma manhã ainda mais fria e escura que as outras, ela estremeceu no suéter. A branca nebulosidade deixava o fim da rua invisível. Tudo estava algodoado, não se ouviu sequer o ruído de algum ônibus que passasse pela avenida. Foi andando para o imprevisível da rua. As casas dormiam nas portas fechadas. Os jardins endurecidos de frio. No ar escuro, mais que no céu, no meio da rua uma estrela. Uma grande estrela de gelo que não voltara ainda, incerta no ar, úmida, informe. Surpreendida no seu atraso, arredondava- -se na hesitação. Ela olhou a estrela próxima. Caminhava sozinha na cidade bombardeada. Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou. O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a função que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram como se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso. Quando foi molhar os cabelos diante do espelho, ela era tão feia. Ela possuía tão pouco, e eles haviam tocado. Ela era tão feia e preciosa. Estava pálida, os traços afinados. As mãos, umedecendo os cabelos, sujas de tinta ainda do dia anterior. “Preciso cuidar mais de mim”, pensou. Não sabia como. A verdade é que cada vez sabia menos como. A expressão do nariz era a de um focinho apontando na cerca. Voltou ao banco e ficou quieta, com um focinho. “Uma pessoa não é nada.” “Não”, retrucou-se em mole protesto, “não diga isso”, pensou com bondade e melancolia. “Uma pessoa é alguma coisa”, disse por gentileza. Mas no jantar a vida tomou um senso imediato e histérico:
    – Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção! Ninguém me dá nada! Ninguém me dá nada! – e estava tão frenética e estertorada que ninguém teve coragem de lhe dizer que não os ganharia. Só disseram:
    – Você não é uma mulher e todo salto é de madeira. Até que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, de ser preciosa. Há uma obscura lei que faz com que se proteja o ovo até que nasça o pinto, pássaro de fogo. E ela ganhou os sapatos novos.

    (LISPECTOR, C. Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998. p.95-108.)
    A respeito da autora e de sua obra, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão fd7db658-06
  • 2CDEED15-06

    Português

    Coesão e coerência
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Internet é coisa do passado

    Para especialista, humanos estarão cada vez mais integrados com tecnologia. Não, um futurista não é alguém que veio do futuro para nos prevenir a respeito do domínio das máquinas e o início de uma guerra sem fim. Muito pelo contrário, Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante e formado pela Singularity University como futurista e seu trabalho é entender que tendências a tecnologia está seguindo. Para entrar no curso, o empreendedor gaúcho de 35 anos de idade foi avaliado com a capacidade de impactar um bilhão de pessoas em dez anos. De acordo com ele, a revolução da Internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. A Singularity University é uma iniciativa da NASA em parceria com o Google e tem como meta principal discutir e encontrar novos caminhos da cultura digital e pós-digital. “O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial. A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior”, explica Mattos. Depois da Internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo: genética/biotecnologia, nanotecnologia e robótica/inteligência artificial. Mattos explica que os anos de 1980 foram transformados pela computação, os 1990 pela Internet e os 2000/2010 viveram o advento dos sensores e da Internet das coisas, agora, o momento já é outro. As interações entre os objetos e os humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs... as coisas ficarão cada vez mais “espertas” e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas”, afirma Tiago.

    As novas revoluções já começaram

    Talvez, para um terráqueo das antigas, muito pode parecer roteiro de ficção científica, mas as três revoluções citadas por Mattos já estão a pleno vapor. Pesquisas para desenvolvimento de órgãos humanos com impressoras 3D, realidade aumentada para uso pedagógico em simulações de situações de risco e funções de dispositivos móveis capazes de monitorar condições médicas dos usuários ou acessar dados bancários remotamente são exemplos de como essas novas tecnologias já estão em nosso dia a dia. E, pelo visto, vem muito mais por aí.

    (Adaptado de: RODRIGUES, Ennio. Internet é coisa do passado. Disponível em:<https://super.abril.com.br/tecnologia/internet-e-coisa-do-passado/> . Acesso em: 21 jul. 2015.) 
    Com base no texto, considere afirmativas a seguir.

    I. “De acordo com ele, a revolução da Internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias”, o trecho sublinhado faz uma retomada do referencial, indicando conformidade.
    II. Em “O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial”, o conectivo sublinhado indica relação de adição entre os períodos.
    III. Em “A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior”, a locução sublinhada indica finalidade.
    IV. Em “Depois da Internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo”, a circunstância sublinhada tem valor semântico temporal.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2cdeed15-06
  • 2CDB5D7F-06

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Internet é coisa do passado

    Para especialista, humanos estarão cada vez mais integrados com tecnologia. Não, um futurista não é alguém que veio do futuro para nos prevenir a respeito do domínio das máquinas e o início de uma guerra sem fim. Muito pelo contrário, Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante e formado pela Singularity University como futurista e seu trabalho é entender que tendências a tecnologia está seguindo. Para entrar no curso, o empreendedor gaúcho de 35 anos de idade foi avaliado com a capacidade de impactar um bilhão de pessoas em dez anos. De acordo com ele, a revolução da Internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. A Singularity University é uma iniciativa da NASA em parceria com o Google e tem como meta principal discutir e encontrar novos caminhos da cultura digital e pós-digital. “O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial. A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior”, explica Mattos. Depois da Internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo: genética/biotecnologia, nanotecnologia e robótica/inteligência artificial. Mattos explica que os anos de 1980 foram transformados pela computação, os 1990 pela Internet e os 2000/2010 viveram o advento dos sensores e da Internet das coisas, agora, o momento já é outro. As interações entre os objetos e os humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs... as coisas ficarão cada vez mais “espertas” e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas”, afirma Tiago.

    As novas revoluções já começaram

    Talvez, para um terráqueo das antigas, muito pode parecer roteiro de ficção científica, mas as três revoluções citadas por Mattos já estão a pleno vapor. Pesquisas para desenvolvimento de órgãos humanos com impressoras 3D, realidade aumentada para uso pedagógico em simulações de situações de risco e funções de dispositivos móveis capazes de monitorar condições médicas dos usuários ou acessar dados bancários remotamente são exemplos de como essas novas tecnologias já estão em nosso dia a dia. E, pelo visto, vem muito mais por aí.

    (Adaptado de: RODRIGUES, Ennio. Internet é coisa do passado. Disponível em:<https://super.abril.com.br/tecnologia/internet-e-coisa-do-passado/> . Acesso em: 21 jul. 2015.) 
    Quanto ao processo de formação de palavras, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2cdb5d7f-06
  • 2CD222C4-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Internet é coisa do passado

    Para especialista, humanos estarão cada vez mais integrados com tecnologia. Não, um futurista não é alguém que veio do futuro para nos prevenir a respeito do domínio das máquinas e o início de uma guerra sem fim. Muito pelo contrário, Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante e formado pela Singularity University como futurista e seu trabalho é entender que tendências a tecnologia está seguindo. Para entrar no curso, o empreendedor gaúcho de 35 anos de idade foi avaliado com a capacidade de impactar um bilhão de pessoas em dez anos. De acordo com ele, a revolução da Internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. A Singularity University é uma iniciativa da NASA em parceria com o Google e tem como meta principal discutir e encontrar novos caminhos da cultura digital e pós-digital. “O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial. A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior”, explica Mattos. Depois da Internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo: genética/biotecnologia, nanotecnologia e robótica/inteligência artificial. Mattos explica que os anos de 1980 foram transformados pela computação, os 1990 pela Internet e os 2000/2010 viveram o advento dos sensores e da Internet das coisas, agora, o momento já é outro. As interações entre os objetos e os humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs... as coisas ficarão cada vez mais “espertas” e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas”, afirma Tiago.

    As novas revoluções já começaram

    Talvez, para um terráqueo das antigas, muito pode parecer roteiro de ficção científica, mas as três revoluções citadas por Mattos já estão a pleno vapor. Pesquisas para desenvolvimento de órgãos humanos com impressoras 3D, realidade aumentada para uso pedagógico em simulações de situações de risco e funções de dispositivos móveis capazes de monitorar condições médicas dos usuários ou acessar dados bancários remotamente são exemplos de como essas novas tecnologias já estão em nosso dia a dia. E, pelo visto, vem muito mais por aí.

    (Adaptado de: RODRIGUES, Ennio. Internet é coisa do passado. Disponível em:<https://super.abril.com.br/tecnologia/internet-e-coisa-do-passado/> . Acesso em: 21 jul. 2015.) 
    Com base no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2cd222c4-06
  • 2CC2EA53-06

    Português

    Análise sintática
    UNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2015, Análise sintática
    No período “100 anos lutando para que ninguém mude nem uma vírgula da sua informação”, a segunda oração se relaciona com a primeira para indicar
    Escolha uma alternativa para a questão 2cc2ea53-06
  • 701B0048-06

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.


