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Banco de questões

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  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 2.757 de 2.904

  • Ciências da Natureza

    Física

    Um objeto é abandonado do alto de um prédio de altura 80 m em t = 0. Um segundo objeto é largado de 20 m em t =Figura 1 de 3 da questão de Física, PUC - RJ 2011, Cinemática . Despreze a resistência do ar. Sabendo que os dois objetos colidem simultaneamente com o solo, Figura 2 de 3 da questão de Física, PUC - RJ 2011, Cinemática vale:

    Considere g = 10 Figura 3 de 3 da questão de Física, PUC - RJ 2011, Cinemática

    Escolha uma alternativa para a questão f5905800-26
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Pesquisas recentes têm constatado transformações muito importantes que vêm ocorrendo nas áreas rurais do mundo e do Brasil. Alguns velhos mitos estão sendo derrubados, outros parecem estar surgindo. Pode-se perceber, no entanto, que está cada vez mais difícil delimitar o que é rural e o que é urbano.

    OLIC, Nelson B. Disponível em:Imagem da questão de Geografia, UEG 2010, Agricultura brasileira. Acesso em: 24 ago. 2010.

    Sobre este assunto, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão f590f72e-6f
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um estudante de engenharia necessita determinar a capacidade mínima que dois apoios, X e Y, devem suportar para sustentar uma barra homogênea e uma caixa que está apoiada nela. O arranjo é ilustrado na figura abaixo, indicando a barra homogênea, as posições em que os apoios estão colocados e a caixa, posicionada a 3 metros de uma das extremidades.

    Imagem da questão de Física, Universidade Católica de Pelotas 2018, Estática - Momento da Força/Equilíbrio e Alavancas

    Considerando que massa da barra é igual 10kg e a massa da caixa é igual 15kg sendo que a aceleração da gravidade no local igual a 10m/s² , o estudante determinou que os apoios X e Y, respectivamente, devem suportar no mínimo:
    Escolha uma alternativa para a questão f5916e7b-e3
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Define-se genoma como o conjunto de todo o material genético de uma espécie, que, na maioria dos casos, são as moléculas de DNA. Durante muito tempo, especulou-se sobre a possível relação entre o tamanho do genoma — medido pelo número de pares de bases (pb) —, o número de proteínas produzidas e a complexidade do organismo. As primeiras respostas começam a aparecer e já deixam claro que essa relação não existe, como mostra a tabela abaixo.

    Imagem da questão de Biologia, ENEM 2008, Moléculas, células e tecidos

    De acordo com as informações acima,
    Escolha uma alternativa para a questão f591d97a-bb
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da reportagem:


    “Mulher espancada após boatos em rede social morre no Guarujá, SP

    (...)

    A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (5), dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores do Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social (...)”

    (G1, Santos, 05/05/2014. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/05/mulher-espancada-apos-boatos-em-rede-social-morre-em-guaruja-sp.html. Acessado em 04/07/2023.)



    Assinale o trecho de um dos contos a seguir – extraídos de EVARISTO, Conceição. Olhos d’Água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, 2016 –, trecho este que relaciona o acontecimento da reportagem ao texto de ficção: 
    Escolha uma alternativa para a questão f592041f-a4
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do livro O homem cordial, de Sérgio Buarque de Holanda.

       Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade — daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza1 no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Na civilidade há qualquer coisa de coercitivo — ela pode exprimir-se em mandamentos e em sentenças. Entre os japoneses, onde, como se sabe, a polidez envolve os aspectos mais ordinários do convívio social, chega a ponto de confundir-se, por vezes, com a reverência religiosa. Já houve quem notasse este fato significativo, de que as formas exteriores de veneração à divindade, no cerimonial xintoísta, não diferem essencialmente das maneiras sociais de demonstrar respeito.
       Nenhum povo está mais distante dessa noção ritualista da vida do que o brasileiro. Nossa forma ordinária de convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez. Ela pode iludir na aparência — e isso se explica pelo fato de a atitude polida consistir precisamente em uma espécie de mímica deliberada de manifestações que são espontâneas no “homem cordial”: é a forma natural e viva que se converteu em fórmula. Além disso a polidez é, de algum modo, organização de defesa ante a sociedade. Detém-se na parte exterior, epidérmica do indivíduo, podendo mesmo servir, quando necessário, de peça de resistência. Equivale a um disfarce que permitirá a cada qual preservar intatas sua sensibilidade e suas emoções.
       Por meio de semelhante padronização das formas exteriores da cordialidade, que não precisam ser legítimas para se manifestarem, revela-se um decisivo triunfo do espírito sobre a vida. Armado dessa máscara, o indivíduo consegue manter sua supremacia ante o social. E, efetivamente, a polidez implica uma presença contínua e soberana do indivíduo.
        No “homem cordial”, a vida em sociedade é, de certo modo, uma verdadeira libertação do pavor que ele sente em viver consigo mesmo, em apoiar-se sobre si próprio em todas as circunstâncias da existência. Sua maneira de expansão para com os outros reduz o indivíduo, cada vez mais, à parcela social, periférica, que no brasileiro — como bom americano — tende a ser a que mais importa. Ela é antes um viver nos outros.
    (O homem cordial, 2012.)
    1 lhaneza: afabilidade. 
    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão f592997e-fc
  • Linguagens

    Português

    O lema do carpe diem sintetiza expressivamente o motivo de se aproveitar o presente, já que o futuro é incerto. Tal lema manifesta-se mais explicitamente nos seguintes versos de Tomás Antônio Gonzaga:
    Escolha uma alternativa para a questão f5959ab9-fc
  • Ciências da Natureza

    Química

    Texto I:

    Matar ou morrer

        Ao longo dos anos, tem-se tornado cada vez mais necessário aumentar a produtividade agrícola, visando à produção de alimentos. Já nos ambientes urbanos, o controle dos diversos tipos de pragas e insetos é fundamental para a garantia da saúde pública. Para esses fins, passou-se a utilizar, cada vez mais, não só fertilizantes, como também pesticidas, incluindo os inseticidas, herbicidas e fungicidas. Dentre os inseticidas, a Deltametrina é amplamente utilizada no controle de pragas de diversas culturas, no combate de insetos domésticos, dentre outros. O amplo uso da Deltametrina justifica-se por sua potente ação inseticida, toxicidade relativamente baixa em mamíferos e persistência limitada no meio ambiente. Algumas de suas características físicas e químicas estão listadas na tabela abaixo:

    Figura 1 de 2 da questão de Química, UEPB 2011, Relações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente

    Figura 2 de 2 da questão de Química, UEPB 2011, Relações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente
    Julgue as afirmativas a seguir.


    I - O uso de inseticidas pode e deve ser banido das diversas atividades humanas uma vez que esses produtos têm impactos diretos no problema do aquecimento global

    II - Espera-se que a Deltametrina tenha grande influência também no buraco da camada de ozônio, uma vez que os átomos de bromo de sua estrutura têm as mesmas propriedades dos átomos de cloro dos CFCs (os CloroFluoro-Carbonetos), poderosos agentes impactantes dessa região atmosférica.

    III - Os inseticidas, principalmente quando usados de forma indevida, acumulam-se no solo, e os animais se alimentam da vegetação contaminada prosseguindo o ciclo de contaminação. Também, com as chuvas, os produtos químicos usados na composição dos pesticidas infiltram no solo, contaminando os lençóis freáticos, e acabam escorrendo para os rios continuando, assim, a contaminação.


    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão f5960821-e2
  • Linguagens

    Português

    No início da novela Casa Velha, de Machado de Assis, o cônego da Capela Imperial, um personagem da história, assumindo a voz narrativa dela, conta a seus interlocutores:


    “– Não desejo ao meu maior inimigo o que me aconteceu no mês de abril de 1839.”

    (MACHADO DE ASSIS. Casa Velha. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986, p. 11.)



    De acordo com o texto, o acontecimento desagradável que vitimou o religioso faz com que ele possa ser considerado, ao final da narrativa, como
    Escolha uma alternativa para a questão f5965d83-a4
  • Ciências da Natureza

    Química

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 4, leia o texto a seguir.


