Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.148 questões encontradas. Mostrando a página 49 de 58.

  • 603EF4C3-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Confidência do Itabirano

    Alguns anos vivi em Itabira.
    Principalmente nasci em Itabira.
    Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
    Noventa por cento de ferro nas calçadas.
    Oitenta por cento de ferro nas almas.
    E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
    A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
    vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
    [horizontes.
    E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
    é doce herança itabirana.
    De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
    este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
    esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
    este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
    este orgulho, esta cabeça baixa...
    Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    Hoje sou funcionário público.
    Itabira é apenas uma fotografia na parede.
    Mas como dói!

                                   Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo
    No texto de Drummond, o eu lírico
    Escolha uma alternativa para a questão 603ef4c3-97
  • 60398A7A-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Confidência do Itabirano

    Alguns anos vivi em Itabira.
    Principalmente nasci em Itabira.
    Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
    Noventa por cento de ferro nas calçadas.
    Oitenta por cento de ferro nas almas.
    E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
    A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
    vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
    [horizontes.
    E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
    é doce herança itabirana.
    De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
    este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
    esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
    este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
    este orgulho, esta cabeça baixa...
    Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    Hoje sou funcionário público.
    Itabira é apenas uma fotografia na parede.
    Mas como dói!

                                   Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo
    Tendo em vista que o poema de Drummond contém referências a aspectos geográficos e históricos determinados, considere as seguintes afirmações:

    I. O poeta é "de ferro" na medida em que é nativo de região caracterizada pela existência de importantes jazidas de minério de ferro, intensamente exploradas.
    II. O poeta revela conceber sua identidade como tributária não só de uma geografia, mas também de uma história, que é, igualmente, a da linhagem familiar a que pertence.
    III. A ausência de mulheres de que fala o poeta refere-se à ampla predominância de população masculina, na zona de mineração intensiva de que ele é originário.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 60398a7a-97
  • 6033CB1E-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                — Pois, Grilo, agora realmente bem podemos dizer que o sr. D. Jacinto está firme.
                  O Grilo arredou os óculos para a testa, e levantando para o ar os cinco dedos em curva como pétalas de uma tulipa:
                — Sua Excelência brotou!
                Profundo sempre o digno preto! Sim! Aquele ressequido galho da Cidade, plantado na Serra, pegara, chupara o húmus do torrão herdado, criara seiva, afundara raízes, engrossara de tronco, atirara ramos, rebentara em flores, forte, sereno, ditoso, benéfico, nobre, dando frutos, derramando sombra. E abrigados pela grande árvore, e por ela nutridos, cem casais* em redor o bendiziam. 

                                                                    Eça de Queirós, A cidade e as serras.

    *casal: pequena propriedade rústica; pequeno povoado
    Tal como se encontra caracterizado no excerto, o destino alcançado pela personagem Jacinto contrasta de modo mais completo com a maneira pela qual culmina a trajetória de vida da personagem
    Escolha uma alternativa para a questão 6033cb1e-97
  • 602DF22A-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                — Pois, Grilo, agora realmente bem podemos dizer que o sr. D. Jacinto está firme.
                  O Grilo arredou os óculos para a testa, e levantando para o ar os cinco dedos em curva como pétalas de uma tulipa:
                — Sua Excelência brotou!
                Profundo sempre o digno preto! Sim! Aquele ressequido galho da Cidade, plantado na Serra, pegara, chupara o húmus do torrão herdado, criara seiva, afundara raízes, engrossara de tronco, atirara ramos, rebentara em flores, forte, sereno, ditoso, benéfico, nobre, dando frutos, derramando sombra. E abrigados pela grande árvore, e por ela nutridos, cem casais* em redor o bendiziam. 

                                                                    Eça de Queirós, A cidade e as serras.

    *casal: pequena propriedade rústica; pequeno povoado
    O teor das imagens empregadas no texto para caracterizar a mudança pela qual passara Jacinto indica que a causa principal dessa transformação foi
    Escolha uma alternativa para a questão 602df22a-97
  • 6027E8BA-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nesse livro, ousadamente, varriam-se de um golpe o sentimentalismo superficial, a fictícia unidade da pessoa humana, as frases piegas, o receio de chocar preconceitos, a concepção do predomínio do amor sobre todas as outras paixões; afirmava se a possibilidade de construir um grande livro sem recorrer à natureza, desdenhava se a cor local; surgiram afinal homens e mulheres, e não brasileiros (no sentido pitoresco) ou gaúchos, ou nortistas, e, finalmente, mas não menos importante, patenteava se a influência inglesa em lugar da francesa.


