Questões do ENEM 2012

Questões aplicadas na prova de 2012, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

844 questões encontradas. Mostrando a página 20 de 43.

  • EAF352EB-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    O poema de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza por uma repetição considerada estilística, porque é claramente feita para produzir um sentido.

    Pode-se dizer que a repetição da expressão são iguais é empregada para reforçar o sentido de:

    Escolha uma alternativa para a questão eaf352eb-6e
  • EAF0BEE2-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. (l. 39-40)

    A criação da palavra composta, quase-abolição, cumpre principalmente a função de: 

    Escolha uma alternativa para a questão eaf0bee2-6e
  • EAEB1536-6E

    Português

    Análise sintática
    UERJ · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, (l. 13)

    A forma sublinhada introduz uma relação de tempo. A ela, entretanto, se associa outra relação de sentido. Essa outra relação de sentido presente na frase acima é de:

    Escolha uma alternativa para a questão eaeb1536-6e
  • EAE85322-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    No desenvolvimento da argumentação, o autor enumera razões específicas, facilmente constatadas no cotidiano, para sustentar sua opinião, anunciada no título, de que todos nós seríamos ainda escravocratas.

    Esse método argumentativo, que apresenta elementos específicos da experiência social cotidiana, para deles extrair uma conclusão geral, é conhecido como:

    Escolha uma alternativa para a questão eae85322-6e
  • EAE5B403-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    A expressão somos escravocratas é repetida quatro vezes no texto que, embora assinado pelo autor Cristovam Buarque, é todo enunciado na primeira pessoa do plural.

    O uso dessa primeira pessoa do plural, relacionado à escravidão, reforça principalmente o objetivo de:

    Escolha uma alternativa para a questão eae5b403-6e
  • EAE2DA9C-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    “Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão” (l. 5-6)

    No início do texto, o autor cita entre aspas as frases de Joaquim Nabuco para, em seguida, se posicionar pessoalmente perante seu conteúdo.

    Para o autor, a obra da escravidão caracteriza-se fundamentalmente por:

    Escolha uma alternativa para a questão eae2da9c-6e
  • EAE00BF9-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. (l. 2-4)

    Na frase acima, Cristovam Buarque define Joaquim Nabuco de quatro maneiras. As três primeiras definições partem de determinadas pressuposições.

    Uma pressuposição que se pode deduzir da leitura do fragmento é:

    Escolha uma alternativa para a questão eae00bf9-6e
  • EADD0C14-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

                  Imagem da questão de Português, da prova de 2012

                          VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

    Na tira, as duas cobras estão dialogando entre si, quando a minhoca interfere.

    Nessa situação, a repetição e o tom exclamativo da fala da minhoca destacam principalmente a seguinte característica da personagem:

    Escolha uma alternativa para a questão eadd0c14-6e
  • EADA5462-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

                  Imagem da questão de Português, da prova de 2012

                          VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

    No último quadro, a fala da minhoca revela uma reação comum das vítimas de discriminação.

    Essa fala deixa subentendida a intenção da personagem de:

    Escolha uma alternativa para a questão eada5462-6e
  • 511B548D-77

    Inglês

    Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
    PUC - PR · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Read the comic strip and answer question:

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2012

    Based on the comic strip, select the alternatives that are TRUE:

    I. In the sentence “I heard you´re gonna be an artist...” “gonna” is the same as “going to”.

    II. In the sentence “I heard you´re gonna be an artist...” “gonna” is the same as “want to”.

    III. In the sentence “I wanna be an artist” “wanna” is the same as “going to”.

    IV. In the sentence “I wanna be an artist” “wanna” is the same as “want to”.

    Escolha uma alternativa para a questão 511b548d-77
  • 5115EC2C-77

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - PR · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

                                        Will we ever grow replacement hands?

    "Over the past few weeks on the BBC News websitewe have looked at the potential for bionic body partsand artificial organs to repair the human body. Now wetake a look at "growing-your-own".

    There is a pressing need. A shortage of availableorgans means many die on waiting lists and those thatget an organ must spend a lifetime onimmunosuppressant drugs to avoid rejection.

