Questões do ENEM: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação

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464 questões encontradas. Mostrando a página 23 de 24.

  • 4A9E8EE7-DC

    História

    História Geral
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    A canção abaixo, da banda inglesa Iron Maiden, gravada em 1982, e o texto, escrito pelo presidente queniano Jomo Kenyatta, que governou seu país entre 1964 e 1978, tratam de um mesmo tema. Leia-os para responder a questão:

    Texto 1

    Run To The Hills
    White man came across the sea,
    He brought us pain and misery,
    He killed our tribes,
    He killed our creed
    He took our game
    For his own need.

    We fough thim hard,
    We fought him well
    […]
    But many came,
    Too much for cree
    Oh will we ever be set free?
    […]
    Run to the hills,
    Run for your lives.
    […]

    Corram para as colinas
    O homem branco veio pelo mar,
    Nos trouxe dor e miséria.
    Matou nossas tribos,
    Matou nossas crenças
    Levaram nossa caça
    Para sua própria necessidade.

    Nós lutamos duramente,
    Nós lutamos bem
    […]
    Mas muitos vieram
    Demais para crer
    Oh, sera que algum dia seremos livres?
    […]
    Corram para as colinas,
    Corram por suas vidas.
    […]

    Imagem da questão de História, da prova de 2013


    Texto 2

    “Quando os missionários chegaram, os africanos tinham a terra e os missionários tinham a Bíblia. Eles nos ensinaram a rezar de olhos fechados. Quando nós os abrimos, eles tinham a terra e nós tínhamos a Bíblia.”


    Apesar de separados por séculos, os contextos retratados nos dois textos apontam para uma semelhança, que pode ser encontrada na seguinte alternativa:

    Escolha uma alternativa para a questão 4a9e8ee7-dc
  • 4A9AAB6A-DC

    Matemática

    Matrizes
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere as matrizes A = Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013, B = Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013e C = Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013.


    Sabendo-se que A . B = C, afirma-se:

    Escolha uma alternativa para a questão 4a9aab6a-dc
  • 4A97764D-DC

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Uma urna contém 10 bolas verdes, 15 bolas azuis e 13 bolas brancas. Qual a menor quantidade de bolas a ser retirada para se obter, com certeza, três bolas de cores diferentes?
    Escolha uma alternativa para a questão 4a97764d-dc
  • 4A90A71E-DC

    Matemática

    Geometria Plana
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Na figura a seguir, M, N, O e P são os pontos médios das arestas do quadrado ABCD e os pontos M, N e D são centros dos três arcos de circunferência. Se AP = 4 cm, a área da região mais escura, em cm2, é igual a:


    Escolha uma alternativa para a questão 4a90a71e-dc
  • 4A8D8CA9-DC

    Matemática

    Circunferências e Círculos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Na circunferência a seguir, a corda BC mede 10 cm e o ângulo BÂC mede 150º. O comprimento da circunferência, em cm, é igual a:


    Escolha uma alternativa para a questão 4a8d8ca9-dc
  • 4A893EA8-DC

    Matemática

    Geometria Plana
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Na figura a seguir, o triângulo ABC é equilátero, o ângulo Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013 mede 120º, AD = 2 cm e CD = 4 cm. Nessas condições, pode-se afirmar que a área do quadrilátero ABCD é igual a:


    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013

    Escolha uma alternativa para a questão 4a893ea8-dc
  • 4A812012-DC

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    João fez o seguinte experimento: introduziu uma esfera de raio 2 cm em um cubo cujas arestas mediam 4 cm e preencheu todo o espaço restante com água. Em seguida, fez um novo experimento: introduziu, no mesmo cubo, 8 esferas cujos raios mediam 1 cm e preencheu novamente todo o espaço restante com água. A razão entre o volume de água utilizado no primeiro experimento e o volume de água utilizado no segundo experimento é igual a:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a812012-dc
  • 4A7CA5D8-DC

    Matemática

    Probabilidade
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Escolhendo-se ao acaso uma das diagonais de um decágono regular, a probabilidade de que essa diagonal passe pelo centro da circunferência que o circunscreve é:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a7ca5d8-dc
  • 4A795FE1-DC

    Matemática

    Circunferências e Círculos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Através de um ponto Q de uma circunferência de centro O e diâmetro Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013, traça-se o diâmetro Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013 e duas cordas Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013 e Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013. Se é perpendicular a Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013 e o ângulo Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013 mede 30º, o ângulo mede Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013:

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013
    Escolha uma alternativa para a questão 4a795fe1-dc
  • 4A6B11CE-DC

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leonardo tem como meta acumular R$ 1.000.000,00. Para tanto, Leonardo vem poupando, anualmente, os valores de R$ 1,00, R$ 2,00, R$ 4,00, R$ 8,00, R$ 16,00 e assim sucessivamente. Desta forma, para atingir sua meta, Leonardo precisará de, pelo menos,


    (use, se necessário, log2 = 0,301).

    Escolha uma alternativa para a questão 4a6b11ce-dc
  • 4A672AC3-DC

    Matemática

    Problemas
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Oito times disputam as quatro vagas para a etapa seguinte de um campeonato de futebol. Sabe-se que todos os times enfrentam-se uma única vez e que, em caso de vitória, cada time ganha dois pontos; no caso de empate, ganha um ponto e, na derrota, não ganha ponto. Para garantir a passagem para a próxima etapa, um time precisa somar, pelo menos,
    Escolha uma alternativa para a questão 4a672ac3-dc
  • 4A5ED734-DC

    Matemática

    Problemas
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Carlos vendeu um imóvel da família e repartiu todo o dinheiro recebido igualmente entre seus filhos e sobrinhos. Se não tivesse incluído seus três sobrinhos na divisão, cada filho teria recebido R$ 5.000,00 a mais. Por outro lado, se tivesse incluído sua neta no rateio, cada filho e sobrinho teria recebido R$ 1.000,00 a menos. Carlos vendeu o imóvel por:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a5ed734-dc
  • 4A5AF128-DC

    Matemática

    Produtos Notáveis e Fatoração
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A equação abaixo, se resolvida em Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013, admite S como conjunto solução.


    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013


    Sobre S, é correto afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 4a5af128-dc
  • 4A4F014C-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão:


    Tecendo a Manhã

    Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.
    (João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra)
    Na boa poesia, temas universais costumam atingir a máxima realização formal. Muitas vezes esses temas também são encontrados em ditados populares. O poema transcrito apresenta o mesmo tema de:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a4f014c-dc
  • 4A4AD406-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão:


    Tecendo a Manhã

    Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.
    (João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra)
    Uma das características da poesia é o uso de imagens metafóricas. No excerto do poema de João Cabral transcrito acima, as imagens elaboradas representam:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a4ad406-dc
  • 4A45CD17-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    No conto, o personagem não recebe um nome próprio, é designado pelo número “35”. Levando em consideração a crítica social que o trecho parece revelar, assinale a alternativa que apresente relação verdadeira entre o tema do conto e a data que o nome do personagem parece fazer referência:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a45cd17-dc
  • 4A3C50E5-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    No conjunto da obra de Mário de Andrade, destaca-se uma quase militância pelo uso, na literatura, de uma língua próxima àquela que se fala nas ruas. Um exemplo de aproximação com a oralidade do cotidiano pode ser encontrado na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a3c50e5-dc
  • 4A374B57-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    “O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo”. O controle exercido pela prefeitura neste trecho encontra correspondência no papel exercido no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a374b57-dc
  • 4A33AEDB-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    Para mostrar ao leitor os conflitos do personagem, o narrador usa o discurso indireto-livre, corretamente exemplificado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a33aedb-dc
  • 4A2FF7C8-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    Mais do que descrever uma ação, o trecho do conto parece focalizar os sentimentos conflituosos do personagem 35 diante das comemorações do Dia do Trabalho. Esse sentimento conflituoso é despertado pelo fato de que a classe trabalhadora:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a2ff7c8-dc