Questões do ENEM: Universidade de São Paulo (USP)

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.072 questões encontradas. Mostrando a página 25 de 54.

  • 33FBB8C5-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                           Imagem da questão de Inglês, da prova de 2017


          It’s a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds.

          Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away.

          Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Giguère said that “the fact it’s damaged is what makes it so important.”

          There’s another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare.

          To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York.

          Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria.

                                                             Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado. 

    No texto, a figura da rainha Vitória é associada ao conceito de
    Escolha uma alternativa para a questão 33fbb8c5-d4
  • 33F8CC3A-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

                                           Imagem da questão de Inglês, da prova de 2017


          It’s a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds.

          Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away.

          Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Giguère said that “the fact it’s damaged is what makes it so important.”

          There’s another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare.

          To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York.

          Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria.

                                                             Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado. 

    Conforme o texto, o grau de importância atribuído à estátua da rainha Vitória, em Québec, reside no fato de a escultura
    Escolha uma alternativa para a questão 33f8cc3a-d4
  • 33F2CE88-D4

    Português

    Morfologia
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

                                                 Os bens e o sangue

                                                               VIII

          (...)

          Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito

          ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais

          com a faca, o formão, o couro... Ó tal como quiséramos

          para tristeza nossa e consumação das eras,

          para o fim de tudo que foi grande!

                                                              Ó desejado,

          ó poeta de uma poesia que se furta e se expande

          à maneira de um lago de pez** e resíduos letais...

          És nosso fim natural e somos teu adubo,

          tua explicação e tua mais singela virtude...

          Pois carecia que um de nós nos recusasse

          para melhor servirnos. Face a face

          te contemplamos, e é teu esse primeiro

          e úmido beijo em nossa boca de barro e de sarro.

                                                                                         Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.


    * “descorçoado”: assim como “desacorçoado”, é uma variante de uso popular da palavra “desacoroçoado”, que significa “desanimado”.

    ** “pez”: piche.

    Considere o tipo de relação estabelecida pela preposição “para” nos seguintes trechos do poema:


    I. “ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais”.

    II. “Ó tal como quiséramos para tristeza nossa e consumação das eras”.

    III. “para o fim de tudo que foi grande”.

    IV. “para melhor servirnos”.


    A preposição “para” introduz uma oração com ideia de finalidade apenas em

    Escolha uma alternativa para a questão 33f2ce88-d4
  • 33F0003F-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

                                                 Os bens e o sangue

                                                               VIII

          (...)

          Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito

          ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais

          com a faca, o formão, o couro... Ó tal como quiséramos

          para tristeza nossa e consumação das eras,

          para o fim de tudo que foi grande!

                                                              Ó desejado,

          ó poeta de uma poesia que se furta e se expande

          à maneira de um lago de pez** e resíduos letais...

          És nosso fim natural e somos teu adubo,

          tua explicação e tua mais singela virtude...

          Pois carecia que um de nós nos recusasse

          para melhor servirnos. Face a face

          te contemplamos, e é teu esse primeiro

          e úmido beijo em nossa boca de barro e de sarro.

                                                                                         Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.


    * “descorçoado”: assim como “desacorçoado”, é uma variante de uso popular da palavra “desacoroçoado”, que significa “desanimado”.

    ** “pez”: piche.

    Considere as seguintes afirmações:


    I. Os familiares, que falam no poema, ironizam a condição frágil do poeta.

    II. O passado é uma maldição da qual o poeta, como revela o título do poema, não consegue se desvencilhar.

    III. O trecho “o fim de tudo que foi grande” remete à ruína das oligarquias, das quais Drummond é tributário.

    IV. A imagem de uma “poesia que se furta e se expande/à maneira de um lago de pez e resíduos letais...” sintetiza o pessimismo dos poemas de Claro enigma.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão 33f0003f-d4
  • 33ED1FFA-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    Tendo como base o trecho “só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção...”, o termo em destaque foi empregado ironicamente por aludir ao inseto
    Escolha uma alternativa para a questão 33ed1ffa-d4
  • 33EA6E1D-D4

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    No texto de Sarapalha, constitui exemplo de personificação o seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 33ea6e1d-d4
  • 33E79F9B-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    A novela Sarapalha apresenta uma estória dentro de outra, por meio da qual a personagem masculina da narrativa principal (Primo Argemiro) alude a uma mulher da narrativa secundária (a moça levada pelo capeta). O mesmo procedimento ocorre em
    Escolha uma alternativa para a questão 33e79f9b-d4
  • 33E4E2B2-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)

                                                                                                  Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.



          (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.

          (...)

          Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

                                                                                                                  Graciliano Ramos, Vidas secas.

    A comparação entre os fragmentos, respectivamente, da Carta e de Vidas secas, permite afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 33e4e2b2-d4
  • 33E229F6-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)

                                                                                                  Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.



          (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.

          (...)

          Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

                                                                                                                  Graciliano Ramos, Vidas secas.

    As declarações de Graciliano Ramos na Carta e o excerto do romance permitem afirmar que a personagem Baleia, em Vidas secas, representa
    Escolha uma alternativa para a questão 33e229f6-d4
  • 33DF6E00-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017      

    Constitui marca do registro informal da língua o trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 33df6e00-d4
  • 33D43804-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

                                                                         Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.


