História
- História Geral
- Prova de 2021
- Universidade Estadual do Maranhão
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: 7A6C54E3-B2
Banco de questões
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Países do Mercosul decidem acabar com a cobrança de roaming
Os quatro países integrantes da organização (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) decidiram acabar com a cobrança de roaming telefônico, ou seja, o pagamento adicional pelo uso de dados e ligações no exterior. A medida, assinada pelos quatro presidentes na cúpula realizada em Santa Fé (Argentina), beneficiará 200 milhões de usuários a partir de 2020. Os custos do roaming não desaparecerão tão cedo. O acordo ainda terá que ser ratificado pelos parlamentos. Porta-vozes dos quatro países estimaram que a cobrança do roaming deveria desaparecer para os cidadãos do Mercosul em algum momento do ano que vem.
Disponível em: https://brasil.elpais.com.
Acesso em: 11 set. 2019 (adaptado).
A partir da notícia, uma razão para a demora no cumprimento imediato da decisão dos países do Mercosul é a necessidade de aprovação na escala
Belo espetáculo era ver essa menina delicada, curvada aos pés de uma rude mulher, banhando-os com sossego, mergulhando suas mãos, tão finas, tão lindas, nessa mesma água que fizera lançar um grito de dor à escrava, quando aí tocara de leve com as suas, tão grosseiras e calejadas!... Os últimos vislumbres das impressões desagradáveis que ela causara a Augusto de todo se esvaíram. Acabou-se a criança estouvada... ficou em seu lugar o anjo de candura.
Mas o sensível estudante viu as mãozinhas tão delicadas da piedosa menina já roxas, e adivinhou que ela estava engolindo suas dores para não gemer; por isso não pôde suster-se e, adiantando-se, disse:
— Perdoe, minha senhora.
— Oh!... o senhor estava aí?
— E tenho testemunhado tudo!
MACEDO, J. M. A moreninha. São Paulo: Martin Claret, 2011.
Ao descrever o gesto da personagem, banhando os pés de sua antiga ama de leite, o narrador demonstra uma visão romântica, manifesta na
Tem uma montanha rochosa na região onde o Rio Doce foi atingido pela lama da mineração. A aldeia Krenak fica na margem esquerda do rio, na direita tem uma serra. Aprendi que aquela serra tem nome, Takukrak, e personalidade. De manhã cedo, de lá do terreiro da aldeia, as pessoas olham para ela e sabem se o dia vai ser bom ou se é melhor ficar quieto. Quando ela está com uma cara do tipo “não estou para conversa hoje”, as pessoas já ficam atentas. Quando ela amanhece esplêndida, bonita, com nuvens claras sobrevoando a sua cabeça, toda enfeitada, o pessoal fala: “Pode fazer festa, dançar, pescar, pode fazer o que quiser”.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2019.
Relacionando a cultura de uma aldeia à natureza em que ela se situa, o narrador
What are you saying,
Correctly, did I hear?
Are you speaking English?
Your words are unclear.
They swim in my mind,
I can hear your words;
Comprehension is different,
Though, from only being heard.
If I understood you
If that all made sense,
Then maybe I'd seem
Just a little less dense.
But, just as it is,
I cannot reply;
'Cause the thoughts in your head,
Don't make sense in mine.
Disponível em: https://allpoetry.com. Acesso em: 31 out. 2019.
O eu lírico, ao reportar-se a um falante cuja língua materna não é o inglês,


As crises capitalistas têm sido comuns na história desse sistema de produção econômico pelo mundo, como a gerada pela Quebra da Bolsa de Valores de Nova York de 1929, a que se origina com a Crise do Petróleo em 1973 e, mais recentemente, as chamadas hipotecas subprime norte-americanas que estiveram na origem da crise mundial ocorrida entre 2008 e 2009. Essas hipotecas, de forma simples, concediam créditos a quem não podia pagar e, assim, transformaram em devedores indivíduos sem os requisitos necessários à concessão de um empréstimo. Para complementar, a especulação imobiliária nos EUA instigou o aumento dessas hipotecas subprime de modo artificial inflando preços na vã esperança de que esses indivíduos, sem as devidas condições financeiras, pagassem juros regularmente. Em resumo, isto acarretou uma bolha especulativa que desembocou na depressão e na mais recente crise econômica do sistema capitalista mundial com a falência de empresas e o desemprego em massa em muitos países.
