Questões do ENEM 2010

Questões aplicadas na prova de 2010, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.564 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 79.

  • A384EE83-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente a pequena carta escrita por uma criança.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    (Disponível em joshuanongys.blogspot.com. Acesso em 23/10/2010.)


    Na cartinha que Nan escreveu para Deus, ela

    Escolha uma alternativa para a questão a384ee83-ea
  • A37E3E54-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o texto abaixo.


    Cálice


    Pai, afasta de mim este cálice

    Pai, afasta de mim este cálice

    Pai, afasta de mim este cálice

    De vinho tinto de sangue


    Como beber dessa bebida amarga?

    Tragar a dor engolir a labuta?

    Mesmo calada a boca resta o peito

    Silêncio na cidade não se escuta

    De que me vale ser filho da santa?

    Melhor seria ser filho da outra

    Outra realidade menos morta

    Tanta mentira tanta força bruta


    Como é difícil acordar calado

    Se na calada da noite eu me dano

    Quero lançar um grito desumano

    Que é uma maneira de ser escutado

    Esse silêncio todo me atordoa

    Atordoado eu permaneço atento

    Na arquibancada pra qualquer momento

    Ver emergir o monstro da lagoa


    (Chico Buarque e Gilberto Gil. 1978.)


    O texto faz menção a um fenômeno importante na história do Brasil que marcou toda uma geração de artistas e intelectuais dos mais diversos segmentos (teatro, música, poesia, dança). Sobre o texto, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


    ( ) Refere-se à censura que cerceava a manifestação de artistas e intelectuais contra a ditadura no Brasil.

    ( ) Refere-se ao forte viés devocional cristão que marcou a cultura brasileira nos anos 60 e 70 do século XX.

    ( ) É uma crítica à proximidade entre arte e política que se verificou nos anos 70 do século XX.

    ( ) Mostra o envolvimento e a politização de artistas nos anos 70 do século XX.


    Marque a sequência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão a37e3e54-ea
  • A34BFF0F-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    A voz da mulher atraiu tanta gente, que fugi da casa do meu professor e fui para a beira do Amazonas. Uma índia, uma das tapuias da cidade, falava e apontava o rio. Não lembro o desenho da pintura no rosto dela; a cor dos traços, sim: vermelha, sumo de urucum. Na tarde úmida, um arco-íris parecia uma serpente abraçando o céu e a água. Florita foi atrás de mim e começou a traduzir o que a mulher falava em língua indígena; traduzia umas frases e ficava em silêncio, desconfiada. Duvidava das palavras que traduzia. Ou da voz. Dizia que tinha se afastado do marido porque ele vivia caçando e andando por aí, deixando-a sozinha na Aldeia. Até o dia em que foi atraída por um ser encantado. Agora ia morar com o amante, lá no fundo das águas.

    (HATOUM, M. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.)
    Sobre Dinaura, qual questão fica comprovada pela leitura do romance?
    Escolha uma alternativa para a questão a34bff0f-ea
  • A34879BE-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    A voz da mulher atraiu tanta gente, que fugi da casa do meu professor e fui para a beira do Amazonas. Uma índia, uma das tapuias da cidade, falava e apontava o rio. Não lembro o desenho da pintura no rosto dela; a cor dos traços, sim: vermelha, sumo de urucum. Na tarde úmida, um arco-íris parecia uma serpente abraçando o céu e a água. Florita foi atrás de mim e começou a traduzir o que a mulher falava em língua indígena; traduzia umas frases e ficava em silêncio, desconfiada. Duvidava das palavras que traduzia. Ou da voz. Dizia que tinha se afastado do marido porque ele vivia caçando e andando por aí, deixando-a sozinha na Aldeia. Até o dia em que foi atraída por um ser encantado. Agora ia morar com o amante, lá no fundo das águas.

    (HATOUM, M. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.)
    A leitura do romance permite interpretar essa passagem como
    Escolha uma alternativa para a questão a34879be-ea
  • A3455CB3-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de O rio comanda a vida, de Leandro Tocantins, responda:
    Em relação à análise de Tocantins sobre as lendas pesquisadas, marque a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a3455cb3-ea
  • A33F91D8-EA

    Literatura

    Estilística
    UNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de O rio comanda a vida, de Leandro Tocantins, responda:
    A respeito da obra, seu gênero e estilo, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a33f91d8-ea
  • A33C3F05-EA

    Literatura

    Gêneros Literários
    UNIR · 2010Entre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:
    Em relação à construção do romance, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

    ( ) A narrativa é organizada em quatro capítulos nomeados de acordo com o espaço em que se passa a história.
    ( ) Tópicos curtos apresentam as peripécias de Galvez no Brasil, intercaladas por relatos de suas aventuras anteriores e descrições do contexto histórico.
    ( ) O tom cômico da obra é abandonado nas passagens que trazem eventos de morte, doença, ou loucura.
    ( ) Revela uma vertente metatextual: volta-se para sua feitura e comenta a literatura, de modo geral.
    ( ) O narrador é interrompido por uma segunda voz que coloca em questão a veracidade de alguns fatos.
    ( ) As personagens femininas são sedutoras, mas submissas, sua atuação não contribui para o desenrolar da ação.

