Sociologia
- O processo de socialização
- Prova de 2021
- Universidade de Pernambuco
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: E5FA1F86-6E
Banco de questões
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“Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.
Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.
CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.
“Todo o ser que só pode agir sob a ideia da liberdade é, por isso mesmo, em sentido prático, verdadeiramente livre. Quer dizer, para ele valem todas as leis que estão inseparavelmente ligadas à liberdade, exatamente como se a sua vontade fosse definida como livre em si mesma. A todo o ser racional que tem uma vontade, temos que atribuir-lhe necessariamente também a ideia de liberdade, sob a qual ele unicamente pode agir.”
Kant, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. port. Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, p. 16 – Adaptado.
Considerando a citação acima, é correto afirmar que
“Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.
Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.
CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.
Sobre a explicação para o recurso linguístico utilizado, considere as afirmativas a seguir.
I. A palavra “também”, no segundo parágrafo, denota exclusão e equivale a “apenas”.
II. A palavra “só”, no primeiro parágrafo, é um adjetivo que qualifica o substantivo que o antecede.
III. O termo “Dominados”, no primeiro parágrafo, indica noção temporal em relação ao restante do período.
IV. As duas ocorrências envolvendo a palavra “latim”, no primeiro parágrafo, apontam para uma mesma classe de palavra, porém duas funções sintáticas diferentes.
Assinale a alternativa correta.

“A extrema desigualdade na maneira de viver, o excesso de ociosidade por parte de uns, o excesso de trabalho de outros, [...] os alimentos demasiadamente requintados, que nos nutrem de sucos abrasantes e nos sobrecarregam de indigestões, a má alimentação dos pobres, [...]: eis, pois, as funestas garantias de que a maioria dos males é fruto de nossa própria obra, e de que seriam quase todos evitados se conservássemos a maneira simples, uniforme e solitária de viver, que nos foi prescrita pela Natureza.”
Rousseau, J.-J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 61 – Coleção Os Pensadores.
Por meio do trecho acima, é correto concluir que,
para Rousseau,
“Não há como usar meias-palavras: o Marco Temporal é tese etnocidária, talvez até mesmo genocida. Ela refuta que grupos indígenas tenham direito de posse e usufruto permanente, exclusivo, inalienável, indisponível e imprescritível das Terras Indígenas que eles não ocupassem efetivamente em 05 de outubro de 1988, data de vigência da Constituição Federal. [...] O genocídio e o etnocídio fazem parte da história do Brasil, e o Marco Temporal confirma essa regra. Aparentemente, já não há derramamento de sangue, mas, como dizem os indígenas: ‘Antes nos matavam com epidemias, depois com armas de fogo, hoje os brancos estão nos matando com canetas.’”
SOUSA, J. O. C.; GUARDIOLA, C. L. T. Marco Temporal e paisagens indígenas destruídas. Jornal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 05-8- 2021. Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/marco-temporal-e-paisagens-indigenas-destruidas/. Acessado em 18/10/2021.
Conforme os autores desse artigo citado, a proposta do Marco Temporal

PROJECT DETAILS
* PRINCIPAL SCIENTIST: Peter Kohler, founder and director of The Plastic Tide
* SCIENTIST AFFILIATION: The Scientific Exploration Society and the Royal Geographical Society
* DATES: Ongoing
* PROJECT TYPE: Data Processing
* COST: Free
* GRADE LEVEL: All Ages
* TIME COMMITMENT: variable
* HOW TO JOIN:
REGISTER AT THE ZOONIVERSE WEB SITE. THEN USE YOUR COMPUTER OR MOBILE DEVICE TO ANALYZE IMAGES IN THE PLASTIC TIDE’S DATABASE FOR PLASTICS AND LITTER. TAG EACH PIECE OF PLASTIC YOU SPOT BY DRAWING A RECTANGLE AROUND IT ON YOUR SCREEN AND IDENTIFY IT AS FRAGMENTS, FISHING LINE, DRINK BOTTLES OR SOME OTHER TYPE OF PLASTIC WASTE.
Estimates are currently at trillions of pieces and counting, with over 60 percent of the oceans being heavily contaminated with plastics. With each piece of plastic taking over 400 years to degrade, our oceans, all marine life, and even our own health and livelihoods are in real danger of drowning. Despite this and the 8 million tons of plastics entering our ocean each year, researchers can account for only one percent of that ends up: our ocean surface. Where is the missing 99 percent?
The answer can be found on the seafloor, in marine life, and on our coastlines. The Zooniverse Plastic Tide citizen science project harnesses drone imagery from a series of beaches and the power of computer programs, or machine learning algorithms for the more technically minded, to eventually create a program that can autodetect, measure and monitor the levels of plastics and marine litter washing up on our beaches. Eventually helping us to track where plastics and litter go in our oceans, revealing where the missing 99 percent is in our ocean goes.
By tagging plastics and litter in the images we take with our drone, citizen scientists directly teach our computer program to autodetect, measure and monitor plastics to help researchers answer how much of the missing 99 percent ends up on our beaches. The more you tag, the better the computer program gets at identifying plastics!
GREENEMEIER, L. The Plastic Tide. In: Scientific American (online) Citizen Science. 28 abr. 2018. Disponível em www.scientificamerican.com
Levando-se em consideração o papel da filosofia em relação à ciência, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
( ) Promover a neutralidade da ciência.
( ) Reduzir a visão de mundo da ciência.
( ) Analisar as consequências das técnicas utilizadas pela ciência.
A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a
“O comportamento efetivo, ativo do homem para consigo mesmo na condição de ser genérico, ou o acionamento de seu ser genérico como um ser genérico efetivo, na condição de ser humano, somente é possível porque ele efetivamente expõe todas as suas forças genéricas – o que é possível apenas mediante a ação conjunta dos homens, somente enquanto resultado da história –, comportando-se diante delas como frente a objetos.”
Marx, K. Manuscritos Econômico-filosóficos. Trad. bras. Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004, p. 22 – Adaptado.
Considerando a citação acima, é correto afirmar que