    The idea is that using a patient's own stem cells togrow new body parts avoids the whole issue ofrejection as well as waiting for a donor.

    Dr Anthony Atala, director of the Institute forRegenerative Medicine at the Wake Forest BaptistMedical Center in North Carolina, US, has madebreakthroughs in building bladders and urethras.

    He breaks tissue-building into four levels ofcomplexity.

    • Flat structures, such as the skin, are the simplest to engineer as they are generally made up of just the one type of cell.

    • Tubes, such as blood vessels and urethras, which have two types of cells and act as a conduit. • Hollow non-tubular organs like the bladder and the stomach, which have more complex structures and functions.

    • Solid organs, such as the kidney, heart and liver, are the most complex to engineer. They are exponentially more complex, have many different cell types, and more challenges in the blood supply.

    "We've been able to implant the first three in humans. We don't have any examples yet of solid organs in humans because its much more complex," Dr Atala told the BBC.

    Adapted from: http://www.bbc.co.uk/news/health-16679010 June 2012.

    Mark the CORRECT alternative according to the text:
    Escolha uma alternativa para a questão 5115ec2c-77
  • 5110D547-77

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - PR · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

                                        Will we ever grow replacement hands?

    "Over the past few weeks on the BBC News websitewe have looked at the potential for bionic body partsand artificial organs to repair the human body. Now wetake a look at "growing-your-own".

    There is a pressing need. A shortage of availableorgans means many die on waiting lists and those thatget an organ must spend a lifetime onimmunosuppressant drugs to avoid rejection.

    The idea is that using a patient's own stem cells togrow new body parts avoids the whole issue ofrejection as well as waiting for a donor.

    Dr Anthony Atala, director of the Institute forRegenerative Medicine at the Wake Forest BaptistMedical Center in North Carolina, US, has madebreakthroughs in building bladders and urethras.

    He breaks tissue-building into four levels ofcomplexity.

    • Flat structures, such as the skin, are the simplest to engineer as they are generally made up of just the one type of cell.

    • Tubes, such as blood vessels and urethras, which have two types of cells and act as a conduit. • Hollow non-tubular organs like the bladder and the stomach, which have more complex structures and functions.

    • Solid organs, such as the kidney, heart and liver, are the most complex to engineer. They are exponentially more complex, have many different cell types, and more challenges in the blood supply.

    "We've been able to implant the first three in humans. We don't have any examples yet of solid organs in humans because its much more complex," Dr Atala told the BBC.

    Adapted from: http://www.bbc.co.uk/news/health-16679010 June 2012.

    Analyze the following setence from the text:

    “Solid organs, such as the kidney, heart and liver, are the most complex to engineer. They are exponentially more complex, have many different cell types, and more challenges in the blood supply.”

    The expressions in bold print “the most complex” and “more complex” are examples of superlative and comparative structures. Select the alternatives that provide other examples of superlative and comparative sentences:

    I. It has been selected as the best hospital in the state.

    II. The treatment was highly expensive and extra medication was necessary.

    III. The treatment is more effective on younger patients.

    IV. Most of the time the effects of the medication are hard to notice.

    Escolha uma alternativa para a questão 5110d547-77
  • 510AF57D-77

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - PR · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

                                        Will we ever grow replacement hands?

    "Over the past few weeks on the BBC News websitewe have looked at the potential for bionic body partsand artificial organs to repair the human body. Now wetake a look at "growing-your-own".

    There is a pressing need. A shortage of availableorgans means many die on waiting lists and those thatget an organ must spend a lifetime onimmunosuppressant drugs to avoid rejection.

    The idea is that using a patient's own stem cells togrow new body parts avoids the whole issue ofrejection as well as waiting for a donor.

    Dr Anthony Atala, director of the Institute forRegenerative Medicine at the Wake Forest BaptistMedical Center in North Carolina, US, has madebreakthroughs in building bladders and urethras.

    He breaks tissue-building into four levels ofcomplexity.

    • Flat structures, such as the skin, are the simplest to engineer as they are generally made up of just the one type of cell.