    Assinale a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a33c3f05-ea
  • A33811EB-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:
    Assinale a alternativa que apresenta evento sobre o Acre narrado na obra.
    Escolha uma alternativa para a questão a33811eb-ea
  • A3348FA8-EA

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIR · 2010Entre para guardar nos favoritos

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Sobre o poema Cancioneiro da Inconfidência, analise as afirmativas a seguir.

    I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! -
    II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, Liberdade ainda que tarde / nos prometia.
    III - Cancioneiro da Inconfidência é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência.
    IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: - e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a3348fa8-ea
  • A330CD38-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Assinale a alternativa que apresenta relação INCORRETA entre trecho do poema Vila Rica e a figura de linguagem dada.
    Escolha uma alternativa para a questão a330cd38-ea
  • A32D9287-EA

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Sobre a linguagem do poema Vila Rica, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a32d9287-ea
  • A32AA445-EA

    Literatura

    Teoria Literária
    UNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Da leitura dos textos, pode-se depreender que
    Escolha uma alternativa para a questão a32aa445-ea
  • A3276D71-EA

    Literatura

    Estilística
    UNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Além da sonoridade (ritmo, rimas), a métrica desse poema (o número de sílabas poéticas dos versos) é traço da poesia popular oral. A métrica desses versos classifica-os como
    Escolha uma alternativa para a questão a3276d71-ea
  • A3246675-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Na construção do poema, o emprego da primeira pessoa marca qual traço discursivo?
    Escolha uma alternativa para a questão a3246675-ea
  • A321322E-EA

    Português

    Sintaxe
    UNIR · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Em relação à repetição dos conectores grifados no verso Mas porém eu sinto e vejo, considere:

    I - Tem a finalidade de enfatizar a ideia de oposição que o eu lírico quer expressar.
    II - Não tem a função semântica de acrescentar outra relação de sentido.
    III - É modo de falar popular, sem preocupação com correção gramatical.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão a321322e-ea
  • A31AA455-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    No poema, o eu lírico fala de aspectos de sua infância, com linguagem regional em registro coloquial. Assinale V para as correlações corretas entre a expressão usada no texto e o sentido dado e F para as correlações incorretas.

    ( ) mode acalentá ➝ com a finalidade de consolar
    ( ) verdô da minha idade ➝ idade sem medo, audaciosa
    ( ) minha carça cotó calça larga, bombacha
    ( ) prencesa, prinspe incantado princesa, príncipe encantado

    Marque a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a31aa455-ea
  • A3168506-EA

    Português

    Sintaxe
    UNIR · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010


    (In CEREJA, W. e COCHAR, T. Gramática Reflexiva. São Paulo: Atual, 2009.)

    O que NÃO é possível afirmar em relação ao texto?
    Escolha uma alternativa para a questão a3168506-ea
  • A31211AE-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010


    (In CEREJA, W. e COCHAR, T. Gramática Reflexiva. São Paulo: Atual, 2009.)

    Sobre a construção do anúncio, analise as afirmativas.

    I - As falas das personagens do anúncio mostram consequências em relação ao enunciado principal.
    II - A presença de advérbios nas falas serve para indicar a circunstância em que acontece a ação verbal.
    III - A relação entre a linguagem verbal e a não verbal, além de ser intencional, traz implícito um conhecimento prévio de mundo.
    IV - A conclamação da sociedade para o combate à dengue é revelada pela linguagem não verbal, como a presença de personagens de diferentes faixas etárias, classes sociais, sexo, profissão.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a31211ae-ea
  • A30E21C1-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIR · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010


    (In CEREJA, W. e COCHAR, T. Gramática Reflexiva. São Paulo: Atual, 2009.)

    Sobre o texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a30e21c1-ea
  • A30986A6-EA

    Português

    Sintaxe
    UNIR · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    A raça humana

    A raça humana é
    Uma semana Do trabalho de Deus

    A raça humana é ferida acesa
    Uma beleza, uma podridão
    O fogo eterno e a morte
    A morte e a ressurreição

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana é o cristal de lágrima
    Da lavra da solidão
    Da mina, cujo mapa
    Traz na palma da mão

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana risca, rabisca, pinta
    A tinta, a lápis, a carvão, a giz
    O rosto da saudade
    Que traz do Gênesis
    Dessa semana santa

    Entre parênteses
    Desse divino oásis
    Da grande apoteose
    Da perfeição divina
    Na Grande Síntese

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    (GIL, Gilberto. CD Raça Humana.)
    Sobre a construção sintática do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

    ( ) Para conceituar a raça humana foi empregado o predicado nominal, como em A raça humana é o cristal de lágrima.
    ( ) Verbos transitivos diretos foram empregados para indicar o que a raça humana faz, a exemplo de A raça humana risca, rabisca, pinta / A tinta, a lápis, a carvão, a giz / O rosto da saudade.
    ( ) Na construção da metáfora em A raça humana é ferida acesa, foi usado verbo de ligação e predicativo do sujeito.
    ( ) No refrão, a expressão de Deus funciona como complemento nominal da palavra trabalho.

    Assinale a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a30986a6-ea