Sociologia
Relação entre Indivíduo e SociedadeUFPR · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosSobre a noção que sintetiza o processo de modernização tal como descrito por Max Weber, assinale a alternativa correta.
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Sobre a noção que sintetiza o processo de modernização tal como descrito por Max Weber, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
O futuro desse progresso é caracterizado por dois momentos: por um lado, pela aceleração com que se põe à nossa frente; por outro lado, pelo seu caráter desconhecido. Pois o tempo que se acelera em si mesmo, isto é, a nossa própria história, abrevia os campos da experiência, rouba-lhes sua continuidade, pondo repetidamente em cena mais material desconhecido, de modo que mesmo o presente, frente à complexidade desse conteúdo desconhecido, escapa em direção ao não experimentável. Essa situação começa a se delinear já mesmo antes da Revolução Francesa.
KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006. p. 36.
A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
Segundo Eric Hobsbawm:
Os liames entre o racismo e o nacionalismo são óbvios. A língua e a “raça” eram facilmente confundidas como no caso dos “arianos” e “semitas”, para indignação de estudiosos escrupulosos como Max Müller, para quem a “raça”, conceito genético, não podia ser inferida da língua, que não era herdada. Além disso há uma evidente analogia entre a insistência dos racistas na pureza racial e nos horrores da miscigenação, e também a insistência de tantas formas de nacionalismo linguístico – a maioria, talvez – sobre a necessidade de purificar a língua nacional de elementos estrangeiros. No século XIX, os ingleses foram bastantes excepcionais em exagerar suas origens híbridas (bretões, anglo-saxões, escandinavos, normandos, escoceses, irlandeses, etc.) e orgulhar-se da mistura filológica de sua língua. Contudo, o que trouxe a “raça” e a “nação” mais perto ainda foi a prática de usá-las como sinônimos possíveis, generalizando, de modo igualmente inexato, o caráter “racial/nacional”, como era então a moda.
HOBSBAWM, Eric J. Nações e Nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 2002, p.132.
Levando em consideração as informações apresentadas por Hobsbawm, assinale a alternativa correta.
Segundo Nicolau Sevcenko:
A rebelião juvenil dos anos 60 - catalisada pela resistência obstinada à intervenção norteamericana no Vietnã e pelo repúdio à repressão da Primavera de Praga pelas tropas soviéticas - abriu um campo de representação cultural autônomo, desvinculado da polarização da Guerra Fria. A indignação, o idealismo, a generosidade e a disposição de sacrifício dos jovens, associados às suas mensagens de humanismo, pacifismo e espontaneidade no retorno aos valores da natureza, do corpo e do prazer, da espiritualidade, abalaram o campo político estagnado e os transportaram para o centro do espetáculo. Sua palavra de ordem, "Faça amor, não faça a guerra", seguia a fórmula concisa e lapidar dos slogans publicitários e era acompanhada do símbolo oriental de uma forquilha invertida dentro de um círculo, caracterizando um logotipo, o que demonstra o quanto os jovens se apropriaram de técnicas que regiam o universo das mercadorias.
SEVCENKO, Nicolau. Aceleração tecnológica, mudanças econômicas e desequilíbrios. In: A corrida para o século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 85.
Levando em consideração o enunciado, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
Para começar, é difícil definir o tema. Quem é “o povo”? Todos, ou apenas quem não é da elite? Neste último caso estaremos empregando uma categoria residual e, como acontece muitas vezes em se tratando dessas categorias, corremos o risco de supor a homogeneidade dos excluídos. Talvez seja melhor seguir o exemplo de vários historiadores e teóricos recentes e pensar as culturas populares no plural, urbana e rural, masculina e feminina, velha e jovem, e assim por diante.
BURKE, Peter. O que é História Cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008, p. 41.
Considerando o exposto pelo autor a respeito da relação entre povo e cultura, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
No Magrebe, o século XIV foi um período caracterizado pela existência de uma série de conflitos, e embora para muitos historiadores ocidentais esse período representou a decadência do mundo muçulmano perante os reinos cristãos emergentes no Al - Andalus, Ibn Khaldun se referiu a esse período como um processo de transição: “No momento em que o mundo experimenta uma devastação desse tipo, dir-se-ia que ele vai mudar de natureza, para vir uma nova criação e organizar-se de novo, qual uma continuidade no devir. Portanto, é necessário um historiador que registre o estado atual do mundo e assinale as mudanças ocorridas nos costumes e nas crenças (…) para servir de exemplo e guia para os historiadores do futuro”.