    • Tubes, such as blood vessels and urethras, which have two types of cells and act as a conduit. • Hollow non-tubular organs like the bladder and the stomach, which have more complex structures and functions.

    • Solid organs, such as the kidney, heart and liver, are the most complex to engineer. They are exponentially more complex, have many different cell types, and more challenges in the blood supply.

    "We've been able to implant the first three in humans. We don't have any examples yet of solid organs in humans because its much more complex," Dr Atala told the BBC.

    Adapted from: http://www.bbc.co.uk/news/health-16679010 June 2012.

    Based on the reading, select the alternatives that are CORRECT.

    I. BBC news website is still showing programs on the potential for bionic body parts and artificial organs to repair the human body.

    II. According to the BBC News article, there is a strong necessity for "growing-your-own" organs.

    III. Many patients die on waiting lists due to disorganization and lack of donors.

    IV. Dr. Atala has made important contributions in building bladders and urethras.

    Escolha uma alternativa para a questão 510af57d-77
  • 50B84137-77

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe as afirmativas abaixo a respeito de Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector:

    I. Os contos do livro são todos narrados em terceira pessoa e primam pela objetividade, típica do estilo realista adotado pela autora no todo de sua obra. A temática das desigualdades sociais é a que prevalece nas narrativas.

    II. Clarice Lispector é uma experimentadora da linguagem. Explorando o regionalismo e a escrita carregada de neologismos, sua obra tem nos contos de Felicidade Clandestina seu ponto alto, com destaque para o modo como se narram as aventuras que se passam no interior do Brasil.

    III. O universo fantástico é amplamente explorado nas ações dos contos. Vista como uma seguidora de Franz Kafka, a autora exagera na descrição de situações que, num primeiro momento, parecem absurdas, com a presença de seres maravilhosos e a humanização de animais. Contudo, esse absurdo é funcional para a análise crítica da sociedade e dos valores humanos feita em sua obra.

    IV. Há nos contos muito de autobiográfico, especialmente nas ações que envolvem crianças. Mas o diferencial da obra de Clarice Lispector é o primor na descrição do universo interior dos personagens, com a investigação de subjetividades em crise, experienciando revelações e epifanias. A inquietação íntima dos personagens vem da busca por uma identidade e pelo reconhecimento do mundo em sua complexidade.

    É correto o que se afirma SOMENTE em:

    Escolha uma alternativa para a questão 50b84137-77
  • 50B3C8FE-77

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - PR · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    Lucíola, de José de Alencar é um romance:
    Escolha uma alternativa para a questão 50b3c8fe-77
  • 50AE5A5B-77

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe as afirmativas abaixo a respeito das inovações presentes no texto de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis:

    I. A estrutura da composição das memórias de Brás Cubas é carregada de metalinguagem, com a revelação de que estamos diante de uma construção em curso, sujeita a todas as vicissitudes da escrita “ao correr da pena”.

    Revela-se a consciência de que o que as memórias conseguem ser é a representação (sempre precária) de uma vida e que, como tal, ela é afetada pelos limites do ponto de vista do narrador.

    II. No texto, há o uso constante (e muito rico esteticamente) das digressões. A ação tem vários momentos de interrupção para o narrador fazer alguns comentários, seja sobre o processo de escrita, seja sobre o significado das ações narradas. Mas, além dos comentários em si, as digressões revelam algo sobre a concepção literária a que o livro se filia: o narrador busca se livrar da obrigação de “contar tudo” e, suspendendo a ação, abre-se à exploração da incerteza quanto ao que narra, preenchendo os vazios do texto com essas ponderações à margem do conteúdo narrado.

    III. Memórias Póstumas de Brás Cubas investe no mergulho no psicológico. A confissão do narrador busca, na reconstituição do passado a elucidação de um caso nebuloso do seu relacionamento com a esposa. A suspeita da traição é um fardo. Amparado por indícios que, embora tenham consistência, não se configuram “provas” e, sem contar com a confissão de Vergília, o advogado Brás busca, na reconstituição de dados de sua vida, um reforço à sua argumentação para defender, diante dos leitores, a tese de que foi traído, o que explica a sua situação de desesperança no momento em que faz a narração.