          Não sei por que até hoje todo o mundo diz que tinha pena dos escravos. Eu não penso assim. Acho que se fosse obrigada a trabalhar o dia inteiro não seria infeliz. Ser obrigada a ficar à toa é que seria castigo para mim. Mamãe às vezes diz que ela até deseja que eu fique preguiçosa; a minha esperteza é que a amofina. Eu então respondo: “Se eu fosse preguiçosa não sei o que seria da senhora, meu pai e meus irmãos, sem uma empregada em casa”.

                                                                                                      Helena Morley, Minha vida de menina.

    Nos dois textos, obtém-se ênfase por meio do emprego de um mesmo recurso expressivo, como se pode verificar nos seguintes trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão 33d43804-d4
  • 33D16A6C-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

                                                                         Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.


          Não sei por que até hoje todo o mundo diz que tinha pena dos escravos. Eu não penso assim. Acho que se fosse obrigada a trabalhar o dia inteiro não seria infeliz. Ser obrigada a ficar à toa é que seria castigo para mim. Mamãe às vezes diz que ela até deseja que eu fique preguiçosa; a minha esperteza é que a amofina. Eu então respondo: “Se eu fosse preguiçosa não sei o que seria da senhora, meu pai e meus irmãos, sem uma empregada em casa”.

                                                                                                      Helena Morley, Minha vida de menina.

    São características dos narradores Brás Cubas e Helena, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 33d16a6c-d4
  • 33CE9A61-D4

    Português

    Advérbios
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

           Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    No trecho “Numa palavra, qualquer gênero de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna” (L. 5-6), as expressões sublinhadas podem ser substituídas, sem prejuízo do sentido do texto, respectivamente, por
    Escolha uma alternativa para a questão 33ce9a61-d4
  • 33CBD946-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

           Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    De acordo com o texto, a compreensão do significado de uma obra de arte pressupõe
    Escolha uma alternativa para a questão 33cbd946-d4
  • 339FED60-D4

    Geografia

    Geografia Física
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    O conceito de erosão apresenta definições mais amplas ou mais restritas. A mais abrangente envolve os processos de denudação da superfície terrestre de forma geral, incluindo desde os processos de intemperismo de todos os tipos até os de transporte e deposição de material. Outro conceito, mais restrito, envolve apenas o deslocamento do material intemperizado, seja solo ou rocha, por agentes de transporte como a água corrente, o vento, o gelo ou a gravidade, produzindo formas erosivas características.

    R. Fairbridge. The Encyclopedia of Geomorphology, 1968. Adaptado.


    Exemplo de processo ao qual se aplica o conceito mais restrito de erosão é

    Escolha uma alternativa para a questão 339fed60-d4
  • 339D3E2A-D4

    Geografia

    Urbanização
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; e tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão à parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar.

    (...) E, mal vagava uma das casinhas, ou um quarto, um canto onde coubesse um colchão, surgia uma nuvem de pretendentes a disputá-los.

    E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar.

    Aluísio Azevedo, O cortiço.


    Nas cidades brasileiras, particularmente no último quartel do século XIX, novas formas urbanas são constituídas, como os cortiços e as favelas. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 339d3e2a-d4
  • 339A876A-D4

    Geografia

    Desenvolvimento
    USP · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    No mundo virtual, milhões de pessoas falam, compram, compartilham dados e se reúnem para tratar dos mais variados assuntos.


    Nas figuras, os números mostram a movimentação média, em 1 minuto, de algumas das principais empresas e ferramentas de internet nos anos de 2015 e 2017.


    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2017


    Sobre a internet e os números mostrados nas figuras, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 339a876a-d4
  • 3397CE96-D4

    Geografia

    Clima
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2017


    O Brasil possui um território extenso, com 92% pertencentes à zona intertropical. As massas de ar que atuam em território brasileiro possuem influências oceânicas e continentais. Sobre as características dessas massas de ar, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 3397ce96-d4
  • 33950B3A-D4

    Geografia

    Geografia Política
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Países europeus, como França e Alemanha, têm valorizado, principalmente nas duas últimas décadas, o estabelecimento da menor distância possível entre as áreas de produção agrícola e de consumo, o que se denomina circuito curto. Na França, o circuito curto é reconhecido por integrar, no máximo, um intermediário entre o produtor e o consumidor, quando não se trata de venda direta. No Brasil, ainda que não haja uma definição oficial, o circuito curto é identificado pela proximidade entre produtor e consumidor.

    Moacir R. Darolt et al. A diversidade dos circuitos curtos de alimentos ecológicos: ensinamentos do caso brasileiro e francês. Agriculturas, v.10, n.2. Adaptado.


    Considere a definição apresentada e analise as três afirmações:


    I. A proximidade entre área de produção agrícola e de consumo pode contribuir para a redução da emissão de CO2.

    II. O objetivo fundamental do circuito curto é a ampliação da lucratividade das grandes indústrias alimentícias, com ganhos advindos da redução dos custos de transporte.

    III. Com o circuito curto, são geradas novas relações sociais, pelas quais se pode atingir o preço justo das mercadorias, tanto para o consumidor como para o produtor.


    Está correto apenas o que se afirma em 

    Escolha uma alternativa para a questão 33950b3a-d4
  • 3392802D-D4

    Geografia

    Energia
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Contemporaneamente, pode-se definir a sociedade mundial como a do petróleo, devido à participação desta matéria-prima em inúmeros produtos e atividades humanas. A utilização deste recurso natural data de muitos séculos, mas sua exploração e beneficiamento se expandiram somente a partir do século XX. A respeito desse recurso natural, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 3392802d-d4