    Nos últimos anos, tem-se verifcado no Brasil uma intensa atividade no setor da construção civil. Nesse setor, o cimento Portland destaca-se por ser a variedade mais empregada em todo o mundo. Em sua composição, o cimento Portland contém cerca de 65% de óxido de cálcio e cerca de 20% de dióxido de silício. Em menor proporção, há a presença de óxido de alumínio, óxido de ferro III e sulfato de cálcio.


    As substâncias citadas no texto são representadas, respectivamente, por:

    Escolha uma alternativa para a questão f5972009-3f
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um engenheiro, objetivando maior segurança para os usuários de uma rodovia, necessita transformar uma curva plana horizontal de raio R em uma curva inclinada, com inclinação θ em relação à horizontal e mesmo raio R. A nova curva deve ser projetada de tal forma a possibilitar que os automóveis trafeguem com a mesma velocidade máxima que trafegavam na curva plana horizontal, mas sem a necessidade de absolutamente nenhum atrito entre os pneus do automóvel e a superfície da rodovia para manter o automóvel na curva. Para tal, o engenheiro admite que o coeficiente de atrito estático entre os pneus dos automóveis que trafegam nessa rodovia e a superfície da mesma é igual a µ.

    Sabendo que no local a aceleração da gravidade tem módulo g, o engenheiro deve projetar a curva inclinada com um ângulo q tal que
    Escolha uma alternativa para a questão f597b48e-e3
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Inconfiáveis cupins”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.

       Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribuía todas suas frustrações ao artista holandês. Enquanto existirem no mundo aqueles horríveis girassóis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, não poderei jamais dar vazão ao meu instinto criador.
       Decidiu mover uma guerra implacável, sem quartel, às telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Começaria pelas mais próximas, as do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
       Seu plano era de uma simplicidade diabólica. Não faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se às obras, tentando destruí-las; tais insanos não apenas não conseguem seu intento, como acabam na cadeia. Não, usaria um método científico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins.
       Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessário treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma técnica pavloviana. Reproduções das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma solução açucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras.
       Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que só queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradável, e isso era o que importava.
       Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou à espera do que aconteceria. Sua decepção, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentação do prédio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados.
       O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada conclusão. É verdade que alguns insetos foram encontrados próximos a telas de Van Gogh. Mas isso não lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sádicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa.
    (O imaginário cotidiano, 2002.)
    No trecho “Enquanto existirem no mundo aqueles horríveis girassóis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, não poderei jamais dar vazão ao meu instinto criador” (1° parágrafo), a sensação explicitada pelo pintor, em relação à obra de Van Gogh, é de
    Escolha uma alternativa para a questão f5989843-fc
  • Linguagens

    Português

    “Um deles viu umas contas brancas de rosário, acenou que lhas dessem e divertiu-se muito com elas. Enrolou-as ao pescoço, depois tirou-as e embrulhou-as no braço, e acenava para a terra e depois para as contas, e em seguida para o colar do capitão, dando a entender que eles dariam ouro por aquilo. Isto nós entendíamos assim porque queríamos. Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isto nós não queríamos entender, porque não lho daríamos."

    (CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Achamento do Brasil. Campinas: Editora da UNICAMP, p. 108, 2001.)


    Em seu relato de viagem, Pero Vaz de Caminha
    Escolha uma alternativa para a questão f59a7111-a4
  • Ciências da Natureza

    Física

    Existe vários tipo de instrumentos musicais que, geralmente, são separados pelos tipos de vibrações que emitem som. Por exemplo, temos os instrumentos de corda, como o violão, a harpa e o violino, os quais se caracterizam por apresentarem vibrações causadas pelas cordas fixas em duas extremidades. Ao tocarmos uma corda de um instrumento desse tipo, causamos uma perturbação que se propaga por ela, se refletindo na ponta fixa de um lado e repetindo a reflexão na ponta fixa do outro lado. Assim, por superposição de uma onda na outra, podemos gerar na corda uma onda estacionária. Este tipo de onda é caracterizado por
    Escolha uma alternativa para a questão f59b779d-e3
  • Ciências da Natureza