    IV. Memórias Póstumas de Brás Cubas parece investir num novo modo de se relacionar com a recepção. As constantes interpelações à figura do “leitor” - em geral admoestado de modo agressivo pelo narrador – partem do pressuposto de que o leitor deve se adequar a um novo tipo de experiência leitora, na qual, mais do que a história detalhista, com ações encadeadas de modo linear, ele receberá uma trama feita de elipses e incompletudes, cabendo-lhe agir de modo inteligente diante dessa proposição. Tal procedimento, que, em certa medida, apela à participação do leitor na composição da obra, é bastante moderno.

    Estão corretas APENAS as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 50ae5a5b-77
  • 50A91D61-77

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    PUC - PR · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    A ortografia da língua portuguesa sofreu algumas alterações, a fim de unificar a escrita do português brasileiro e do português europeu. Entre as alterações estão as seguintes:

    1 - Eliminação do acento agudo nos ditongos abertos -ei, -oi e -eu das palavras paroxítonas.

    2 - Inclusão do hífen em vocábulos derivados por prefixação cujo prefixo terminar por vogal igual à vogal inicial do segundo elemento.

    3 - Eliminação do hífen em vocábulos derivados por prefixação, cujo prefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar com consoante.

    Levando-se em conta as regras acima, analise as asserções e, em seguida, marque a alternativa CORRETA:

    I. Em geleia, heroico e Coreia, o acento agudo foi eliminado atendendo ao acordo.

    II. As palavras anéis, herói e chapéu se enquadram na regra 1, portanto aqui estão indevidamente grafadas com acento.

    III. Contrarregra e microssistema passaram a ser escritos sem hífen, atendendo ao que está explicitado na regra 3.

    IV. Co-operar e co-ordenar passaram a ser grafadas com hífen, atendendo à regra 2.

    Escolha uma alternativa para a questão 50a91d61-77
  • 50A431DE-77

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Os infográficos, textos que combinam linguagem verbal com linguagem visual, vêm sendo largamente utilizados no meio jornalístico. O exemplar, a seguir está publicado em uma reportagem sobre antibióticos. Analise-o e indique a asserção INCORRETA a respeito desse gênero textual.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Escolha uma alternativa para a questão 50a431de-77
  • 5090FC32-77

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    A Infarma é uma sessão de revista onde pesquisadores podem publicar os resultados de estudos científicos, segundo normas estabelecidas por esse periódico. Leia uma parte das normas para apresentação de trabalhos nessa revista.

    Informações gerais

    A Infarma, sessão da revista Pharmacia Brasileira, é voltada exclusivamente à publicação de artigos, revisões, resenhas, ensaios e traduções técnico-científicos na área farmacêutica. Trabalhos cujos assuntos sejam de interesse da profissão, dirigidos à prática ou à formação continuada. Só serão aceitas resenhas de livros que tenham sido publicados, no Brasil, nos últimos dois anos, e no exterior, nos quatro últimos anos. Os trabalhos deverão ser redigidos em português. (...)

    Considere as seguintes assertivas para substituir o segmento sublinhado no texto.

    I. Trabalhos contendo assuntos de interesse da profissão.

    II. Trabalhos cujos assuntos deles sejam de interesse da profissão.

    III. Trabalhos cujos os assuntos deles sejam de interesse da profissão.

    IV. Trabalho cujos os assuntos sejam de interesse da profissão.

    Assinale a alternativa que apresenta uma(s) forma(s) coerente(s) e em conformidade com a norma padrão da língua:

    Escolha uma alternativa para a questão 5090fc32-77
  • 50877228-77

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o seguinte texto, adaptado da revista IstoÉ, que servirá de base para a próxima questão:

                                                  A vida depois do aborto  

                                                                                                                             Solange Azevedo

        A paulistana Camila Moreira Olímpio, 27 anos, deu pulos de alegria quando engravidou. Antes de completar três meses de gestação, sua casa já estava abarrotada de roupinhas de bebê. O enxoval era todo rosa porque ela nunca teve dúvidas de que a criança que carregava no ventre era uma menina. Até o nome estava escolhido: Stacy. Com o berço e o guarda-roupa instalados no quarto, Camila e o marido foram construindo sonhos. “Daí veio a desilusão. Fui fazer o ultrassom e o médico disse que o meu bebê não tinha calota craniana nem massa encefálica”, lamenta Camila. “Desci da maca e saí correndo do posto de saúde. Parei na beira da avenida. Ali, vi o meu castelo desabar.” Ela descobriu que a criança que tanto amava era mesmo uma menina. Mas constatou, também, que Stacy não sobreviveria porque sofria de uma grave má-formação fetal chamada anencefalia. Uma anomalia congênita irreversível e incompatível com a vida.

    “E agora, o que eu faço?”, perguntou aos médicos. Eles explicaram que a gestação de um bebê anencefálico traria mais riscos que uma gravidez comum. Camila ficou dez dias enfurnada em casa. Não abria a janela, não tomava banho, não penteava o cabelo, não comia, não levantava da cama. “Entrei em depressão. Estar grávida e saber que não teria minha filha comigo estava me matando”, lembra. “Se eu não antecipasse o parto, perderia a chance de ter outro filho porque eu morreria junto.” Camila decidiu se valer de uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que permitia que grávidas de anencéfalos fizessem aborto. Conseguiu realizar o procedimento no 5º mês de gestação. Ela foi uma das cerca de 60 beneficiadas entre 1º de julho e 20 de outubro de 2004, período em que a decisão provisória vigorou. Começava ali uma batalha jurídica entre grupos de defesa dos direitos humanos e entidades de cunho religioso – a qual se estende até hoje. “Obrigar uma mulher a passar meses, entre o diagnóstico e o parto, dormindo e acordando sabendo que não terá aquele filho, é impor a ela um imenso sofrimento inútil. Isso viola o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, afirma o advogado Luís Roberto Barroso, da CNTS. “É uma situação equiparável à tortura. Interromper ou não a gestação deve ser uma opção da mulher e de seu médico. O Estado, o Judiciário ou quem quer que seja não têm o direito de interferir nessa decisão.” Barroso fundamenta a ação em mais dois pilares. Primeiro, alega que a interrupção da gestação de um anencéfalo, tecnicamente, não pode ser considerada aborto porque o feto não é uma vida em potencial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que define a morte é a falta de atividade cerebral e, como o anencéfalo não tem cérebro, ele seria um natimorto. Um dos argumentos dos grupos contrários é que, caso a gestação chegue aos nove meses, os órgãos do bebê podem ser doados. Mas nem a OMS nem o Conselho Federal de Medicina recomendam a doação porque esses órgãos também podem apresentar má-formação.

    A outra tese de Barroso é a de que a lei brasileira permite o aborto em duas ocasiões: se a gravidez é resultado de estupro ou se há riscos para a mãe. “Interromper a gestação de um feto anencefálico é menos do que nas duas situações já previstas pelo Código Penal, pois tanto no caso de estupro quanto no de riscos para a mãe, o feto tem potencialidade de vida”, relata o advogado. “O nosso Código Penal não contempla a hipótese do feto inviável porque foi elaborado em 1940, quando o diagnóstico da anencefalia não era possível.” Paulo Fernando da Costa, vice-presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, entidade que atua no combate ao aborto, contesta. “Não podemos condenar uma pessoa à morte. O aborto dos anencéfalos abre uma janela para a legalização completa do aborto”, afirma. Costa conta que a Associação fez um filme sobre Marcela de Jesus – uma menina do interior paulista, que morreu em agosto de 2008, com 1 ano e 8 meses. A história de Marcela se tornou uma das principais bandeiras de grupos religiosos na cruzada antiaborto. Porém, as explicações do vídeo podem ser contestadas pela medicina especializada em anencefalia, o que aumenta a discussão. “Marcela não era anencéfala. Tinha merocrania”, garante o geneticista Thomaz Gollop, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto. O médico explica que o que distingue esse quadro da anencefalia é a presença de um cérebro muito rudimentar – um pouco mais de massa encefálica, coberta por uma membrana. Isso faz com que o indivíduo sobreviva um pouco mais. Mas não faz com que tenha cérebro nem que interaja. “Quando a anencefalia é diagnosticada, não estamos discutindo a vida, mas a morte certa”, diz Gollop. 

    Camila Moreira afirma que, mesmo com a liminar de Marco Aurélio, batalhou para conseguir um hospital que aceitasse fazer o aborto. “Entrei em trabalho de parto no dia 18 de outubro. No dia 20, a liminar caiu”, lembra. “Foi um desespero. Algumas mulheres que estavam internadas foram mandadas de volta para casa. Se eu saísse de lá, grávida, não resistiria. Ia enlouquecer.” O casamento de Camila terminou um ano depois. Ela desistiu de tentar ser mãe depois de descobrir que é alérgica aos comprimidos de ácido fólico, uma vitamina do complexo B essencial para prevenir a má-formação fetal. “Tenho muito medo de passar por tudo de novo, por aquela desilusão”, diz. 

        “Minha filha nasceu viva. Morreu dez segundos depois. Eu não quis ver, preferi guardar a imagem que eu tinha dela na minha cabeça”. Camila leva uma vida pacata. Divide uma casa simples em Cotia, na Grande São Paulo, com duas amigas e os três filhos delas. Passa a maior parte do tempo trabalhando como demonstradora de café num supermercado.

    O medo de que alguma coisa dê errada é comum às gestantes. Quando a mulher tem um passado traumático essa sensação é multiplicada. Foi assim com a paulista Érica Souza do Nascimento, 22 anos. Ela fez a antecipação do parto dias antes de Camila, na 17ª semana de gestação, no mesmo hospital. “Foi complicado emocionalmente. Imagina ter consciência de que seu filho vai nascer e morrer, e você não vai poder fazer nada”, diz Érica. “Não tive dúvidas de que interromper a gestação era a melhor opção. Não queria sentir o meu neném mexer e, depois, ter de enterrá-lo.” Durante um bom tempo, Érica não conseguia ver crianças. Doía. Machucava. “Isso só passou quando engravidei de novo”, conta Érica, aos prantos. “No ultrassom, eu e minha mãe estávamos apreensivas. A gente queria perguntar se a cabecinha do neném estava bem, mas não tivemos coragem. A gente esperou o laudo sair para ver o que estava escrito. Foi uma das melhores sensações que tive na vida.” Yasmin, uma menina de 5 anos toda serelepe, é a alegria dos pais. “Foi ela que me ajudou a esquecer”, garante Érica. “Minha filha é tudo na minha vida.”

    Fonte: Revista IstoÉ, n. 2177, 29 de julho de 2011. 

    Analise os fragmentos dando atenção aos verbos selecionados para a introdução de discursos diretos no texto. Depois, assinale a alternativa que contém uma afirmação INCORRETA:

    “Daí veio a desilusão. Fui fazer o ultrassom e o médico disse que o meu bebê não tinha calota craniana nem massa encefálica”, lamenta Camila.

    “Entrei em depressão. Estar grávida e saber que não teria minha filha comigo estava me matando”, lembra (Camila).

    “Tenho muito medo de passar por tudo de novo, por aquela desilusão”, diz (Camila Moreira).

    “Isso só passou quando engravidei de novo”, conta Érica, aos prantos.

    “Não podemos condenar uma pessoa à morte. O aborto dos anencéfalos abre uma janela para a legalização completa do aborto”, afirma (Paulo Fernando da Costa, vice-presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família).

    “Obrigar uma mulher a passar meses, entre o diagnóstico e o parto, dormindo e acordando sabendo que não terá aquele filho, é impor a ela um imenso sofrimento inútil. Isso viola o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, afirma o advogado Luís Roberto Barroso, da CNTS.

    “Marcela não era anencéfala. Tinha merocrania”, garante o geneticista Thomaz Gollop, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto.

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