Biologia
- Biomas brasileiros
- Prova de 2018
- UEMG
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: F7D9800F-A6
Banco de questões
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A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.
E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.
SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.
Leia o início da crônica Fantasmas de Minas:
“Tão logo Scliar soube que eu pretendia passar o carnaval em Ouro Preto e não conseguira hotel, amavelmente ofereceu-me sua casa. É uma linda casa, informou com ar matreiro. Tão matreiro que dava até para desconfiar. Mas eu já ouvira falar na casa, [...]”.
SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 147.
Tendo como base o restante dessa crônica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Ao longo da crônica, especialmente em sua última parte, há alusões a locais históricos de Minas Gerais e de seus “fantasmas”. O narrador percorre algumas cidades até chegar a Belo Horizonte, cidade na qual o fantasma é ele próprio.
( ) Pode-se afirmar que essa crônica, com uma linguagem permeada por traços de oralidade, consegue ir a fundo no sentimento humano. Isso se dá de maneira mais evidente na narrativa a partir de quando o narrador vai embora de Ouro Preto e passa a apresentar uma linguagem carregada de lirismo.
( ) O narrador em primeira pessoa corrobora para a aproximação do leitor para com a matéria narrada.
Quando de longe observamos o mundo árabe e o mundo judeu, vemos o contraste entre duas religiões – a judaica, baseada no Tanakh (da qual a Torá é parte) e a muçulmana, baseada no Alcorão ou no Corão. Menos comum é vermos as semelhanças tal como o ritual de circuncisão masculina que, em ambas as religiões, se realiza a partir dos oito dias de vida e representa o pacto entre Deus e os homens.
Por isso, entre sistemas com diferenças, também pode haver semelhanças e, para abarcar essa dupla realidade, as Ciências Sociais criaram o conceito de
Leia o excerto abaixo.
“[...] O centro dos primeiros sistemas da natureza não é o indivíduo, é a sociedade. É ela que se objetiva e não mais o homem.”
RODRIGUES, J. A. (Org.) Durkheim. São Paulo: Ática, 1978. p.201-202.
Nesse trecho, Durkheim propõe romper com o humanismo antropocêntrico dos modernos em favor de um novo modelo de conhecimento baseado no sociocentrismo. Não mais o homem, mas a sociedade aparece como centro do conhecimento porque, para Durkheim,
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?
Ele foi simples:
– Sim, já beijei antes uma mulher.
– Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. [...]
O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. [...]
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.
Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. [...]
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele…
Ele se tornara homem.
LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo. In: Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 157.(Adaptado)
O amor juvenil é tema de O primeiro beijo, de Clarice Lispector. Além disso, esse conto pode ser interpretado como um rito de passagem e dele se entende que
Capítulo XLIV
Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera; foram iguais em si mesmas, os efeitos é que foram diversos. A cólera deu em nada; a humilhação debulhou-se em lágrimas legítimas. E contudo não faltaram a esta senhora ímpetos de estrangular Sofia, calcá-la aos pés, arrancar-lhe o coração aos pedaços, dizendo-lhe na cara os nomes crus que atribuía ao marido... Tudo imaginações! Crede-me: há tiranos de intenção. Quem sabe? Na alma desta senhora passou agora um tênue fio de Calígula...
ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 53.
Levando-se em consideração a leitura de Quincas Borba e o capítulo, em que há referência
a D. Tonica, identifica(m)-se, nesse capítulo,
Em sua última viagem aos Estados Unidos como primeira-ministra, Margaret Tatcher revelou a George Bush: “Antes de nomear um ministro, peço-lhe para decifrar um enigma. A Geoffrey Howe, por exemplo, perguntei: Se é filho de seu pai e não é seu irmão, quem é então? Geoffrey Howe respondeu: Sou eu. E lhe dei o cargo de chanceler”.
Impressionado, Bush resolveu testar o método com seu vice, Don Quayle. Propôs o mesmo enigma. Quayle pediu um tempo para pensar. Depois, telefonou ansioso para Henry Kissinger, que lhe ensinou:
– A resposta é “eu”.
Quayle voltou a Bush com ar de triunfo:
– A resposta é Kissinger.
Bush bradou, contrariado:
– Não, é Geoffrey Howe.
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998.
A piada baseia-se na solução de um enigma. Depois de ser apresentado a um político inglês,
Geoffrey Howe, o enigma é apresentado aos políticos estadunidenses George Bush, Don Quayle e
Henry Kissinger. Do ponto de vista linguístico, o efeito humorístico dessa piada deve-se ao fato de
que a referência do pronome pessoal na resposta ao enigma é interpretada equivocadamente por
Muitos paquistaneses acreditam que a mídia local e internacional promove a jovem ativista de forma exagerada e desnecessária. Partidos de direita afirmam que a "campanha" para promovê-la é a prova de que há um "lobby internacional" por trás de tudo isso. [...]
Os defensores da ganhadora do Nobel da Paz acusam os "odiadores de Malala" de campanha de difamação contra ela. Até que a mentalidade das pessoas mude, argumentam, a jovem não poderá viver em sua terra natal de forma permanente.
Disponível em:<https://goo.gl/abhkYN>. Acesso em: 30 mar. 2018.
No texto sobre o retorno de Malala Yousafzai ao Paquistão pela primeira vez desde que foi baleada pelo Talibã, o emprego das aspas em "odiadores de Malala" tem o efeito de
Evolução nas taxas (%) de urbanização nas grandes regiões geográficas brasileira.