Considerando o entendimento das teorias clássicas das ciências sociais acerca do fenômeno das crises no capitalismo, atente para as seguintes proposições:
I. A teoria crítica marxiana aponta como essas crises econômicas são inerentes aos processos lógicos do capitalismo e não apenas, por exemplo, à falta de gerência técnica na área da economia.
II. Durkheim adianta que nas sociedades modernas organizadas pela interdependência entre funções laborais e instituições existe o contínuo risco de anomia jurídica e moral da vida econômica.
III. A defasagem entre o poder de compra e a venda das mercadorias, como no caso das hipotecas subprime, refletem um momento normal do que Weber denominou de ética protestante do capitalismo.
IV. A Quebra da Bolsa de Nova York, a Crise do Petróleo e a bolha especulativa das hipotecas subprime nos EUA demonstram o que Durkheim e Marx teorizaram sobre a jaula de ferro das burocracias.
É correto o que se afirma somente em
“Como as pessoas que infringem as leis parecem injustas e as cumpridoras da lei parecem justas, evidentemente todos os atos conforme à lei são justos no sentido de as leis visarem ao interesse comum a todas as pessoas, de tal forma que chamamos justos os atos que tendem a produzir e preservar a felicidade para a comunidade política; e a lei determina igualmente que ajamos como homens corajosos, como homens moderados, como homens amáveis e assim por diante em relação às outras formas de virtudes, impondo a prática de certos atos e proibindo outros.”
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco, 1129b. Trad. bras. Mario da Gama Kury. – 4 ed. Brasília: Editora da UnB, 2001 – Adaptado.
Segundo a citação acima, é correto concluir que
“Locke caracteriza como tirânico o governo que ignora as leis e se orienta apenas pela prepotência do governante. O único remédio que o povo tem contra um governo tirânico é o direito de resistir às suas ações até que se possa substituí-lo. Nesse caso, a lei da natureza, que mesmo após o estabelecimento do Estado político continua em vigor, representa uma espécie de permissão moral para a desobediência sempre que o povo entender que a ação do governante não tem em vista a preservação da sociedade.”
OTTONICAR, F. G. C. John Locke e o direito de resistência.
In: Investigação Filosófica, v. 10, nº 1, p. 75-85, 2019.
Segundo a citação acima, o direito de resistência à tirania se justificaria porque
Leia atentamente o seguinte excerto:
“Nos anos 50 [...] chegou ao apogeu da sua popularidade, sobretudo entre as massas urbanas e os migrantes recém-chegados à cidade grande. [...] Estes filmes cômicos, produzidos principalmente pela Atlântida, conseguiram articular as transformações socioculturais testemunhadas pelo povo durante uma década caracterizada por um crescimento econômico dramático e pela intensificação dos processos de industrialização, urbanização e migração interna.[...] este gênero refletiu os efeitos que a modernidade e a expansão capitalista produziram nas classes populares, e que ajudou os marginalizados, particularmente os migrantes alienados, a se adaptarem à vida urbana. [...] o povo podia identificar-se com os protagonistas e as experiências deles na cidade”.
SHAW, Lisa. The Brazilian … of the 1950s and Notions of Popular Identity. Luso-Brasilian Review. v. 38, nº1, 2001. University of Wisconsin Press.
Assinale a opção que corresponde ao fenômeno cultural originado no fim dos anos 1940, que teve seu apogeu dos anos 1950 até o início da década de 1960, a que o excerto acima se refere.
“A regulamentação do mercado global de carbono foi um dos tópicos principais das negociações realizadas na COP 26, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas realizada entre 31 de outubro e 12 de novembro deste ano em Glasgow, no Reino Unido. O mecanismo permite que nações que superarem as metas de redução de emissões de gases do efeito estufa comercializem esse excedente para os países que não forem capazes de diminuir para o nível necessário.”
Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/11/23/
mercado-de-carbono-o-que-e-contribui-para-reduzir-emissoes.htm
A conservação dos recursos naturais frente à degradação ambiental e as ações de controle e adaptações às mudanças climáticas são desafios globais que têm a regulamentação do mercado de carbono como elemento fundamental nesse processo. Uma prática que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa é