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Questões do ENEM: nível médio

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Resultados

27.392 questões encontradas. Mostrando a página 304 de 1370.

  • 1B11E6CC-B9

    História

    História Geral
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        Na Europa, as forças reacionárias que compunham a Santa Aliança não viam com bons olhos a emancipação política das colônias ibéricas na América. […] Todavia, o novo Império do Brasil podia contar com a aliança da poderosa Inglaterra, representada por George Canning, primeiro-ministro do rei Jorge IV. […] Canning acabaria por convencer o governo português a aceitar a soberania do Brasil, em 1825. Uma atitude coerente com o apoio que o governo britânico dera aos EUA, no ano anterior, por ocasião do lançamento da Doutrina Monroe, que afirmava o princípio da não intervenção europeia na América.


    (Ilmar Rohloff de Mattos e Luis Affonso Seigneur de Albuquerque.

    Independência ou morte: a emancipação política do Brasil, 1991.)



    O texto relaciona

    Escolha uma alternativa para a questão 1b11e6cc-b9
  • 1B07EAF6-B9

    História

    História do Brasil
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam o Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no Sul, mas toda essa gente tinha pouca relação entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação marítima, torna-se importante aprender bem história marítima, que é ligada à geografia. [...] Essa compreensão me deu muita liberdade para ver as relações que Rio, Pernambuco e Bahia tinham com Luanda. Depois a Bahia tem muito mais relação com o antigo Daomé, hoje Benin, na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a América portuguesa. [...]

        Nunca os missionários entraram na briga para saber se o africano havia sido ilegalmente escravizado ou não, mas a escravidão indígena foi embargada pelos missionários desde o começo, e isso também é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, que a escravidão africana predomine. [...] A escravização tem dois processos: o primeiro é a despersonalização, e o segundo é a dessocialização.

    Imagem da questão de História, UNESP 2019, História do Brasil

    O texto estabelece a formação do Brasil a partir da navegação marítima, o que implica reconhecer a importância
    Escolha uma alternativa para a questão 1b07eaf6-b9
  • 1B02196C-B9

    Conhecimentos Gerais

    Conhecimentos Gerais Sobre Arte e Cultura
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem. 



    Imagem da questão de Conhecimentos Gerais, UNESP 2019, Conhecimentos Gerais Sobre Arte e Cultura



    A Catedral de Notre-Dame, em Paris, parcialmente destruída por um incêndio em abril de 2019, é um exemplo da arquitetura

    Escolha uma alternativa para a questão 1b02196c-b9
  • 1AFF2FE6-B9

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado.


    (François Hartog. Regimes de historicidade:

    presentismo e experiências do tempo, 2015. Adaptado.)



    O texto afirma que a obra de Homero

    Escolha uma alternativa para a questão 1aff2fe6-b9
  • 1AEE1A65-B9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Analyse the following comic.



    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension


    (http://iniscommunication.com)


    The objective of the comic is to

    Escolha uma alternativa para a questão 1aee1a65-b9
  • 1ADD56AE-B9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Cerrado

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNESP 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension

        Located between the Amazon, Atlantic Forests and Pantanal, the Cerrado is the largest savanna region in South America.

        The Cerrado is one of the most threatened and overexploited regions in Brazil, second only to the Atlantic Forests in vegetation loss and deforestation. Unsustainable agricultural activities, particularly soy production and cattle ranching, as well as burning of vegetation for charcoal, continue to pose a major threat to the Cerrado’s biodiversity. Despite its environmental importance, it is one of the least protected regions in Brazil.

    Facts & Figures

    •  Covering 2 million km2 , or 21% of the country’s territory, the Cerrado is the second largest vegetation type in Brazil.

    •  The area is equivalent to the size of England, France, Germany, Italy and Spain combined.

    •  More than 1,600 species of mammals, birds and reptiles have been identified in the Cerrado.

    •  Annual rainfall is around 800 to 1600 mm.

    •  The capital of Brazil, Brasilia, is located in the heart of the Cerrado. •  Only 20% of the Cerrado’s original vegetation remains intact; less than 3% of the area is currently guarded by law.

    (http://wwf.panda.org. Adaptado.)

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNESP 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension

    The excerpt from the second paragraph “Despite its environmental importance, it is one of the least protected regions in Brazil” is reflected in the following item from Facts & Figures:
    Escolha uma alternativa para a questão 1add56ae-b9
  • 1AD6F954-B9

    Literatura

    Arcadismo
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        Tal movimento distingue-se pela atenuação do sentimentalismo e da melancolia, a ausência quase completa de interesse político no contexto da obra (embora não na conduta) e (como os modelos franceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. O mito da pureza da língua, do casticismo vernacular abonado pela autoridade dos autores clássicos, empolgou toda essa fase da cultura brasileira e foi um critério de excelência. É possível mesmo perguntar se a visão luxuosa dos autores desse movimento não representava para as classes dominantes uma espécie de correlativo da prosperidade material e, para o comum dos leitores, uma miragem compensadora que dava conforto.


    (Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)



    O texto refere-se ao movimento denominado 

    Escolha uma alternativa para a questão 1ad6f954-b9
  • 1AD3E7C4-B9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Examine o cartum de Pia Guerra, publicado no Instagram da revista The New Yorker em 13.11.2018.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension


    “I had that dream again where the small hairy creatures were selling my body for three dollars a gallon.”



    A mercadoria a que o cartum faz alusão está diretamente relacionada ao seguinte problema ambiental:

    Escolha uma alternativa para a questão 1ad3e7c4-b9
  • 1ACC2A6F-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        — […] O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas. [...] Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho.

    (Quincas Borba, 2016.)

    Considerando o contexto histórico de produção, verifica-se no trecho uma alusão irônica
    Escolha uma alternativa para a questão 1acc2a6f-b9
  • 1AC35F44-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Examine os gráficos. 


    Imagem da questão de Português, UNESP 2019, Interpretação de Textos

    (http://pt.climate-data.org)


    As dinâmicas climáticas representadas nos gráficos 1 e 2 correspondem, respectivamente, aos espaços retratados em

    Escolha uma alternativa para a questão 1ac35f44-b9
  • 1AC09131-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Onde estou? Este sítio desconheço:

    Quem fez tão diferente aquele prado?

    Tudo outra natureza tem tomado,

    E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.


    Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

    De estar a ela um dia reclinado;

    Ali em vale um monte está mudado:

    Quanto pode dos anos o progresso!


    Árvores aqui vi tão florescentes,

    Que faziam perpétua a primavera:

    Nem troncos vejo agora decadentes.


    Eu me engano: a região esta não era;

    Mas que venho a estranhar, se estão presentes

    Meus males, com que tudo degenera!

    (Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)

    Está reescrito em ordem direta, sem prejuízo de seu sentido original, o seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ac09131-b9
  • 1AB5601C-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Onde estou? Este sítio desconheço:

    Quem fez tão diferente aquele prado?

    Tudo outra natureza tem tomado,

    E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.


    Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

    De estar a ela um dia reclinado;

    Ali em vale um monte está mudado:

    Quanto pode dos anos o progresso!


    Árvores aqui vi tão florescentes,

    Que faziam perpétua a primavera:

    Nem troncos vejo agora decadentes.


    Eu me engano: a região esta não era;

    Mas que venho a estranhar, se estão presentes

    Meus males, com que tudo degenera!

    (Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)

    No soneto, o eu lírico expressa um sentimento de inadequação que, a seu turno, se faz presente na seguinte citação:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ab5601c-b9
  • 1AAF48A2-B9

    Português

    Denotação e Conotação
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNESP 2019, Denotação e Conotação

    Constituem exemplos de linguagem formal e de linguagem coloquial, respectivamente, as seguintes falas:
    Escolha uma alternativa para a questão 1aaf48a2-b9
  • 1AA83963-B9

    Português

    Análise sintática
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador.

        Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece.

        Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias.

        Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.”

        São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir.

        Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem.

    (Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.)

    1V. M.: Vossa Majestade.

    Sempre que haja necessidade expressiva de reforço, de ênfase, pode o objeto direto vir repetido. Essa reiteração recebe o nome de objeto direto pleonástico.
    (Adriano da Gama Kury. Novas lições de análise sintática, 1997. Adaptado.)

    Antônio Vieira recorre a esse recurso expressivo em:
    Escolha uma alternativa para a questão 1aa83963-b9
  • 1A9C569D-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador.

        Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece.

        Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias.

        Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.”

        São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir.

        Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem.

    (Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.)

    1V. M.: Vossa Majestade.

    Considerando o contexto, as lacunas numeradas no terceiro parágrafo do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por
    Escolha uma alternativa para a questão 1a9c569d-b9
  • 1A994F68-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

        No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador.

        Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece.

        Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias.

        Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.”

        São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir.

        Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem.

    (Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.)

    1V. M.: Vossa Majestade.

    À questão colocada por D. João IV, Antônio Vieira
    Escolha uma alternativa para a questão 1a994f68-b9
  • FF5AFD6B-B9

    História

    Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos
    UECE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre a expansão marítima portuguesa no litoral africano.


    ( ) Iniciou-se com a tomada e ocupação de Ceuta, localizada no estreito de Gibraltar, norte da África, no ano de 1415.

    ( ) As expedições portuguesas para África resultaram do tratado com a Espanha sobre ocupação territorial.

    ( ) Os portugueses chegaram à Ilha da Madeira em 1425, ao Açores em 1427 e Cabo do Bojador em 1434.

    ( ) Portugal enviou Fernão de Magalhães para ocupar o rio Douro em 1436 e a ilha do Arguim em 1443.


    A sequência correta, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão ff5afd6b-b9
  • FF53EA40-B9

    História

    História Geral
    UECE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leonardo da Vinci (1452-1519) considerava a pintura uma arte que faz cópia de todas as obras da natureza. Assim, o artista é amo e senhor de todas as coisas que podem passar pela imaginação humana. Para ele, a mente do pintor contém tudo o que está no universo em sua essência, em presença ou na imaginação. Na época de Leonardo da Vinci, a pintura como expressão artística passou a ter importância fundamental para
    Escolha uma alternativa para a questão ff53ea40-b9
  • FF5084BD-B9

    História

    História Geral
    UECE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Utopia é uma visão de sociedade imaginária, construída a partir da crítica de uma sociedade existente. Essa ideia foi inaugurada por meio da obra “Utopia” de Thomas More, publicada em 1516, que se constituiu em uma crítica profunda a determinadas atitudes das classes dominantes da Inglaterra, dentre as quais encontravam-se os chamados cercamentos (Enclosure Acts) que, na prática,
    Escolha uma alternativa para a questão ff5084bd-b9
  • FF486873-B9

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    UECE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considerando o mundo grego do século V ao IV a.C, assinale a opção que completa, correta e respectivamente, as lacunas do seguinte enunciado:


    “No mundo grego do século V a.C. ao século IV a.C., as cidades Atenas e Esparta exerceram poder e liderança sobre as demais cidades-Estados. Uniram-se para vencer os _________1 , porém, uma vez vitoriosas, tornaram-se forças rivais. Esparta formou aliança com várias cidades: essa aliança levou o nome de _________2; e Atenas impôs seu domínio liderando a união da _________3 , através da qual se fortaleceu militar e culturalmente, atraindo muitos pensadores e artistas de vários pontos da Grécia. As duas enfrentaram-se mutuamente, enfraqueceram-se e permitiram o surgimento de outras lideranças, como a da cidade de _________4 , por um curto período”.

    Escolha uma alternativa para a questão ff486873-b9