Pular para o conteúdo

Banco de questões

Todas as questões do ENEM

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 2.890 de 2.904

  • Ciências Humanas

    História

    Analise as afirmativas abaixo referentes ao Estado Novo (1937-1945) no Brasil.

    I - O Estado Novo contou com forte apoio das oligarquias estaduais, da Igreja católica e de setores da esquerda defensores de um estado autoritário, que tomavam o stalinismo soviético como exemplo.

    II - O novo modelo de Estado, inaugurado em 1937, foi uma quebra na normalidade constitucional brasileira e se legitimou através de uma nova constituição que tinha um explícito conteúdo autoritário.

    III - O Estado Novo foi um período marcado pelo autoritarismo, com intensa propaganda política estatal, controle de informação, proibição de organizações políticas e forte repressão policial.

    IV - O Estado Novo se caracterizou por um esfriamento das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e por um alinhamento progressivo com os países fascistas da Europa.

    São afirmativas corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão ff51ae1b-26
  • Matemática

    Matemática

    A Figura 1 abaixo representa o Globo Terrestre. Na Figura 2, temos um arco AB sobre um meridiano e um arco BC sobre um paralelo, em que AB e BC têm o mesmo comprimento. O comprimento de AB equivale a um oitavo (1/8) do comprimento do meridiano.

    Imagem da questão de Matemática, UFRN 2010, Aritmética e Problemas

    Sabendo que o raio do paralelo mede a metade do raio da Terra e assumindo que a Terra é uma esfera, pode-se afirmar que o comprimento do arco BC equivale a

    Escolha uma alternativa para a questão ff51cc6f-49
  • Ciências da Natureza

    Física

    Atualmente, a maioria dos aparelhos eletrônicos, mesmo quando desligados, mantêm- se em standby, palavra inglesa que nesse caso significa “pronto para usar”. Manter o equipamento nesse modo de operação reduz o tempo necessário para que volte a operar e evita o desgaste provocado nos circuitos internos devido a picos de tensão que aparecem no instante em que é ligado. Em outras palavras, um aparelho nessa condição está sempre parcialmente ligado e, por isso, consome energia. Suponha que uma televisão mantida em standby dissipe uma potência de 12 watts e que o custo do quilowatt- hora é R$ 0,50. Se ela for mantida em standby durante um ano (adote 1 ano = 8 800 horas), o seu consumo de energia será, aproximadamente, de



    Escolha uma alternativa para a questão ff526933-28
  • Ciências Humanas

    História

    Leonardo da Vinci (1452-1519) considerava a pintura uma arte que faz cópia de todas as obras da natureza. Assim, o artista é amo e senhor de todas as coisas que podem passar pela imaginação humana. Para ele, a mente do pintor contém tudo o que está no universo em sua essência, em presença ou na imaginação. Na época de Leonardo da Vinci, a pintura como expressão artística passou a ter importância fundamental para
    Escolha uma alternativa para a questão ff53ea40-b9
  • Ciências Humanas

    História

    Por muitíssimo tempo escreveu-se a história sem se preocupar com as mulheres. No século XII assim como hoje, masculino e feminino não andam um sem o outro. As damas de Guînes e as damas de Ardres tiveram todas por marido um ás da guerra, senhor de uma fortaleza que seu mais remoto ancestral havia edificado.

    (Georges Duby. Damas do século XII:
    a lembrança das ancestrais, 1997. Adaptado.)

    O texto trata de relações desenvolvidas num meio social específico, durante a Idade Média ocidental. Nele,

    Escolha uma alternativa para a questão ff542c59-0a
  • Linguagens

    Português

    A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício 
    Márcio Seligmann-Silva

        [...] Aparentemente, a marcha incontornável da humanidade em direção ao precipício (em regimes capitalistas puros, nos de capitalismo de Estado e nos que tentaram, de modo infeliz, a ditadura dos partidos comunistas) não pode ser alterada sem um levante de uma população que, lamentavelmente, parece cada vez mais fascinada pelo mundo da técnica dos gadgets.

        Como no mito dos lemingues que se suicidam no mar, nossa espécie supostamente racional faria algo semelhante por meios mais “sofisticados”. [...]

        A chamada “força do mercado”, esse “quarto poder” que efetivamente manda e desmanda no mundo, está calcada nesse modelo de técnica predadora sem o qual as indústrias (e suas ações no mercado) não existiriam. O capitalismo se alimenta da Terra, mas desconsidera que esta mesma Terra é finita e está sendo exaurida.

        O filósofo Hans Jonas dedicou os últimos anos de sua longa vida (1903- 1993) à construção de uma nova ética da responsabilidade à altura desses desafios contemporâneos. Ele afirmava que “não temos o direito de hipotecar a existência das gerações futuras por conta de nosso comodismo” e propôs uma virada.

        Ao invés de construir um modelo calcado no presente, com o objetivo do viver bem e da felicidade conectados ao aqui e agora, estabeleceu o desafio de construir uma ética do futuro: da destruição da casa-Terra, ele deduz o imperativo de salvar essa morada para garantir a possibilidade de vida futura.

        Em vez de apostar no modelo liberal do progresso infinito a qualquer custo ou de acreditar na promessa revolucionária que traria de um golpe o “paraíso sobre a Terra?” ele aposta em um “summum bonum” moderado, modesto, o único possível para a nossa sobrevivência. Fala de um “princípio de moderação”, reconhecendo que a conta deveria ser paga pelos que mais possuem.

        Hoje, podemos dizer que esse futuro que ele desenhava, ou seja, esse tempo já sem muito tempo de sobrevida, tornou-se o nosso tempo. Sua “heurística do medo” — a saber, uma pedagogia da humanidade que se transformaria a partir do confronto com a visão medonha de seu fim muito próximo — soa ainda poderosa, mas um tanto inocente, mesmo reconhecendo que suas ideias influenciaram protocolos como o Acordo de Paris, de 2015.

        Observando a sequência de crimes socioambientais, parece que essa heurística não está rendendo frutos. Não aprendemos com as catástrofes, e isso nos levará, caso não alteremos nosso curso, à catástrofe final. Ou seja, a emoção do medo do Armagedom está sendo vencida pela razão instrumental e sua promessa (distópica) de transformar a natureza em mercadoria.

         [...] Um lamentável e terrível exemplo da situação em que nos encontramos em termos dessa submissão a um determinado modelo liberal associado a uma técnica espoliadora e destrutiva é justamente o que acaba de ocorrer com o rompimento da barragem da empresa Vale em Brumadinho (MG).

        Apenas a arrogância fáustica, a hybris que cega, o sentimento de onipotência podem justificar que essa barragem (como tantas outras) tenha sido construída logo acima de uma área urbana e das instalações dos funcionários da empresa. Novamente a situação de risco associada a esse tipo de tecnologia ficou exposta. Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.
        O cerne do capitalismo é o lucro e isso explica, nesse caso e em outros, tudo de modo simples e direto. O crime de Brumadinho deve ultrapassar 300 vítimas fatais diretas, fora a destruição de toda uma região habitada também por pescadores, ribeirinhos e indígenas pataxó que dependiam diretamente do rio Paraopeba para a sua sobrevivência. Se pensarmos nos inúmeros atingidos, apenas no Brasil, por barragens (de mineradoras e de hidroelétricas), fica claro que não se trata apenas de uma questão de “barragem a montante”.

    (Adaptado de “A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício”, publicado na FOLHA DE S.PAULO, em 17/02/19, pelo Prof. Dr Márcio Seligmann-Silva, titular de teoria literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.) 
    “Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.”

    O trecho acima, em meio a um poético jogo de palavras dos universos do som e do silêncio, faz uma dura crítica, segundo a qual a humanidade:
    Escolha uma alternativa para a questão ff5452c4-f0
  • Matemática

    Matemática

    Um menino está a uma distância de 6 metros de um muro de 3 metros de altura e chuta uma bola que vai bater exatamente sobre o muro.


    Considerando que a função da trajetória da bola em relação ao sistema de coordenadas indicado pela figura é ƒ (x) = ax² + (1- 4a) x, avalie as seguintes afirmações:


    I. O valor da constante a na função que descreve a trajetória da bola é Figura 1 de 2 da questão de Matemática, UNESPAR 2018, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações

    II. Na abscissa x = 5 a trajetória da bola atinge a altura máxima;

    III. x = 0 e x = 8 são raízes de ƒ(x);

    IV. A altura máxima que a bola atinge é de 4 metros.


    Figura 2 de 2 da questão de Matemática, UNESPAR 2018, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações

    Escolha uma alternativa para a questão ff54c280-1b
  • Linguagens

    Inglês

    The phenomenon E-democracy [electronic democracy] is well known and well used in Sweden. E-democracy is a solution that makes it easier for the population to vote or to participate in different questions, or just to make themselves heard. E-democracy is used a lot of municipalities as a simple way for the inhabitants to participate in the local debate. E-democracy is often argued as a tool that makes participation more available for everyone.

    (“E-democracy and digital gaps”. www.svekom.se)


    A ferramenta apresentada no excerto remete a uma característica da política ateniense no período clássico, que diz respeito
    Escolha uma alternativa para a questão ff5535b5-6a
  • Linguagens

    Português

    TEXTO PARA A QUESTÃO

        Nasceu o dia e expirou.

        Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.

        Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.

        Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

    José de Alencar, Iracema.

    No texto, corresponde a uma das convenções com que o Indianismo construía suas representações do indígena
    Escolha uma alternativa para a questão ff567982-e1
  • Linguagens

    Português

    O documentário O dia que durou 21 anos, dirigido por Camilo Tavares, busca retratar como o governo dos EUA patrocinou e apoiou o golpe militar no Brasil em 1964. Em entrevista ao site IHU On-Line, datada de 22 de abril de 2013, o diretor do filme afirmou: “Nos textos vemos que a ditadura estava fora de controle no sentido da tortura e da violação aos direitos humanos, mas os EUA mantinham o ‘silêncio dourado’ - expressão original do telegrama!”.


    Diante da afirmação do diretor e do que mostra o documentário, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão ff56c92a-ef
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Considere as teorias abaixo:

    I) “Todos os seres vivos, incluindo-se a espécie humana, descendem de ancestrais comuns e teriam evoluído por seleção natural. Os organismos com características mais vantajosas no ambiente em que se encontram teriam maiores possibilidades de sobreviver e de reproduzir-se.”
    II) “Organismos muito simples estariam sempre se originando por geração espontânea a partir de matéria inanimada. Esses seres primitivos se tornariam, a cada geração, mais organizados e complexos, pois a matéria viva possuía uma tendência natural de se transformar rumo a uma organização e complexidade crescentes.”
    III) “A visão de cunho metafísico de que o universo e os seres vivos permanecem imutáveis desde sua criação predominou até o final do século XVIII, quando conceitos consagrados começaram a ser desafiados pelo desenvolvimento da ciência experimental.”

    Tais teorias fundamentam:
    Escolha uma alternativa para a questão ff57493a-fd
  • Ciências Humanas

    História

    Outra prática comum aos povos mesoamericanos foi a construção de cidades. [...] As cidades mesoamericanas também serviam para dar identidade grupal aos seus habitantes, ou seja, as pessoas se reconheciam como pertencentes a tal cidade e não como “indígena”, termo que começou a ser utilizado pelos espanhóis para referir-se aos milhares de grupos que se [...] autodenominavam mexicas, cholutecas, tlaxcaltecas, dependendo da cidade que habitavam.

    (Eduardo Natalino dos Santos.
    Cidades pré-hispânicas do México e da América Central, 2004.)

    As cidades existentes na América Central e no México no período pré-colombiano
    Escolha uma alternativa para a questão ff57b54e-0a
  • Ciências Humanas

    História

    Atenção e cuidado devem guiar a escrita historiográfica, que se utiliza de diferentes tipos de memória para compreender o passado. A memória está, de diversas maneiras, presente em todas as sociedades como experiência vivida; está em monumentos, em obras e manuais, e em tradições que instituem matrizes de pensamentos. São categorias que evidenciam a separação entre a memória e a história:
    Escolha uma alternativa para a questão ff57c176-b9
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo:

        “... A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exótica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido. Começo ouvir uns brados. Saio para a rua. É o Ramiro que quer dar no senhor Binidito. Mal entendido. Caiu uma ripa no fio da luz e apagou a luz da casa do Ramiro. Por isso o Ramiro queria bater no senhor Binidito. Porque o Ramiro é forte e o senhor Binidito é fraco.

        O Ramiro ficou zangado porque eu fui a favor do senhor Binidito. Tentei concertar os fios. Enquanto eu tentava concertar o fio o Ramiro queria expancar o Binidito que estava alcoolisado e não podia parar de pé. Estava inconciente. Eu não posso descrever o efeito do álcool porque não bebo. Já bebi uma vez, em caráter experimental, mas o álcool não me tonteia.

        Enquanto eu pretendia concertar a luz o Ramiro dizia:
       — Liga a luz, liga a luz sinão eu te quebro a cara. O fio não dava para ligar a luz. Precisava emendá-lo. Sou leiga na eletricidade. Mandei chamar o senhor Alfredo, que é o atual encarregado da luz. Ele estava nervoso. Olhava o senhor Binidito com despreso. A Juana que é esposa do Binidito deu cinquenta cruzeiros para o senhor Alfredo. Ele pegou o dinheiro. Não sorriu. Mas ficou alegre. Percebi pela sua fisionomia. Enfim o dinheiro dissipou o nervosismo.”

    (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p.32)

    Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977), catadora de lixo e escritora, expôs, em Quarto de Despejo: Diário de uma favelada (1960), as mazelas e os sofrimentos enfrentados pela população da favela do Canindé, em São Paulo. O trecho apresentado aponta um dos problemas estruturais da favela retratado pela escritora: 

    Escolha uma alternativa para a questão ff583c47-f0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO PARA A QUESTÃO

        Nasceu o dia e expirou.

        Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.

        Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.

        Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

    José de Alencar, Iracema.

