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Questões do ENEM: nível difícil

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Resultados

9.777 questões encontradas. Mostrando a página 290 de 489.

  • AB80E298-B4

    Biologia

    Evolução humana
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A árvore filogenética a seguir apresenta os hominoides existentes até o momento: o homem (gênero Homo), os chimpanzés e bonobos (gênero Pan), os gorilas (gênero Gorilla), os orangotangos (gênero Pongo) e os gibões (vários gêneros, como, por exemplo, Hylobates). Todos os representantes são hominídeos, exceto Hylobates. Acerca destas afirmações e observando-se detalhadamente a árvore, pode-se afirmar que:
    Imagem da questão de Biologia, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Evolução humana
    Fonte: Adaptado de http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0c/Hominidae. PNG; acesso em 05/04/2014.
    Escolha uma alternativa para a questão ab80e298-b4
  • AB763270-B4

    Biologia

    Fungos
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    As dermatofitoses, conhecidas popularmente como micoses, são enfermidades variadas que atingem, primariamente, a pele de diversos hospedeiros. Seus agentes patogênicos são fungos, principalmente fungos filamentosos. Entre as diversas enfermidades deste tipo encontra-se a paracoccidioidomicose (PCM), também conhecida como blastomicose brasileira, causada pela levedura Paracoccidioides brasiliensis. Observação de pacientes com PCM revela progressiva destruição de tecidos do sistema linfático e sintomas semelhantes aos da tuberculose pulmonar. Baseando-se no texto lido, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão ab763270-b4
  • AB6FB53E-B4

    Química

    Grandezas: massa, volume, mol, massa molar, constante de Avogadro e Estequiometria.
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Uma solução apresenta uma concentração mássica de 30% de um soluto e possui uma quantidade de solvente igual a 56 g. A massa dessa solução é igual a:
    Escolha uma alternativa para a questão ab6fb53e-b4
  • AB6C0A2D-B4

    Química

    Grandezas: massa, volume, mol, massa molar, constante de Avogadro e Estequiometria.
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O carbeto de alumínio (Al4C3) pode ser hidrolisado para produzir o hidróxido de alumínio segundo a reação não balanceada abaixo:

    Al4C3 + H2O → Al(OH)3 + CH4

    Quando 480 g de carbeto de alumínio são hidrolisados, qual volume de CH4 será produzido? Admita que a conversão da reação seja total e que o CH4 seja recolhido sob pressão de 700 mmHg e temperatura de 27 ºC.

    Dados: Al = 27; C = 12; O = 16; H = 1
    Constante Universal dos Gases: 62,3 (mmHg∙L) / (mol·K)

    Escolha uma alternativa para a questão ab6c0a2d-b4
  • AB621AD8-B4

    Química

    Equilíbrio Químico
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o equilíbrio:
    A(g) + 2B(g) ⇄ AB2(g)

    Sabe-se que, para esse equilíbrio, a constante Kp vale:

    Kp = 1,5 x 10-3 atm-2 a 200 ºC
    Kp = 3,0 x 10-2 atm-2 a 300 ºC

    Marque a resposta correta:
    Escolha uma alternativa para a questão ab621ad8-b4
  • AB0F96B2-B4

    Física

    Calor Sensível
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Adotar
    g = 10 m/s2     sen 37º = 0,6     cos 37º = 0,8
    Em um recipiente de capacidade térmica CT = 50 cal/ºC, isolado do ambiente, estão 100 g de água a 40 ºC em equilíbrio térmico. Dentro deste recipiente foram colocados 80 g de gelo a -20 ºC. Após o novo equilíbrio térmico, qual é a temperatura da mistura?
    Dados: calor latente de fusão do gelo L = 80cal/g e
    calor específico da água ca = 1cal/g ºC
    calor específico do gelo cg = 0,5 cal/g ºC
    Escolha uma alternativa para a questão ab0f96b2-b4
  • AB081C83-B4

    Física

    Física Térmica - Termologia
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Adotar
    g = 10 m/s2     sen 37º = 0,6     cos 37º = 0,8
    Uma proveta graduada possui mercúrio até uma altura de 40 cm. Qual é a pressão exercida pela coluna de mercúrio no fundo da proveta?
    Dados: ϒHg = 13600 kgf/m3
    Escolha uma alternativa para a questão ab081c83-b4
  • AAF4025B-B4

