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  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 2.584 de 2.904

  • Linguagens

    Português

    Perpetuum mobile


    estive na antemanhã inacontecida

    de jovens mãos deslumbradas

    carregando sol

    e passei


    atravessei a plenoite decifrada

    monótonas luas transcorridas

    nos meus olhos

    e segui


    cheguei ao amor culminante

    mundo que cessa

    no intérmino minuto

    e parti


    alcancei a absoluz

    onde o tempo intranspõe

    e a alma DEUS solve

    e vou


    PARENTE, Helena Cunha . Perpetuum mobile. Além de estar: antologia poética. Rio de Janeiro: Imago, 2000. p. 32.


    Assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.

    No texto, o sujeito poético


    ( ) experimenta sensações antitéticas no fluir da existência.

    ( ) anseia por fincar raízes, a fim de restaurar o seu equilíbrio.

    ( ) representa o ser humano em sua eterna mutabilidade.

    ( ) transpõe os limites da realidade imediata.

    ( ) busca desvendar o mistério da morte.


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a


    Escolha uma alternativa para a questão fededa02-f7
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2013, Interpretação de TextosFigura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2013, Interpretação de Textos

    Na ótica do autor,
    Escolha uma alternativa para a questão fed01164-f7
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que o advérbio incide sobre toda a oração, como “certamente” em “Mesmo com as dificuldades verificáveis no cotidiano, certamente vale a pena aprender um novo idioma, mesmo depois da adolescência”. 
    Escolha uma alternativa para a questão c6d59411-f6
  • Linguagens

    Português

    Quanto ao processo de formação, a palavra “providencialmente” difere da palavra “didaticamente” por:
    Escolha uma alternativa para a questão c6cfedb4-f6
  • Linguagens

    Português


    Pá, pá, pá



    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2013, Interpretação de Textos


    VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 crônicas escolhidas. 15. ed. Porto Alegre: L&PM, 1995, p. 199-201. 



    Com base no texto, responda à questão

    última fala do narrador do texto (linha 30):
    Escolha uma alternativa para a questão c6b85659-f6
  • Linguagens

    Português


    Pá, pá, pá



    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2013, Interpretação de Textos


    VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 crônicas escolhidas. 15. ed. Porto Alegre: L&PM, 1995, p. 199-201. 



    Com base no texto, responda à questão

    O leitor do texto passa a saber que o narrador é personagem quando se depara com a expressão: 
    Escolha uma alternativa para a questão c6a20ff4-f6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://cienciaemente.blogspot.com.br/2012/07/vale-pena-aprender-umasegunda-lingua.html. Acesso em 28 nov. 2012. Adaptado. 


    Com base no texto, responda à questão

    Assinale a alternativa que apresenta afirmação corretamente depreendida da leitura do último parágrafo do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão c68c7831-f6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://cienciaemente.blogspot.com.br/2012/07/vale-pena-aprender-umasegunda-lingua.html. Acesso em 28 nov. 2012. Adaptado. 


    Com base no texto, responda à questão

    Assinale a alternativa que apresenta uma opinião do enunciador. 
    Escolha uma alternativa para a questão c683a32d-f6
  • Matemática

    Matemática

    Um ônibus de 40 lugares transporta diariamente turistas de um determinado hotel para um passeio ecológico pela cidade. Se todos os lugares estão ocupados, o preço de cada passagem é R$20,00. Caso contrário, para cada lugar vago será acrescida a importância de R$1,00 ao preço de cada passagem. Assim, o faturamento da empresa de ônibus, em cada viagem, é dada pela função f(x) = (40 - x)(20 + x), onde x indica o número de lugares vagos.Qual é o faturamento máximo obtido em cada viagem.
    Escolha uma alternativa para a questão 71988485-f0
  • Ciências Humanas

    História

    Sobre o Segundo Governo Vargas (1950 - 1954) assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 71637daa-f0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    No dia 26 de março de 1991, os presidentes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram o Tratado de Assunção, visando construir uma zona de livre comércio entre os quatro países, denominada Mercado Comum do Sul.

    Sobre o surgimento de mercados supranacionais e suas características podemos afirmar que, EXCETO:


    Escolha uma alternativa para a questão 7157be0d-f0
  • Matemática

    Matemática

    Em 2014 os transgênicos completam 10 anos na agricultura e na mesa dos brasileiros. Enquanto os hectares de lavouras transgênicas seguiam aumentando, foram surgindo muitas controvérsias sobre os riscos sociais, políticos, ambientais, econômicos e à saúde humana.
    Segundo dados da Monsanto, indústria multinacional de agricultura e biotecnologia, em 2008, os agricultores brasileiros cultivaram 15,8 milhões de hectares de lavouras transgênicas, de acordo com levantamento da ISAAA (International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications). O país foi responsável por pouco mais de 12% dos hectares de culturas transgênicas plantadas no mundo, ocupando a terceira posição entre as nações que usam sementes geneticamente modificadas, atrás dos Estados Unidos e da Argentina.

