Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.148 questões encontradas. Mostrando a página 13 de 58.

  • 0B1340EF-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2


        Vivemos uma geração em que “tomar um porre” é sinônimo de status. Vi, durante os três últimos anos, amigos que eram totalmente contrários ao exagero etílico tornarem-se verdadeiros bebuns. Uma pena. Eles acreditam que a bebida é a desculpa para se tornarem quem eles não têm coragem de ser sóbrios. Ficam mais “alegres”, sentem-se poderosos, sem limites, porém se esquecem de metade das coisas que ocorreram na noite anterior. Pergunto-me qual seria o grande trunfo de viver dessa maneira.
        Será que a influência vem da mídia? Comerciais mostram que consumir cerveja atrai mulheres lindas e momentos agradáveis. Somos manipulados por propagandas? Em parte. De certa forma, a ideia daquela felicidade que nos é vendida gera a ansiedade de conquistá-la por meio da bebida.
         Mas todos nós sabemos que felicidade não se compra. A impressão que tenho é a de um hábito intrínseco à passagem para a maturidade, como se a bebida fosse um passaporte à vida adulta. [...] A responsabilidade é o que diferencia as fases da vida, e ser independente é muito mais do que comprar uma garrafa de vodka sem precisar mostrar a identidade.
        Cada vez mais novos, somos postos em um mundo de loucura e repressão. As algemas atadas são falsamente libertadas quando o álcool passa a atuar na mente. É tudo mera ilusão. Os problemas continuam, a vida permanece a mesma. A diferença é que, por algumas horas, você é que se aliena. Você é que perde a percepção da realidade. Você é que deixa de vivenciar o que existe de fato para fantasiar.
        Vale a pena? Embriaguez, alienação, ou sobriedade... Você pode viver da maneira que quiser, é só uma questão de escolha. No entanto, não se esqueça de que para cada escolha haverá uma consequência, uma renúncia e talvez o arrependimento.
    SHIMABUKURO, Márcia. Disponível em: <http://blogdofolhateen.folha.blog.uol.com.br>  Acesso em 15 fev. 2015 [Adaptado]
    São temas abordados no texto 2, EXCETO
    Escolha uma alternativa para a questão 0b1340ef-e4
  • 0B0D31E3-E4

    Português

    Colocação Pronominal
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    Coragem

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    MEDEIROS, Marta. A graça das coisas. Porto Alegre - RS: L&PM, 2014, p. 90-91.

    Julgue as afirmações abaixo com base nas noções de sintaxe.


    I. Há erro de regência em “tem o combustível que necessitamos” (linha 5).
    II. Os verbos “resolveram” (linha 11) e “foram” (linha 12) estão no plural porque têm sujeito composto.
    III. A colocação do pronome oblíquo em “que lhe servem de sustentação” (linha 4) obedece à norma padrão. IV.De acordo com a norma culta, em “Enfrentar helicópteros, vulcões, corredeiras e tobogãs exige...” (linhas 19 e 20), há desvio de concordância.


    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 0b0d31e3-e4
  • 0B09B225-E4

    Português

    Gêneros Textuais
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    Coragem

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    MEDEIROS, Marta. A graça das coisas. Porto Alegre - RS: L&PM, 2014, p. 90-91.

    Quanto ao gênero e ao tipo textual, o texto 1 pode ser classificado como um(a):
    Escolha uma alternativa para a questão 0b09b225-e4
  • C4909697-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Text 3