    Química

    Texto I:

    Matar ou morrer

        Ao longo dos anos, tem-se tornado cada vez mais necessário aumentar a produtividade agrícola, visando à produção de alimentos. Já nos ambientes urbanos, o controle dos diversos tipos de pragas e insetos é fundamental para a garantia da saúde pública. Para esses fins, passou-se a utilizar, cada vez mais, não só fertilizantes, como também pesticidas, incluindo os inseticidas, herbicidas e fungicidas. Dentre os inseticidas, a Deltametrina é amplamente utilizada no controle de pragas de diversas culturas, no combate de insetos domésticos, dentre outros. O amplo uso da Deltametrina justifica-se por sua potente ação inseticida, toxicidade relativamente baixa em mamíferos e persistência limitada no meio ambiente. Algumas de suas características físicas e químicas estão listadas na tabela abaixo:

    Figura 1 de 2 da questão de Química, UEPB 2011, Soluções e Substâncias Inorgânicas

    Figura 2 de 2 da questão de Química, UEPB 2011, Soluções e Substâncias Inorgânicas
    Um cidadão pretende dedetizar sua residência para exterminar uma praga de baratas fazendo uso do inseticida Deltametrina citado. Para tal, ele pretende preparar uma bomba de pulverização de capacidade de 5 litros, considerando esse volume ser suficiente para uma adequada dedetização. Dessa forma, quantos mL do inseticida concentrado e quantos gramas de Deltametrina, respectivamente, serão utilizados, aproximadamente?
    Escolha uma alternativa para a questão f59b8a06-e2
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Inconfiáveis cupins”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.

       Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribuía todas suas frustrações ao artista holandês. Enquanto existirem no mundo aqueles horríveis girassóis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, não poderei jamais dar vazão ao meu instinto criador.
       Decidiu mover uma guerra implacável, sem quartel, às telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Começaria pelas mais próximas, as do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
       Seu plano era de uma simplicidade diabólica. Não faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se às obras, tentando destruí-las; tais insanos não apenas não conseguem seu intento, como acabam na cadeia. Não, usaria um método científico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins.
       Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessário treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma técnica pavloviana. Reproduções das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma solução açucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras.
       Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que só queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradável, e isso era o que importava.
       Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou à espera do que aconteceria. Sua decepção, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentação do prédio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados.
       O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada conclusão. É verdade que alguns insetos foram encontrados próximos a telas de Van Gogh. Mas isso não lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sádicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa.
    (O imaginário cotidiano, 2002.)
    Em “Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que só queria comer Van Gogh” (5° parágrafo), o cronista recorre à figura de linguagem denominada:
    Escolha uma alternativa para a questão f59bb225-fc
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Os termos “baixo”, “regalo” e “baio” são empregados no texto, respectivamente, com os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão f59c4434-b0
  • Linguagens

    Português

    Em 1921, Mário de Andrade, escrevendo a série de artigos “Mestres do passado”, publicados no Jornal do Comércio (edição de São Paulo), observou:

    "Tarde [de Olavo Bilac] foi uma promessa de anos seguidos. Tais são, tão salientes os artifícios e tão repetidos que muito bem provam o esforço do poeta decaído da poesia e a sua parca inspiração (...).”

    (ANDRADE, M. Mestres do passado – Olavo Bilac. In: BRITO, M.S. História do modernismo brasileiro. Antecedentes da Semana de Arte Moderna. 5.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p. 288-289, 1978.)

    Relacione, ao poema a seguir, o trecho da crítica anterior, assinalando a alternativa que coincide com a ideia geral de Mário sobre a obra de Bilac.


    As estrelas
    Olavo Bilac

    Desenrola-se a sombra no regaço
    Da morna tarde, no esmaiado anil;
    Dorme, no ofego do calor febril,
    A natureza, mole de cansaço.

    Vagarosas estrelas! passo a passo,
    O aprisco desertando, às mil e às mil,
    Vindes do ignoto seio do redil
    Num compacto rebanho, e encheis o espaço...

    E, enquanto, lentas, sobre a paz terrena,
    Vos tresmalhais tremulamente a flux,
    – Uma divina música serena

    Desce rolando pela vossa luz:
    Cuida-se ouvir, ovelhas de ouro: a avena
    Do invisível pastor que vos conduz...

    (BILAC, Olavo. Tarde. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, p. 42-43, 1919.)

    Esmaiado: esmaecido, pálido
    Aprisco: curral
    Redil: curral para o gado ovino ou caprino; rebanho de ovelhas
    Tresmalhar: Afastar-se, perder-se do rebanho
    Flux: fluxo
    Avena: flauta pastoril 
    Escolha uma alternativa para a questão f59da326-a4
  • Ciências da Natureza

    Química

    Texto I:

    Matar ou morrer

        Ao longo dos anos, tem-se tornado cada vez mais necessário aumentar a produtividade agrícola, visando à produção de alimentos. Já nos ambientes urbanos, o controle dos diversos tipos de pragas e insetos é fundamental para a garantia da saúde pública. Para esses fins, passou-se a utilizar, cada vez mais, não só fertilizantes, como também pesticidas, incluindo os inseticidas, herbicidas e fungicidas. Dentre os inseticidas, a Deltametrina é amplamente utilizada no controle de pragas de diversas culturas, no combate de insetos domésticos, dentre outros. O amplo uso da Deltametrina justifica-se por sua potente ação inseticida, toxicidade relativamente baixa em mamíferos e persistência limitada no meio ambiente. Algumas de suas características físicas e químicas estão listadas na tabela abaixo:

    Figura 1 de 2 da questão de Química, UEPB 2011, Propriedades Físicas dos Compostos Orgânicos: Polaridade das Ligações e Moléculas, Forças Intermoleculares, Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição, Solubilização das Substâncias Orgânicas.

    Figura 2 de 2 da questão de Química, UEPB 2011, Propriedades Físicas dos Compostos Orgânicos: Polaridade das Ligações e Moléculas, Forças Intermoleculares, Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição, Solubilização das Substâncias Orgânicas.
    Julgue os itens a seguir


    I - O uso da água como solvente para diluição do inseticida Deltametrina, citado no texto I, tem a vantagem econômica de ser barata e acessível. No entanto, o inseticida não formará uma solução em água, dada sua baixa solubilidade nesse meio.

    II - Utilizando-se a acetona como solvente tem-se a vantagem desta dissolver bem a Deltametrina, de modo a formar uma solução. No entanto, a acetona, além de ser bem mais cara que a água, também é inflamável. Portanto, por questões econômicas e de segurança, o uso desse solvente é não recomendável para diluição do inseticida.

    III - A Deltametrina mata os insetos principalmente pelo seu mau cheiro, o que provoca sufocamento nos mesmos.



    Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
    Escolha uma alternativa para a questão f59e804a-e2
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Inconfiáveis cupins”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.

       Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribuía todas suas frustrações ao artista holandês. Enquanto existirem no mundo aqueles horríveis girassóis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, não poderei jamais dar vazão ao meu instinto criador.
       Decidiu mover uma guerra implacável, sem quartel, às telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Começaria pelas mais próximas, as do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
       Seu plano era de uma simplicidade diabólica. Não faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se às obras, tentando destruí-las; tais insanos não apenas não conseguem seu intento, como acabam na cadeia. Não, usaria um método científico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins.
       Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessário treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma técnica pavloviana. Reproduções das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma solução açucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras.
       Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que só queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradável, e isso era o que importava.
       Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou à espera do que aconteceria. Sua decepção, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentação do prédio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados.
       O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada conclusão. É verdade que alguns insetos foram encontrados próximos a telas de Van Gogh. Mas isso não lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sádicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa.
    (O imaginário cotidiano, 2002.)
    “Enquanto existirem no mundo aqueles horríveis girassóis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, não poderei jamais dar vazão ao meu instinto criador.” (1° parágrafo)

    Ao se transpor o trecho para o discurso indireto, os termos sublinhados assumem a seguinte redação:
    Escolha uma alternativa para a questão f59ec73d-fc