IBN Jaldún. Al-Muqaddimah. Introducción a la historia universal. México: Fondo de Cultura Económica, 1987, p. 136. apud. BISSIO, Beatriz. O mundo falava árabe. A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. p. 79-80.
Sobre ibn Khaldun, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
De um modo ou de outro, o certo é que o visitador Heitor Furtado de Mendonça aqui chegou em 1591, instaurando uma atmosfera de medo e insegurança com a leitura de monitórios, sermões, procissões e autos-de-fé. Quando não eram vigiadas e delatadas pelos temíveis familiares e comissários do Santo Ofício, a rede de medo e terror fazia com que pessoas fossem denunciadas por vizinhos, conhecidos e parentes ou tomassem elas próprias a iniciativa de se confessar. O medo, entretanto, não foi a única razão das delações. Denunciava-se também por zelo moral e por retaliações pessoais movidas por ciúme, vingança, inimizade e até cobrança de dívidas.
BELLINI, Lígia. A coisa obscura. Mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 2014, p. 15.
Com relação ao texto acima e aos conhecimentos sobre o tema da Inquisição no Brasil colônia, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
Os elementos constitutivos do fascismo eram discrepantes. Encontramos a princípio um impulso romântico, isto é, uma mística nacional que idealiza tradições antigas, frequentemente inventando um passado mítico. A cultura fascista glorificava a ação, a virilidade, a juventude e a luta, traduzindo-as em uma imagem particular do corpo, em gestos, emblemas, e símbolos que visavam redefinir a identidade nacional. Todos esses valores exigiam uma antítese, correspondente a diferentes figuras externas: os gêneros excluídos, como gays e mulheres que não aceitavam sua posição subalterna; os excluídos sociais, como criminosos e ladrões; os excluídos políticos, como anarquistas, bolcheviques e subversivos; os excluídos raciais, como judeus e povos colonizados. Eles carregavam em suas mentes e corpos as marcas da ‘degeneração’, simbolizando a antítese da normalidade burguesa (que é física, como também estética e moral).
TRAVERSO, Enzo. As novas faces do fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021, p. 142.
Em relação ao ingresso e às influências da ideologia fascista no Brasil, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Os anos 1970 podem ser considerados a ‘era de ouro’ da televisão brasileira. Foi naquela década que a televisão, como sistema de comunicação, e algumas emissoras em particular (como a Rede Globo) construíram seu poderio e estabeleceram seu lugar definitivo na sociedade e na cultura brasileira. Obviamente, a televisão era considerada pelos setores mais intelectualizados e engajados um grande instrumento de manipulação da opinião pública e de alienação das massas trabalhadoras, que tomavam contato com um mundo artificial e glamouroso, ao qual não tinha acesso real. Enquanto isso, a realidade – política, social e econômica – era mascarada.
NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Contexto, 2001, p. 90.
Em relação à expansão da cultura televisiva nos anos 1970, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir:
Já nas vésperas do abolicionismo popular, a inundação de escravos na região de café do centro-sul causava uma preocupação generalizada nas principais zonas de grandes lavouras do Brasil. Nos fins dos anos 1870, alguns fazendeiros nordestinos, atribuindo à Lei Rio Branco a responsabilidade pela crescente escassez de trabalho na área e pela movimentação inter-regional de escravos, não consideravam mais a escravidão como a solução para seus contínuos problemas de trabalho. Sugeriram a atração de trabalhadores europeus livres com garantias de isenção do serviço militar e incentivos positivos, incluindo o investimento público em educação.
DRESCHER, Seymour. Abolição: uma história da escravidão e do antiescravismo. São Paulo: Editora da Unesp, 2011, p. 516.
Sobre o abolicionismo e a escravidão no Brasil durante o 2º Império, assinale a alternativa correta.
Considere a figura a seguir:

A falha reversa representada em 1 na figura apresenta atitude de direção e mergulho:
Sendo x a medida positiva de um ângulo em graus, o menor valor de x que satisfaz a equação 2cos2 x + 3senx = 0 é
Analise as figuras que indicam os polígonos P e Q, ambos com ângulos internos apenas de 90° e 270°, sendo x um número real positivo.

Comparando-se as áreas dos dois polígonos, conclui-se que
A figura a seguir é composta por seis segmentos de retas,
com
paralelo a
, e cinco ângulos, centrados em B, C,
D, E e F.

A soma das medidas dos cinco ângulos marcados na figura é igual a