    Física

    Dinâmica
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Adotar
    g = 10 m/s2     sen 37º = 0,6     cos 37º = 0,8
    Uma caixa está apoiada em repouso sobre uma mesa horizontal. A força normal sobre a caixa é N. Sobre a força de atrito entre a caixa e a mesa, nesta situação, é correto afirmar que:
    Obs.: µe = coeficiente de atrito estático e µd = coeficiente de atrito dinâmico.
    Escolha uma alternativa para a questão aaf4025b-b4
  • AADBB8A6-B4

    Física

    Estática e Hidrostática
    Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Adotar
    g = 10 m/s2     sen 37º = 0,6     cos 37º = 0,8
    Qual é a pressão exercida por uma força de 1,2018 N sobre uma placa quadrada de lado 20 cm?
    Escolha uma alternativa para a questão aadbb8a6-b4
  • 5EB9C470-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FATEC · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder a questão, considere a tirinha que mostra o diálogo entre o menino Calvin e o seu tigre de pelúcia – e amigo imaginário – Hobbes.

    Imagem da questão de Inglês, FATEC 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension
    (Bill Watterson’s Calvin and Hobbes, http://home.loloyd.com/ebooks/Calvin%20and%20Hobbes/9312/ch931201.gif Acesso em: 04.12.2013)
    No último quadro da tirinha, os quinze minutos que Hobbes menciona dizem respeito ao tempo que Calvin
    Escolha uma alternativa para a questão 5eb9c470-b2
  • 6CE1DFDB-B1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.


    The Rise of Antibiotic Resistance 

    By The Editorial Board

    May 10, 2014


        The World Health Organization has surveyed the growth of antibiotic-resistant germs around the world – the first such survey it has ever conducted – and come up with disturbing findings. In a report issued late last month, the organization found that antimicrobial resistance in bacteria (the main focus of the report), fungi, viruses and parasites is an increasingly serious threat in every part of the world. “A problem so serious that it threatens the achievements of modern medicine,” the organization said. “A post-antibiotic era, in which common infections and minor injuries can kill, far from being an apocalyptic fantasy, is instead a very real possibility for the 21st century.” 

        The growth of antibiotic-resistant pathogens means that in ever more cases, standard treatments no longer work, infections are harder or impossible to control, the risk of spreading infections to others is increased, and illnesses and hospital stays are prolonged. All of these drive up the costs of illnesses and the risk of death. The survey sought to determine the scope of the problem by asking countries to submit their most recent surveillance data (114 did so). Unfortunately, the data was glaringly incomplete because few countries track and monitor antibiotic resistance comprehensively, and there is no standard methodology for doing so.

        Still, it is clear that major resistance problems have already developed, both for antibiotics that are used routinely and for those deemed “last resort” treatments to cure people when all else has failed. Carbapenem antibiotics, a class of drugs used as a last resort to treat life-threatening infections caused by a common intestinal bacterium, have failed to work in more than half the people treated in some countries. The bacterium is a major cause of hospital-acquired infections such as pneumonia, bloodstream infections, and infections in newborns and intensive-care patients. Similarly, the failure of a last-resort treatment for gonorrhoea has been confirmed in 10 countries, including many with advanced health care systems, such as Australia, Canada, France, Sweden and Britain. And resistance to a class of antibiotics that is routinely used to treat urinary tract infections caused by E. coli is widespread; in some countries the drugs are now ineffective in more than half of the patients treated. This sobering report is intended to kick-start a global campaign to develop tools and standards to track drug resistance, measure its health and economic impact, and design solutions.

       The most urgent need is to minimize the overuse of antibiotics in medicine and agriculture, which accelerates the development of resistant strains. In the United States, the Food and Drug Administration (FDA) has issued voluntary guidelines calling on drug companies, animal producers and veterinarians to stop indiscriminately using antibiotics that are important for treating humans on livestock; the drug companies have said they will comply. But the agency, shortsightedly, has appealed a court order requiring it to ban the use of penicillin and two forms of tetracycline by animal producers to promote growth unless they provide proof that it will not promote drug-resistant microbes.

       The pharmaceutical industry needs to be encouraged to develop new antibiotics to supplement those that are losing their effectiveness. The Royal Pharmaceutical Society, which represents pharmacists in Britain, called this month for stronger financial incentives. It said that no new class of antibiotics has been discovered since 1987, largely because the financial returns for finding new classes of antibiotics are too low. Unlike lucrative drugs to treat chronic diseases like cancer and cardiovascular ailments, antibiotics are typically taken for a short period of time, and any new drug is apt to be used sparingly and held in reserve to treat patients resistant to existing drugs. Antibiotics have transformed medicine and saved countless lives over the past seven decades. Now, rampant overuse and the lack of new drugs in the pipeline threaten to undermine their effectiveness.