    Facebook is a social networking service and Web site launched in February 2004, operated and privately owned by Facebook, Inc. As of July 2011, Facebook has more than 800 million active users. Users must register before using the site, after which they may create a personal profile, add other users as friends, and exchange messages, including automatic notifications when they update their profile. Additionally, users may join common-interest user groups, organized by workplace, school or college, or other characteristics, and categorize their friends into lists such as "People From Work" or "Really Good Friends". The name of the service stems from the colloquial name for the book given to students at the start of the academic year by some university administrations in the United States to help students get to know each other. Facebook allows any users who declare themselves to be at least 13 years old to become registered users of the site.
    Facebook was founded by Mark Zuckerberg with his college roommates and fellow computer science students Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz and Chris Hughes. The Web site's membership was initially limited by the founders to Harvard students, but was expanded to other colleges in the Boston area, the Ivy League, and Stanford University. It gradually added support for students at various other universities before opening to high school students, and eventually to anyone aged 13 and over. However, based on ConsumersReports.org on May 2011, there are 7.5 million children under 13 with accounts, violating the site's terms of service.
    A January 2009 Compete.com study ranked Facebook as the most used social networking service by worldwide monthly active users, followed by MySpace. Entertainment Weekly included the site on its end-of-thedecade "best-of" list, saying, "How on earth did we stalk our exes, remember our co-workers' birthdays, bug our friends, and play a rousing game of Scrabulous before Facebook?" Quantcast estimates Facebook has 138.9 million monthly unique U.S. visitors in May 2011. According to Social Media Today, in April 2010 an estimated 41.6% of the U.S. population had a Facebook account. Nevertheless, Facebook's Market growth started to stall in some regions, with the site losing 7 million active users in the United States and Canada in May 2011.
    From Wikipedia, the free encyclopedia
    According to the text 3:


    I. Facebook is a website created merely for chatting.
    II. Everyone is allowed to have an account according to the site´s terms of service.
    III. The website is actively growing in North America.
    IV. Facebook was created by a Harvard student.


    The alternative that shows the correct items is:
    Escolha uma alternativa para a questão c4909697-e3
  • C48D543B-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Text 2


    Here is a response to a debate on patents and medicine:

    Mr. Przemek Kordasiewicz,
    I agree wholeheartedly with your recommendation of a ban on all patents on all life saving medical discoveries. Again, I would take it a step further. I think that the virtues of a purely capitalist system seem to have fallen apart at this point. In this literal life-anddeath issue, ethics take priority over everything else.
    Just as Congress stepped forward to place a ban on the patenting of surgical procedures, they need to step forward and place a similar ban on these new medical patents (drugs, procedures and human genome work) which are having the identical effect. Additionally, Congress need to heavily legislate in favor of patients worldwide to keep drug patents limited, short, and drug prices at an affordable level. Something in the system is wrong when drug companies are the most profitable of all publicly traded companies and huge populations across the world are living in pain and dying because they are unable to afford the sky-high drug prices, inflated by the patent holders’ monopoly. The government needs to look into the situation independently and take a stand for the well-being of the taxpayers and citizens they suppose to be representing. Thank you, Benjamin (Mako) Hill.
    (Intellectual Property in Cyberspace 2000, http://yukidoke.org)
    As regards capitalist policies for drug patents, the author, according text 2:
    Escolha uma alternativa para a questão c48d543b-e3
  • C47EB0C5-E3

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    "A moça agitou então a fronte com uma vibração altiva: – Mas o senhor não me abandonou pelo amor de Adelaide e sim pelo seu dote, um mesquinho dote de trinta contos! [...] Desprezasse-me embora, mas não descesse da altura em que o havia colocado dentro da minha alma. Eu tinha um ídolo; o senhor abateu-o de seu pedestal, e atirou-o no pó. Essa degradação do homem a quem eu adorava, eis o seu crime." O excerto se refere à obra:
    Escolha uma alternativa para a questão c47eb0c5-e3
  • C47BAF6C-E3

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Todas as afirmativas sobre o poema I-Juca Pirama de Gonçalves Dias, estão corretas, exceto:
    Escolha uma alternativa para a questão c47baf6c-e3
  • C477EF1A-E3

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do trecho abaixo.


    Em Terras do Sem-Fim, Jorge Amado narra as lutas que ocorreram ........ pelas terras da mata do Sequeiro Grande, fértil região próxima a ........: Horácio Silveira e seus seguidores disputaram, ........, com o clã Badaró.
    Escolha uma alternativa para a questão c477ef1a-e3
  • C4740479-E3

    Português

    Sintaxe
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    Como não se viam há algum tempo, logo que se encontraram no trânsito, os amigos ficaram felizes e puderam conversar um pouco.”