    Imagem da questão de Matemática, Faculdade Cásper Líbero 2013, Análise de Tabelas e Gráficos

    Para se ter uma ideia desta área, lembrando que o Estado de São Paulo tem 25 milhões de hectares, apenas as lavouras de soja ocupam uma área equivalente
    Escolha uma alternativa para a questão d02d6cb3-ed
  • Linguagens

    Inglês

    The ad on the left, produced by the Agency DDB, Paris, was considered one of the best print ads 2012-2013 and has earned it a Gold Lion. Read it and choose the alternative that best shows its main idea.



    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Cásper Líbero 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension
    (Source: http://www.adweek.com/news-gallery/advertising-branding/ worlds-best-print-ads-2012-13-150758#gold-lion-anlci-1-of-6-42)
    Escolha uma alternativa para a questão d021bb6d-ed
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following text to answer question


    Spilt Milk by Chico Buarque: review
    A mishmash of influences gives rise to a vivid portrait of Brazil

    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Cásper Líbero 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Chico Buarque, bossanovista and novelist, whose latest book is ‘Spilt Milk’ Photo: Sipa Press / Rex Features


    By Ian Thomson


    Back in the Sixties, Brazil thrilled to a new dance beat called bossa nova. With its languid jazz tones, the music had a hushed intensity and underlying air of sadness. Chico Buarque, a leading bossanovistasongwriter and novelist, is revered in Brazil as a political hero. In 1968, he was imprisoned by the military for “counter-culture activities”.
    Spilt Milk, Buarque’s fourth novel, displays a typically Brazilian mishmash of influences ranging from memoir to adventure to political diatribe. A crotchety old man, Eulálio d’Assumpção, lies moribund in a Rio de Janeiro hospital, musing on his life while lashing out at stenographers and “spiteful” orderlies. The food, we learn, reeks unpleasantly of garlic (“Wait till my mother finds out”).
    Aged 150, he has come down in the world wretchedly. In pages of rambling monologue, the improbably old narrator describes the decline of his family over generations of Brazilian history. Amid sagas of political tribalism and grievous dictatorship, plantation-owning forebears have squandered fortunes on drink, drugs and armament deals. A souring smell of “spilt milk” hangs over the narrative as it twists round half-remembered family feuds and hatreds.
    Along the way, Buarque paints an exceptionally vivid picture of Brazilian high society in the 1890s, with its German governesses, imported French clothes and Chopin waltzes. Though bedbound and drugged, Eulálio recalls the love of his life, Matilde, whose cinnamon-coloured skin and “Moorish eyes” had worked a fatal charm on him years ago. Where is she now? At first glance, Spilt Milk appears to be in narrative disarray, as the book wanders backwards and forwards in time. Eventually, though, the inchoate strands cohere into an absorbing, if bitter, meditation on Brazil.
    Just as bossa nova had borrowed from samba and West Coast jazz, so Buarque borrows from Samuel Beckett, Gabriel García Marquez and others. In a now-famous book of 1928, Manifesto Antropófago, Brazil’s leading modernist poet Oswald de Andrade had defined Brazilian literature as anthropophagic, or cannibalistic, “eating” other forms of European and African writing. Spilt Milk, brocaded with a range of literary influences, conforms to the ideal beautifully.
    Source: http://www.telegraph.co.uk/culture/books/fictionreviews/9573627/Spilt-Milk-by-Chico-Buarque-review.html

    Based on the book review, it is correct to affirm about Chico Buarque that
    Escolha uma alternativa para a questão d01df359-ed
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following text to answer question


    Spilt Milk by Chico Buarque: review
    A mishmash of influences gives rise to a vivid portrait of Brazil

    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Cásper Líbero 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Chico Buarque, bossanovista and novelist, whose latest book is ‘Spilt Milk’ Photo: Sipa Press / Rex Features


    By Ian Thomson


    Back in the Sixties, Brazil thrilled to a new dance beat called bossa nova. With its languid jazz tones, the music had a hushed intensity and underlying air of sadness. Chico Buarque, a leading bossanovistasongwriter and novelist, is revered in Brazil as a political hero. In 1968, he was imprisoned by the military for “counter-culture activities”.
    Spilt Milk, Buarque’s fourth novel, displays a typically Brazilian mishmash of influences ranging from memoir to adventure to political diatribe. A crotchety old man, Eulálio d’Assumpção, lies moribund in a Rio de Janeiro hospital, musing on his life while lashing out at stenographers and “spiteful” orderlies. The food, we learn, reeks unpleasantly of garlic (“Wait till my mother finds out”).
    Aged 150, he has come down in the world wretchedly. In pages of rambling monologue, the improbably old narrator describes the decline of his family over generations of Brazilian history. Amid sagas of political tribalism and grievous dictatorship, plantation-owning forebears have squandered fortunes on drink, drugs and armament deals. A souring smell of “spilt milk” hangs over the narrative as it twists round half-remembered family feuds and hatreds.
    Along the way, Buarque paints an exceptionally vivid picture of Brazilian high society in the 1890s, with its German governesses, imported French clothes and Chopin waltzes. Though bedbound and drugged, Eulálio recalls the love of his life, Matilde, whose cinnamon-coloured skin and “Moorish eyes” had worked a fatal charm on him years ago. Where is she now? At first glance, Spilt Milk appears to be in narrative disarray, as the book wanders backwards and forwards in time. Eventually, though, the inchoate strands cohere into an absorbing, if bitter, meditation on Brazil.
    Just as bossa nova had borrowed from samba and West Coast jazz, so Buarque borrows from Samuel Beckett, Gabriel García Marquez and others. In a now-famous book of 1928, Manifesto Antropófago, Brazil’s leading modernist poet Oswald de Andrade had defined Brazilian literature as anthropophagic, or cannibalistic, “eating” other forms of European and African writing. Spilt Milk, brocaded with a range of literary influences, conforms to the ideal beautifully.
    Source: http://www.telegraph.co.uk/culture/books/fictionreviews/9573627/Spilt-Milk-by-Chico-Buarque-review.html

