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Questões do ENEM: nível médio

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Resultados

27.392 questões encontradas. Mostrando a página 867 de 1370.

  • 56277991-14

    Português

    Interpretação de Textos
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    Imagem da questão de Português, UERJ 2015, Interpretação de Textos

    Frei Betto

    Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

    Frei Betto inicia seu texto com uma citação do escritor uruguaio Eduardo Galeano, recorrendo a recurso comum de argumentação.


    Esse recurso constitui um argumento de:

    Escolha uma alternativa para a questão 56277991-14
  • 562292B9-14

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2015, Figuras de Linguagem

    Frei Betto

    Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

    Em sua origem grega, o termo “eufemismo" significa “palavra de bom agouro" ou “palavra que deseja o bem". Como figura de linguagem, indica um recurso que suaviza alguma ideia ou expressão mais chocante.


    Na crônica, o autor enfatiza o aspecto negativo dos eufemismos, que serviriam para distorcer a realidade.


    De acordo com o autor, o eufemismo camufla a desigualdade social no seguinte exemplo:

    Escolha uma alternativa para a questão 562292b9-14
  • 561E5234-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2015, Interpretação de Textos

    Fábio Moon e Gabriel Bá.

    Folha de São Paulo, 15/06/2013.

    O personagem presente no último quadrinho é um ácaro, um ser microscópico. Suas falas têm relação direta com seu tamanho. No contexto, é possível compreender a imagem do personagem omo uma metonímia.

    Essa metonímia representa algo que se define como:

    Escolha uma alternativa para a questão 561e5234-14
  • 561A0B48-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2015, Interpretação de Textos

    Fábio Moon e Gabriel Bá.

    Folha de São Paulo, 15/06/2013.

    No último quadrinho, formula-se uma analogia moral, quando se sugere que não é possível ver tudo o que acontece à frente dos olhos.

    A partir dessa analogia, pode-se chegar à seguinte conclusão:

    Escolha uma alternativa para a questão 561a0b48-14
  • 55E772C1-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos


    Imagem da questão de Português, UERJ 2015, Interpretação de Textos


    André Fantin
                                                                                                Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

    Por meio da generalização, pode-se atribuir um determinado conjunto de traços que não se relacionam apenas com o que está sendo nomeado.

    O melhor exemplo desse procedimento de generalização está presente em:

    Escolha uma alternativa para a questão 55e772c1-14
  • 55DF007A-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos


    Imagem da questão de Português, UERJ 2015, Interpretação de Textos


    André Fantin
                                                                                                Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

    “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo".(l. 8-9)


    Na definição acima, o trecho sublinhado contém duas comparações implícitas, que têm como referência o mundo dos adultos.

    Essas comparações são feitas por meio do seguinte recurso:

    Escolha uma alternativa para a questão 55df007a-14
  • AF2E0A7D-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Resmungos gramaticais
    Não tenho, obviamente, a intenção de aborrecer o leitor com minhas manias. Aliás, se dependesse de mim, só
    escreveria crônicas divertidas em vez de resmungos, graçolas. Mas é que sofro de manias e uma delas é de chatear-
    me com certas expressões, que vão se tornando comuns e que me parecem erradas. Está bem, está bem, já sei que
    não existem erros no uso do idioma, pelos menos, essa é a opinião dos linguistas, e a última coisa que quero é ser
    considerado por eles um sujeito ultrapassado e ranheta. Mas que posso fazer? Se o cara, referindo-se à semana em
    que estamos, diz "essa" em vez de "esta", tenho vontade de lhe mostrar a língua. (...)
    Como disse, não estou querendo encher a paciência dos leitores, mas já repararam como alguns comentaristas
    de futebol usam certos verbos? Sabemos que o futebol tem um universo verbal próprio, bastante pitoresco, aliás,
    contra o qual nada tenho a opor, muito pelo contrário. Acho até divertido quando o pessoal se refere a "essa" bola.
    Nunca dizem, por exemplo, "ele podia ter chutado a bola" e, sim, ter chutado "essa" bola. O jogador nunca "perdeu a
    bola" e, sim, "perdeu o domínio". São modos de falar muito pitorescos. O que me incomoda, porém, é quando dizem
    "Ronaldo machucou". Machucou o que? O pé, o tornozelo? Não, querem dizer que ele "se machucou", mas
    decretaram o fim do modo reflexivo do verbo machucar. (...)
    Mas ao folhear um volume de Machado de Assis, deparo-me com a seguinte expressão: "A família Batista foi
    aposentada em casa de Santos". Como aposentada na casa? Mas logo percebo que ele se refere aos aposentos que
    constituem uma casa, ou seja, a família Batista passou a ocupar um aposento da casa de Santos e, por isso, ficou
    "aposentada" ali. Descubro que a acepção atual é que é metafórica e decorrente daquela. E aí minhas convicções de
    patrulheiro vernacular começam a esvair-se.

