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Questões do ENEM: nível difícil

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Resultados

9.777 questões encontradas. Mostrando a página 145 de 489.

  • 325EB061-58

    Inglês

    Vocabulário | Vocabulary
    UNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

                          Imagem da questão de Inglês, UNESP 2018, Vocabulário | Vocabulary


          In today’s political climate, it sometimes feels like we can’t even agree on basic facts. We bombard each other with statistics and figures, hoping that more data will make a difference. A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt. We’re left wondering, “Why can’t they just see? It’s so obvious!”

          Certain myths are so pervasive that no matter how many experts disprove them, they only seem to grow in popularity. There’s no shortage of serious studies showing no link between autism and vaccines, for example, but these are no match for an emotional appeal to parents worried for their young children.

          Tali Sharot, a cognitive neuroscientist at University College London, studies how our minds work and how we process new information. In her upcoming book, The Influential Mind, she explores why we ignore facts and how we can get people to actually listen to the truth. Tali shows that we’re open to new information – but only if it confirms our existing beliefs. We find ways to ignore facts that challenge our ideals. And as neuroscientist Bahador Bahrami and colleagues have found, we weigh all opinions as equally valid, regardless of expertise.

          So, having the data on your side is not always enough. For better or for worse, Sharot says, emotions may be the key to changing minds.

                                              (Shankar Vedantam. www.npr.org. Adaptado.)

    No trecho do primeiro parágrafo “A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt”, o termo sublinhado indica sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 325eb061-58
  • 325B76FE-58

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

                          Imagem da questão de Inglês, UNESP 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


          In today’s political climate, it sometimes feels like we can’t even agree on basic facts. We bombard each other with statistics and figures, hoping that more data will make a difference. A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt. We’re left wondering, “Why can’t they just see? It’s so obvious!”

          Certain myths are so pervasive that no matter how many experts disprove them, they only seem to grow in popularity. There’s no shortage of serious studies showing no link between autism and vaccines, for example, but these are no match for an emotional appeal to parents worried for their young children.

          Tali Sharot, a cognitive neuroscientist at University College London, studies how our minds work and how we process new information. In her upcoming book, The Influential Mind, she explores why we ignore facts and how we can get people to actually listen to the truth. Tali shows that we’re open to new information – but only if it confirms our existing beliefs. We find ways to ignore facts that challenge our ideals. And as neuroscientist Bahador Bahrami and colleagues have found, we weigh all opinions as equally valid, regardless of expertise.

          So, having the data on your side is not always enough. For better or for worse, Sharot says, emotions may be the key to changing minds.

                                              (Shankar Vedantam. www.npr.org. Adaptado.)

    De acordo com o texto, as pessoas
    Escolha uma alternativa para a questão 325b76fe-58
  • 3248094C-58

    Literatura

    Classificação dos Gêneros Literários
    UNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Ricardo Reis é, assim, o heterônimo clássico, ou melhor, neoclássico: sua visão da realidade deriva da Antiguidade greco-latina. Seus modelos de vida e de poesia, buscou-os na Grécia e em Roma.

    (Massaud Moisés. “Introdução”. In: Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos e outros poemas, 1997.)


    Levando-se em consideração esse comentário, pertencem a Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), os versos:

    Escolha uma alternativa para a questão 3248094c-58
  • 32324419-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em contínuas tristezas a alegria.


    Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto da pena assim se fia?


    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

    Na formosura não se dê constância,

    E na alegria sinta-se tristeza.


    Começa o mundo enfim pela ignorância,

    E tem qualquer dos bens por natureza

    A firmeza somente na inconstância.

                                                                       (Poemas escolhidos, 2010.)

    Verifica-se a ocorrência de um termo subentendido, mas citado no verso anterior, em:
    Escolha uma alternativa para a questão 32324419-58
  • 321BA886-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


          A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

          Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

          Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

          Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

          E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

          De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

          Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

          Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                     (Os melhores contos, 1997.)


    1 batelão: embarcação movida a remo.

    2 rincho: relincho.

    3 flaubert: um tipo de espingarda.

    Ao se converter o trecho “Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela” (7° parágrafo) para o discurso direto, o verbo “confessara” assume a forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 321ba886-58
  • 56C62CA1-07

    Física

    Cinemática
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Duas pequenas esferas, A e B, estão inicialmente paradas em alturas hA = 5 m e hB = 20 m, sobre uma mesma vertical, e serão lançadas horizontalmente para tocar o solo no ponto P, conforme mostra a figura.

