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Questões do ENEM: nível difícil

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Resultados

9.777 questões encontradas. Mostrando a página 155 de 489.

  • FF783A8F-EF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Read the following interview to answer question.


    Drugs and Democracy in Rio de Janeiro:
    Trafficking, Social Networks, and Public Security


    INTRODUCTION: Thinking about Social Violence in Brazil


        Recently, drug traffickers based in Rio de Janeiro’s favelas have attacked government buildings, bombed buses, and successfully ordered widespread business closings. Over the past decade, murder rates have averaged 50 per 100,000, in line with the most violent U.S. cities, and overall rates may actually be even higher as a result of increasing rates of disappearances. In poor districts, murder rates can exceed 150 per 100,000 inhabitants. Indeed, riding this wave of criminal and police violence, human rights abuse has increased in Brazil since its transition to democracy two decades ago.
    Fonte: ARIAS, Enrique Desmond. Drugs and Democracy in Rio de Janeiro: Trafficking, Social Networks, and Public Security. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2006. Disponível em: www.jstor. org/stable/10.5149/9780807877371_arias. Acesso em 06/11/2017. [Introduction: p. 1-17]
    According to the text, it is possible to imply that:
    Escolha uma alternativa para a questão ff783a8f-ef
  • FF40EB74-EF

    Atualidades

    Atualidades do ano de 2017
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Conforme reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo em 22 de outubro de 2017, os casos de injúria racial explodiram no futebol brasileiro durante o ano de 2017. Até o mês de outubro, já haviam sido computados 41 casos nos estádios de futebol de todo o Brasil e na internet. Isso significa um aumento de 64% em relação a 2016.


    Diante desses dados, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão ff40eb74-ef
  • FEDBA38B-EF

    Atualidades

    Política
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    As tabelas a seguir trazem dados sobre a situação da governança na África, numa comparação entre 2006 e 2015, segundo o indicador da Fundação Ibrahim. Governança, tal qual é utilizada nessas tabelas, quer dizer: a oferta de bens políticos, sociais e econômicos que todo cidadão tem o direito de esperar das ações do Estado e que o Estado tem o dever de oferecer a seus cidadãos. O índice é construído a partir de quatro principais variáveis: estado de direito, direitos humanos, oportunidades econômicas e desenvolvimento humano. O sinal da tendência do índice indica melhora, quando positivo, ou piora, quando negativo.

    Imagem da questão de Atualidades, Faculdade Cásper Líbero 2017, Política


    Sobre os dados das tabelas, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fedba38b-ef
  • FE8FDA50-EF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a divisão do foco narrativo em Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que ela
    Escolha uma alternativa para a questão fe8fda50-ef
  • FE774EF3-EF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe774ef3-ef
  • FE45B9C7-EF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que identifica corretamente a narrativa de Contos Novos, de Mario de Andrade, a que se refere o crítico Anatol Rosenfeld na seguinte afirmação: “Este conto magistral lança um clarão sobre as cisões e contradições que se manifestam numa sociedade em transição, ainda presa de padrões paternalistas, mas em vias de democratização, urbanização e industrialização”.
    Escolha uma alternativa para a questão fe45b9c7-ef
  • FE3C456F-EF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Contos novos, de Mario de Andrade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fe3c456f-ef
  • FDD34F48-EF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente o sentido do adjetivo “misantropo”, relacionado à forma “misantrópica” que aparece em: “Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica”.
    Escolha uma alternativa para a questão fdd34f48-ef
  • FDBB7183-EF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Segundo o texto, ao examinar mais de perto a crença do Vale do Silício, descobre-se sua incoerência básica. Assinale a opção que identifica corretamente essa incoerência:
    Escolha uma alternativa para a questão fdbb7183-ef
  • FDAC9EEB-EF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Pode-se afirmar que no texto o autor defende a ideia de que:
    Escolha uma alternativa para a questão fdac9eeb-ef
  • E9005BB0-EB

