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Questões do ENEM: nível difícil

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Resultados

9.777 questões encontradas. Mostrando a página 419 de 489.

  • 6BA072EB-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    UNICENTRO · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Quando a embalagem de um alimento expõe que a sua composição é rica em proteínas, significa que, durante o processo de digestão desse alimento, o composto orgânico em questão será substrato para a ação de enzimas digestórias específicas, encontradas na composição de secreções que atuam em diferentes órgãos do sistema digestório.

    Considerando-se as informações, é correto afirmar que a digestão das proteínas
    Escolha uma alternativa para a questão 6ba072eb-b0
  • F5D54C19-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Sobre características do estilo de Castro Alves presentes no poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Presença de uma visão erotizada do amor e da mulher.
    II. Abandono do tom aclamatório presente nos poemas sobre os escravos.
    III. Confirma sua inserção na segunda geração do Romantismo.
    IV. Revela influência do sentimentalismo amoroso adulto.

    Assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão f5d54c19-b0
  • F5D1DE6B-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I

        Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

         A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo! 

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse.

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Texto II

    O tempo fecha.
    Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
    Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
    que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
    por cigarras! O que faço aqui no campo
    declamando aos metros versos longos e sentidos?
    Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
    sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
    agora sou profissional. 
    (CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!” 

       Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!

       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.

       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa.

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.) 


    Texto IV

        Mas quando todas as luzes da península se apagaram ao mesmo tempo, apagón lhe chamaram depois em Espanha, negrum numa aldeia portuguesa ainda inventora de palavras, quando quinhentos e oitenta e um mil quilómetros quadrados de terras se tornaram invisíveis na face do mundo, então não houve mais dúvidas, o fim de tudo chegara. Valeu a extinção total das luzes não ter durado mais do que quinze minutos, até que se completaram as conexões de emergência que punham em acção os recursos energéticos próprios, nesta altura do ano escassos, pleno verão, Agosto pleno, seca, míngua das albufeiras, escassez das centrais térmicas, as nucleares malditas, mas foi verdadeiramente o pandemónio peninsular, os diabos à solta, o medo frio, o aquelarre, um terramoto não teria sido pior em efeitos morais. Era noite, o princípio dela, quando a maioria das pessoas já recolheram a casa, estão uns sentados a olhar a televisão, nas cozinhas as mulheres preparam o jantar, um pai mais paciente ensina, incerto, o problema de aritmética, parece que a felicidade não é muita, mas logo se viu quanto afinal valia, este pavor, esta escuridão de breu, este borrão de tinta caído sobre a Ibéria, Não nos retires a luz, Senhor, faz que ela volte, e eu te prometo que até ao fim da minha vida não te farei outro pedido, isto diziam os pecadores arrependidos, que sempre exageram.

    (SARAMAGO, José. A jangada de pedra. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p.35-36.)

    Considere as afirmativas a seguir, relativas aos textos I, II, III e IV.

    I. O texto I exemplifica a presença de expressões próprias da oralidade no texto literário, o que se comprova em “já vê...” e “de a pé”.

    II. No texto II, a presença da oralidade em “[...] Minhas saudades ensurdecidas por cigarras! [...]” é um recurso típico do modernismo português.

    III. O texto III é um exemplo de variante histórica, pois traz marcas da norma padrão do português utilizado no Brasil do século XIX, como se nota em “cousa”.

    IV. No texto IV, os vocábulos “quilómetros” e “acção” são marcas do português europeu, uma das variantes da língua portuguesa.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5d1de6b-b0
  • F5C6D5E3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que apresenta o mesmo sentido do trecho “Enquanto iam-lhe cicatrizando as feridas roxas do corpo tatuado pela chibata, abria-se-lhe na alma rude de marinheiro um grande vácuo [...]” (p. 61), retirado do romance Bom-Crioulo de Adolfo Caminha. 
    Escolha uma alternativa para a questão f5c6d5e3-b0
  • F5BAF866-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Sobre o trecho do capítulo XI de Bom-Crioulo (Texto III) e sua relação com o todo do romance, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5baf866-b0
  • F5A566BB-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Contos gauchescos é uma obra representativa
    Escolha uma alternativa para a questão f5a566bb-b0
  • F5A0788E-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Acerca dos fatos narrados no texto, considere as afirmativas a seguir

    I. Agora que já estavam velhos e cansados, os animais eram mantidos na estância para servir às mulheres e às crianças da família, especialmente para irem até o riacho.

    II. O riacho, local de banho da família, não ficava muito longe da casa, mas assim mesmo eles utilizavam a carreta de bois para se locomover até lá.

    III. Depois da higiene matinal e de tomar o café da manhã, os moradores da estância reuniam-se no terreiro para começar a trabalhar na plantação.

    IV. Os bois eram tão mansos e acostumados com a tarefa que até mesmo as mulheres e as crianças podiam conduzir a carreta puxada por eles.

    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5a0788e-b0
  • F59C4434-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Os termos “baixo”, “regalo” e “baio” são empregados no texto, respectivamente, com os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão f59c4434-b0
  • 22A1E785-B0

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UFU-MG · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a seguinte passagem extraída do texto e assinale a opção que NÃO apresenta um equivalente para o fragmento em destaque:


    “Aunque SE LES TILDE DE deportes no pasan de ser estúpidos juegos de entretenimiento.” (párrafo 11)

    Escolha uma alternativa para a questão 22a1e785-b0
  • 229AA390-B0

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UFU-MG · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Assinale a opção que completa corretamente a paráfrase abaixo:


    La pelota posee enormes posibilidades de convertirse en deporte olímpico porque, __________________, lo tiene muy merecido.

    Escolha uma alternativa para a questão 229aa390-b0
  • 228C7551-B0

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UFU-MG · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia as afirmativas abaixo, verifique se são falsas ou verdadeiras e, a seguir, assinale a alternativa correta.

    Josué Ferrer, en su texto,


    I - compara la pelota con otros deportes y por eso incita a la promoción de la pelota valenciana a la condición de deporte olímpico.

    II - levanta la voz a favor de la pelota valenciana, puesto que está desterrada de los juegos olímpicos desde la época de los emperadores.

    III - recuerda los aficionados a la pelota, cuyo renombre en la historia cultural del país realza la importancia del juego, así que llama ignorante al lector que cree que es un deporte de gente sin cultura.

    IV - argumenta a favor de la pelota valenciana ya que su importancia sobrepasa los límites sociales y de frontera.

    Escolha uma alternativa para a questão 228c7551-b0
  • 8305FE0A-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


         Os sapos Pleurodema diplolistris passam 10 ou 11 meses anuais de seca enterrados na areia, de onde os machos já emergem cantando em uníssono, como uma enorme sirene, e logo saltam para a lagoa mais próxima. Atraídas pela cantoria, as fêmeas escolhem seus pares e liberam dezenas de óvulos que, depois de fecundados, são envoltos num muco semelhante à clara de ovo que o macho bate em neve. Em um ou no máximo dois meses, quando as chuvas cessam e os rios desaparecem como por um passe de mágica, os sapinhos recém-nascidos precisam estar completamente formados e prontos para enterrarem-se na areia. (...) Durante a seca, o metabolismo de fato fica reduzido no fígado e nos músculos das patas de trás. Uma baixa concentração de proteínas no coração, sugere que esse órgão fica menos ativo. As patas, ao contrário, mantêm teores proteicos normais.

    (Adaptado: Na enxurrada seca. Revista Pesquisa FAPESP, março de 2010, p. 49) 

    O texto menciona que os sapinhos recém-nascidos precisam estar prontos para enterrarem-se na areia.

    Considere as afirmações a seguir.

    I. Possuem pele delgada e suas estruturas impedem a perda de água.

    II. Realizam intensa respiração cutânea graças à permeabilidade e à irrigação vascular da superfície corpórea.

    III. São animais predadores e muitos conseguem lançar sua língua com enorme rapidez para capturar insetos.

    IV. Na época da reprodução, necessitam de um ambiente aquático para que a fecundação externa possa ocorrer.

    A necessidade desses sapinhos se enterrarem na areia é justificada SOMENTE por
    Escolha uma alternativa para a questão 8305fe0a-b0
  • 829B78CF-B0

    Biologia

    Moléculas, células e tecidos
    PUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

         Certos poluentes (formaldeído, monóxido de carbono) penetram na folha através dos estômatos. Suas pequenas moléculas são solúveis na água. Outros poluentes, como o benzeno e o tolueno, entram por difusão através da cutícula, pois suas grandes moléculas são solúveis na gordura. Às vezes, uma parte dos poluentes se deposita sobre uma folha e depois volta a se espalhar no ar. No solo, os poluentes são degradados pelos micro-organismos (fungos, bactérias). No nível das folhas, os poluentes penetram nas diferentes zonas das células para serem ali transformados. A seguir, certos metabólitos integram os açúcares, os aminoácidos e as paredes. O formaldeído, por seu lado, é degradado em dióxido de carbono. Ele será, em seguida, ejetado pelos estômatos.
    (Adaptado: Plantas que purificam o ar. Revista Planeta, dezembro de 2009. p. 26) 
    Dos fatores abaixo, o que exerce o MENOR efeito na abertura e no fechamento dos estômatos é a
    Escolha uma alternativa para a questão 829b78cf-b0
  • 6B2E2A65-B0

    História

    América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanências
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir.


    A Revolução Cubana foi um dos processos históricos decisivos para o destino das nações latino-americanas na década de 60 e nas seguintes, bem como para a condução adotada pelo imperialismo no tratamento das questões envolvendo o subcontinente. Tendo sido conduzida por um grupo que não tinha, em princípio, o objetivo de uma transformação rumo ao socialismo, o processo revolucionário, na medida em que desencadeou uma série de reformas muito profundas, paulatinamente afastou-se dos grupos dominantes locais e dos interesses norte-americanos presentes na Ilha.

