“Digo que o pensamento é um sentido mágico porque ele tem o poder de chamar à existência coisas que não existem e de tratar as coisas que existem como se não existissem.” (L. 15-18)
A alternativa em que se reescreve o fragmento retirado do texto, sem alterar o sentido original ou comprometer a estrutura linguística, é a
“Se Marx estava certo ao afirmar que ‘o homem é o mundo do homem’; então, na literatura, tornamo-nos criaturas dos muitos mundos da fantasia.” (L. 36-38)
Sobre a declaração retirada do texto, é correto afirmar:
I. A forma verbal “Dão” (L. 10) registra uma inadequação na sua regência, justificada pelos vocábulos “prazer e alegria”.
II. O termo “um sexto sentido” (L. 12) exerce função subjetiva, apresentando o assunto principal do segundo parágrafo.
III. A expressão “no mundo do pensamento” (L . 35-36) apresenta valor circunstancial, indicando o lugar em que o leitor se encontra quando está em contato com a literatura.
IV. A locução “de uma história inventada” (L. 39) restringe o sentido de “personagens” (L. 39), assim como “da realidade” (L. 40-41), o de “alienados” (L. 40).
V. A oração “por estarem vivendo totalmente no mundo da ficção.” (L. 41-42) evidencia a causa pela qual os atores são alienados.
A alternativa em que todas as afirmativas verdadeiras estão indicadas é a
Esse anúncio publicitário destaca a importância da leitura a partir de um jogo semântico construído por meio do vocábulo “história”, que aparece no plural e no singular.
Desenvolveu Pereira todas aquelas ideias e aplaudiu a prudência de tão preventivas medidas. — Eu repito, disse ele com calor, isto de mulheres, não há que fiar. Bem faziam os nossos do tempo antigo. As raparigas andavam direitinhas que nem um fuso... Uma piscadela de olho mais duvidosa, era logo pau... Contaram-me que hoje lá nas cidades... arrenego!... não há menina, por pobrezinha que seja, que não saiba ler livros de letra de forma e garatujar no papel... que deixe de ir a fonçonatas com vestidos abertos na frente como raparigas fadistas e que saracoteiam em danças e falam alto e mostram os dentes por dá cá aquela palha com qualquer tafulão malcriado... pois pelintras e beldroegas não faltam.. Cruz!... Assim, também é demais, não acha? Cá no meu modo de pensar, entendo que não se maltratem as coitadinhas, mas também é preciso não dar asas às formigas... Quando elas ficam taludas, atamanca-se uma festança para casá-las com um rapaz decente ou algum primo, e acabou-se a história... — Depois, acrescentou ele abrindo expressivamente com o polegar a pálpebra inferior dos olhos, cautela e faca afiada para algum meliante que se faça de tolo e venha engraçar-se fora da vila e termo... Minha filha... Pereira mudou completamente de tom: — Pobrezinha... Por esta não há de vir o mal ao mundo... É uma pombinha do céu... Tão boa, tão carinhosa!... E feiticeira!
TAUNAY, Viconde. Inocência. 6. ed. São Paulo: Ática, 1984. p. 28- 29.
Levando em consideração a leitura do fragmento e da obra “Inocência”, é correto afirmar:
Considerando-se as grandes mudanças que ocorreram na história da humanidade, aquelas que aconteceram no século XVIII — e que se estenderam no século XIX — só foram superadas pelas grandes transformações do final do século XX. As mudanças provocadas pela revolução científico-tecnológica, que denominamos Revolução Industrial, marcaram profundamente a organização social, alterando-a por completo, criando novas formas de organização e causando modificações culturais duradouras, que perduram até os dias atuais. (DIAS, 2004, p. 15).
Sobre o surgimento da Sociologia e as mudanças ocorridas na modernidade, é correto afirmar: