Questões do ENEM: Faculdade de Medicina de Marília

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147 questões encontradas. Mostrando a página 8 de 8.

  • 533905E9-DC

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    “Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei”.


    Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração.

    Escolha uma alternativa para a questão 533905e9-dc
  • 5333ADED-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Assinale a alternativa em que ocorre um pleonasmo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5333aded-dc
  • 532DC0C0-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Quanto aos recursos formais e ao conteúdo, o texto
    Escolha uma alternativa para a questão 532dc0c0-dc
  • 53289889-DC

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    “A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.” 


    Nesse trecho, os verbos indicam

    Escolha uma alternativa para a questão 53289889-dc
  • 53249845-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    O romance O guarani, exemplificado pelo trecho apresentado, é expressão de uma intenção literária de José de Alencar:
    Escolha uma alternativa para a questão 53249845-dc
  • 5320E8B2-DC

    Português

    Análise sintática
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    “Estes cães da roça parecem homens de negócios”.


    A função sintática do termo destacado no excerto é a mesma do termo destacado em:

    Escolha uma alternativa para a questão 5320e8b2-dc
  • 531B38F5-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    O poema se desenvolve em acordo com uma característica típica da poesia de Manuel Bandeira:
    Escolha uma alternativa para a questão 531b38f5-dc