    (www.nytimes.com. Adaptado.)

    No trecho do quarto parágrafo “has appealed a court order requiring it to ban the use of penicillin”, o termo em destaque se refere a
    Escolha uma alternativa para a questão 6ce1dfdb-b1
  • 6CC851CE-B1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.

    Healthy choices

    How do we reduce waistlines in a country where we traditionally do not like telling individuals what to do?

    By Telegraph View

    22 Aug 2014

                                                                                        Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health

                                                                                                      England, suggests that parents feed their children

                                                                                                      from smaller plates. Photo: Alamy


       Every new piece of information about Britain’s weight problem makes for ever more depressing reading. Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health England, today tells us that by 2034 some six million Britons will suffer from diabetes. Of course, many people develop diabetes through no fault of their own. But Mr Selbie’s research concludes that if the levels of obesity returned to their 1994 levels, 1.7 million fewer people would suffer from the condition.

      Given that fighting diabetes already drains the National Health Service (NHS) by more than £1.5 million, or 10 per cent of its budget for England, the impact upon the Treasury in 20 years’ time from unhealthy lifestyles could be catastrophic. Bad health not only impacts on the individual but also on the rest of the community.

       Diagnosis of the challenge is straightforward. The tougher question is what to do about reducing waistlines in a country where we traditionally do not like telling individuals what to do.

       It is interesting to note that Mr Selbie does not ascribe to the Big Brother approach of ceaseless legislation and nannying. Rather, he is keen to promote choices – making the case passionately that people should be encouraged to embrace good health. One of his suggestions is that parents feed their children from smaller plates. That way the child can clear his or her plate, as ordered, without actually consuming too much. Like all good ideas, this is rooted in common sense. 

    (www.telegraph.co.uk. Adaptado.)

    No trecho inicial do segundo parágrafo “Given that fighting diabetes already drains the National Health Service”, a expressão em destaque introduz
    Escolha uma alternativa para a questão 6cc851ce-b1
  • 6CC45B8B-B1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.

    Healthy choices

    How do we reduce waistlines in a country where we traditionally do not like telling individuals what to do?

    By Telegraph View

    22 Aug 2014

                                                                                        Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health

                                                                                                      England, suggests that parents feed their children

                                                                                                      from smaller plates. Photo: Alamy


       Every new piece of information about Britain’s weight problem makes for ever more depressing reading. Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health England, today tells us that by 2034 some six million Britons will suffer from diabetes. Of course, many people develop diabetes through no fault of their own. But Mr Selbie’s research concludes that if the levels of obesity returned to their 1994 levels, 1.7 million fewer people would suffer from the condition.

      Given that fighting diabetes already drains the National Health Service (NHS) by more than £1.5 million, or 10 per cent of its budget for England, the impact upon the Treasury in 20 years’ time from unhealthy lifestyles could be catastrophic. Bad health not only impacts on the individual but also on the rest of the community.

       Diagnosis of the challenge is straightforward. The tougher question is what to do about reducing waistlines in a country where we traditionally do not like telling individuals what to do.

       It is interesting to note that Mr Selbie does not ascribe to the Big Brother approach of ceaseless legislation and nannying. Rather, he is keen to promote choices – making the case passionately that people should be encouraged to embrace good health. One of his suggestions is that parents feed their children from smaller plates. That way the child can clear his or her plate, as ordered, without actually consuming too much. Like all good ideas, this is rooted in common sense. 

    (www.telegraph.co.uk. Adaptado.)

    Segundo o texto, a diabetes
    Escolha uma alternativa para a questão 6cc45b8b-b1
  • 6CBD2E58-B1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.

    Healthy choices

    How do we reduce waistlines in a country where we traditionally do not like telling individuals what to do?

    By Telegraph View

    22 Aug 2014

                                                                                        Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health

                                                                                                      England, suggests that parents feed their children

                                                                                                      from smaller plates. Photo: Alamy


       Every new piece of information about Britain’s weight problem makes for ever more depressing reading. Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health England, today tells us that by 2034 some six million Britons will suffer from diabetes. Of course, many people develop diabetes through no fault of their own. But Mr Selbie’s research concludes that if the levels of obesity returned to their 1994 levels, 1.7 million fewer people would suffer from the condition.