    Ferreira Gullar, Folha de S. Paulo, 15.06.08

    Pelo que se depreende do posicionamento assumido pelo autor no excerto, suas “convicções começam a esvair-se” porque ele
    Escolha uma alternativa para a questão af2e0a7d-ab
  • AA46A029-AB

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um casal realizou aconselhamento genético e descobriu que a mulher, de fenótipo normal, possuía um gene para uma doença autossômica recessiva e o homem, também de fenótipo normal, apresentava genótipo homozigótico para o mesmo gene. Após ter uma criança do sexo masculino normal e não portadora do gene para a referida doença, o casal perguntou ao médico qual seria a probabilidade de que o segundo filho fosse uma criança do sexo feminino, portadora do gene para a doença. O médico informou que a probabilidade era igual a
    Escolha uma alternativa para a questão aa46a029-ab
  • A91049B8-AB

    Matemática

    Estatística
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Matemática, INSPER 2015, Estatística

    A tabela acima mostra os preços cobrados para o aluguel de uma máquina de laser usada para finalidades médicas. No último mês, um médico alugou essa máquina para o seu consultório em diferentes períodos, conforme resumido no gráfico abaixo.

    Figura 2 de 2 da questão de Matemática, INSPER 2015, Estatística

    O preço médio por hora pago por esse médico no referido mês para alugar a máquina, em reais, foi
    Escolha uma alternativa para a questão a91049b8-ab
  • A7D46D96-AB

    Matemática

    Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em 2009, a NASA lançou no espaço o telescópio Kepler. Uma das missões do
    elescópio era captar a variação do brilho da luz de estrelas devido à
    passagem de planetas em órbita ao redor delas. No instante em que um
    planeta passa entre a estrela e o telescópio, ocorre uma diminuição do
    brilho da luz da estrela captado pelo espectrógrafo do telescópio. No
    esquema da figura 1, o gráfico exemplifica uma situação em que a
    passagem de um planeta reduziu o brilho de luz, captado pelo telescópio,
    em cerca de 9%, o que ocorre regularmente a cada intervalo de
    aproximadamente 10 dias, ou seja, o período da órbita do planeta é de 10 dias.

    Considerando o planeta e a estrela como esferas, suas vistas frontais são círculos e, no caso do exemplo
    analisado da figura 1, pode-se dizer que a área do círculo do planeta corresponde a cerca de 9% da área do círculo da
    estrela.


    Figura 1 de 3 da questão de Matemática, INSPER 2015, Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações

    A figura 2 apresenta informações reais, obtidas pelo telescópio Kepler, de um planeta catalogado como Kepler
    7-b.
    Figura 2 de 3 da questão de Matemática, INSPER 2015, Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações Utilizando informações do gráfico da figura 2 e do gráfico abaixo, é correto concluir que a distância orbital do planeta Kepler 7-b em torno da sua estrela, em milhões de quilômetros, está entre

    Figura 3 de 3 da questão de Matemática, INSPER 2015, Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações
    Escolha uma alternativa para a questão a7d46d96-ab
  • A4311CF3-AB

    Geografia

    Impactos e soluções nos meios natural e rural
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Geografia, INSPER 2015, Impactos e soluções nos meios natural e rural

    Da associação dos elementos verbais e imagéticos presentes no cartaz afixado na árvore, constata-se que essa campanha publicitária emprega como estratégia persuasiva para sensibilizar o leitor
    Escolha uma alternativa para a questão a4311cf3-ab
  • 9CBD850E-AB

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Brasil produz mosquito transgênico para combater dengue
    Ministério da Saúde inaugura fábrica que vai produzir quatro milhões de mosquitos por semana

    (...) O Ministério da Saúde inaugurou em Juazeiro, na Bahia, uma fábrica que vai produzir mosquitos
    geneticamente alterados para combater a dengue. O laboratório será capaz de produzir por semana quatro milhões
    de machos transgênicos do Aedes aegypti. Desse modo, os técnicos esperam diminuir a reprodução do mosquito e a
    incidência da doença, que atingiu 431.194 pessoas no país desde o começo do ano.
    Os machos transgênicos (os cientistas inserem nos ovos do Aedes aegypti um gene que o tornará estéril – seus
    filhos serão incapazes de se desenvolver) se desenvolvem até a fase adulta e são levados até um local com alta
    incidência da dengue, onde são liberados. Ali, procuram pelas fêmeas da região e cruzam com elas. No entanto, seus
    filhos nunca chegarão a ultrapassar a fase de larva e causar dano à população. Desse modo, a próxima geração de
    mosquitos fica comprometida. (...)


    Imagem da questão de Biologia, INSPER 2015, Ecologia e ciências ambientais

    A relação ecológica que se estabelece quando os machos transgênicos são liberados no ambiente é
    Escolha uma alternativa para a questão 9cbd850e-ab
  • 9A21BEE0-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A estrofe a seguir, extraída da canção “Maria do Socorro”, de Edu Krieger, foi gravada por Maria Rita no disco Samba meu.

    Maria do Socorro
    Suas pernas torneadas
    Pelas ladeiras do morro
    Ela vai no baile funk
    De shortinho, top e gorro
    É afim do zé galinha
    Mas namora o zé cachorro (...).
    Disponível em: http://www.maria-rita.com/blog/index.php/audios-samba- meu/maria-do-socorro/. Acesso em 01.08.14.

    O motivo que leva a personagem a ter as pernas torneadas sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 9a21bee0-ab
  • 97AEF9A5-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    COMO ERA BOM
    o tempo em que marx explicava o mundo
    tudo era luta de classes
    como era simples
    o tempo que freud explicava
    que édipo tudo explicava
    tudo era clarinho limpinho explicadinho
    tudo era mais asséptico
    do que era quando eu nasci
    hoje rodado sambado pirado
    descobri que é preciso
    aprender a nascer todo dia

    Chacal, Belvedere [1971-2007].

    Nesse poema, o contraste entre passado e presente assume uma perspectiva pessimista que revela
    Escolha uma alternativa para a questão 97aef9a5-ab
  • 9675D635-AB

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    As figuras mostram um motor Dragster de 4 cilindros em tamanho real, usado em competições de arrancada, e uma miniatura desse motor, fabricada reduzindo-se todos os comprimentos originais na escala 1:20.

    Imagem da questão de Matemática, INSPER 2015, Aritmética e Problemas

    No motor original, a soma das capacidades volumétricas das câmaras de seus quatro cilindros é igual a 8 000 cm3 . Por isso, ele é popularmente conhecido como um motor com 8 000 “cilindradas". Dessa forma, o número de “cilindradas" da miniatura é igual a
    Escolha uma alternativa para a questão 9675d635-ab
  • 93D38E6B-AB

    Química

    Termoquímica: Energia Calorífica, Calor de reação, Entalpia, Equações e Lei de Hess.
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    Biodiesel no tanque
    Combustível produzido com etanol e óleos vegetais está pronto para abastecer ônibus e caminhões

    Se tudo correr bem, dentro de dois anos os veículos brasileiros movidos a óleo diesel - caminhões, ônibus,
    tratores e locomotivas - estarão rodando com um percentual de biodiesel no tanque. Um dos candidatos a esse novo
    combustível foi desenvolvido por meio da reação química de óleos vegetais com etanol, o álcool extraído da cana-de-
    açúcar, nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. [...] Com as características de ser
    totalmente renovável, produzir menos poluentes que o diesel do petróleo e por já existir uma indústria de produção
    de álcool no país, a adoção do biodiesel à base de etanol facilita a incorporação desse tipo de combustível à matriz
    energética brasileira. [...]
    Apesar da eficiência do processo de conversão [...], o biodiesel brasileiro ainda é mais caro do que o diesel
    comum.
    Os ensaios ficaram a cargo do engenheiro agrícola Afonso Lopes, professor do Departamento de Engenharia
    Rural da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). [...] Lopes testou o combustível no trator. [...] Quando
    o trator funcionou com 100% de biodiesel, o consumo aumentou, em média, 11%”, conta Lopes.
    Eduardo Cesar, Revista Fapesp, Edição 94 – Tecnologia – Dez. 2003. Texto adaptado.

    Segundo a reportagem, quando o trator funcionou apenas com biodiesel, o consumo aumentou. Considerando que os dois combustíveis possuem aproximadamente a mesma densidade, pode-se afirmar que 1 litro de biodiesel irá liberar, em relação a 1 litro de óleo diesel, uma energia

    Dados
    Óleo diesel: ΔH(combustão) = - 41,0 MJ/kg
    Biodiesel: ΔH(combustão) = - 36,9 MJ/kg
    Escolha uma alternativa para a questão 93d38e6b-ab
  • 91490A91-AB

    Química

    Energias Químicas no Cotidiano
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    Biodiesel no tanque
    Combustível produzido com etanol e óleos vegetais está pronto para abastecer ônibus e caminhões

    Se tudo correr bem, dentro de dois anos os veículos brasileiros movidos a óleo diesel - caminhões, ônibus,
    tratores e locomotivas - estarão rodando com um percentual de biodiesel no tanque. Um dos candidatos a esse novo
    combustível foi desenvolvido por meio da reação química de óleos vegetais com etanol, o álcool extraído da cana-de-
    açúcar, nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. [...] Com as características de ser
    totalmente renovável, produzir menos poluentes que o diesel do petróleo e por já existir uma indústria de produção
    de álcool no país, a adoção do biodiesel à base de etanol facilita a incorporação desse tipo de combustível à matriz
    energética brasileira. [...]
    Apesar da eficiência do processo de conversão [...], o biodiesel brasileiro ainda é mais caro do que o diesel
    comum.
    Os ensaios ficaram a cargo do engenheiro agrícola Afonso Lopes, professor do Departamento de Engenharia
    Rural da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). [...] Lopes testou o combustível no trator. [...] Quando
    o trator funcionou com 100% de biodiesel, o consumo aumentou, em média, 11%”, conta Lopes.
    Eduardo Cesar, Revista Fapesp, Edição 94 – Tecnologia – Dez. 2003. Texto adaptado.

    A reação de transformação de óleos vegetais em biodiesel é chamada de transesterificação. Nesse processo, um éster (óleo ou gordura) reage com um álcool produzindo biodiesel e glicerol. Levando-se em conta as substâncias citadas no texto, a produção desse combustível 100% renovável está corretamente equacionada em:
    Escolha uma alternativa para a questão 91490a91-ab
  • 9005FFBC-AB

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    Muito útil, o corretor ortográfico e gramatical de programas de edição de texto é uma ferramenta que sinaliza eventuais problemas de grafia e de construção. Na tela do computador, o trecho “nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais” o verbo “abrir” aparece destacado. Essa sinalização indica
    Escolha uma alternativa para a questão 9005ffbc-ab
  • 8ECC08E6-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    Pressupostos são ideias que, apesar de não estarem expressas no texto de forma explícita, podem ser identificadas pelo leitor a partir do emprego de certas palavras ou expressões. Na passagem “O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo” a palavra em destaque estabelece o mesmo pressuposto presente em
    Escolha uma alternativa para a questão 8ecc08e6-ab
  • 8D7FB823-AB

    Português

    Adjetivos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    No título, o termo “gordurosa” revela pistas sobre o ponto de vista defendido pelo autor. Com base nas ideias expostas ao longo do texto, é correto afirmar que esse adjetivo foi empregado no sentido de
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