Questões do ENEM: Gêneros Literários

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116 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 6.

  • 1FC3FD33-89

    Literatura

    Gênero Lírico
    UFU-MG · 2026FácilEntre para guardar nos favoritos
    Meu rosto se mistura com o dia

    Nuvens telhados ramagens e Dezembro

    Apaixonada estou dentro do tempo

    Que me abriga com canto e com imagens



    Tão abrigada estou dentro da hora

    Que nem lamento já a tarde antiga

    Tudo se torna presente e se demora

    Será que o dia me pede que eu o diga?


    ANDRESEN, S. de M. B. Coral e outros poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 185.


    No poema Dia, o sujeito poético de Sophia de Mello Breyner Andresen
    Escolha uma alternativa para a questão 1fc3fd33-89
  • 1FC1396D-89

    Literatura

    Estilística
    UFU-MG · 2026Entre para guardar nos favoritos

    Q14.png (640×161)


    LEMBREI de nós. Intérpretes: João Gomes; Mestrinho; Jota.pê. Compositores: Kaique Carneiro; Kinho Compositor; Luizinho Compositor; Rian Luca. In: DOMINGUINHO [S. l.: s. n.], 2025. 1 recurso sonoro em linha, faixa 1.


    Assinale a alternativa que descreve corretamente o efeito das rimas e repetições na letra da canção Lembrei de nós, interpretada por João Gomes, Mestrinho e Jota.pê. 

    Escolha uma alternativa para a questão 1fc1396d-89
  • 1FBBAA98-89

    Literatura

    Classificação dos Gêneros Literários
    UFU-MG · 2026FácilEntre para guardar nos favoritos
    Eu vou contar uma história

    De um pavão misterioso

    Que levantou vôo na Grécia

    Com um rapaz corajoso

    Raptando uma condessa

    Filha de um conde orgulhoso.


    REZENDE, J. C. M. O romance do pavão misterioso. Fortaleza: Academia Brasileira de Cordel; Tupynanquim Editora, 2011.


    Os versos correspondem à primeira estrofe de O romance do pavão misterioso, um dos cordéis mais influentes do século XX. Considerando a importância do cordel para a literatura e a cultura brasileira, analise as asserções. 


    I. “Raptando uma condessa/filha de um conde orgulhoso” evidencia que os cordéis tratam exclusivamente de conflitos da elite europeia, descendente de nobres, afastando-se de temas populares ou do cotidiano sertanejo.

    II. A estrofe apresenta uma característica presente na maioria dos cordéis: uma estrutura fixa em sextilha, cuja métrica e esquema de rimas favorecem a musicalidade e a oralização próprias da poesia popular.

    III. A influência do cordel em outras manifestações artísticas evidencia sua forte presença na cultura brasileira; o folheto O romance do pavão misterioso, por exemplo, inspirou a canção Pavão mysteriozo, composta por Ednardo em 1974.

    IV. O espaço citado na estrofe, Grécia, um país europeu, caracteriza a maior parte dos cordéis brasileiros, que tradicionalmente privilegiam figuras mitológicas em detrimento de ambientações nordestinas.


    Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.  
    Escolha uma alternativa para a questão 1fbbaa98-89
  • 1F627839-76

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UEA · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.


    Uma característica do personagem Policarpo Quaresma que o acompanha ao longo de todo o romance e que está presente nesse trecho é sua obsessão
    Escolha uma alternativa para a questão 1f627839-76
  • 8E3F19D6-75

    Literatura

    Gênero Lírico
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2025


    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)
    De acordo com o eu lírico,
    Escolha uma alternativa para a questão 8e3f19d6-75
  • 8E3C1BE9-75

    Literatura

    Gênero Lírico
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2025


    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)
    Nesse soneto, o eu lírico reflete sobre os versos que produzira na mocidade. Por essa razão, o poema assume um caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 8e3c1be9-75
  • 8E2D6868-75

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2025


    (Maria Celeste Consolin Dezotti (org.). A tradição da fábula: de Esopo a La Fontaine, 2018.)

    1 Fênix: ave fabulosa, única da espécie; capaz de viver vários séculos e renascer das próprias cinzas.
    A fábula permite caracterizar a raposa como
    Escolha uma alternativa para a questão 8e2d6868-75
  • D19AD559-74

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)

    Uma característica do personagem Policarpo Quaresma que o acompanha ao longo de todo o romance e que está presente nesse trecho é sua obsessão
    Escolha uma alternativa para a questão d19ad559-74
  • FD30524A-74

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o soneto “Tortura”, da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

    Tirar dentro do peito a Emoção,
    A lúcida Verdade, o Sentimento!
    — E ser, depois de vir do coração,
    Um punhado de cinza esparso ao vento!...

    um verso de alto pensamento,
    E puro como um ritmo de oração!
    — E ser, depois de vir do coração,
    O pó, o nada, o sonho dum momento...