                               Lúcia Miguel-Pereira, História da Literatura Brasileira -
                                      Prosa de ficção - de 1870 a 1920. Adaptado.
    O livro a que se refere a autora é
    Escolha uma alternativa para a questão 6027e8ba-97
  • 6021F3D4-97

    Português

    Coesão e coerência
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Das propostas de substituição para os trechos sublinhados nas seguintes frases do texto, a única que faz, de maneira adequada, a correção de um erro gramatical presente no discurso do narrador é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6021f3d4-97
  • 6015FF52-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Apesar das diferenças notáveis que existem entre estas obras, um aspecto comum ao texto de Capitães da Areia, considerado no contexto do livro, e Vidas secas, de Graciliano Ramos, é
    Escolha uma alternativa para a questão 6015ff52-97
  • 6010400A-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    As informações contidas no texto permitem concluir corretamente que a doença de que nele se fala caracteriza se como
    Escolha uma alternativa para a questão 6010400a-97
  • 600A9BFA-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado "romance de 1930", que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento
    Escolha uma alternativa para a questão 600a9bfa-97
  • 6003EE4E-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Considere as seguintes afirmações referentes ao texto de Jorge Amado:

    I. Do ponto de vista do excerto, considerado no contexto da obra a que pertence, a religião de origem africana comporta um aspecto de resistência cultural e política.
    II. Fica pressuposta no texto a ideia de que, na época em que se passa a história nele narrada, o Brasil ainda conservava formas de privação de direitos e de exclusão social advindas do período colonial.
    III. Os contrastes de natureza social, cultural e regional que o texto registra permitem concluir corretamente que o Brasil passou por processos de modernização descompassados e desiguais.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 6003ee4e-97
  • 5FFB05C6-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
       Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque "vintém poupado, vintém ganhado", replicará o vizinho farrista, com razão igual: "Da vida nada se leva". (...)
        Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.
      Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que "filho de peixe, peixinho é". Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a "maçã não cai longe da árvore".

    Paulo Rónai, Como aprendi o português e outras aventuras.
    Considere as seguintes afirmações sobre os dois provérbios citados no terceiro parágrafo do texto.

    I. A origem do primeiro, de acordo com o autor, está ligada à história do povo que o usa.
    II. Em seu sentido literal, o segundo expressa costumes peculiares dos húngaros.
    III. A observação das diferenças de expressão entre esses provérbios pode, segundo o pensamento do autor, ter interesse etnográfico.

    Está correto apenas o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 5ffb05c6-97
  • 5FF45781-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
       Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque "vintém poupado, vintém ganhado", replicará o vizinho farrista, com razão igual: "Da vida nada se leva". (...)
        Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.
      Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que "filho de peixe, peixinho é". Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a "maçã não cai longe da árvore".

    Paulo Rónai, Como aprendi o português e outras aventuras.
    No texto, a função argumentativa do provérbio "Da vida nada se leva" é expressar uma filosofia de vida contrária à que está presente em "vintém poupado, vintém ganhado". Também é contrário a esse último provérbio o ensinamento expresso em:
    Escolha uma alternativa para a questão 5ff45781-97
  • 5FED7743-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Nos trechos "acabou com o primeiro setor" (L. 6) e "alcançar praticamente o controle do setor" (L. 16-17), a palavra sublinhada refere-se, respectivamente, a
    Escolha uma alternativa para a questão 5fed7743-97
  • 5FE424B2-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    A estratégia de dominação empregada pelo governo Médici, tal como descrita no texto, assemelha-se, sobretudo, à seguinte recomendação feita ao príncipe - ou ao governante - por um célebre pensador da política:
    Escolha uma alternativa para a questão 5fe424b2-97
  • 5FDC0A88-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    A frase que expressa uma ideia contida no texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5fdc0a88-97
  • E48E8A8E-96

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    What Your Tweets Say About You
    By Maria Konnikov

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2015 

    How much can your tweets reveal about you? A lot! - would be the answer of psychologists James Pennebaker e Cindy Chung, at the University of Texas, who study how language relates to well-being and personality. One of Pennebaker’s most famous projects is a computer program called Linguistic Inquiry and Word Count (L.I.W.C.), which looks at the words we use, and in what frequency and context, and uses this information to study our psychological states and various aspects of our personality.
    Since the creation of the L.I.W.C., in 1993, studies utilizing the program have suggested a close connection between our language, our state of mind, and our behavior. They have shown, for instance, that a person’s word choices can reveal her place in a social or professional hierarchy; and that the use of different filler words (“I mean”; “You know”) can suggest whether a speaker is male or female, younger or older, and more or less conscientious. “The words we use in natural language reflect our thoughts and feelings in often unpredictable ways,” Pennebaker and Cindy Chung have written.
    The psychologist Johannes Eichstaedt and his colleagues analyzed eight hundred and twenty-six million tweets across fourteen hundred American counties(1)Then, using lists of words that can be reliably associated with positive and negative emotions, they gave each county an emotional profile. Finally, they asked a simple question: Could those profiles help determine which counties were likely to have more deaths from heart disease?
    The answer was yes. Counties where residents’ tweets included words related to hostility, aggression, hate, and, fatigue — words such as “jealous,” and “bored”— had significantly higher rates of heart-related deaths. On the other hand, where people’s tweets reflected more positive emotions and engagement, heart disease was less common. The tweet-based model even had more predictive power than other models based on traditional demographic, socioeconomic, and health-risk factors.