    É correto afirmar que, no texto, o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão ff59408f-e1
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    Texto 1

    Provavelmente o marco mais importante que lançou a semente científica da sensciência, nível mais simples de consciência animal, foi a obra A expressão da emoção no homem e nos animais, de Charles Darwin, que demonstra que os animais apresentam as mesmas expressões que os homens. O maior paradoxo é que, embora a ciência utilize os animais como modelo biológico na medicina desde a década de 1950, há negligência no que concerne à avaliação e ao tratamento da dor em animais, em especial os de laboratório.

    (Caroline Marques Maia. “Quanta dor os animais sentem?”.
    www.comciencia.br, 27.03.2020. Adaptado.)


    Texto 2

    A capacidade de sentir prazer, dor e medo não é exclusiva dos seres humanos. Ela é, na verdade, vital para a sobrevivência de seres de várias espécies. […] A biologia evolutiva e as ciências do comportamento e do cérebro têm demonstrado que o sistema nervoso dos humanos tem semelhanças impressionantes com o de alguns animais, especialmente de outros mamíferos.

    (www.bbc.com, 04.03.2019.)


    Os textos levantam questões que dizem respeito
    Escolha uma alternativa para a questão ff5a2e64-6a
  • Ciências Humanas

    História

    Escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre a expansão marítima portuguesa no litoral africano.


    ( ) Iniciou-se com a tomada e ocupação de Ceuta, localizada no estreito de Gibraltar, norte da África, no ano de 1415.

    ( ) As expedições portuguesas para África resultaram do tratado com a Espanha sobre ocupação territorial.

    ( ) Os portugueses chegaram à Ilha da Madeira em 1425, ao Açores em 1427 e Cabo do Bojador em 1434.

    ( ) Portugal enviou Fernão de Magalhães para ocupar o rio Douro em 1436 e a ilha do Arguim em 1443.


    A sequência correta, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão ff5afd6b-b9
  • Ciências Humanas

    História

    O dia em que o capitão-mor Pedro Álvares Cabral levantou a cruz [...] era a 3 de maio, quando se celebra a invenção da Santa Cruz em que Cristo Nosso Redentor morreu por nós, e por esta causa pôs nome à terra que se encontrava descoberta de Santa Cruz e por este nome foi conhecida muitos anos. Porém, como o demônio com o sinal da cruz perdeu todo o domínio que tinha sobre os homens, receando perder também o muito que tinha em os desta terra, trabalhou que se esquecesse o primeiro nome e lhe ficasse o de Brasil, por causa de um pau assim chamado de cor abrasada e vermelha com que tingem panos [...].

    (Frei Vicente do Salvador, 1627. Apud Laura de Mello e Souza.
    O Diabo e a Terra de Santa Cruz, 1986. Adaptado.)

    O texto revela que
    Escolha uma alternativa para a questão ff5b17f9-0a
  • Ciências Humanas

    História

    A ligação entre a participação política da sociedade brasileira à determinada conjuntura econômica pode ser observada
    Escolha uma alternativa para a questão ff5b74c6-f7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo:

        “... A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exótica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido. Começo ouvir uns brados. Saio para a rua. É o Ramiro que quer dar no senhor Binidito. Mal entendido. Caiu uma ripa no fio da luz e apagou a luz da casa do Ramiro. Por isso o Ramiro queria bater no senhor Binidito. Porque o Ramiro é forte e o senhor Binidito é fraco.

        O Ramiro ficou zangado porque eu fui a favor do senhor Binidito. Tentei concertar os fios. Enquanto eu tentava concertar o fio o Ramiro queria expancar o Binidito que estava alcoolisado e não podia parar de pé. Estava inconciente. Eu não posso descrever o efeito do álcool porque não bebo. Já bebi uma vez, em caráter experimental, mas o álcool não me tonteia.

        Enquanto eu pretendia concertar a luz o Ramiro dizia:
       — Liga a luz, liga a luz sinão eu te quebro a cara. O fio não dava para ligar a luz. Precisava emendá-lo. Sou leiga na eletricidade. Mandei chamar o senhor Alfredo, que é o atual encarregado da luz. Ele estava nervoso. Olhava o senhor Binidito com despreso. A Juana que é esposa do Binidito deu cinquenta cruzeiros para o senhor Alfredo. Ele pegou o dinheiro. Não sorriu. Mas ficou alegre. Percebi pela sua fisionomia. Enfim o dinheiro dissipou o nervosismo.”

    (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p.32)

    A linguagem do diário de Carolina Maria de Jesus transita entre o vocabulário informal, com imprecisões na ortografia e na acentuação das palavras, e o vocabulário erudito, adquirido na leitura de textos literários. Este jogo informal/erudito torna-se evidente no trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão ff5be3a5-f0