        Poverty may hinder kids’ brain development, study says

        Reduced gray matter, lower test scores reported for poor children

    July 20, 2015


    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension


        Poverty appears to affect the brain development of children, hampering the growth of gray matter and impairing their academic performance, researchers report. Poor children tend to have as much as 10 percent less gray matter in several areas of the brain associated with academic skills, according to a study published July 20 in JAMA Pediatrics. “We used to think of poverty as a ‘social’ issue, but what we are learning now is that it is a biomedical issue that is affecting brain growth,” said senior study author Seth Pollak, a professor of psychology, pediatrics, anthropology and neuroscience at the University of Wisconsin-Madison.

       The results could have profound implications for the United States, where low-income students now represent the majority of kids in public schools, the study authors said in background information. Fifty-one percent of public school students came from low-income families in 2013.

        Previous studies have shown that children living in poverty tend to perform poorly in school, the authors say. They have markedly lower test scores, and do not go as far in school as their well-off peers.

        To see whether this is due to some physical effect that poverty might have on a child’s brain, Pollak and his colleagues analyzed MRI scans of 389 typically developing kids aged 4 to 22, assessing the amount of gray matter in the whole brain as well as the frontal lobe, temporal lobe and hippocampus. “Gray matter contains most of the brain’s neuronal cells,” Pollak said. “In other words, other parts of the brain – like white matter – carry information from one section of the brain to another. But the gray matter is where seeing and hearing, memory, emotions, speech, decision making and self-control occur.”

        Children living below 150 percent of the federal poverty level – US$ 36,375 for a family of four – had 3 percent to 4 percent less gray matter in important regions of their brain, compared to the norm, the authors found. Those in families living below the federal poverty level fared even worse, with 8 percent to 10 percent less gray matter in those same brain regions. The federal poverty level in 2015 is US$ 24,250 for a family of four. These same kids scored an average of four to seven points lower on standardized tests, the researchers said.

        The team estimated that as much as 20 percent of the gap in test scores could be explained by reduced brain development. A host of poverty-related issues likely contribute to developmental lags in children’s brains, Pollak said. Low-income kids are less likely to get the type of stimulation from their parents and environment that helps the brain grow, he said. For example, they hear fewer new words, and have fewer opportunities to read or play games. Their brain development also can be affected by factors related to impoverishment, such as high stress levels, poor sleep, crowding and poor nutrition, Pollak said.

        This study serves as a call to action, given what’s already known about the effects of poverty on child development, said Dr. Joan Luby, a professor of child psychiatry at Washington University School of Medicine in St. Louis. “The thing that’s really important about this study in the context of the broader literature is that there really is enough scientific evidence to take public health action at this point,” said Luby, who wrote an editorial accompanying the study. “Poverty negatively affects brain development, and we also know that early interventions are powerfully effective,” Luby said. “They are more effective than interventions later in life, and they also are cost-effective.”


    (www.nlm.nih.gov. Adaptado.)

    A Dra. Joan Luby afirma que
    Escolha uma alternativa para a questão 701b0048-06
  • 700BAD2C-06

    Inglês

    Palavras conectivas | Connective words
    UNIFESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.


        Poverty may hinder kids’ brain development, study says

        Reduced gray matter, lower test scores reported for poor children

    July 20, 2015


    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2015, Palavras conectivas | Connective words


        Poverty appears to affect the brain development of children, hampering the growth of gray matter and impairing their academic performance, researchers report. Poor children tend to have as much as 10 percent less gray matter in several areas of the brain associated with academic skills, according to a study published July 20 in JAMA Pediatrics. “We used to think of poverty as a ‘social’ issue, but what we are learning now is that it is a biomedical issue that is affecting brain growth,” said senior study author Seth Pollak, a professor of psychology, pediatrics, anthropology and neuroscience at the University of Wisconsin-Madison.

       The results could have profound implications for the United States, where low-income students now represent the majority of kids in public schools, the study authors said in background information. Fifty-one percent of public school students came from low-income families in 2013.

        Previous studies have shown that children living in poverty tend to perform poorly in school, the authors say. They have markedly lower test scores, and do not go as far in school as their well-off peers.

        To see whether this is due to some physical effect that poverty might have on a child’s brain, Pollak and his colleagues analyzed MRI scans of 389 typically developing kids aged 4 to 22, assessing the amount of gray matter in the whole brain as well as the frontal lobe, temporal lobe and hippocampus. “Gray matter contains most of the brain’s neuronal cells,” Pollak said. “In other words, other parts of the brain – like white matter – carry information from one section of the brain to another. But the gray matter is where seeing and hearing, memory, emotions, speech, decision making and self-control occur.”

        Children living below 150 percent of the federal poverty level – US$ 36,375 for a family of four – had 3 percent to 4 percent less gray matter in important regions of their brain, compared to the norm, the authors found. Those in families living below the federal poverty level fared even worse, with 8 percent to 10 percent less gray matter in those same brain regions. The federal poverty level in 2015 is US$ 24,250 for a family of four. These same kids scored an average of four to seven points lower on standardized tests, the researchers said.