    Considerando as palavras sublinhadas no fragmento acima, indique a alternativa que contém a relação semântica, na sequência, de cada uma delas: 
    Escolha uma alternativa para a questão c4740479-e3
  • C4704D3C-E3

    Português

    Figuras de Linguagem
    Centro universitário FAG · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    “O seu coração é uma casa de portas abertas, Amigo, você é o mais certo nas horas incertas.”
    (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

    Sobre o fragmento da letra da música acima, marque a alternativa que contém, na sequência, as duas figuras de linguagem presentes nele:
    Escolha uma alternativa para a questão c4704d3c-e3
  • C46CEDFF-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    Assinale a alternativa CORRETA sobre o texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão c46cedff-e3
  • C4688F84-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    A ideia central propagada no texto 3 é:
    Escolha uma alternativa para a questão c4688f84-e3
  • C4645219-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2


    Um dos maiores mitos propagados por aí é o de que dois raios não caem no mesmo lugar. Mas não dê ouvidos a tudo o que lhe dizem. Em áreas de grande incidência, podem cair não somente dois, mas diversos raios. Prova disso é o Cristo Redentor, agraciado por seis raios por ano, em média, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E o Empire State Building, em Nova York, que recebe 25 descargas, sendo que já aconteceu de o topo do prédio ser atingido oito vezes em apenas oito minutos.
    A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, em termos estatísticos: é menor do que um para um milhão. O que não é motivo para baixar a guarda. Se você estiver em uma área descampada (como uma praia ou campo de futebol) durante uma tempestade forte, a probabilidade é bem maior: de um para mil. Isso porque o seu corpo acaba se transformando em para-raios nessas situações.
    Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade e o solo. Ou seja: para que eles ocorram, é necessário haver uma nuvem carregada de partículas com carga negativa (geradas pelo choque das partículas de gelo) e um solo repleto de partículas com carga positiva. Como os campos elétricos costumam se acumular em extremidades, não é de se estranhar que arranha-céus, monumentos pontiagudos, copas de árvores e cabeças sejam mais vulneráveis.
    É bom lembrar que relâmpago é o nome genérico que se dá às descargas elétricas, mas os raios são só os que se conectam ao solo. E o trovão? É o som produzido pelo ar que se aquece e se expande rapidamente na região em que circula a corrente elétrica do raio.
    http://noticias.uol.com.br/ciencia/
    “É bom lembrar que relâmpago é o nome genérico que se dá às descargas elétricas, mas os raios são só os que se conectam ao solo. E o trovão? É o som produzido pelo ar que se aquece e se expande rapidamente na região em que circula a corrente elétrica do raio.” Este último parágrafo do texto 2 se preocupa em:
    Escolha uma alternativa para a questão c4645219-e3
  • C460E507-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2


    Um dos maiores mitos propagados por aí é o de que dois raios não caem no mesmo lugar. Mas não dê ouvidos a tudo o que lhe dizem. Em áreas de grande incidência, podem cair não somente dois, mas diversos raios. Prova disso é o Cristo Redentor, agraciado por seis raios por ano, em média, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E o Empire State Building, em Nova York, que recebe 25 descargas, sendo que já aconteceu de o topo do prédio ser atingido oito vezes em apenas oito minutos.
    A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, em termos estatísticos: é menor do que um para um milhão. O que não é motivo para baixar a guarda. Se você estiver em uma área descampada (como uma praia ou campo de futebol) durante uma tempestade forte, a probabilidade é bem maior: de um para mil. Isso porque o seu corpo acaba se transformando em para-raios nessas situações.
    Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade e o solo. Ou seja: para que eles ocorram, é necessário haver uma nuvem carregada de partículas com carga negativa (geradas pelo choque das partículas de gelo) e um solo repleto de partículas com carga positiva. Como os campos elétricos costumam se acumular em extremidades, não é de se estranhar que arranha-céus, monumentos pontiagudos, copas de árvores e cabeças sejam mais vulneráveis.
    É bom lembrar que relâmpago é o nome genérico que se dá às descargas elétricas, mas os raios são só os que se conectam ao solo. E o trovão? É o som produzido pelo ar que se aquece e se expande rapidamente na região em que circula a corrente elétrica do raio.
    http://noticias.uol.com.br/ciencia/
    O texto 2 que serve de base para esta prova é classificado como informativo; a característica que NÃO marca geralmente esse tipo de texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão c460e507-e3
  • C458BF7A-E3