IBGE, Censo demográfico 1940-2010. Até 1970 dados extraídos de: Estatísticas do século XX. Rio de Janeiro: IBGE, 2007 no Anuário Estatístico do Brasil, 1981, vol. 42, 1979.
De acordo com os dados apresentados, assinale a alternativa que NÃO se constitui como
fator que convalida a evolução da urbanização nas regiões brasileiras.
A População Economicamente Ativa (PEA) brasileira está ficando mais velha e o número de jovens que ingressam na População em Idade Ativa (PIA) é cada vez menor, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. Trata-se de movimento natural da economia, mas que trará consequências importantes para empresas.
Disponível em:<https://www.lg.com.br/blog/envelhecimento-da-populacao-economicamente-ativa-impoedesafios-ao-mercado/> Acesso em: 22 de mar, 2017.
Esse cenário tende a proporcionar a médio e a longo prazo
Über-Adaptable Airless Tires
By Lisa Eadicicco
In the future, our cars will be smart, and our tires will be smarter. For starters, it’s airless, eliminating the need to worry about pounds per square inch. It’s also made from recycled materials in an effort to reduce waste. But the most impressive feature may be its 3-D--printed treads, which can be swapped in and out to accommodate various road conditions—without changing the tire itself. The challenge will be figuring out a way to do it quickly, says Terry Gettys, who helped lead the project, “because consumers are going to want their tires [ready to go] in just a few minutes.”

A Shoe Engineered to Boost Performance
By Julia Zorthian
Imagine a shoe that lets you run faster, pivot better and jump higher. That’s the idea behind the Futurecraft 4D, a new sneaker whose midsole can be expertly tailored to the needs of its wearers—not only in size and shape, but also in flexibility, impact type, cushioning and more. The key is the 3-D printing process, which enables the company to “look at every single square millimeter of a midsole and tune it from a performance standpoint,” says Al VanNoy, who headed the project. It would take weeks to make those modifications using traditional shoemaking methods. But the Futurecraft 4D midsoles can be printed in as little as two hours, meaning they could even be produced in stores. At least that’s a possibility for the future.

Disponı́vel em: <http://time.com>. Acesso em: 25 mar. 2018.
Based on the text, Futurecraft 4D
Observe a imagem.

Leia o TEXTO 20 para responder à questão.
TEXTO 20
QUASE 50 MIL PESSOAS FORAM RESGATADAS EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO DESDE 2000
Segundo especialistas, situação é um dos reflexos da exclusão social pós-Lei Áurea
Brasília – Cento e trinta anos se passaram desde a abolição da escravidão e continua a haver, no Brasil,
relações raciais desequilibradas, com negros condenados à exclusão social. Depois da libertação, poucas
medidas para inserir a população negra na sociedade foram implementadas. Logo, essa parcela da
população ficou condenada a uma realidade socioeconômica que perpetuou a escravidão com uma
roupagem diferente: a desigualdade social.
ESTADO DE MINAS. Disponível em: <https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/abolicao130anos/2018/05/13/noticia-abolicao130anos,958323/50- mil-pessoas-resgatadas-condicoes-analogas-escravidao-desde-2000.shtml.>. Acesso em: 13 maio 2018 (adaptado).
Em 2018, ano em que se completam 130 anos da abolição da escravidão no Brasil, a sociedade brasileira se depara com novas formas de exclusão e degradação das condições sociais de grande parte da população afrodescendente. Identifique, entre as afirmativas a seguir, aquelas que retratam a condição atual da maioria da população negra no contexto socioeconômico brasileiro.
I. O período pós-abolição legou aos negros a privação dos bens e da riqueza produzida no país, tornando-os um segmento social isolado na periferia, nas favelas e nas áreas de risco das grandes cidades.
II. No período pós-abolição, a vida do negro no Brasil, efetivamente, melhorou, principalmente pela força das leis antirracismo que promoveram a eliminação desse mal em nossa sociedade.
III.A situação atual do negro no Brasil é fruto de um processo histórico pautado na exclusão social e cuidadosamente planejado para impedir que ele se tornasse cidadão.
IV.A precariedade socioeconômica da população negra é um entrave ao desenvolvimento do país que só será eliminado quando eles tiverem, de fato, o direito de manifestação para serem ouvidos como merecem.
V. Os negros constituem o segmento mais pobre da população, situação que não se relaciona com o processo histórico, mas com a ausência de ações afirmativas atuais para a inclusão social destes grupos.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
Leia o TEXTO 16 para responder à questão.
TEXTO 16
O Recife foi alçado à condição de vila após mais de uma década de tensões políticas entre comerciantes reinóis, desejosos de aceder ao poder local, e senhores de engenho da terra, ciosos de seus espaços de representação. A criação da nova vila por ordem régia de 19 de novembro de 1709, longe de resolver a questão, atiçou o conflito que se desdobrou em uma pequena guerra civil conhecida ao tempo como as “calamidades de Pernambuco” e, a partir do século XIX, como a “guerra dos mascates”. Apesar da resistência feroz da nobreza da terra, acabou prevalecendo o grupo de homens de negócio reinóis e a municipalidade recifense consolidou-se como órgão de poder local, superando a congênere quinhentista de Olinda.
SOUZA, George. Saciar para manter a ordem e o bem público: a Câmara Municipal do Recife e o problema do abastecimento da vila (século XVIII). Locus, Juiz de Fora/MG, v. 38, p. 103-120, 2014. p. 114. Disponível em: <https://locus.ufjf.emnuvens.com.br/locus/article/viewFile/2849/2168>. Acesso em: 15 maio 2018 (adaptado).
A narração do episódio ocorrido na Capitania de Pernambuco, contida no TEXTO 16, aborda,
CORRETAMENTE,