    Conhecimentos Gerais

    Política
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    De 5 a 21 de agosto, mais de 200 países se reuniram para disputarem a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. No ranking de medalhas, ocuparam as cinco primeiras posições os seguintes países: EUA (121), Grã-Bretanha (67), China (70), Rússia (56) e Alemanha (42). Sobre a Rússia, avalie as afirmações a seguir:


    I. É um país transcontinental.
    II. Juntamente com o Brasil, África do Sul, Índia, e China, compõe o BRICS.
    III. Com 142.098.141 habitantes, é o terceiro país mais populoso do mundo.


    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão e9005bb0-eb
  • E8B71551-EB

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Os ciclos de vida apresentados pelos metazoários mostram diferenças marcantes, evidenciando a ampla diversidade de espécies presentes nesse grupo animal. Desde sua concepção até o estágio adulto, podendo ter desenvolvimento direto ou indireto. Considere as afirmativas abaixo:


    I. Os poríferos possuem reprodução sexual com larvas ciliadas que podem ser descritas como uma blástula.
    II. Os equinodermos, em sua maioria, têm sexos separados, sem estágios larvais durante o ciclo de vida.
    III. Os clitelados exibem desenvolvimento direto e ovos eclodem juvenis.


    Por meio do exposto, é possível afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão e8b71551-eb
  • E87AA7A9-EB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questão referem-se ao quadrinho abaixo.


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Com a aparição de um navio pirata, Snoopy tem intenção de
    Escolha uma alternativa para a questão e87aa7a9-eb
  • E869F735-EB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questao refere-se ao texto abaixo.


    The Century Trilogy: An epic of Follett proportions

    By Kevin Nance September 7, 2012



    Well before blockbuster movies, there were blockbuster novels: big, juicy, page-turning epics, with dozens of characters, exotic settings and multiple plots playing out over several years, often against the backdrop of some extended historical conflict. Tolstoy largely invented the form in 1869 with “War and Peace,” and by the middle of the 20th century, its latter-day stalwarts — including James Jones, Herman Wouk and the tireless fiction factory known as James Michener — bestrode the bestseller lists like the titans they were. In recent years, however, the form has fallen somewhat out of favor with writers, if not with readers. Who wants to spend so much time, day in and day out, with the same set of protagonists? Who wants to do all that research? Who has the nerve, not to mention the patience, to keep all those narrative balls in the air over hundreds of pages?

    Ken Follett, actually. At 63, the Welsh author is one of the last Mohicans of the form, having traded his highly successful thrillers (“Eye of the Needle,” “The Key to Rebecca”) for the multigenerational historical saga in 1989’s “The Pillars of the Earth” (adapted as a Starz miniseries in 2010) and its sequel, 2007’s “World Without End,” which premieres as a miniseries on Reelz next month. 

    Adaptado - Disponível em: https://www.washingtonpost. com/entertainment/books/the-century-trilogy-an-epic-of- -follett-proportions/2012/09/07.Acesso 22/9/16.

    Segundo o texto, Ken Follet
    Escolha uma alternativa para a questão e869f735-eb
  • E865CFDE-EB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questao refere-se ao texto abaixo.


    The Century Trilogy: An epic of Follett proportions

    By Kevin Nance September 7, 2012



    Well before blockbuster movies, there were blockbuster novels: big, juicy, page-turning epics, with dozens of characters, exotic settings and multiple plots playing out over several years, often against the backdrop of some extended historical conflict. Tolstoy largely invented the form in 1869 with “War and Peace,” and by the middle of the 20th century, its latter-day stalwarts — including James Jones, Herman Wouk and the tireless fiction factory known as James Michener — bestrode the bestseller lists like the titans they were. In recent years, however, the form has fallen somewhat out of favor with writers, if not with readers. Who wants to spend so much time, day in and day out, with the same set of protagonists? Who wants to do all that research? Who has the nerve, not to mention the patience, to keep all those narrative balls in the air over hundreds of pages?