    The word ideal in the last sentence of the book review refers to
    Escolha uma alternativa para a questão d01a3ee3-ed
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following text to answer question


    Spilt Milk by Chico Buarque: review
    A mishmash of influences gives rise to a vivid portrait of Brazil

    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Cásper Líbero 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Chico Buarque, bossanovista and novelist, whose latest book is ‘Spilt Milk’ Photo: Sipa Press / Rex Features


    By Ian Thomson


    Back in the Sixties, Brazil thrilled to a new dance beat called bossa nova. With its languid jazz tones, the music had a hushed intensity and underlying air of sadness. Chico Buarque, a leading bossanovistasongwriter and novelist, is revered in Brazil as a political hero. In 1968, he was imprisoned by the military for “counter-culture activities”.
    Spilt Milk, Buarque’s fourth novel, displays a typically Brazilian mishmash of influences ranging from memoir to adventure to political diatribe. A crotchety old man, Eulálio d’Assumpção, lies moribund in a Rio de Janeiro hospital, musing on his life while lashing out at stenographers and “spiteful” orderlies. The food, we learn, reeks unpleasantly of garlic (“Wait till my mother finds out”).
    Aged 150, he has come down in the world wretchedly. In pages of rambling monologue, the improbably old narrator describes the decline of his family over generations of Brazilian history. Amid sagas of political tribalism and grievous dictatorship, plantation-owning forebears have squandered fortunes on drink, drugs and armament deals. A souring smell of “spilt milk” hangs over the narrative as it twists round half-remembered family feuds and hatreds.
    Along the way, Buarque paints an exceptionally vivid picture of Brazilian high society in the 1890s, with its German governesses, imported French clothes and Chopin waltzes. Though bedbound and drugged, Eulálio recalls the love of his life, Matilde, whose cinnamon-coloured skin and “Moorish eyes” had worked a fatal charm on him years ago. Where is she now? At first glance, Spilt Milk appears to be in narrative disarray, as the book wanders backwards and forwards in time. Eventually, though, the inchoate strands cohere into an absorbing, if bitter, meditation on Brazil.
    Just as bossa nova had borrowed from samba and West Coast jazz, so Buarque borrows from Samuel Beckett, Gabriel García Marquez and others. In a now-famous book of 1928, Manifesto Antropófago, Brazil’s leading modernist poet Oswald de Andrade had defined Brazilian literature as anthropophagic, or cannibalistic, “eating” other forms of European and African writing. Spilt Milk, brocaded with a range of literary influences, conforms to the ideal beautifully.
    Source: http://www.telegraph.co.uk/culture/books/fictionreviews/9573627/Spilt-Milk-by-Chico-Buarque-review.html

    Choose the statement that is true about the book review.
    Escolha uma alternativa para a questão d0161ee6-ed
  • Sobre Jogo de cena, de Eduardo Coutinho, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d00a8c42-ed
  • O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária nasceu de uma ameaça ao setor: no final dos anos 70, o governo federal pensava em sancionar uma lei criando uma espécie de censura prévia à propaganda. Diante dessa ameaça, uma resposta inspirada: autorregulamentação, sintetizada num Código, que teria a função de zelar pela liberdade de expressão comercial e defender os interesses das partes envolvidas no mercado publicitário, inclusive os do consumidor.
    Fonte: CONAR Conselho de Autor Regulamentação Publicitária. Adaptado. http://www.conar.org.br/ Acessado em 26-09-2013


    A ação do CONAR é movida por princípios
    Escolha uma alternativa para a questão d001bcbb-ed
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Muitas regras, poucos direitos

    Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.
    Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.
    Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.
    Um contraargumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.
    O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.
    Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiras) e guarda de filhos.
    Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.
    Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária. (Vladimir Safatle, Carta Capital n. 768, ano XIX, 2/10/2013, p. 39).  
    Assinale a opção que identifica corretamente a ideia central do texto presente já no título:
    Escolha uma alternativa para a questão cfcacbb3-ed
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Muitas regras, poucos direitos

    Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.
    Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.
    Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.
    Um contraargumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.
    O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.
    Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiras) e guarda de filhos.
    Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.
    Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária. (Vladimir Safatle, Carta Capital n. 768, ano XIX, 2/10/2013, p. 39).  
    Assinale a opção que identifica corretamente o argumento central do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão cfc789de-ed