    Imagem da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Cinemática


    No instante t = 0, a esfera B é lançada com velocidade vB = 1 m/s, enquanto a esfera A permanece em repouso. Considerando g = 10 m/s², desprezando a resistência do ar e sabendo que a esfera A será lançada com velocidade vA = 2 m/s, o intervalo de tempo entre os lançamentos das duas esferas para que toquem simultaneamente o ponto P deve ser igual a
    Escolha uma alternativa para a questão 56c62ca1-07
  • 56C35208-07

    Física

    Dinâmica
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Uma mola ideal tem uma de suas extremidades presa a uma parede vertical e a outra presa a um bloco. Tal bloco oscila em movimento harmônico simples entre as posições A e C, passando pelo ponto B, ponto médio do segmento Figura 1 de 2 da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Dinâmica, constituindo um sistema massa-mola.

    Figura 2 de 2 da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Dinâmica

    Sobre esse movimento, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 56c35208-07
  • 56B55C3C-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    De acordo com o sexto parágrafo,
    Escolha uma alternativa para a questão 56b55c3c-07
  • 56AC46F2-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do quarto parágrafo “a new species and genus was only realized”, o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 56ac46f2-07
  • 56A52636-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do terceiro parágrafo “The latter species part of its name”, o termo em destaque refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 56a52636-07
  • 566FA467-07

    Geografia

    Geografia Física
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A imagem de satélite representa um trecho da Serra do Mar próximo ao município de Cubatão, no estado de São Paulo.

    Imagem da questão de Geografia, Centro Universitário São Camilo 2017, Geografia Física

    (www.google.com.br)

    Considerando seus aspectos geomorfológicos, é correto afirmar que a Serra do Mar constitui
    Escolha uma alternativa para a questão 566fa467-07
  • 565F42EE-07

    Geografia

    População
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Geografia, Centro Universitário São Camilo 2017, População
    (http://gazetadopovo.com.br)

    O cartograma representa os fluxos de refugiados sírios entre os anos de 2010 e 2015. É correto afirmar que o destino desses deslocamentos está concentrado nos países localizados
    Escolha uma alternativa para a questão 565f42ee-07
  • 565190E0-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo a autora, a “boçalidade do mal”
    Escolha uma alternativa para a questão 565190e0-07
  • 56342486-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “pobre alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em 1925. 

    pobre alimária1 

    O cavalo e a carroça
    Estavam atravancados nos trilhos
    E como o motorneiro² se impacientasse
    Porque levava os advogados para os escritórios
    Desatravancaram o veículo
    E o animal disparou Mas o lesto³ carroceiro
    Trepou na boleia
    E castigou o fugitivo atrelado
    Com um grandioso chicote

    (Obras completas, vol 7, 1974.)

    ¹ alimária: animal quadrúpede.
    ² motorneiro: indivíduo que dirige bonde.
    ³ lesto: ágil, ligeiro.

    É correto afirmar que o poema
    Escolha uma alternativa para a questão 56342486-07
  • A8D9BF28-02

    Conhecimentos Gerais

    Conhecimentos Gerais de Educação nas Questões Sociais
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A educação é um processo pelo qual as gerações mais velhas impõem às gerações mais novas determinadas formas de agir, sentir, pensar, visando constituir o ser social em cada indivíduo e socializá-lo para seu lugar na divisão social do trabalho (classe social, profissão, etc.). Essa concepção de educação é
    Escolha uma alternativa para a questão a8d9bf28-02
  • A8BA84E7-02

    História

    História Geral
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho da entrevista que a jornalista Betty Milan realizou com a cientista social francesa Juliette Minus, pesquisadora especialista da condição feminina no mundo muçulmano.

    Betty Milan: (no Islã) Em que condições o homem pode repudiar a mulher com que se casou?
    Juliette Minus: Em quaisquer condições. Por ser estéril, por não ter filhos homens, por não cozinhar bem, ter mau humor, enfim, por qualquer coisa. E o homem não tem que prestar contas a ninguém. Basta usar a fórmula do repúdio, com ou sem testemunha, e o que resta à mulher é ir embora.
    MILAN, Betty. As mulheres do véu. Folha de São Paulo, 06 jan. 2002, Caderno Mais, p. 14 – 15.