    (GUAZZELLI, C. B. História Contemporânea da América Latina: 1960-1990. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1993. p. 14.)


    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema “impasses sociais do século XX: guerras e revoluções”, considere as afirmativas a seguir.


    I. Após a instauração do socialismo em Cuba, suas relações com os Estados Unidos deterioraram-se, culminando com o embargo norte-americano ao comércio com esse país e com a malograda tentativa de invasão da ilha.

    II. A Revolução Cubana significou um novo alento para os movimentos sociais latino-americanos, e, nas práticas e ações, a década de 60 ficou marcada pelo sentimento de possibilidades que este movimento causou na América Latina.

    III. Fidel Castro, ao assumir o poder em Cuba, tomou como princípio e prática política o programa elaborado pelo grupo que o apoiou no período revolucionário, denominado “Aliança para o Progresso”, e as ideias ali contidas foram cruciais para o desenvolvimento cubano.

    IV. O rompimento de Cuba com o imperialismo norte-americano teve como consequência, nas décadas de 60 e 70, o apoio dos EUA à garantia da autonomia e consolidação da democracia plena nas diversas nações hispano e luso-americanas.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6b2e2a65-b0
  • 6B1F44E4-B0

    História

    Colonialismo espanhol: Ocupação e exploração do território americano
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a crise colonial e os movimentos pelas independências dos territórios americanos colonizados pelos espanhóis e portugueses, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b1f44e4-b0
  • 6B1AD6F0-B0

    História

    História do Brasil
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir.


    Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal
    Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
    Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal
    Ainda vai tornar-se um império colonial

    (Adaptado: GUERRA, R. ; HOLLANDA, C. B. Calabar - o elogio da traição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985.)



    Este refrão musical da peça teatral Calabar caracteriza a política colonial à qual o Brasil esteve submetido enquanto foi colônia de Portugal.

    Com base nos conhecimentos sobre a política colonial portuguesa no Brasil, considere as afirmativas a seguir.


    I. Estimulou a industrialização tendo em vista contribuir para que a metrópole concorresse com suas rivais industrializadas.

    II. Foi rigorosa no cumprimento da exclusividade do comércio da metrópole com a colônia.

    III. Articulou a produção para a metrópole e o desenvolvimento de um mercado interno voltado para a subsistência do sistema.

    IV. Atribuiu autonomia à economia colonial em relação ao mercado externo.



    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 6b1ad6f0-b0
  • 6B097598-B0

    História

    História Geral
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Durante o Renascimento houve uma revolução tecnológica fundamental em máquinas e equipamentos cujo impacto para o progresso das ciências equipara-se ao advento da internet no final do século XX. Essa revolução se deveu
    Escolha uma alternativa para a questão 6b097598-b0
  • 6AF5E93B-B0

    História

    História Geral
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.


    Os camponeses que viviam nessas terras já não eram homens livres [...]. Eles pertenciam à terra que o rei tinha atribuído a um senhor ou às terras que um nobre já possuía. [...] Esses camponeses eram chamados “servos”. Não eram considerados cidadãos do reino. Nem tinham direito de se deslocar conforme quisessem, nem de decidir se estavam ou não dispostos a cultivar. [...] Esses homens sem liberdade não eram exatamente escravos, pois pertenciam à terra, que por sua vez pertencia ao rei, mesmo que ele a cedesse a um nobre. O nobre ou príncipe não tinha direito de vendê-los nem de matá-los, ao contrário do que acontecia com os donos de escravos de antes. Fora isso, tinha direito de exigir deles o que quisesse. Sempre que ordenasse, os servos tinham de cultivar suas terras e trabalhar para ele. Eram obrigados a lhe fornecer regularmente pão e carne para sua alimentação, pois o nobre não trabalhava no campo. No máximo ia à caça, quando tinha vontade. O domínio que o rei lhe cedera, chamado “feudo”, era sua propriedade, e ele a transmitia ao filho por herança, a não ser que cometesse faltas graves para com o rei. Em troca do feudo, o senhor se comprometia com o rei a custear a formação de um exército com seus camponeses e outros senhores e a lutar pelo rei quando houvesse guerra. Ora, guerras havia com freqüência.

    (GOMBRICH, E. H. Breve história do mundo. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 160-161.)



    De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre a sociedade feudal europeia, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 6af5e93b-b0
  • 6283C4E8-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUCTION: Answer question with information from text 2.


    TEXT 2

    The smell of rain on dry ground


    Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension

    QUINION, Michael. www.worldwidewords.org

    (fragment)

    The text presents a definition for the word
    Escolha uma alternativa para a questão 6283c4e8-b0
  • 62809C04-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUCTION: Answer question with information from text 1.


    TEXT 1

    Imagem da questão de Inglês, PUC - RS 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (Source: The New England Journal of Medicine,

    Number 7, August 13, 2009)

    De acordo com o segundo parágrafo, a atuação dos médicos nas redes sociais NÃO deve ser
    Escolha uma alternativa para a questão 62809c04-b0