    Ken Follett, actually. At 63, the Welsh author is one of the last Mohicans of the form, having traded his highly successful thrillers (“Eye of the Needle,” “The Key to Rebecca”) for the multigenerational historical saga in 1989’s “The Pillars of the Earth” (adapted as a Starz miniseries in 2010) and its sequel, 2007’s “World Without End,” which premieres as a miniseries on Reelz next month. 

    Adaptado - Disponível em: https://www.washingtonpost. com/entertainment/books/the-century-trilogy-an-epic-of- -follett-proportions/2012/09/07.Acesso 22/9/16.

    De acordo com o texto acima, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão e865cfde-eb
  • EF65F1E8-EB

    Atualidades

    Guerras, Conflitos e Terrorismo na Atualidade
    Centro universitário FAG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Mais de 300 pessoas morreram devido a dois atentados com caminhões-bomba em Mogadíscio neste mês de outubro, disse uma autoridade da Somália. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ef65f1e8-eb
  • EF3A5FD6-EB

    Matemática

    Progressão Aritmética - PA
    Centro universitário FAG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sejam A e B subconjuntos finitos de um mesmo conjunto X, tais que n(B - A), n(A - B) e n(A ∩ B) formam, nesta ordem, uma progressão aritmética de razão r > 0. Sabendo que n(B - A) = 4 e n(A U B) + r = 64, então, n(A - B) é igual a
    Escolha uma alternativa para a questão ef3a5fd6-eb
  • EF3456A7-EB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Text 2 - How to Tell if Your Sunscreen Protects You From the Sun - Here’s what you need to know.


        Don’t go overboard with the SPF. The American Academy of Dermatology recommends using an SPF of at least 30, but most experts agree to not go over 50. It’s not that a higher SPF doesn’t provide any more protection, but once you get above 50, that increase is negligible. Case in point: SPF 50 blocks about 97% of UVB rays, while SPF 100 blocks about 99%.
        But most sunscreen users don’t think about that; rather, they see a number that’s twice as high and assume they’ll get twice as much protection or that the protection will last twice as long, which cultivates a false sense of security that could lead to a bad burn. “SPF values above 50 are really misleading,” Lunder says. “They offer a very small increase in sunburn [UVB] protection, and they don't offer better UVA protection.” She says that the FDA is considering a rule to cap SPF values at 50, but nothing has been finalized.
        And then there’s the fact that, although the increase in SPF doesn’t add much protection, it could increase your chances of negative side effects from the ingredients. “We do not recommend SPF of 50 or higher, as the minimal added protection does not outweigh the exponentially more active ingredients required to do so,” Chris Birchby, the founder of the sun-care line Coola, tells Teen Vogue. “More active ingredients increase the chances of skin irritation.”
    http://www.teenvogue.com/story/how-to-tell-if-sunscreen-protects-you-from-the-sun
    If you use a SPF above 50 the increase is:
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  • EF318A94-EB

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Text 1:


    “ Autism affects one in 45 children in the United States, almost twice the rate from a few years ago, said a survey Friday that uses a new approach to assess the frequency of the developmental disorder. The latest figures may reflect a more accurate picture of autism spectrum disorder, said the report by the Centers for Disease Control and Prevention's (CDC) National Center for Health Statistics, and so does not necessarily mean that there is a ballooning autism epidemic.
    In fact, the study found that while autism spectrum diagnoses are more frequent than in the past, the overall number of people affected by neurodevelopment problems has not risen, but has remained steady over time. Autism spectrum disorder is a developmental disability that may cause a person to have difficulty behaving, learning, communicating and interacting with people. It is believed to be influenced by genetic and environmental factors, though scientists do not fully understand all its causes.”
    According to the text 1, choose the best reason why the author wrote this article:
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