    São assim ocos, rudes, os meus versos:
    Rimas perdidas, vendavais dispersos,
    Com que eu iludo os outros, com que minto!

    Quem me dera encontrar o verso puro,
    O verso altivo e forte, estranho e duro,
    Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

    (Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)
    Contemporânea dos poetas portugueses Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca não se filiou a nenhuma escola literária e sua poesia é considerada de difícil classificação. Considerando os aspectos formais (gênero poético adotado, métrica empregada e esquema de rimas), o soneto de Florbela Espanca aproxima-se do
    Escolha uma alternativa para a questão fd30524a-74
  • F63D46E9-6E

    Literatura

    Gêneros Literários
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Luis Fernando Verissimo criou diversos personagens que se tornaram símbolos de sua obra, como Ed Mort, Analista de Bagé e Velhinha de Taubaté. Sobre esses personagens, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão f63d46e9-6e
  • F62D5F31-6E

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia o trecho abaixo, retirado de Niketche: uma história de poligamia, de Paulina Chiziane.


    Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim. Vejo olheiras negras no meu rosto, meu Deus, grandes olheiras! Tendo andado a chorar muito por esses dias, choro até demais. Olho bem para a minha imagem. Com esta máscara de tristeza, pareço um fantasma, essa aí não sou eu. Titubeio uma canção antiga daquelas que arrastam as lágrimas à superfície. Nessa coisa de cantar, tenho as minhas raízes. Sou de um povo cantador. Nessa terra canta-se na alegria e na dor. Canto e choro. Delicio-me com as lágrimas que correm com sabor a sal, com o maior prazer do mundo, Ah, mas como me liberta esse choro!


    Paro de chorar e volto ao espelho. Os olhos que se refletem brilham como diamantes. É o rosto de uma mulher feliz. Os lábios que se refletem traduzem uma mensagem de felicidade, não, não podem ser os meus, eu não sorrio, eu choro. Meu Deus, o meu espelho foi invadido por uma intrusa, que se ri da minha desgraça.  
    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto, considerando, também, a leitura integral da obra Niketche: uma história de poligamia.


    ( ) O protagonismo do enredo está sob a responsabilidade do personagem Antônio Tomás (Tony), marido de Rosa Maria (Rami) e pai de Bentinho, filho caçula do casal.

    ( ) A narrativa evidencia a relevância de refletir sobre a condição feminina em um contexto poligâmico, além de expor os conflitos e os dilemas decorrentes dessa conjuntura.

    ( ) A rua em que Rami e Tony residem é permeada por mulheres traídas, solitárias e abandonadas por seus maridos, as quais invejam a dedicação, a felicidade e a fidelidade do marido da narradora.

    ( ) A narradora, quando se vê diante do espelho, toma consciência de sua ancestralidade e do quanto é oprimida por uma sociedade patriarcal, sentindo compaixão de si própria.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
    Escolha uma alternativa para a questão f62d5f31-6e
  • F62AAB70-6E

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    No bloco superior abaixo, encontram-se alguns personagens do enredo de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez; no inferior, alguns trechos do enredo da obra relacionados a tais personagens.


    Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.


    1- Amaranta

    2- Coronel Aureliano Buendía

    3- Prudencio Aguillar

    4- Remédios, a Bela

    5- Úrsula Iguarán


    ( ) ........ promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas. Teve dezessete filhos varões de dezessete mulheres diferentes, que foram exterminados um atrás do outro numa mesma noite, antes que o mais velho fizesse trinta e cinco anos. Escapou de quatorze atentados, setenta e três emboscadas e de um pelotão de fuzilamento. Sobreviveu a uma dose de estricnina no café que teria sido suficiente para matar um cavalo. Recusou a Ordem do Mérito outorgada pelo presidente da república.

    ( ) Ela estava tão comovida que na outra vez em que viu o morto destampando as panelas do fogão entendeu o que ele buscava, e desde então pôs potes de água pela casa afora. Certa noite em que o encontrou lavando as feridas em seu próprio quarto, José Arcádio Buendía não conseguiu resistir. – Está bem, ........ – disse a ele. – Vamos embora deste lugar o mais longe que a gente conseguir, e não voltaremos nunca mais. Agora, vá embora tranquilo.

    ( ) Nem mesmo levantou os olhos para apiedar-se dela na tarde em que ........entrou na cozinha e pôs a mão nas brasas do fogão, até doer tanto que não sentiu mais dor e sim a pestilência de sua própria carne chamuscada. Foi uma dose de cavalo contra o remorso. Durante vários dias andou pela casa com a mão metida num pote cheio de claras de ovos, e quando as queimaduras sararam foi como se as claras de ovo também tivessem cicatrizado as úlceras de seu coração.

    ( ) ........ foi a única que permaneceu imune à peste da banana. Empacou numa adolescência magnífica, cada vez mais impermeável aos formalismos, mais indiferente à malícia e à suspicácia, feliz num mundo próprio de realidades singelas. Não entendia por que as mulheres complicavam a vida com espartilhos e anáguas de balão, e então costurou para si mesma uma batina de estopa que simplesmente metia a cabeça e resolvia sem mais delongas o problema de se vestir, sem abandonar a impressão de estar nua (...). 

    ( ) Amanheceu morta na quinta-feira santa. Na última vez em que tinham ajudado ........ a fazer as contas de sua idade, nos tempos da companhia da bananeira, calcularam entre cento e quinze e cento e vinte e dois anos. Foi enterrada numa caixinha pouco maior que a cestinha em que Aureliano tinha sido levado, e muito pouca gente assistiu ao enterro, em parte porque não eram muitos os que se lembravam dela, e em parte porque naquele meio-dia fez tanto calor que os pássaros desorientados se esfacelavam feito perdigotos contra as paredes (...).


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
    Escolha uma alternativa para a questão f62aab70-6e
  • F62807A0-6E

    Literatura

    Gênero Lírico
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia a letra da canção Vingança, de Lupicínio Rodrigues. 


    Q22.png (329×481)
    A partir da leitura da letra da canção, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f62807a0-6e
  • F6255B57-6E

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Água funda, de Ruth Guimarães.


    Aí, o Joca entrou no meio da conversa:

    — Mãe de Ouro... Hum... — espichou o beiço com pouco caso. — Mãe de Ouro... Mãe de bosta, com perdão da má palavra. Aquilo é uma estrela que mudou de lugar.

    — Ela escuta, Joca!

    — Que escute!

    — Se não acredita, não abuse...

    Ele agravou a Mãe de Ouro, porque era abusante como ele só. Mas pagou. Ela escutou a praga e veio. Porque, se não fosse a praga, podia bem ser que ele escapasse.
    Assinale a alternativa correta sobre o excerto acima, considerando, também, a leitura integral da obra Água funda.
    Escolha uma alternativa para a questão f6255b57-6e
  • F617F923-6E

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Leia as afirmações a seguir sobre O demônio familiar, de José de Alencar.


    I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.

    II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.

    III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f617f923-6e
  • 39E2848A-69

    Literatura

    Gênero Lírico
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve
    Escolha uma alternativa para a questão 39e2848a-69
  • 7E16596C-68

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    1 sem falta: sem dúvida.

    2 brando: manso, meigo.

    3 piadoso: piedoso.

    4 inda: ainda.

    Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe
    Escolha uma alternativa para a questão 7e16596c-68
  • AFBBA88F-00

    Literatura

    Gêneros Literários
    UNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.

    Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter


    Escolha uma alternativa para a questão afbba88f-00
  • 9FFD6114-67

    Literatura

    Gêneros Literários
    UEG · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Considerando-se o conteúdo temático, os poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV) podem sem classificados como textos
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  • C17408AB-8D

    Literatura

    Gênero Épico ou Narrativo
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
       “São os ratos!... Vai escutar com atenção, a respiração meio parada. Hão de ser muitos: há várias fontes daquele guinchinho, e de quando em quando, no forro, em vários pontos, o rufar...
        A casa está cheia de ratos...”

    Dyonélio Machado. Os ratos.


    A obra Os ratos (1935), de Dyonélio Machado, narra o dia em que Naziazeno saiu pela cidade de Porto Alegre no intuito de conseguir dinheiro para pagar a conta do leiteiro. Os animais que dão título à narrativa apenas aparecem em seus últimos capítulos e ocupam o tempo reservado para o descanso do protagonista. É possível, então, afirmar: 
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