    (1) Um condado (county/counties) ou província é um aglomerado de cidades, não tão grande quanto um estado.

    From: http://www.newyorker.com/science/maria-konnikova/can-tweets-predict-heart-disease

    GLOSSARY: conscientious: consciencioso/cuidadoso; reliably: seguramente; profile: perfil; heart disease: doença do coração; hate: ódio; jealous: com ciúmes; boredentediado; higher rates: taxas mais altas; engagementcomprometimento; predictive: previsível.

    Leia o texto e responda à questão.
    O conector “on the other hand", na quinta linha do último parágrafo, estabelece uma relação de:
    Escolha uma alternativa para a questão e48e8a8e-96
  • E488C8AE-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    What Your Tweets Say About You
    By Maria Konnikov

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2015 

    How much can your tweets reveal about you? A lot! - would be the answer of psychologists James Pennebaker e Cindy Chung, at the University of Texas, who study how language relates to well-being and personality. One of Pennebaker’s most famous projects is a computer program called Linguistic Inquiry and Word Count (L.I.W.C.), which looks at the words we use, and in what frequency and context, and uses this information to study our psychological states and various aspects of our personality.
    Since the creation of the L.I.W.C., in 1993, studies utilizing the program have suggested a close connection between our language, our state of mind, and our behavior. They have shown, for instance, that a person’s word choices can reveal her place in a social or professional hierarchy; and that the use of different filler words (“I mean”; “You know”) can suggest whether a speaker is male or female, younger or older, and more or less conscientious. “The words we use in natural language reflect our thoughts and feelings in often unpredictable ways,” Pennebaker and Cindy Chung have written.
    The psychologist Johannes Eichstaedt and his colleagues analyzed eight hundred and twenty-six million tweets across fourteen hundred American counties(1)Then, using lists of words that can be reliably associated with positive and negative emotions, they gave each county an emotional profile. Finally, they asked a simple question: Could those profiles help determine which counties were likely to have more deaths from heart disease?
    The answer was yes. Counties where residents’ tweets included words related to hostility, aggression, hate, and, fatigue — words such as “jealous,” and “bored”— had significantly higher rates of heart-related deaths. On the other hand, where people’s tweets reflected more positive emotions and engagement, heart disease was less common. The tweet-based model even had more predictive power than other models based on traditional demographic, socioeconomic, and health-risk factors.

    (1) Um condado (county/counties) ou província é um aglomerado de cidades, não tão grande quanto um estado.

    From: http://www.newyorker.com/science/maria-konnikova/can-tweets-predict-heart-disease

    GLOSSARY: conscientious: consciencioso/cuidadoso; reliably: seguramente; profile: perfil; heart disease: doença do coração; hate: ódio; jealous: com ciúmes; boredentediado; higher rates: taxas mais altas; engagementcomprometimento; predictive: previsível.

    Leia o texto e responda à questão.
    No terceiro parágrafo, o pronome “they" se refere:
    Escolha uma alternativa para a questão e488c8ae-96
  • E3CE3F6C-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                                         Ele e suas ideias
                                                                             Lima Barreto

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015 

    (LIMA BARRETO. Ele e suas ideias. In: Para gostar de ler,
    volume 8, contos. São Paulo: Ática, p. 51-54)

    1 Revista humorística surgida em 1927, dedicada, principalmente, à caricatura. (N.E.)
    2 Cavanhaque.
    3 Edison foi o inventor do telégrafo e Marconi, das ondas de rádio.


    O enunciado “e, de tal modo, a mania de ter ideias o tomou, que não se limitava a deixá-las pelos jornais” (linhas 11-12) veicula a ideia de causa / consequência.

    Assinale a alternativa cujo sentido difere ao do fragmento em destaque.
    Escolha uma alternativa para a questão e3ce3f6c-96
  • E3C97736-96

    Português

    Figuras de Linguagem
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                                         Ele e suas ideias
                                                                             Lima Barreto

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015 

    (LIMA BARRETO. Ele e suas ideias. In: Para gostar de ler,
    volume 8, contos. São Paulo: Ática, p. 51-54)

    1 Revista humorística surgida em 1927, dedicada, principalmente, à caricatura. (N.E.)
    2 Cavanhaque.
    3 Edison foi o inventor do telégrafo e Marconi, das ondas de rádio.


    “Andávamos por esse tempo na febre dos melhoramentos, das construções; e, a todo momento, ele lembrava a este ou àquele jornal uma ideia.” (linhas 7-9)

    Para obter efeitos de sentido, os autores costumam valerse de diferentes recursos semânticos. A expressão sublinhada no fragmento acima – “febre dos melhoramentos” – exemplifica um caso de:
    Escolha uma alternativa para a questão e3c97736-96