    Normalmente, a muçulmana repudiada volta para a casa dos pais ou do irmão mais velho sem ficar necessariamente estigmatizada socialmente, recuperando inclusive seu dote e podendo se casar novamente depois de três meses. Porém, fica privada de levar seus filhos. Tal situação se justifica em termos religiosos e sociais pelo fato de que no Islã
    Escolha uma alternativa para a questão a8ba84e7-02
  • A8965B3A-02

    Física

    Física Moderna
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O princípio da incerteza de Heisenberg afirma não ser possível a determinação simultânea, com certa precisão, da posição e da quantidade de movimento de uma partícula. Essa impossibilidade se deve
    Escolha uma alternativa para a questão a8965b3a-02
  • A84D1599-02

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro:
    Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado). 
    O quarto parágrafo do texto desempenha a seguinte função argumentativa:
    Escolha uma alternativa para a questão a84d1599-02
  • A842B428-02

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    'Post-truth' named word of the year by Oxford Dictionaries

    In the era of Donald Trump and Brexit, Oxford Dictionaries has declared “post-truth” to be its international word of the year.

    Defined by the dictionary as an adjective “relating to or denoting circumstances in which objective facts are less influential in shaping public opinion than appeals to emotion and personal belief”, editors said that use of the term “post-truth” had increased by around 2,000% in 2016 compared to last year. The spike in usage, it said, is “in the context of the EU referendum in the United Kingdom and the presidential election in the United States”. 

    Contenders for the title had included the noun “alt-right”, shortened from the fuller form “alternative right” and defined as “an ideological grouping associated with extreme conservative or reactionary viewpoints, characterised by a rejection of mainstream politics and by the use of online media to disseminate deliberately controversial content”. First used in 2008, its use “surged” this spring and summer, said the dictionary, with 30% of usage in August alone.

    But the increase in usage of post-truth saw the term eventually emerge ahead of the pack. “We first saw the frequency really spike this year in June with buzz over the Brexit vote and Donald Trump securing the Republican presidential nomination. Given that usage of the term hasn’t shown any signs of slowing down, I wouldn’t be surprised if post-truth becomes one of the defining words of our time,” predicted Oxford Dictionaries president Casper Grathwohl.

    “It’s not surprising that our choice reflects a year dominated by highly-charged political and social discourse. Fuelled by the rise of social media as a news source and a growing distrust of facts offered up by the establishment, post-truth as a concept has been finding its linguistic footing for some time.” 

    Disponível em:<https://www.theguardian.com/books/2016/nov/15/post-truth-named-word-of-the-year-by-oxford-dictionaries>.Acesso em: 21 fev. 2017. (Adaptado).
    Considerando-se o contexto de uso dos termos deliberately, eventually e really, a palavra que completa adequadamente a sentença: post-truth as a concept has _________ been finding its linguistic footing for some time é a seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão a842b428-02
  • A83F39DB-02

    Inglês

    Falso Cognatos | False Cognates
    UEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.

    'Post-truth' named word of the year by Oxford Dictionaries

    In the era of Donald Trump and Brexit, Oxford Dictionaries has declared “post-truth” to be its international word of the year.

    Defined by the dictionary as an adjective “relating to or denoting circumstances in which objective facts are less influential in shaping public opinion than appeals to emotion and personal belief”, editors said that use of the term “post-truth” had increased by around 2,000% in 2016 compared to last year. The spike in usage, it said, is “in the context of the EU referendum in the United Kingdom and the presidential election in the United States”. 

    Contenders for the title had included the noun “alt-right”, shortened from the fuller form “alternative right” and defined as “an ideological grouping associated with extreme conservative or reactionary viewpoints, characterised by a rejection of mainstream politics and by the use of online media to disseminate deliberately controversial content”. First used in 2008, its use “surged” this spring and summer, said the dictionary, with 30% of usage in August alone.

    But the increase in usage of post-truth saw the term eventually emerge ahead of the pack. “We first saw the frequency really spike this year in June with buzz over the Brexit vote and Donald Trump securing the Republican presidential nomination. Given that usage of the term hasn’t shown any signs of slowing down, I wouldn’t be surprised if post-truth becomes one of the defining words of our time,” predicted Oxford Dictionaries president Casper Grathwohl.

    “It’s not surprising that our choice reflects a year dominated by highly-charged political and social discourse. Fuelled by the rise of social media as a news source and a growing distrust of facts offered up by the establishment, post-truth as a concept has been finding its linguistic footing for some time.” 

    Disponível em:<https://www.theguardian.com/books/2016/nov/15/post-truth-named-word-of-the-year-by-oxford-dictionaries>.Acesso em: 21 fev. 2017. (Adaptado).
    Considerando-se a estrutura linguística do texto, verifica-se que
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