      Given that fighting diabetes already drains the National Health Service (NHS) by more than £1.5 million, or 10 per cent of its budget for England, the impact upon the Treasury in 20 years’ time from unhealthy lifestyles could be catastrophic. Bad health not only impacts on the individual but also on the rest of the community.

       Diagnosis of the challenge is straightforward. The tougher question is what to do about reducing waistlines in a country where we traditionally do not like telling individuals what to do.

       It is interesting to note that Mr Selbie does not ascribe to the Big Brother approach of ceaseless legislation and nannying. Rather, he is keen to promote choices – making the case passionately that people should be encouraged to embrace good health. One of his suggestions is that parents feed their children from smaller plates. That way the child can clear his or her plate, as ordered, without actually consuming too much. Like all good ideas, this is rooted in common sense. 

    (www.telegraph.co.uk. Adaptado.)

    According to the text, Mr Duncan Selbie concluded that
    Escolha uma alternativa para a questão 6cbd2e58-b1
  • 6CB267E2-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto de Cruz e Sousa.

    Silêncios

    Largos Silêncios interpretativos,

    Adoçados por funda nostalgia,

    Balada de consolo e simpatia

    Que os sentimentos meus torna cativos;


    Harmonia de doces lenitivos,

    Sombra, segredo, lágrima, harmonia

    Da alma serena, da alma fugidia

    Nos seus vagos espasmos sugestivos.


    Ó Silêncios! ó cândidos desmaios,

    Vácuos fecundos de celestes raios

    De sonhos, no mais límpido cortejo...


    Eu vos sinto os mistérios insondáveis

    Como de estranhos anjos inefáveis

    O glorioso esplendor de um grande beijo!

    (Cruz e Sousa. Broquéis, Faróis, Últimos Sonetos, 2008.)



    A análise do soneto revela como tema e recursos poéticos, respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 6cb267e2-b1
  • 6CA86CC1-B1

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do conto “O mandarim”, de Eça de Queirós, para responder a questão.


        Então começou a minha vida de milionário. Deixei bem depressa a casa de Madame Marques – que, desde que me sabia rico, me tratava todos os dias a arroz- -doce, e ela mesma me servia, com o seu vestido de seda dos domingos. Comprei, habitei o palacete amarelo, ao Loreto: as magnificências da minha instalação são bem conhecidas pelas gravuras indiscretas da Ilustração Francesa. Tornou-se famoso na Europa o meu leito, de um gosto exuberante e bárbaro, com a barra recoberta de lâminas de ouro lavrado e cortinados de um raro brocado negro onde ondeiam, bordados a pérolas, versos eróticos de Catulo; uma lâmpada, suspensa no interior, derrama ali a claridade láctea e amorosa de um luar de Verão.

        [...]

       Entretanto Lisboa rojava-se aos meus pés. O pátio do palacete estava constantemente invadido por uma turba: olhando-a enfastiado das janelas da galeria, eu via lá branquejar os peitilhos da Aristocracia, negrejar a sotaina do Clero, e luzir o suor da Plebe: todos vinham suplicar, de lábio abjeto, a honra do meu sorriso e uma participação no meu ouro. Às vezes consentia em receber algum velho de título histórico: – ele adiantava-se pela sala, quase roçando o tapete com os cabelos brancos, tartamudeando adulações; e imediatamente, espalmando sobre o peito a mão de fortes veias onde corria um sangue de três séculos, oferecia-me uma filha bem-amada para esposa ou para concubina.

        Todos os cidadãos me traziam presentes como a um ídolo sobre o altar – uns odes votivas, outros o meu monograma bordado a cabelo, alguns chinelas ou boquilhas, cada um a sua consciência. Se o meu olhar amortecido fixava, por acaso, na rua, uma mulher – era logo ao outro dia uma carta em que a criatura, esposa ou prostituta, me ofertava a sua nudez, o seu amor, e todas as complacências da lascívia.

        Os jornalistas esporeavam a imaginação para achar adjetivos dignos da minha grandeza; fui o sublime Sr. Teodoro, cheguei a ser o celeste Sr. Teodoro; então, desvairada, a Gazeta das Locais chamou-me o extraceleste Sr. Teodoro! Diante de mim nenhuma cabeça ficou jamais coberta – ou usasse a coroa ou o coco. Todos os dias me era oferecida uma presidência de Ministério ou uma direção de confraria. Recusei sempre, com nojo.

    (Eça de Queirós. O mandarim, s/d.)

    “Os jornalistas esporeavam a imaginação para achar adjetivos dignos da minha grandeza; fui o sublime Sr. Teodoro, cheguei a ser o celeste Sr. Teodoro; então, desvairada, a Gazeta das Locais chamou-me o extraceleste Sr. Teodoro!”


    Nesta passagem do último parágrafo, identifica-se uma

    Escolha uma alternativa para a questão 6ca86cc1-b1
  • 6C9EAE52-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    “A pessoa é presa por pirataria – e aí a cadeia mostra filmes piratas?”, denunciou o americano Richard Humprey, condenado a 29 meses de prisão por distribuir conteúdo pirateado na internet. O presídio onde ele está, em Ohio, foi pego exibindo uma cópia ilegal do filme O lobo de Wall Street.
    (Superinteressante, julho de 2014.)

    A fala do condenado revela
    Escolha uma alternativa para a questão 6c9eae52-b1
  • 6C74ABC3-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.


        Cumpridos dez anos de prisão por um crime que não pratiquei e do qual, entanto, nunca me defendi, morto para a vida e para os sonhos: nada podendo já esperar e coisa alguma desejando – eu venho fazer enfim a minha confissão: isto é, demonstrar a minha inocência.

    Talvez não me acreditem. Decerto que não me acreditam. Mas pouco importa. O meu interesse hoje em gritar que não assassinei Ricardo de Loureiro é nulo. Não tenho família; não preciso que me reabilitem. Mesmo quem esteve dez anos preso, nunca se reabilita. A verdade simples é esta.

        E àqueles que, lendo o que fica exposto, me perguntarem: “Mas por que não fez a sua confissão quando era tempo? Por que não demonstrou a sua inocência ao tribunal?”, a esses responderei: – A minha defesa era impossível. Ninguém me acreditaria. E fora inútil fazer-me passar por um embusteiro ou por um doido… Demais, devo confessar, após os acontecimentos em que me vira envolvido nessa época, ficara tão despedaçado que a prisão se me afigurava uma coisa sorridente. Era o esquecimento, a tranquilidade, o sono. Era um fim como qualquer outro – um termo para a minha vida devastada. Toda a minha ânsia foi pois de ver o processo terminado e começar cumprindo a minha sentença.

        De resto, o meu processo foi rápido. Oh! o caso parecia bem claro… Eu nem negava nem confessava. Mas quem cala consente… E todas as simpatias estavam do meu lado.

        O crime era, como devem ter dito os jornais do tempo, um “crime passional”. Cherchez la femme*. Depois, a vítima um poeta – um artista. A mulher romantizara-se desaparecendo. Eu era um herói, no fim de contas. E um herói com seus laivos de mistério, o que mais me aureolava. Por tudo isso, independentemente do belo discurso de defesa, o júri concedeu-me circunstâncias atenuantes. E a minha pena foi curta.

        Ah! foi bem curta – sobretudo para mim… Esses dez anos esvoaram-se-me como dez meses. É que, em realidade, as horas não podem mais ter ação sobre aqueles que viveram um instante que focou toda a sua vida. Atingido o sofrimento máximo, nada já nos faz sofrer. Vibradas as sensações máximas, nada já nos fará oscilar. Simplesmente, este momento culminante raras são as criaturas que o vivem. As que o viveram ou são, como eu, os mortos-vivos, ou – apenas – os desencantados que, muita vez, acabam no suicídio.

    * Cherchez la femme: Procurem a mulher. 

    (Mário de Sá-Carneiro. A confissão de Lúcio, 2011.)

    No texto, o narrador sugere que tinha sido condenado por um crime
    Escolha uma alternativa para a questão 6c74abc3-b1
  • 6C6868D7-B1

    Português

    Pontuação
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder a questão.


    Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?

    Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.

      O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder participar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar um contador na rede social.

       Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade dos participantes no 33.º dia, no 66.º e no último dia da abstinência.

       Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso, a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.

    (http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)


    Considere os enunciados a seguir para responder a questão.

    •  [...] ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. (1.º parágrafo)

    •  [...] que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”. (4.º parágrafo)

    Nos dois trechos, utilizam-se as aspas, respectivamente, para
    Escolha uma alternativa para a questão 6c6868d7-b1
  • 6C61D5D8-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?

    Uma organização não governamental holandesa está propondo um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuários longe da rede social.

      O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder participar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar um contador na rede social.

       Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade dos participantes no 33.º dia, no 66.º e no último dia da abstinência.

       Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso, a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, que poderiam ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.

    (http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)

    Uma informação possível de se concluir da leitura do texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6c61d5d8-b1