Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.148 questões encontradas. Mostrando a página 56 de 58.

  • 563424FA-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Antonio Prata

    Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.

    O terrorismo é duplamente obscurantista: primeiro no atentado, depois nas reações que desencadeia.


    O subtítulo do texto sugere uma explicação para o título.

    Essa explicação é melhor compreendida pela associação entre:



    Escolha uma alternativa para a questão 563424fa-14
  • 562FD95E-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Frei Betto

    Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

    No segundo parágrafo, o emprego de certa estrutura encaminha a reflexão do leitor para os disfarces que a linguagem permite.

    Essa estrutura é caracterizada principalmente por:

    Escolha uma alternativa para a questão 562fd95e-14
  • 562BFBC6-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Frei Betto

    Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

    Na produção do humor, traço típico da crônica, o autor combina eufemismos com outros recursos ou figuras de linguagem.


    O exemplo em que o humor é produzido por meio da superposição entre um eufemismo e uma comparação entre elementos distintos é:

    Escolha uma alternativa para a questão 562bfbc6-14
  • 56277991-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Frei Betto

    Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

    Frei Betto inicia seu texto com uma citação do escritor uruguaio Eduardo Galeano, recorrendo a recurso comum de argumentação.


    Esse recurso constitui um argumento de:

    Escolha uma alternativa para a questão 56277991-14
  • 562292B9-14

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Frei Betto

    Adaptado de O Dia, 21/03/2015.

    Em sua origem grega, o termo “eufemismo" significa “palavra de bom agouro" ou “palavra que deseja o bem". Como figura de linguagem, indica um recurso que suaviza alguma ideia ou expressão mais chocante.


    Na crônica, o autor enfatiza o aspecto negativo dos eufemismos, que serviriam para distorcer a realidade.


    De acordo com o autor, o eufemismo camufla a desigualdade social no seguinte exemplo:

    Escolha uma alternativa para a questão 562292b9-14
  • 561E5234-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Fábio Moon e Gabriel Bá.

    Folha de São Paulo, 15/06/2013.

    O personagem presente no último quadrinho é um ácaro, um ser microscópico. Suas falas têm relação direta com seu tamanho. No contexto, é possível compreender a imagem do personagem omo uma metonímia.

    Essa metonímia representa algo que se define como:

    Escolha uma alternativa para a questão 561e5234-14
  • 561A0B48-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Fábio Moon e Gabriel Bá.

    Folha de São Paulo, 15/06/2013.

    No último quadrinho, formula-se uma analogia moral, quando se sugere que não é possível ver tudo o que acontece à frente dos olhos.

    A partir dessa analogia, pode-se chegar à seguinte conclusão:

    Escolha uma alternativa para a questão 561a0b48-14
  • 55ED3E62-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Fábio Moon e Gabriel Bá.

    Folha de São Paulo, 15/06/2013.

    As ausências da moldura e da imagem são recursos gráficos que contribuem para o sentido do texto.

    A relação entre esses recursos gráficos e a mensagem contida no terceiro quadrinho possui um sentido de:

    Escolha uma alternativa para a questão 55ed3e62-14
  • 55E772C1-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos


    Imagem da questão de Português, da prova de 2015


    André Fantin
                                                                                                Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

    Por meio da generalização, pode-se atribuir um determinado conjunto de traços que não se relacionam apenas com o que está sendo nomeado.

    O melhor exemplo desse procedimento de generalização está presente em:

    Escolha uma alternativa para a questão 55e772c1-14
  • 55E31760-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos


    Imagem da questão de Português, da prova de 2015


    André Fantin
                                                                                                Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

    Escuridão: é como o frescor da noite. (l. 18)


    O verbete citado apresenta uma definição poética para o termo “escuridão".

    Essa afirmativa pode ser justificada pelo fato de a autora do verbete ter optado por:

    Escolha uma alternativa para a questão 55e31760-14
  • 55DF007A-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos


    Imagem da questão de Português, da prova de 2015


    André Fantin
                                                                                                Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

    “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo".(l. 8-9)


    Na definição acima, o trecho sublinhado contém duas comparações implícitas, que têm como referência o mundo dos adultos.

    Essas comparações são feitas por meio do seguinte recurso:

    Escolha uma alternativa para a questão 55df007a-14
  • 55D4CAD8-14

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos


    Imagem da questão de Português, da prova de 2015


    André Fantin
                                                                                                Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

    O curioso deste “dicionário infantil" é como as crianças definem o mundo através daquilo que os adultos já não conseguem perceber. (l. 4-5)

    Adultos e crianças, embora usando a mesma linguagem, não veem e não descrevem o mundo da mesma maneira.

    Com base no conteúdo desse fragmento, pode-se concluir que qualquer descrição da realidade apresenta a seguinte característica:

    Escolha uma alternativa para a questão 55d4cad8-14
  • AF2E0A7D-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Resmungos gramaticais
    Não tenho, obviamente, a intenção de aborrecer o leitor com minhas manias. Aliás, se dependesse de mim, só
    escreveria crônicas divertidas em vez de resmungos, graçolas. Mas é que sofro de manias e uma delas é de chatear-
    me com certas expressões, que vão se tornando comuns e que me parecem erradas. Está bem, está bem, já sei que
    não existem erros no uso do idioma, pelos menos, essa é a opinião dos linguistas, e a última coisa que quero é ser
    considerado por eles um sujeito ultrapassado e ranheta. Mas que posso fazer? Se o cara, referindo-se à semana em
    que estamos, diz "essa" em vez de "esta", tenho vontade de lhe mostrar a língua. (...)
    Como disse, não estou querendo encher a paciência dos leitores, mas já repararam como alguns comentaristas
    de futebol usam certos verbos? Sabemos que o futebol tem um universo verbal próprio, bastante pitoresco, aliás,
    contra o qual nada tenho a opor, muito pelo contrário. Acho até divertido quando o pessoal se refere a "essa" bola.
    Nunca dizem, por exemplo, "ele podia ter chutado a bola" e, sim, ter chutado "essa" bola. O jogador nunca "perdeu a
    bola" e, sim, "perdeu o domínio". São modos de falar muito pitorescos. O que me incomoda, porém, é quando dizem
    "Ronaldo machucou". Machucou o que? O pé, o tornozelo? Não, querem dizer que ele "se machucou", mas
    decretaram o fim do modo reflexivo do verbo machucar. (...)
    Mas ao folhear um volume de Machado de Assis, deparo-me com a seguinte expressão: "A família Batista foi
    aposentada em casa de Santos". Como aposentada na casa? Mas logo percebo que ele se refere aos aposentos que
    constituem uma casa, ou seja, a família Batista passou a ocupar um aposento da casa de Santos e, por isso, ficou
    "aposentada" ali. Descubro que a acepção atual é que é metafórica e decorrente daquela. E aí minhas convicções de
    patrulheiro vernacular começam a esvair-se.

    Ferreira Gullar, Folha de S. Paulo, 15.06.08

    Pelo que se depreende do posicionamento assumido pelo autor no excerto, suas “convicções começam a esvair-se” porque ele
    Escolha uma alternativa para a questão af2e0a7d-ab
  • 9B844EF4-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Os versos a seguir, extraídos de “Linguagem do morro”, de Padeirinho e Ferreira dos Santos, tratam do modo de falar nos morros cariocas.
    Outro fato muito importante
    E também interessante
    É a linguagem de lá
    Baile lá no morro é fandango
    Nome de carro é carango
    Discussão é bafafá
    Briga de uns e outros
    Dizem que é burburim
    Velório no morro é gurufim
    Erro lá no morro chamam de vacilação
    Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
    Papagaio é rádio, Grinfa é mulher
    Nome de otário é Zé Mané.

    Faixa 3. Chico Buarque de Mangueira. BMG, 1998.

    A letra dessa canção demonstra que uma língua varia
    Escolha uma alternativa para a questão 9b844ef4-ab
  • 9A21BEE0-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A estrofe a seguir, extraída da canção “Maria do Socorro”, de Edu Krieger, foi gravada por Maria Rita no disco Samba meu.

    Maria do Socorro
    Suas pernas torneadas
    Pelas ladeiras do morro
    Ela vai no baile funk
    De shortinho, top e gorro
    É afim do zé galinha
    Mas namora o zé cachorro (...).
    Disponível em: http://www.maria-rita.com/blog/index.php/audios-samba- meu/maria-do-socorro/. Acesso em 01.08.14.

    O motivo que leva a personagem a ter as pernas torneadas sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 9a21bee0-ab
  • 98E73DB5-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Tuiteratura, neologismo criado por meio da fusão das palavras “twitter” e “literatura”, define esta nova modalidade literária que veio à tona neste mês de maio, através de uma mostra cultural realizada no Sesc Santo Amaro, em São Paulo.
    Sob curadoria da agitadora cultural Giselle Zamboni e assistência do escritor Reni Adriano, contos e poesias com até 140 letras ganham vida em telas interativas, onde várias obras de autores consagrados e outros em ascensão dividem as audiências, com muita cor, som e ideias.
    A Poeme-se está lá, representada pelo amigo Felipe Carriço e seus microcontos (contos com até 140 letras).

    Disponível em: http://blog.poemese.com/1a-mostra-nacional-de-tuiteratura/. Acesso em 01.08.14

    Inserida no contexto das tecnologias de informação e comunicação da sociedade moderna, a tuiteratura é considerada um novo gênero textual, cuja relevância está
    Escolha uma alternativa para a questão 98e73db5-ab
  • 97AEF9A5-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    COMO ERA BOM
    o tempo em que marx explicava o mundo
    tudo era luta de classes
    como era simples
    o tempo que freud explicava
    que édipo tudo explicava
    tudo era clarinho limpinho explicadinho
    tudo era mais asséptico
    do que era quando eu nasci
    hoje rodado sambado pirado
    descobri que é preciso
    aprender a nascer todo dia

    Chacal, Belvedere [1971-2007].

    Nesse poema, o contraste entre passado e presente assume uma perspectiva pessimista que revela
    Escolha uma alternativa para a questão 97aef9a5-ab
  • 9005FFBC-AB

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    Muito útil, o corretor ortográfico e gramatical de programas de edição de texto é uma ferramenta que sinaliza eventuais problemas de grafia e de construção. Na tela do computador, o trecho “nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais” o verbo “abrir” aparece destacado. Essa sinalização indica
    Escolha uma alternativa para a questão 9005ffbc-ab
  • 8ECC08E6-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    Pressupostos são ideias que, apesar de não estarem expressas no texto de forma explícita, podem ser identificadas pelo leitor a partir do emprego de certas palavras ou expressões. Na passagem “O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo” a palavra em destaque estabelece o mesmo pressuposto presente em
    Escolha uma alternativa para a questão 8ecc08e6-ab
  • 8D7FB823-AB

    Português

    Adjetivos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    No título, o termo “gordurosa” revela pistas sobre o ponto de vista defendido pelo autor. Com base nas ideias expostas ao longo do texto, é correto afirmar que esse adjetivo foi empregado no sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 8d7fb823-ab