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1


    UM PÉ DE MILHO


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
    Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio um outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na lógica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento e em outra madrugada, parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem. É alguma coisa que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.
    Rubem Braga
    Entre os dois períodos do primeiro parágrafo do texto 1, a oposição mais importante para o próprio texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão c458bf7a-e3
  • B4BE55F5-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Pernambucana de Saúde · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Read the text below and answer question

    Treating Alzheimer’s Disease

    Are scientists close to finding a cure?

    The number of Americans suffering from Alzheimer's, a degenerative brain disease, is projected to more than double by 2050, from 5.3 million today to 13.8 million. At the same time, as Baby Boomers age and medical expenses rise, the cost of treating and caring for people with the disease is expected to rise fivefold to $1.1 trillion. No treatment can yet prevent or cure Alzheimer's. However, advances in brain science and diagnostic technologies are creating breakthroughs unimagined even a few years ago. Rapidly expanding knowledge in genetics, neuroscience, biology and computing is leading to clinical trials on potential new drug therapies, research on how to prevent the disease and new tests to help diagnose it — perhaps even before symptoms appear. Scientists are debating whether the main hypothesis of what causes the disease — a buildup of amyloid protein into plaques that kill nerve cells in the brain — is correct. Patient advocates say federal Alzheimer's research is underfunded, but Congress is clearing the way for more research funds.


    Disponível em: <http://library.cqpress.com/cqresearcher/static.php?page=docnotfound> Acessado em 15 de outubro de 2015.

    By 2050

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    Interpretação de Textos
    Faculdade Pernambucana de Saúde · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A obra de Ariano Suassuna inclui os gêneros lírico, narrativo e dramático. No entanto, é no gênero dramático, particularmente nas comédias, que a sua obra se destaca. Dentre as suas obras dramáticas, uma é a mais encenada: Auto da Compadecida. Sobre essa obra, pode-se afirmar que:
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  • B4B7A56B-E3

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    Interpretação de Textos
    Faculdade Pernambucana de Saúde · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O chamado “Ciclo da Cana-de-Açúcar" compreende seis obras de José Lins do Rego: Menino de engenho, Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo, Usina e Fogo Morto. O conjunto da obra perfaz o apogeu e o declínio dos engenhos de açúcar e o nascimento da indústria agro-açucareira: a Usina. Sobre Fogo Morto, o último livro do círculo, é correto afirmar o seguinte.
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  • B4B36F5A-E3

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    Interpretação de Textos
    Faculdade Pernambucana de Saúde · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considerada um divisor de águas na história do pensamento e da interpretação do Brasil, CasaGrande & Senzala, de Gilberto Freyre, foge das análises puramente econômicas e históricas sobre o Brasil e lança mão da antropologia e da sociologia para explicar os primeiros três séculos de formação da sociedade brasileira. Sobre Casa-Grande & Senzala é correto afirmar que:

    1) a formação e a colonização do Brasil se deram em bases agrária, escravocrata e híbrida.
    2) a obra separa dos traços de raça os efeitos do ambiente ou da experiência cultural.
    3) dentro da análise antropológica, é o culturalismo de Franz Boas que orienta a obra de Freyre.
    4) Casa-Grande & Senzala dedica dois capítulos ao português, dois ao negro, e um ao índio.
    5) a vida sexual do brasileiro, a miscigenação e a culinárias são aspectos privilegiados em CasaGrande & Senzala.

    Estão corretas:
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