        The team estimated that as much as 20 percent of the gap in test scores could be explained by reduced brain development. A host of poverty-related issues likely contribute to developmental lags in children’s brains, Pollak said. Low-income kids are less likely to get the type of stimulation from their parents and environment that helps the brain grow, he said. For example, they hear fewer new words, and have fewer opportunities to read or play games. Their brain development also can be affected by factors related to impoverishment, such as high stress levels, poor sleep, crowding and poor nutrition, Pollak said.

        This study serves as a call to action, given what’s already known about the effects of poverty on child development, said Dr. Joan Luby, a professor of child psychiatry at Washington University School of Medicine in St. Louis. “The thing that’s really important about this study in the context of the broader literature is that there really is enough scientific evidence to take public health action at this point,” said Luby, who wrote an editorial accompanying the study. “Poverty negatively affects brain development, and we also know that early interventions are powerfully effective,” Luby said. “They are more effective than interventions later in life, and they also are cost-effective.”


    (www.nlm.nih.gov. Adaptado.)

    No trecho do quarto parágrafo “To see whether this is due to some physical effect that poverty might have on a child’s brain”, a expressão em destaque introduz uma
    Escolha uma alternativa para a questão 700bad2c-06
  • 6FF30624-06

    Inglês

    Vocabulário | Vocabulary
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    Leia o texto para responder à questão.

     

    Nobel winner Malala opens school for Syrian refugees

     

    Sylvia Westall

    July 13, 2015

    Bekaa Valley, Lebanon


    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2015, Vocabulário | Vocabulary 

     

      Malala Yousafzai, the youngest winner of the Nobel Peace Prize, celebrated her 18th birthday in Lebanon on Sunday by opening a school for Syrian refugee girls and called on world leaders to invest in “books not bullets”. Malala became a symbol of defiance after she was shot on a school bus in Pakistan in 2012 by the Taliban for advocating girls’ rights to education. She continued campaigning and won the Nobel in 2014.

       “I decided to be in Lebanon because I believe that the voices of the Syrian refugees need to be heard and they have been ignored for so long,” Malala told Reuters in a schoolroom decorated with drawings of butterflies. The Malala Fund, a non-profit organization that supports local education projects, provided most of the funding for the school, set up by Lebanon’s Kayany Foundation in the Bekaa Valley, close to the Syrian border. The Kayany Foundation, established by Syrian Nora Joumblatt in response to Syria’s refugee crisis, has already completed three other new schools to give free education to Syrian children in Lebanon. The Malala school can welcome up to 200 girls aged 14 to 18.

       “Today on my first day as an adult, on behalf of the world’s children, I demand of leaders we must invest in books instead of bullets,” Malala said in a speech. Lebanon is home to at least 1.2 million of the 4 million refugees that have fled Syria’s war to neighboring countries. There are about 500,000 Syrian school-age children in Lebanon, but only a fifth are in formal education. “We are in danger of losing generations of young Syrian girls due to the lack of education,” Joumblatt said in a speech at the opening of the school. “Desperate and displaced Syrians are increasingly seeing early marriage as a way to secure the social and financial future of their daughters. We need to provide an alternative: Keep young girls in school instead of being pressured into wedlock.”

        Lebanon, which allows informal settlements on land rented by refugees, says it can no longer cope with the influx from Syria’s four-year conflict. More than one in four people living in Lebanon is a refugee. The United Nations says the number of Syrian refugees in neighboring countries is expected to reach 4.27 million by the end of the year. “In Lebanon as well as in Jordan, an increasing number of refugees are being turned back at the border,” Malala said. “This is inhuman and this is shameful.”

        Her father Ziauddin said he was proud she was carrying on her activism into adulthood. “This is the mission we have taken for the last 8-9 years. A small moment for the education of girls in Swat Valley: it is spreading now all over the world,” he said.

     

    (www.reuters.com. Adaptado.)

    Analise o trecho do terceiro parágrafo “I demand of leaders we must invest in books instead of bullets”, para responder à questão.

    A expressão “instead of” indica uma ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 6ff30624-06
  • 6FD21364-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder à questão.

        

       É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.

      Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.

       Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.

        Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais – vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver.


    (Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)


    1facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada.

    2Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

    Depreende-se da leitura do primeiro parágrafo que
    Escolha uma alternativa para a questão 6fd21364-06
  • 6FBC6286-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que primeiro chama a atenção do crítico na ficção deste escritor é a despreocupação com as modas dominantes e o aparente arcaísmo da técnica. Num momento em que Gustave Flaubert sistematizara a teoria do “romance que narra a si próprio”, apagando o narrador atrás da objetividade da narrativa; num momento em que Émile Zola preconizava o inventário maciço da realidade, observada nos menores detalhes, ele cultivou livremente o elíptico, o incompleto, o fragmentário, intervindo na narrativa com bisbilhotice saborosa.
    A sua técnica consiste essencialmente em sugerir as coisas mais tremendas da maneira mais cândida (como os ironistas do século XVIII); ou em estabelecer um contraste entre a normalidade social dos fatos e a sua anormalidade essencial; ou em sugerir, sob aparência do contrário, que o ato excepcional é normal, e anormal seria o ato corriqueiro. Aí está o motivo da sua modernidade, apesar do seu arcaísmo de superfície.

    (Antonio Candido. Vários escritos, 2004. Adaptado.)

    O comentário do crítico Antonio Candido refere-se ao escritor
    Escolha uma alternativa para a questão 6fbc6286-06
  • 6F84F3D9-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho inicial de um artigo do livro Bilhões e bilhões do astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) para responder à questão.

    O tabuleiro de xadrez persa
        
      Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história, aconteceu na Pérsia antiga. Mas podia ter sido na Índia ou até na China. De qualquer forma, aconteceu há muito tempo. O grão-vizir, o principal conselheiro do rei, tinha inventado um novo jogo. Era jogado com peças móveis sobre um tabuleiro quadrado que consistia em 64 quadrados vermelhos e pretos. A peça mais importante era o rei. A segunda peça mais importante era o grão-vizir – exatamente o que se esperaria de um jogo inventado por um grão-vizir. O objetivo era capturar o rei inimigo e, por isso, o jogo era chamado, em persa, shahmat – shah para rei, mat para morto. Morte ao rei. Em russo, é ainda chamado shakhmat. Expressão que talvez transmita um remanescente sentimento revolucionário. Até em inglês, há um eco desse nome – o lance final é chamado checkmate (xeque-mate). O jogo, claro, é o xadrez. Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras do jogo, tudo evoluiu. Por exemplo, já não existe um grão-vizir – que se metamorfoseou numa rainha, com poderes muito mais terríveis.
        A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado “Morte ao rei” é um mistério. Mas reza a história que ele ficou tão encantado que mandou o grão-vizir determinar sua própria recompensa por ter criado uma invenção tão magnífica. O grão-vizir tinha a resposta na ponta da língua: era um homem modesto, disse ao xá. Desejava apenas uma recompensa simples. Apontando as oito colunas e as oito filas de quadrados no tabuleiro que tinha inventado, pediu que lhe fosse dado um único grão de trigo no primeiro quadrado, o dobro dessa quantia no segundo, o dobro dessa quantia no terceiro e assim por diante, até que cada quadrado tivesse o seu complemento de trigo. Não, protestou o rei, era uma recompensa demasiado modesta para uma invenção tão importante. Ofereceu joias, dançarinas, palácios. Mas o grão-vizir, com os olhos apropriadamente baixos, recusou todas as ofertas. Só desejava pequenos montes de trigo. Assim, admirando-se secretamente da humildade e comedimento de seu conselheiro, o rei consentiu.
        No entanto, quando o mestre do Celeiro Real começou a contar os grãos, o rei se viu diante de uma surpresa desagradável. O número de grãos começa bem pequeno: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... mas quando se chega ao 64o quadrado, o número se torna colossal, esmagador. Na realidade, o número é quase 18,5 quintilhões*. Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma dieta rica em fibras.
        Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo? Se cada grão tivesse o tamanho de um milímetro, todos os grãos juntos pesariam cerca de 75 bilhões de toneladas métricas, o que é muito mais do que poderia ser armazenado nos celeiros do xá. Na verdade, esse número equivale a cerca de 150 anos da produção de trigo mundial no presente. O relato do que aconteceu a seguir não chegou até nós. Se o rei, inadimplente, culpando-se pela falta de atenção nos seus estudos de aritmética, entregou o reino ao vizir, ou se o último experimentou as aflições de um novo jogo chamado vizirmat, não temos o privilégio de saber.

    *1 quintilhão = 1 000 000 000 000 000 000 = 1018. Para se contar esse número a partir de 0 (um número por segundo, dia e noite), seriam necessários 32 bilhões de anos (mais tempo do que a idade do universo).

    (Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008. Adaptado.)
    Considerado em seu contexto, o trecho “A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado ‘Morte ao rei’ é um mistério.” (2º parágrafo) sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 6f84f3d9-06