Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.148 questões encontradas. Mostrando a página 17 de 58.

  • 77677445-DE

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o excerto a seguir, retirado do site do jornal britânico The Guardian, para responder à questão.


        Homeopaths believe that illness-causing substances can, in minute doses, treat people who are unwell. By diluting these substances in water or alcohol, homeopaths claim the resulting mixture retains a “memory” of the original substance that triggers a healing response in the body.

        These claims have been widely disproven by multiple studies, but the National Health and Medical Research Council (NHMRC) has for the first time thoroughly reviewed 225 research papers on homeopathy to come up with its position statement, released on Wednesday: Homeopathy is not effective for treating any health condition.

    (Adaptado de www.theguardian.com - acesso em 12/03/2015)

    Considere o segundo parágrafo do texto. As palavras claims, studies, thoroughly, effective são classificadas, respectivamente, como
    Escolha uma alternativa para a questão 77677445-de
  • 776446EE-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o excerto a seguir, retirado do site do jornal britânico The Guardian, para responder à questão.


        Homeopaths believe that illness-causing substances can, in minute doses, treat people who are unwell. By diluting these substances in water or alcohol, homeopaths claim the resulting mixture retains a “memory” of the original substance that triggers a healing response in the body.

        These claims have been widely disproven by multiple studies, but the National Health and Medical Research Council (NHMRC) has for the first time thoroughly reviewed 225 research papers on homeopathy to come up with its position statement, released on Wednesday: Homeopathy is not effective for treating any health condition.

    (Adaptado de www.theguardian.com - acesso em 12/03/2015)

    De acordo com o segundo parágrafo do texto,
    Escolha uma alternativa para a questão 776446ee-de
  • 7760F001-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o excerto a seguir, retirado do site do jornal britânico The Guardian, para responder à questão.


        Homeopaths believe that illness-causing substances can, in minute doses, treat people who are unwell. By diluting these substances in water or alcohol, homeopaths claim the resulting mixture retains a “memory” of the original substance that triggers a healing response in the body.

        These claims have been widely disproven by multiple studies, but the National Health and Medical Research Council (NHMRC) has for the first time thoroughly reviewed 225 research papers on homeopathy to come up with its position statement, released on Wednesday: Homeopathy is not effective for treating any health condition.

    (Adaptado de www.theguardian.com - acesso em 12/03/2015)

    De acordo com o texto, homeopatas acreditam que:
    Escolha uma alternativa para a questão 7760f001-de
  • 775AABF2-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto adaptado a seguir para responder à questão.



    The First Solar-Powered Round-the-World Flight Has Begun


        The world's first round-the-world trip on a solar-powered plane got under way Monday with the initial leg from Abu Dhabi to the Omani capital, Muscat.
         Swiss pilots Bertrand Piccard and André Borschberg will pursue a recordshattering five-month journey, spanning 21,750 miles across several continents and two oceans, while using zero conventional fuel.
         The Solar Impulse-2's lightweight construction — weighing a mere 4,600 lb. — combined with its 236-ft. wingspan lined with 17,000 solar cells, makes it the first solar-powered aircraft capable of flying during both day and night. [...]
         The pilots have undergone rigorous preparation drills, and will forgo all sleep longer than 20 minutes while airborne, practicing yoga and selfhypnosis to cope with their airborne ordeal. (Some stints will involve flying continuously for five days.) Rest stops will be spent advocating for their cleantechnology campaign.
    (www.time.com - acesso em 09/03/2015)
    Ainda segundo o texto, os pilotos:
    Escolha uma alternativa para a questão 775aabf2-de
  • 77577DAA-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto adaptado a seguir para responder à questão.



    The First Solar-Powered Round-the-World Flight Has Begun


        The world's first round-the-world trip on a solar-powered plane got under way Monday with the initial leg from Abu Dhabi to the Omani capital, Muscat.
         Swiss pilots Bertrand Piccard and André Borschberg will pursue a recordshattering five-month journey, spanning 21,750 miles across several continents and two oceans, while using zero conventional fuel.
         The Solar Impulse-2's lightweight construction — weighing a mere 4,600 lb. — combined with its 236-ft. wingspan lined with 17,000 solar cells, makes it the first solar-powered aircraft capable of flying during both day and night. [...]
         The pilots have undergone rigorous preparation drills, and will forgo all sleep longer than 20 minutes while airborne, practicing yoga and selfhypnosis to cope with their airborne ordeal. (Some stints will involve flying continuously for five days.) Rest stops will be spent advocating for their cleantechnology campaign.
    (www.time.com - acesso em 09/03/2015)
    Segundo as informações do texto, a primeira viagem ao redor do mundo em um avião movido à energia solar:
    Escolha uma alternativa para a questão 77577daa-de
  • 7754744F-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o cartoon a seguir para responder à questão:


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2015

    (https://latuffcartoons.wordpress.com/page/2/ acesso em 19/03/2015)


    Segundo o contexto da charge, o presidente estadunidense, representado pelo personagem de terno,

    Escolha uma alternativa para a questão 7754744f-de
  • 76FE8C7F-DE

    Português

    Figuras de Linguagem
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Moça linda bem tratada,

    Três séculos de família,

    Burra como uma porta:

    Um amor.


    Grã-fino do despudor,

    Esporte, ignorância e sexo,

    Burro como uma porta:

    Um coió. 


    Mulher gordaça, filó *,

    De ouro por todos os poros

    Burra como uma porta:

    Paciência...


    Plutocrata sem consciência,

    Nada porta, terremoto

    Que a porta do pobre arromba:

    Uma bomba.

    (ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Círculo do Livro. p. 304.)


    *filóTecido fino e transparente, em forma de rede (www.aulete.com.br)

    Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre o trecho do texto e a figura de linguagem correspondente:
    Escolha uma alternativa para a questão 76fe8c7f-de
  • 76FB7DA6-DE

    Português

    Gêneros Textuais
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Moça linda bem tratada,

    Três séculos de família,

    Burra como uma porta:

    Um amor.


    Grã-fino do despudor,

    Esporte, ignorância e sexo,

    Burro como uma porta:

    Um coió. 


    Mulher gordaça, filó *,

    De ouro por todos os poros

    Burra como uma porta:

    Paciência...


    Plutocrata sem consciência,

    Nada porta, terremoto

    Que a porta do pobre arromba:

    Uma bomba.

    (ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Círculo do Livro. p. 304.)


    *filóTecido fino e transparente, em forma de rede (www.aulete.com.br)

    Em relação à forma, o poema apresenta:
    Escolha uma alternativa para a questão 76fb7da6-de
  • 76F8726E-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Moça linda bem tratada,

    Três séculos de família,

    Burra como uma porta:

    Um amor.


    Grã-fino do despudor,

    Esporte, ignorância e sexo,

    Burro como uma porta:

    Um coió. 


    Mulher gordaça, filó *,

    De ouro por todos os poros

    Burra como uma porta:

    Paciência...


    Plutocrata sem consciência,

    Nada porta, terremoto

    Que a porta do pobre arromba:

    Uma bomba.

    (ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Círculo do Livro. p. 304.)


    *filóTecido fino e transparente, em forma de rede (www.aulete.com.br)

    No poema de Mário de Andrade (1893-1945), há:
    Escolha uma alternativa para a questão 76f8726e-de
  • 76F50541-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Analise a charge abaixo para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    - Veja, papai! O elevador vai subindo e

    os pobres vão ficando pequenininhos!

    Fonte: Vermelho

    (Angeli. Folha de São Paulo. s/d) 


    A crítica presente na charge pode ser resumida como:

    Escolha uma alternativa para a questão 76f50541-de
  • 76E8326B-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Analisando uma cena do presente, o enunciador do texto levanta hipóteses sobre as futuras consequências do que vê. Sobre tais projeções, é falso o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e8326b-de
  • 76E53ADA-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Ainda no segundo parágrafo, a expressão “foi mal”:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e53ada-de
  • 76E207A7-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Os sentidos atribuídos às expressões “invadiu” e “invadido”, no segundo e no terceiro parágrafos, estão relacionados, respectivamente, à dimensão:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e207a7-de
  • 76DEE78D-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    O segundo parágrafo traz em si a expressão “regras tácitas”, que significa:
    Escolha uma alternativa para a questão 76dee78d-de
  • 034CDB6F-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
        Read the text below and answer following four questions according to it.


    Doctors without Borders / Médecins Sans Frontières (MSF) 

    Every year, Doctors Without Borders/Médecins Sans Frontières (MSF) provides emergency medical care to millions of people caught in crises in some 70 countries around the world. MSF provides assistance when catastrophic events—such as armed conflict, epidemics, malnutrition, or natural disasters—overwhelm local health systems. MSF also assists people who face discrimination or neglect from their local health systems or when populations are otherwise excluded from health care.

    MSF is a neutral and impartial humanitarian organization that aims first and foremost to provide high-quality medical care to the people who need it the most. It does not promote the agenda of any country, political party, or religious faith, and, as such, endeavors to communicate its history, background, and capabilities to all parties in a given situation so that it may gain the necessary access to populations in need.

    On any given day, more than 30,000 doctors, nurses, logisticians, water-and-sanitation experts, administrators, and other qualified professionals working with MSF can be found providing medical care around the world.

    At its core, the purpose of humanitarian action is to save the lives and ease the suffering of people caught in acute crises, thereby restoring their ability to rebuild their lives and communities.

    In the countries where MSF works, one or more of the following crises is usually occurring or has occurred: armed conflict, epidemics, malnutrition, natural disasters, or exclusion from health care.

    Adaptado de: http://www.doctorswithoutborders.org/our-work/howwe-work/types-of-projects Acessado em 1 de maio de 2015.
    The humanitarian action carried out by MSF
    Escolha uma alternativa para a questão 034cdb6f-de
  • 034969DE-DE

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
        Read the text below and answer following four questions according to it.


    Doctors without Borders / Médecins Sans Frontières (MSF) 

    Every year, Doctors Without Borders/Médecins Sans Frontières (MSF) provides emergency medical care to millions of people caught in crises in some 70 countries around the world. MSF provides assistance when catastrophic events—such as armed conflict, epidemics, malnutrition, or natural disasters—overwhelm local health systems. MSF also assists people who face discrimination or neglect from their local health systems or when populations are otherwise excluded from health care.

    MSF is a neutral and impartial humanitarian organization that aims first and foremost to provide high-quality medical care to the people who need it the most. It does not promote the agenda of any country, political party, or religious faith, and, as such, endeavors to communicate its history, background, and capabilities to all parties in a given situation so that it may gain the necessary access to populations in need.

    On any given day, more than 30,000 doctors, nurses, logisticians, water-and-sanitation experts, administrators, and other qualified professionals working with MSF can be found providing medical care around the world.

    At its core, the purpose of humanitarian action is to save the lives and ease the suffering of people caught in acute crises, thereby restoring their ability to rebuild their lives and communities.

    In the countries where MSF works, one or more of the following crises is usually occurring or has occurred: armed conflict, epidemics, malnutrition, natural disasters, or exclusion from health care.

    Adaptado de: http://www.doctorswithoutborders.org/our-work/howwe-work/types-of-projects Acessado em 1 de maio de 2015.
    MSF has an impartial agenda,
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  • 03352065-DE

    Literatura

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    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A obra de Graciliano Ramos encerra vários temas, espaços geográficos e gêneros textuais, a exemplo da memória, do diário, do conto, da crítica literária, do romance e das estórias infanto-juvenis. Dentre as estórias infanto-juvenis, qual foi escrita por Graciliano?
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  • 033177A3-DE

    Literatura

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    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Jorge de Lima foi, ao lado do poeta mineiro Murilo Mendes, o mais importante poeta católico brasileiro da sua geração. Ao lado de obras como A Túnica inconsútil, Tempo e Eternidade e Quatro poemas negros, Jorge de Lima escreveu também um dos mais importantes poemas épicos da língua portuguesa. Como foi intitulado este poema épico?
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  • 032E6EA3-DE

    Literatura

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    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O escritor paraibano José Lins do Rego narrou em sua obra romanesca a decadência dos engenhos de açúcar do Nordeste, em obras que ficaram conhecidas como o “Ciclo da cana-de-açúcar”. Este “Ciclo” foi concluído com Fogo Morto, romance de 1943, que encerra três narrativas interdependentes sobre personagens que estavam presentes nas demais obras do “Ciclo”. Quais eram esses personagens?
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  • 032B3426-DE

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    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Carlos Drummond de Andrade tratou em sua obra de vários temas do homem contemporâneo, a exemplo da solidão, do amor perdido, da saudade das coisas vividas, dos conflitos bélicos. Dentre os versos abaixo, qual é da sua autoria?
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